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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

No relacionamento a dois, o "nós" é uma prioridade, e quem não consegue assimilar isso, continuará falando como um solteiro que não aprendeu a amar * Casamento ioió

O perigoso jogo do casamento ioió

No relacionamento a dois, o "nós" é uma prioridade, e quem não consegue assimilar isso, continuará falando como um solteiro que não aprendeu a amar

16.10.2013
Juan Ávila Estrada

     Eu, tu, ele, nós, vós, eles: esta é a ordem dos pronomes que aprendemos na escola. Sempre ficou claro que o "eu" encabeça a lista de todos, e a ele podemos unir os respectivos "meu" e "me". Para a filosofia, de fato, o "eu" é chave em toda relação humana.

Mas o que acontece quando esse "eu" se encontra com um "tu" e, juntos, estabelecem uma relação de amor? É possível que os pronomes continuem conservando essa ordem ensinada pelo idioma? Não, não é possível.

Pelo contrário: seria um atentado ao amor pensar que o "eu" continua antecedendo os demais pronomes. Mas então, no relacionamento a dois, poderíamos pensar que o mais importante é o "tu". Tampouco.

    O perigo de um "tu" incondicional e irrevocável entre esposos é de que o "eu" se dilua um pouco, até chegar ao aniquilamento da identidade e do princípio de individualidade e unicidade que há em cada ser humano. Não existe um "eu" sem um "tu", nem um "tu" sem um "eu".

Então vamos esclarecer: na relação a dois, o pronome que encabeça a lista de todos é o "nós", pois nele se encontram o "eu" e o "tu", sem que se misturem, sem anulá-los, sem desconhecê-los, simplesmente unindo-os em uma relação de doação e entrega mútua, na qual ambos começam a viver com dois cérebros, mas um só pensamento.

Não é possível construir uma sólida relação entre o casal, se cada um considera que o "eu" é o mais importante de tudo. O "nós" vem para enriquecer a relação e conferir-lhe uma nova dimensão. Já não se trata do "meu" dinheiro, meus problemas, meu tempo, minha vida; esta não é a linguagem do amor, mas de egoístas casados que, em algum momento, conceberam erroneamente o casamento.

    Somos esposos, somos uma nova família, somos uma só carne, somos um projeto de Deus; estamos unidos não somente pelo amor humano, mas pela graça do Senhor, que abençoa esse amor e o torna sobrenatural.

    Aqui, não se trata de morrer para nada (como equivocadamente interpretam muitos), mas de um novo viver, de um novo nascimento, de um novo vocabulário, pois tudo é novo entre os esposos. Quem não consegue assimilar isso adequadamente, continuará falando como um solteiro que não aprendeu a amar. Porque, para casar-se, é preciso revisar até o idioma, reestruturá-lo, recompô-lo.

    O casamento não pode ser construído entre dois "eus", pois suas vidas ficariam unidas como naquele brinquedo infantil, o ioiô, por uma corda curta que os faria viver em forma de sobe e desce ou pêndulo.

    Por mais especialistas que sejam muitos no uso do ioiô, por mais malabarismos que saibam fazer com ele, sempre continuarão no mesmo lugar e a corda se enrolará em si mesma, em um eterno retorno sobre o nada.

    O "nós" tem capacidade de extensão, abre-se à vida, revisa sempre suas metas, avalia suas estratégias, é criativo, sabe se renovar e fazer da rotina um trampolim para amadurecer, pois leva o casal a criar raízes.

  O "nós" não tem medo dos filhos, porque conhece perfeitamente que eles são consequência natural da escolha deste novo pronome. O "eu" só busca o benefício pessoal e a comodidade. Somente o "nós" permite um "ele" que se diz "nosso". Só o "nós" concebe a vida como um dom de Deus e como uma materialização desse amor que foi consagrado pelo Criador

    Quando você sentir que o "nós" começa a se enfraquecer, lute pelo "tu" para que o "ele" seja preservado. Em uma crise matrimonial, os filhos precisam ver como seus pais lutam pelo seu casamento. É preciso cuidar do cônjuge sem descuidar dos filhos. Quando duas pessoas sabem cuidar uma da outra como um "nós", elas têm todo o poder para cuidar do "ele" na sua relação.
    Por isso, faço uma nova proposta para os esposos cristãos, de ter uma nova ordem entre os pronomes pessoais: nós, tu, eu, ele, vós, eles



































































































































































































































































































 
 







terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os matrimónios mistos devem cumprir uma série de requisitos; do contrário, são casos de nulidade matrimonial


O que acontece quando uma pessoa cristã se casa com uma muçulmana?

