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quinta-feira, 30 de abril de 2015

As 4 dimensões do amor humano

As 4 dimensões do amor humano


Somente a integração dessas 4 dimensões permite que o amor dure para sempre

Somente a integração dessas 4 dimensões permite que o amor dure para sempre

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amor© watcharaph
Para construir um casamento duradouro, para manter-se fiel e para ter a certeza de estar dando passos seguros na construção da felicidade, é preciso edificar sobre bases firmes as relações de namoro.

Um dos primeiros erros cometidos de maneira frequente é estabelecer relações sustentadas na simples química cerebral, essa que desperta em nós a atração pela outra pessoa e que, de maneira arriscada, nos faz chamar de “amor” o que ainda não o é.

O enamoramento como tal é apenas a infância do amor e precisa crescer até desaparecer, para ceder seu espaço à escolha livre e ao compromisso duradouro. Por isso, quero compartilhar nesta reflexão as 4 dimensões do amor humano:

1. Todo amor humano tem uma dimensão biológica. As sensações corpóreas, a química cerebral, a atração à primeira vista despertam no organismo, de maneira instintiva, uma forte atração sobre a outra pessoa, fazendo que, de maneira errônea, achemos que amamos quando simplesmente sentimos uma atração pela pessoa.

2. Todo amor humano tem uma dimensão afetiva. Ela se sobrepõe ao primeiro impulso corporal; a descoberta da outra pessoa em seus valores fundamentais nos fazem entender que já não se trata somente de atração física, mas que existem também valores espirituais que nos permitem envolver-nos emocional e afetivamente com ela. Assim, passa-se da atração ao enamoramento. É somente nesta segunda dimensão que o enamoramento surge. Tal enamoramento é simplesmente o desejo de apropriação daquilo de bom que vemos no outro, alimentado pelo desejo de possuí-lo fisicamente mediante a relação sexual.

3. Todo amor humano tem uma dimensão pessoal. Isso, claro, entendendo que somos pessoas, ou seja, seres integrais que não só estabelecem uma relação afetivo-corporal, mas também um vínculo no qual todos os valores humanos, espirituais, emocionais, econômicos e intelectuais nos fazem comprometer-nos com o outro. É só neste momento que surge o compromisso real e o desejo de permanência para sempre.

4. Todo amor humano tem uma dimensão transcendente. Isso significa que somos capazes de compreender que a relação em construção não tem como finalidade somente a entrega mútua e a procriação como fruto dessa entrega, mas que somos chamados juntos à santidade e à transcendência. Trata-se de um amor que não é só intramundano, mas que vai muito além deste mundo, porque tem suas raízes em Deus. Esta dimensão surge quando cada um possui uma relação com Deus séria, íntima e disciplinada.

Quando não se consegue superar as duas primeiras dimensões, então as pessoas ficam presas à dependência mútua e se tornam viciadas uma na outra, buscando simplesmente saciar suas próprias necessidades afetivas, sem conseguir ir além dos sentimentos expressados mediante a genitalidade.

Só a integração dessas 4 dimensões permite que o amor seja para sempre. Pelo contrário, sua desvinculação só traz como consequência a infidelidade, a criação de necessidades e de apropriação do outro, a exploração afetiva dos demais.

Nem na dimensão biológica nem na afetiva podem dar-se a escolha e o compromisso; é necessário ir à dimensão pessoal, à totalidade do que se é como pessoa, como humano, à vinculação da liberdade inteira, à superação do próprio egoísmo, ao despojamento das próprias necessidades afetivas e da exploração ou coisificação do outro, para começar a amar de verdade.

A última das dimensões acrescente um “plus” de sobrenaturalidade, que permite aos (futuros) esposos aprender a amar-se no Senhor.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A aventura do verdadeiro amor

A aventura do verdadeiro amor

O namoro é a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem para estarem juntas e partilharem novas experiências

© Clarissa Oliveira
10.06.2014 // IMPRIMIR
Eu me chamo Laércio Oliveira e sou casado com Gloria Amaral desde 30 de junho de 1984. Completaremos, ao fim deste mês, 30 anos dematrimônio. Hoje, isso parece algo diferente, mas na verdade não é. Assim como as pessoas gostam de namorar, inovar e se aventurar, nós também gostamos. Nossa diferença é que gostamos de aventuras radicais, somos o tipo de casal que sente prazer e realização na radicalidade.

