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segunda-feira, 20 de julho de 2015

O poder do Batismo: um bebê agonizante volta à vida

O poder do Batismo: um bebê agonizante volta à vida

 O fato milagroso aconteceu no Chile

Era 1957 e um surto de gripe estava acabando com a vida de centenas de pessoas no Chile. Em Valdivia, a família Eschemann Melero tomou as precauções necessárias para evitar que suas duas filhas pequenas corressem riscos. Mas Maria Soledad, que tinha apenas 45 dias de vida, começou a preocupar sua mãe quando deixou de mamar.

 
 
 
 
 
Portaluz
26.05.2014
Do You Know the Date of Your Baptism Jeffrey BrunoJeffrey Bruno
Era 1957 e um surto de gripe estava acabando com a vida de centenas de pessoas no Chile. Em Valdivia, a família Eschemann Melero tomou as precauções necessárias para evitar que suas duas filhas pequenas corressem riscos. Mas Maria Soledad, que tinha apenas 45 dias de vida, começou a preocupar sua mãe quando deixou de mamar.

Depois de 57 anos, é a própria Maria quem narra, no jornal Portaluz, o que sua família lhe contou sobre aqueles dias nos quais a doença, a morte e a graça sacramental confluiriam para um fato extraordinário que marcaria para sempre, nela e em sua família, a certeza de que Deus existe e nos ama.

O diagnóstico e a condenação

Logo depois de parar de mamar, surgiram também os vômitos, a diarreia e os choros, que evidenciaram algum problema de saúde na recém-nascida. A mãe não hesitou e a levou ao Hospital Regional Base de Valdivia.

Os meios do local eram precários, bem como a efetividade dos tratamentos farmacológicos, para solucionar os problemas que a gripe estava causando em Maria. “Internaram-me duas vezes e, na última, o médico disse à minha mãe: ‘Leve sua filha embora, porque já não podemos fazer nada por ela’”, contou Maria, como sua mãe lhe narrara anos mais tarde.

Alicia, a mãe de Maria, saiu do hospital com sua filha no colo. Agasalhada pelo abraço da sua mãe, a bebê havia acalmado seu choro, mas estava pálida e adormecida. À medida que transcorria a manhã, Maria foi perdendo vitalidade e consciência.

“Por volta das 13h, minha mãe disse que correu comigo a uma farmácia próxima, na esperança de que lá pudessem ajudá-la. Eu não reagia, estava moribunda e infelizmente tampouco lá puderam fazer algo para me ajudar.”

A esperança acaba

Com o peso do diagnóstico médico e vendo que sua filha mal respirava, Alicia, chorando, correu até a casa dos seus pais. “No caminho, ela passou no negócio da família e alertou seus irmãos (meus tios) que eu estava grave, e foi embora comigo nos braços. Logo depois, chegaram minha avó e minha irmã.”

A casa se encheu com vizinhos alertados pelos lamentos das mulheres que viam que a pequena já não reagia. “Então, minha mãe desmaiou. Caiu no chão e, enquanto isso, os vizinhos já tinham começado a preparar uma mesa para o meu velório e a roupa para colocar em mim, pois me davam como morta. Dois vizinhos levantaram a minha mãe e a levaram ao quarto, onde havia uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Minha mãe contou que suplicava à Virgem que intercedesse a Deus por mim, porque ela não queria que eu partisse.”

Ao encontro de Deus

A casa estava uma bagunça. Alicia, com uma crise nervosa, gritava descontrolada e os vizinhos optaram por levá-la ao hospital. A pequena Maria jazia, inerte, sobre a mesa da sala, quando chegou Sara, irmã de Alicia, que tinha acabado de ficar sabendo do ocorrido com sua sobrinha e tinha uma só certeza desde o primeiro instante em que lhe haviam informado...

“Eram quase 14h do dia 25 de janeiro de 1957 quando minha tia me pegou da mesa, correu à paróquia de Nossa Senhora do Carmo e bateu na porta. O padre americano Enrique Angerhaus abriu do outro lado e ouviu a imperativa demanda: ‘Padre, por favor! O senhor precisa batizar minha sobrinha agora, porque ela não está mais respirando, está agonizando!’.”

“Meu corpo estava gelado, eu já não tinha sinais vitais. Então, o padre preparou as coisas, pegou os santos óleos. As pessoas que estavam na minha casa correram atrás da minha tia e havia muita gente na igreja.”

A vida que flui no sacramento

Como se fosse ontem, Maria explicou detalhadamente que, naquele instante, não haviam nem pensado em padrinhos, então “minha tia pediu a um vizinho e a outra senhora ali que fossem meus padrinhos”.
 
Quando o padre colocou seu dedo na testa da pequena Maria, ungindo-a com o santo óleo, os que estavam mais perto foram testemunhas do fato extraordinário.

“De repente, eu respirei forte, e isso se repetiu no momento em que o padre derramou água benta na minha cabeça, sobre a pia batismal. O sacerdote, tão impactado como todos os presentes, me levantou e, diante da assembleia, disse: ‘O Senhor teve misericórdia desta criança e ela voltou à vida!’”, contou Maria.

A comunidade presente foi testemunha de um fato que marcou a vida da família de Maria e que até hoje ela recorda com carinho. “Quando recebi o Batismo, o Senhor me tirou do sepulcro. Sempre lembro disso quando converso com as minhas irmãs: eu digo que sou como Lázaro, porque o Senhor me tirou do sepulcro e eu voltei à vida.”

Ao longo da sua vida, Maria permaneceu firme na fé e ativa na Igreja. Com seu esposo e os dois filhos que Deus lhe confiou, ela mora na cidade chilena de Punta Arena e é membro fiel da Renovação Carismática. Louvar e agradecer Deus é um ato cotidiano do seu coração agradecido.

“No Batismo – conclui sua narração –, o Senhor se manifesta com uma potência de amor que não conseguimos sequer imaginar.”

Maria é, sem dúvida, uma testemunha privilegiada desta verdade.
                                                                                                              Aleteia

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sacerdote, profeta e rei


Sacerdote, profeta e rei

A Igreja nos ensina que pelo Sacramento do batismo, todo batizado possui uma identidade única que fica gravada para sempre: é sacerdote, profeta e rei

Adenilton Turquete



 

Ao ser batizado o cristão é incumbido de três missões distintas entre si, mas misteriosamente interligadas pelo mistério da fé: Sacerdote, profeta e rei.

Os fundamentos para este mistério se revelam na pessoa de Jesus Cristo, o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós. Ele foi sacerdote, profeta e rei. Jesus Cristo, homem, cumpriu a plenitude da representação da busca do homem por Deus.

Na antiguidade os homens buscavam a Deus, mas seus pecados não permitiam que eles alcançassem a Deus. Toda forma de religião é o resultado da busca do homem por seu Deus. Desde que nascemos temos uma centelha que testifica a existência de Deus, mesmo desconhecendo a Deus, algo dentro de nós clama por Deus, pois ao dar o sopro de vida ao homem, Deus nos fez à sua imagem e semelhança.

Toda tentativa humana de acesso a Deus é falha, por isso Deus, em sua infinita misericórdia, através dos séculos estabeleceu alianças com os homens e por meio destas alianças parciais, permitindo o acesso do homem a Ele.

No cenário das alianças aparecem as figuras dos sacerdotes, dos profetas e dos reis.

O ministério do sacerdote está relacionado ao sacrifício, os Hebreus tinham à sua disposição sacerdotes que ofereciam diariamente sacrifícios de animais para expurgar seus pecados. Porém, o perfeito sacerdote, Jesus, fez-se a si próprio sacrifício, doando sua vida para a Salvação da humanidade.

Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

O ministério do profeta está relacionado à transmissão da vontade de Deus para com os homens, os profetas elevaram a sua voz publicamente para alertar o povo de seus pecados e predizer acerca dos riscos que a falta de arrependimento trariam à Nação. Muitos destes profetas foram perseguidos e mortos nos tempos bíblicos.

Jesus é o profeta do Evangelho, das boas novas, do novo nascimento.

O ministério do rei está relacionado ao governo de todas as coisas, existe uma menção na Bíblia Sagrada de que "quando um justo governa, o povo se alegra". Quando um rei era temente a Deus, os Hebreus prosperavam, quando um rei era ímpio, o povo padecia.

Jesus é o Rei dos reis, Senhor dos senhores. Ele estabeleceu o maior reino da Terra, a Igreja.

O Código de Direito Canônico da Igreja, quando legisla sobre o ‘‘Povo de Deus’‘, diz que:

‘‘Fiéis são os que incorporados a Cristo pelo Batismo, foram constituídos como povo de Deus e assim, feitos participantes, a seu modo, do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, são chamados a exercer, segundo a condição própria de cada um, a missão que Deus confiou para a Igreja cumprir no mundo’‘ (CDC,cân.204).

Jesus foi constituído por Deus Pai como ‘‘Sacerdote, Profeta e Rei". E como Ele se fez, pela Encarnação, a Cabeça da Igreja, todo o povo de Deus, por Ele, passou a participar dessas três funções do Salvador e, consequentemente, assumimos com Ele a responsabilidade da missão salvífica da humanidade, com todo o serviço do Reino. Deus Pai quis dar-nos a honra de participarmos com Cristo da obra de salvação da humanidade. Inseridos em Cristo pelo Batismo, nos fazemos um com Ele e, portanto, co-responsáveis pela sua missão redentora. O Reino a ser implantado no mundo também é nosso, e Deus quis que cada um de nós participasse da mesma alegria dos anjos quando o pecador volta arrependido para a casa do Pai.