Quem começa um namoro com o tempo vai adquirindo certo estilo em como se aproximar e criar intimidade. Mas namorar sempre a mesma pessoa num simples estilo, não basta. É necessário uma autenticidade, uma personalidade, isso agregado a uma determinação e um autodomínio.

Na verdade para namorar sempre a mesma pessoa é fundamental ser radical, indo sempre e em tudo até as raízes. É fundamental em tudo dar sempre o máximo de si, o melhor de si mesmo, e não tem como ser mascarado. É preciso ser autêntico, correr verdadeiros riscos, pagar o preço real da autenticidade, aproximar-se dos precipícios da compreensão, se equilibrar na corda bamba das situações que mudam sempre, nos obrigando a atualizar e assimilar o que mudou. Sendo o mesmo, é necessário tornar-se sempre novo até atingir o outro lado, ou seja, até o coração do outro. Não existe maior aventura, ou mais radical do que o verdadeiro amor.

O namoro é a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem para estarem juntas e partilharem novas experiências. Eu me pergunto: quantas novas experiências existem em 30 anos? São incontáveis e por se renovarem, nunca envelhecem. Será que me casei sempre com a mesma pessoa? Não! Será que sou o mesmo de 30 anos atrás? Também não! Somos renovados quando assimilamos as incontáveis novas experiências.

Quisera poder dizer que estou 30 vezes mais unido à minha mulher, mas não seria verdade. Na verdade estou inúmeras, incontáveis e infinitas vezes unido a essa pessoa única, que decidiu radicalmente se unir infinitas vezes a mim. Sim, somos radicais, vamos até as raízes dessa aventura chamada amor, a esta união radical chamamos: casamento.

Escrito por Laércio Oliveira em colaboração com Aleteia.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Será que o amor pode acabar?

Será que o amor pode acabar?

A fase do enamoramento passa, mas isso não significa que o amor acabou: é aqui que ele verdadeiramente começa

 
Juan Ávila Estrada 
 
 
Daniel Greene
Acho que concordamos ao afirmar que acreditamos no amor. Independentemente das experiências de cada um, da maneira como o buscou, construiu ou vivenciou, é impossível não acreditar no amor. Negá-lo ou desconhecê-lo é tirar o tempero da vida, fazer desta existência uma desesperada e inútil presença sobre a terra. Não concebemos que o ser humano possa viver sem amar e ser amado.

Todas as nossas tentativas têm as mesmas intenções: sentir que somos amados, mas amados por nós mesmos, pelo que somos, pelo que significamos como pessoas únicas e singulares. Neste sentido, não importa a profissão da pessoa, seus talentos ou atributos dados pela natureza ou por Deus, mas simplesmente o amor que vale por si mesmo, mas por nós mesmos.

Ninguém quer ser amado pelo que dá, pelo que oferece, pelo que representa, pelo que tem, pela sua beleza ou por sua ética. Nós queremos ser amados “porque sim”, por sermos quem somos. Mas quando esta experiência se frustra ou é abortada em pleno processo de formação, então é mais fácil deixar de acreditar nele e afirmar simplesmente que estamos diante de uma utopia ridícula e sonhadora, própria de quem não conhece quão baixo e miserável pode ser o coração humano.

Mas é importante saber que não ter encontrado, construído, vivenciado o amor verdadeiro não significa que este não seja uma realidade. Falar dele, pensar nele, ansiar por ele já é uma prova da sua existência. Santo Agostinho dizia que “não existem desejos vãos”: quando há sede, é porque existe algo que a acalma; se há fome, é porque esta pode ser saciada; se existe o anseio pelo amor, este só pode ser uma grande verdade.

Mas será que tudo aquilo a que chamamos “amor” pode realmente receber este nome? Será que esse “frio na barriga” que sentimos quando nos apaixonamos pode levar este tão sublime nome? Aquele primeiro impacto sensitivo que “fere” os afetos e rouba a paz do pensamento por ter visto alguém que gerou em nós uma poderosa química, e que pode ser explicado de maneira fisiológica, como quando um animal é capaz de produzir atração sobre a fêmea para poder acasalar, não pode ser colocado no mesmo nível humano e chamado de “amor à primeira vista”.

O erro não foi do amor, mas do conceito equivocado dele que alguns músicos e poetas nos venderam, e daqueles que vivem tudo de maneira epidérmica, como se fossem vegetais, e simplesmente estão dispostos a seguir tudo o que os sentidos lhes sugerem.

Os sentidos só se satisfazem de maneira imediata, acalmam o apetite de maneira fugaz, mas logo depois voltam a pedir a mesma coisa, ou inclusive novas experiências, pois as anteriores se tornam cada vez mais monótonas.

E isso não pode ser chamado de amor. O amor é outra coisa. É a experiência de quem sabe se doar não somente sob o calor de limpos lençóis, nem só com a ternura que flui da sua pele para beijar quem lhe desperta desejos.

O amor possui uma dinâmica que exige a entrega de si mesmo a outra pessoa, que não se submete somente ao que a pele lhe pede, que constrói o outro como constrói a si mesmo. Porque o amor sabe dar, mas sobretudo sabe dar a si mesmo, sabe morrer (não necessariamente perdendo a vida física), pois entende que, quando existe oblação, doação, não são apenas os projetos pessoais que importam, mas os compartilhados.

Quem ama sabe o que significa a dor, pois amar dói, e dói não porque gera sofrimento, mas porque é capaz de entregar uma das coisas mais instintivas que possuímos e que nunca gostaríamos de perder: a capacidade de ser donos de nós mesmos, para saber que há alguém com quem contamos para tomar decisões.

Quem ama entende que já não faz sentido criar um projeto pessoal que não envolva a outra pessoa; que já não é o meu dinheiro e o seu dinheiro, mas o da nossa família; que já não se pode pensar com uma só cabeça, nem por duas, mas com nossas mentes em comum, para buscar o melhor para todos.
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A base do amor verdadeiro é a doação recíproca

A base do amor verdadeiro é a doação recíproca

Todo aquele que busca um amor verdadeiro precisa estar disposto a viver a dinâmica da doação de si mesmo ao outroClarissa Oliveira

 
                     © Sabrina Fusco / ALETEIA
 
 
Confira a entrevista exclusiva com o Pe. Vincenzo Marcucci, responsável pelo serviço de consultoria familiar "Família Nova" de Fermo, Itália. Falamos sobre amor verdadeiro, família, relacionamento, casamento, maturidade e atitude recíproca de doação, necessária para viver um matrimônio real.

O que é o amor verdadeiro?  

Muitas vezes chamamos de "amor verdadeiro" algo que na verdade não o é, porque o confundimos com a paixão.

O amor verdadeiro é saber se doar ao outro. Ou seja, é uma doação recíproca, especialmente na vida de casal. Pode ser também uma doação na qual não existe essa reciprocidade. Por exemplo, uma doação dos pais a um filho; é possível  que este filho não corresponda ao amor dos pais.

Mas o amor verdadeiro é aquele que fala de doação, é aquele que sabe combinar também o sacrifício de si com o bem e a felicidade do outro. Amar é querer o bem e a felicidade do outro e trabalhar, empenhar-se para realizar isso. Podemos comparar o verdadeiro amor a uma flecha que parte de nós e vai ao outro. Pode retornar a nós se existe uma correspondência e pode também não retornar.

Por que o verdadeiro amor nos leva ao casamento?

O casamento deveria ser baseado no amor verdadeiro, ou seja, em um amor de doação recíproca. Se não existe isso, não existe casamento, não pode ser casamento. Infelizmente, muitos casamentos não nascem do amor verdadeiro porque talvez a pessoa doe amor a outras coisas, ou seja, para viver uma realidade de amor verdadeiro, é necessário uma maturidade humana, pessoal.

Se a pessoa não adquiriu esta maturidade em seu processo de crescimento, dificilmente será capaz de amar e de fazer outra pessoa feliz. Geralmente, nascemos narcisistas, individualistas. Depois, com o tempo, nós nos abrimos ao outro e este abrir-se ao outro, mesmo que seja natural ao homem, este entrar em relação com o outro, é uma realidade que se educa, é um processo de crescimento e muitas vezes um processo que não existe.

Uma pessoa é adulta na idade, mas ainda criança, ainda adolescente e incapaz de amar verdadeiramente. A crise de muitos casais se encontra exatamente aqui: possivelmente a pessoa não cresceu o suficiente para amar. É um processo desafiador e uma realidade a se cultivar todos os dias. Não é que se adquire uma vez para sempre; é um caminho contínuo.