Esse povo tem, portanto, uma vocação sacerdotal. Cada batizado é chamado a participar do mesmo sacerdócio de Cristo. Ele é verdadeiramente o Pontífice (ponte), ‘‘o único mediador entre Deus e os homens’‘ (1 Tm 2,5); mas, pela nossa inserção Nele, no Seu Corpo, pela Igreja e pelo Batismo, Ele fez do novo povo ‘‘um reino de sacerdotes’‘. 

Um aprendizado surpreendente:

Esta postagem é inspirada em uma experiência que passei na aula de preparação ao sacramento do Crisma. Nosso pároco, padre Douglas, explicava acerca do batismo quando disse uma frase emblemática que surpreendeu este blogueiro:

"... quando somos batizados assumimos a condição de sacerdotes, profetas e reis, nosso reinado, através do Batismo, nos une e nos insere na Trindade Divina. Aos sermos batizados, passamos, pela UNIDADE do Corpo de Cristo, a fazer parte da Trindade."

Não foram exatamente estas palavras, mas foi bem próximo disso. Isso fez meu coração saltar dentro de mim, pois em todo esse tempo, eu jamais havia concebido que fazia parte da Trindade Santa. Imagina, meu amado irmão, nós somos sacerdotes, profetas e reis, tudo isso é humanamente aceitável. Mas ser parte integrante da Trindade é algo sublime, é mais do que Deus viver em nós, é nós podermos viver em Deus e subsistirmos eternamente com Ele.

A partir desta descoberta temos que dizer, não vivo mais, Cristo vive em mim, pois minhas palavras e atos não devem ser segundo o EU, mas segundo Deus.

Não somos meros representantes de Deus aqui na Terra, somos a presença dEle entre os homens.

Que responsabilidade!

Adenilton Turquete

(Compartilhando a Graça)

domingo, 19 de janeiro de 2014

É correto batizar um filho de pais casados só pelo civil?

É correto batizar um filho de pais casados só pelo civil?

O sacramento do Batismo foi negado a muitas crianças nesta situação. Conheça o que a Igreja pensa sobre isso

Julio De la Vega Hazas                                                                                                                                                                             
 
radiovaticana
No último dia 12 de janeiro, o Papa Francisco batizou, entre outras crianças, o filho de um casal que tinha se casado apenas no civil. Diante das numerosas perguntas que nos chegaram, apresentamos aqui uma segunda resposta, esclarecendo também se existe diferença entre um padrinho de Batismo e um de Confirmação.

Precisamente quando recebi esta pergunta, o Papa acabava de batizar essa criança. Daí que, evidentemente, a resposta é sim. No entanto, alguns esclarecimentos podem ser de grande utilidade.

Já aconteceu algumas vezes – hoje em dia, felizmente, com menos frequência – que um pároco tenha negado o sacramento do Batismo quando os pais tinham contraído o casamento civil, mas não o canônico. A razão alegada é que, ao viver em desacordo com a fé, os pais não estariam capacitados para transmitir a fé ao filho. Mas neste argumento há dois erros.

O primeiro é que viver em desacordo com a fé não significa não ter fé. Basta observar a vida para constatar isso. Mas também há uma razão teológica, neste sentido: o pecado mortal retira a graça e a caridade, mas não a fé, salvo que o pecado seja diretamente contra a fé – ou seja, que de uma forma ou outra se rejeite explicitamente a fé.

O segundo erro é que, estritamente falando, não é imprescindível que os pais tenham fé para batizar seu filho licitamente. Os requisitos estão no cânon 868 do Código de Direito Canônico: o consentimento dos pais, pelo menos de um dos dois, ou de quem legitimamente os representa, e que haja esperança fundamentada de que a criança vai ser educada na religião católica.

O mais sensato, levando em consideração o segundo requisito, é que o pároco garanta que se cumpra e vele especialmente por que se deem as suficientes garantias, dentro do possível. A principal delas é a escolha de padrinhos idôneos.

O Código também indica os requisitos para assumir o compromisso dos padrinhos. São vários, mas o mais interessante aqui é que eles tenham uma vida congruente com a fé e com a missão que vão assumir (cânon 874, § 1, 3),

Pode parecer surpreendente que se exija dos padrinhos mais do que se exige dos pais. Mas compreendemos melhor isso ao perceber que não podemos escolher os pais da criança, mas sim os padrinhos, o que mostra a conveniência desta disposição. Porque a prioridade é a formação da criança na fé.