Quais são os problemas mais frequentes dos casais?

Uma das maiores dificuldades é a incapacidade de comunicação. Pelos modelos recebidos na família, na educação ou na sociedade, as pessoas não são pré-dispostas à comunicação. Elas lutam para aprender a se comunicar.

Um dos aspectos formativos para um casal é a arte da comunicação. É um compromisso não indiferente e é necessário uma escola para isso, é preciso ter uma educação e, às vezes, as famílias, mesmo com boas intenções, não educam neste ponto. A vida conjugal está na capacidade de relacionar-se, deparar-se com os conflitos e resolvê-los juntos, buscar continuamente mediações, porque a vida é infinitamente complexa.

Como enfrentar as crises conjugais? É algo fisiológico? Quando se casa, existem crises que levam ao crescimento?

A crise do casal pode ser uma crise de crescimento. É uma crise fisiológica e não pode não ser, porque, quando se casa, a pessoa é movida pela força da atração, da paixão, pela atração que sente pelo outro, por tantos e tantos motivos e, com o tempo, se aprende a amar por aquilo que se é.

Ou seja, quando existe essa passagem da paixão ao amor, existe uma crise de crescimento, uma crise de mudança.

Como todas as crises, pode ser uma crise de ruptura ou uma crise de crescimento. Infelizmente, muitas vezes esta crise é interpretada como crise de ruptura e depois, quando se pede ajuda, por exemplo, a um advogado, vira conflito, o outro se torna um adversário. Ou seja, é lógico que a crise se aprofunda.

Se, ao invés disso, quando a crise chega, o casal busca ajuda, aí sim é possível fazer com que entenda que a crise pode ser de crescimento e dela pode nascer um matrimônio mais verdadeiro, concreto, baseado no amor verdadeiro de doação ao outro. A crise se torna providencial.

O que é uma verdadeira família?

Primeiro se constrói o casal, depois se passa à família e o casal se alarga. É um processo natural passar de casal à família quando as pessoas são maduras. Quando o amor amadurece, ele se torna procriativo, ou seja, o casal se torna fecundo.

Se este filho não vem, pode-se adotar um. Contudo, existe sempre uma fecundidade, que se desenvolve no casal, no confronto entre os dois, até que esta fecundidade se expanda.  O casal precisa desta fecundidade para ser casal; do contrário, fecha-aw em si mesmo e, de um narcisismo individual, torna-se um narcisismo de casal.

Mas a fecundidade tem sempre este processo, é a consequência de um amor verdadeiro, de um amor profundo, de um amor que se torna responsável, generoso. Porém, é deve existir sempre este amor e a capacidade de se doar ao mundo externo, no âmbito eclesial e social, aceitando e interpretando o desejo de Deus de dar um filho à Igreja, à sociedade. Aí sim passa a ser uma família.

O modelo para a família cristã é a família de Deus, a família da Santíssima Trindade, ou seja, um modelo muito alto. O casamento é um sacramento, um encontro com Cristo que dura a vida toda.

Qual é o papel da oração em família?

Uma característica fundamental do casal e da família é a comunicação, porque em família se ama de várias formas, tudo unido à comunicação. É lógico que a comunicação com Deus é uma comunicação importante, a família precisa dela, porque Deus é o modelo da vida em família. Ele é o modelo de escuta, de disposição, de acolhimento. Deus é o modelo do amor.

                 
                                                                                                                                                            
                                                 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fazer amor: muito mais do que ir para a cama * Fazer amor é desenvolver as possibilidades de entrega e intimidade em todos os aspectos da comunicação e da convivência a dois


Fazer amor: muito mais do que ir para a cama

Fazer amor é desenvolver as possibilidades de entrega e intimidade em todos os aspectos da comunicação e da convivência a dois

11.10.2013


Por teu matrimonio

 

 
 
 
 

A característica essencial do amor matrimonial é sua condição de entrega total da vida, com o propósito de constituir uma comunidade de pessoas que oferecem, umas às outras, segurança, prazer, companhia, consolo e apoio.

Por isso, o tipo de intimidade que esta entrega estabelece inclui a doação livre e alegre dos nossos corpos por meio da intimidade sexual, mas não se limita a ela.

De fato, o grau de complementariedade e os benefícios da sexualidade têm a ver com o grau de intimidade que o casal alcançou nos diversos aspectos da sua vida: comunicação, confiança, respeito, trato delicado, solidariedade, apoio mútuo etc.