O Batismo, a recepção da primeira graça que torna a criança filha de Deus, é o melhor presente que ela pode receber; mas ela não pode ser batizada se não houver expectativas razoáveis de que receberá a necessária educação na fé. O próprio Código diz isso: "se tal esperança faltar totalmente, difira-se o Batismo, segundo as prescrições do direito particular, avisando-se os pais do motivo" (cânon 868,§ 1, 2).

Esta formação na fé é tão importante? Sim. O Batismo de um adulto requer fé e contrição pelos seus pecados. Como um bebê não tem uso de razão, esta contrição não pode lhe ser exigida. Então, resta a fé, que também não pode ser exigida da criança, mas sim daqueles que a levam ao Batismo, porque se comprometem a colocar os meios necessários para que a semente da fé possa germinar quando ela tiver uso de razão. Sem isso, a graça de Deus seria desperdiçada.

Os padrinhos devem ser pessoas idôneas para formar na fé, tanto pelos seus conhecimentos quanto pela sua vida. Esta é a exigência da lei da Igreja – e a lógica.

Ainda que às vezes o papel dos padrinhos e a responsabilidade que eles assumem não sejam bem compreendidos, a verdade é que a sua missão se torna muito séria, de modo particular quando os pais não estão nas melhores condições para dar esta formação.

Com relação aos padrinhos da Crisma/Confirmação, deles são exigidos os mesmos requisitos que os do Batismo. Evidentemente, sua importância real dependerá muito da idade de quem recebe a Confirmação.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Dia do Baptismo do Senhor e Dia dos padrinhos na Paróquia

Dia do Baptismo do Senhor

Ocasião de nos lembrarmos do nosso baptismo e de nos rebaptizarmos no sentido de dar um novo rumo à nossa vida para o serviço de Cristo nos irmãos, aprendendo, celebrando e partilhando...
Na Paróquia associamos o dia do Padrinho com celebrações apropriadas...



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Seis adultos da diocese de Braga iniciam caminho para o Baptismo- Catecúmenos


Seis adultos da diocese de Braga iniciam caminho para o Baptismo


                                                                                      Álvaro Magalhães, in Diário do Minho de 21 de Novembro
Um grupo de seis adul­tos inicia hoje, na Arqui­diocese de Braga, o cami­nho para receber, em bre­ve, o sacramento do Batis­mo, anunciou fonte dioce­sana. Trata-se do segundo ano consecutivo que é pre­parado um grupo de pes­soas não batizadas que manifestam vontade em se tomar cristãos.
 


Continua a tratar-se de um acontecimento não muito usual, uma vez que a tradição habituou a que as crianças sejam batizadas ainda em tenra idade.
Desta feita, avançou a mesma fonte em declara­ções ao Diário do Minho, iniciam a caminhada catecumenal seis jovens/adul­tos, «que se preparam já há alguns meses para que na Vigília Pascal do próxi­mo ano recebam os sacra­mentos da Iniciação Cris­tã» (Batismo, Confirmação e Eucaristia).
 
 
 
O primeiro passo neste caminho progressivo de in­clusão na vida da Igreja, realiza-se hoje, às 21h30, na capela da Casa Sacerdotal, em Braga, com a admissão ao Catecumenado.
«São cinco mulheres e um homem de vários pon­tos da diocese que não re­ceberam o Batismo nem os outros sacramentos da Ini­ciação Cristã quando eram crianças», re­velou o padre Antônio Sér­gio Torres.
A celebra­ção da cerimô­nia de admissão ao Cate­cumenado é presidida pelo Arcebispo Primaz, D. Jor­ge Ortiga, que acolherá os candidatos a cristãos que têm idades compre­endidas entre os 19 e os 50 anos.
De acordo com o sa­cerdote, a cidade de Bra­ga apresenta três catecúmenos provenientes das paróquias de Maximinos, S. Victor e S. Lázaro, ainda do arciprestado de Braga, outro candidato é oriundo da paróquia de Merelim. Do arciprestado de Vila Verde, um candidato é pro­veniente da comunidade de Loureira e do arcipres­tado da Póvoa de Lanhoso surge outro candidato da paróquia de Covelas.
 
 
Nos últimos anos tem aumentado em Portugal o número de adultos a pe­dir o Batismo, numa épo­ca de forte secularização, com as opções dos pais que relegam esta decisão para a própria vontade dos filhos, e com a che­gada de imigrantes de paí­ses não cristãos.


    Na Vigília Pascal deste ano (2012) também já foram celebrados na Sé Catedral, foram   alguns adultos.