Por isso, com exceção de algumas doenças ou disfunções sexuais, a maioria dos problemas que os casais enfrentam na cama tem a ver com sua intimidade e trato na vida cotidiana.

Assim, por exemplo, é muito difícil que a esposa se sinta atraída e disposta a doar-se completamente à noite a um esposo que, durante o dia, só a criticou e ofendeu, ou que a viu cansada e não a ajudou.

Para melhorar o nível de intimidade, o casal precisa levar em consideração alguns aspectos, entre eles:

1. Intimidade é aceitação

Aceitamos nosso cônjuge quando lhe fazemos sentir que, ainda conhecendo seus defeitos e limitações, tanto de temperamento como físicos, ele ou ela é a pessoa mais importante das nossas vidas e, por isso, pode contar sempre conosco.

Demonstramos isso por meio da aceitação com a qual escutamos, das palavras de consolo, do interesse e preocupação por como a pessoa se sente, pela forma como, ainda quando manifestamos nosso desacordo, nós o fazemos sem julgar as intenções do outro.

2. Intimidade é confiança

A confiança não é algo que podemos exigir, mas uma realidade que nasce espontaneamente entre duas pessoas que se sentem aceitas. Mas a confiança pode ser cultivada.

Para isso, é preciso partir de um ato de fé fundamental: acreditar que, em nenhum momento, o outro tem a intenção explícita de ofender-nos ou causar-nos algum dano.

Esta atitude de confiança nas boas intenções do outro e em sua bondade fundamental é decisiva para que se dê um diálogo aberto entre o casal, tanto no âmbito das diferenças de opinião ou jeitos de ser, como sobre as preferências no campo da intimidade.

A falta de confiança pode ser um obstáculo para todos os níveis de comunicação, tanto emocionais como corporais.









Conheço, por exemplo, pessoas que se sentem muito incômodas na hora da intimidade porque seu cônjuge tem mau hálito, mas elas têm vergonha de lhe dizer. Isso leva a desenvolver relutância e aversão pela sexualidade; o outro pode achar que já não é amado, sem saber o que realmente acontece.

Graças à confiança, os cônjuges podem dizer um ao outro que carícias mais lhes agradam e que mudanças não lhes agradam ou satisfazem. Em outras palavras, a confiança cria a cumplicidade e a amizade que se requer entre dois bons amantes, e que os torna companheiros para sempre.

Esta confiança deve poder permitir ao casal muita liberdade, tanto para poder sugerir fazer sexo ou negar-se a ele, por falta de vontade, sem que isso leve o outro a pensar que está sendo rejeitado ou que não é amado.

Quando, com o passar dos anos, a intimidade sexual já não for prioridade, a confiança pode manter no casal um alto nível de unidade, graças ao qual se percebe que não há segredos entre os dois; que, com o cônjuge, é possível abordar ainda os temas mais difíceis, como sentimentos com relação à sua família, problemas no trabalho, dilemas de consciência.

3. Intimidade é ternura

A ternura é feita de gestos e palavras generosas, com os quais a pessoa acaricia não só o corpo, mas também a alma do outro.

Ou seja, são esses olhares de admiração, esse piscar de olhos que motiva; são as flores que expressam que a pessoa foi lembrada; é o abraço de consolo ou companhia no final de um dia de trabalho. Podem ser também os elogios que, ainda que o tempo passe e o espelho mostre os sinais de velhice, fazem a pessoa sentir que continua sendo admirada e amada por seu cônjuge.

Enfim, o poder da ternura é tal, que podemos dizer que é o maior e melhor afrodisíaco, não só porque motiva as carícias, mas porque mantém o casal enamorado.

Por tudo isso, é claro que "fazer amor" é muito mais que ir para a cama. É desenvolver, em todos os aspectos da comunicação e da convivência, as possibilidades de entrega e intimidade das quais Deus nos fez capazes e que, com sua graça, podemos sempre melhorar.




 

 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

Viver sem alma não é viver no verdadeiro sentido de uma vivência humana. Viver sem alma é viver instintivamente com a alegria e com a tristeza, mas sem sentido, sem objetivos, sem capacidade de dar valor à vida.


Dar alma à Vida V

 Viver sem alma não é viver no verdadeiro sentido de uma vivência humana. Viver sem alma é viver instintivamente com a alegria e com a tristeza, mas sem sentido, sem objetivos, sem capacidade de dar valor à vida.

Não quero viver assim. Eu quero dar alma à vida para que a vida possa espelhar e, por sua vez, contagiar a vida do Outro, daquele que está a meu lado com saúde ou sem ela, cantando a vitória ou chorando o fracasso.

Eu preciso de amar à vida, um dom que não o mereci, mas o Amor de Deus o quis e o abraço procurando dar-lhe a Alma que, de Deus vem ainda, como dom precioso que guardo com gratidão, ao Deus, em que acredito e ao amor dos meus pais.

Penso não deixar-me abater porque a minha vida, enquanto durar, será, se Deus quiser, para servir o Outro com alma.

A alma grande que procuramos pôr na vida é vitória do mais frágil dos seres humanos. É tornar presente a Bondade e a Misericórdia do Deus Criador e Senhor que também deu alma à vida, através de Jesus Cristo, à vida de todos nós, sejamos “gregos ou troianos”, habitemos nós neste ou naquele Continente, trabalhemos, onde quer que seja, neste ou noutro planeta.
Amo a vida porque lhe quero dar alma, não uma alma qualquer, mas uma alma da Complacência do nosso Deus, na fragilidade que eu sou.

 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Dar alma à vida IV. O que se diz dos doentes tanto podemos ter presente os doentes do corpo como da alma.

Dar alma à vida IV



Estar atento àquele que precisa duma palavra, de uma escuta, de uma reconciliação, de algo para comer, algo para se cobrir ou de ajuda na saúde é dar vida à alma. A vida, neste caso, não se trata só dar alma à vida do outro, mas dar alma à nossa própria vida, porque quem dá sempre recebe.

"A Caridade é amor, não vaidade pessoal, negócio ou assistencialismo" conforme disse o Papa Francisco I.

Quando se quer dar alma à vida pretende-se que o acto seja mútuo, mas só podemos fazê-lo se não esperarmos nada em troca porque quem ama, ama, e no amor, se vem de Deus, não podemos esperar nada, a não ser procurar usarmos de gratidão para com Aquele que nos permitiu ter vida com alma e crescermos nesta vida que é fruto da Caridade, de um Dom que nos foi concedido e que agradecemos e resistimos a tudo o que for contra a nossa vida pessoal ou seja de quem for, de uma modo particular dos mais frágeis da sociedade. Não será correto chamarmos frágeis a quem é idoso, doente, deficiente, etc... que são tão nobres como nós ou mais nobres do que nós perante Deus. São fortes e às vezes mais corajosos que os outros. Vêem a fé e vivem a fé mais que os nobres.

O que se diz dos doentes tanto podemos ter presente os doentes do corpo como da alma.

Pergunta o Papa "quem é capaz de julgar" para condenar?

Às vezes, usamos uma linguagem um modo condenatório, mesmo quando queremos chegar à conclusão que o ideal seria outro.

A nossa linguagem tem de mudar para uma linguagem própria de Deus que é Amor e ama a sua obra criada.

Correu tudo bem, mas o ideal seria a maior participação de pessoas, tanto leigos, como clérigos.

Tudo o que fazemos de bem podia ser sempre melhor, por isso eu gosto da vida assim, dar a vida à alma, mas há almas que já teriam morrido, há almas cujo o fogo da fé, esteja em confusão, perturbação...e só Deus sabe a razão ou grande razão das ditas fragilidades quer sejam nossas, quer sejam dos outros.

Na Paróquia já fizemos várias acções ao nível do Ano de Fé e tanto gostaria de ver multidões, muitas famílias em todos os lados como aconteceu com alguns, à procura da Luz do Círio, à procura da Luz da Fé ou a acompanhar a procissão do Santíssimo Sacramento que percorreu 5 zonas da Paróquia com 5 altares montados e decorados por pessoas das diversas zonas onde não faltaram os acólitos e os Ministros da Comunhão.

Foi uma noite de sonho, de tranquilidade, de um esforço vencido, mas se fosse a pensar a sério diria: que é feito de muitos que têm compromisso na Igreja? Claro que tudo o que é novo, nós sabemos que há sempre resistências, mas quem sou eu para saber dar razões dos outros...serão ovelhas perdidas do rebanho, mas, então e para isso é que quero dar alma à minha vida para poder comunicar alma à vida do Outro.