Os matrimônios mistos devem cumprir uma série de requisitos; do contrário, são casos de nulidade matrimonial

15.07.2013

Julio De la Vega Hazas

É possível que uma pessoa cristã se case com uma que não o é, mas isso requer uma dispensa especial. Sem ela, o matrimônio é nulo. De fato a dispensa é concedida quando se cumprem algumas condições, que são mencionadas no cânon 1125 do Código de Direito Canônico:

   1. A parte católica declare estar disposta a evitar os perigos de abandonar a fé, e faça a promessa sincera de se esforçar para que todos os filhos venham a ser batizados e educados na Igreja Católica.

   2. Dê-se oportunamente conhecimento à outra parte destas promessas feitas pela parte católica, de tal modo que conste que se tornou consciente da promessa e da obrigação da parte católica.

   3. Ambas as partes sejam instruídas acerca dos fins e das propriedades essenciais do matrimônio, que nenhuma delas pode excluir.

   A dispensa é concedida pelo bispo diocesano, que o faz sempre que as condições sejam cumpridas; mas o Direito o proíbe de autorizar se não forem cumpridas.

   A partir daí, o que encontramos são situações de fato, nas quais pode ocorrer qualquer coisa. No caso dos muçulmanos, por exemplo, pode-se dizer alguma coisa em geral, ainda sabendo que pode haver exceções, sobretudo quando se trata de pessoas com pelo menos duas gerações morando no Ocidente.


   Para um muçulmano, a religião é transmitida por via paterna: o filho de um muçulmano é – deve ser – muçulmano. Por este motivo, é muito raro que uma família muçulmana aceite que uma filha contraia matrimônio com um católico.

   O contrário é mais frequente: um muçulmano que quer contrair matrimônio com uma católica. Pode acontecer – e acontece – que ele não seja praticante e aceite, em princípio, as condições mencionadas.
 


   Mas, neste caso, o problema de fundo talvez esteja onde menos parece à primeira vista: na terceira das condições. Não se trata somente de que o Islã admita a poligamia; estamos falando de uma cultura na qual não se pode dizer que o matrimônio é uma aliança entre iguais. E isso, com o tempo, acaba ficando evidente.

   De fato, a experiência geralmente não é positiva, e boa parte destes matrimônios acaba em uma sentença de nulidade. Isso pode indicar não somente que não houve união de fato, mas que havia algo errado desde o primeiro momento.

   É por isso que, em algumas dioceses, como Madrid, ao mesmo tempo em que se dão as dispensas quando se cumprem as condições, desaconselha-se no bispado que contraiam estes laços, e há inclusive material escrito explicando os motivos.
 
Conheço o contrário porque já fiz casamentos com esta dispensa, mas respeito opinião em contrário.

domingo, 5 de maio de 2013

Casamento dos não Crentes---Bento XVI -- in boletim Paroquial de Barcelos


Casamento dos não Crentes

 Em 26 de janeiro de 2013, Bento XVI, falando aos membros do Tribunal da Rota Romana, trouxe ao de cima um problema que se arrasta na Igreja há muitos anos: é válido o matrimónio quando os noivos não têm fé? Não deu uma resposta definitiva, mas abriu caminho que, por certo, levará mais longe.

No Sínodo dos Bispos de 1980, um bispo francês levantou este problema, que foi longamente discutido na sala sinodal, dando ocasião a uma proposição votada quase por unanimidade. A Comissão Teológica Internacional, já antes, em 1977, se pronunciara de maneira cautelosa, mas já com alguma abertura. Da Comissão fazia parte o teólogo Ratzinger.

O Vaticano II na Constituição da Liturgia, ao tratar dos sacramentos, diz que estes supõem a fé de quem os recebe, celebram-na e alimentam-na. Sendo assim, parece poder concluir-se que quem não tem fé não poderá receber, de modo válido e frutuoso, os sacramentos da Igreja.

Os bispos do Sínodo referido propuseram, então, que se aceitasse o casamento natural e se propusesse aos cônjuges uma caminhada que os pudesse levar a aceder, livremente, ao dom da fé. Não foi nesse sentido a Exortação Apostólica de João Paulo II sobre a família (novembro de 1981) ao manter a orientação de que a fé, em relação ao matrimónio, consistia, para os não crentes, na aceitação explícita das suas propriedades fundamentais: unidade, fidelidade e indissolubilidade.

Bento XVI parte agora desta orientação, mas interroga-se, perante a realidade atual de casamentos feitos na Igreja, depressa desfeitos, se é possível aceitar o propósito de respeitar as propriedades do matrimónio, como o entende e propõe a Igreja, sem a luz e a força da fé.
 
 
 

Muitos batizados que nunca desenvolveram nem enraizaram a sua fé apresentam-se para um casamento no templo, por tradição, pressão social ou da família ou até do outro cônjuge. Se em tempos passados este casamento podia perdurar, hoje verifica-se a sua debilidade, ao pensarmos no número crescente de divórcios por parte de quem casou na Igreja e pelo ambiente laico que nos envolve. A fé e a vida em comunidade são uma força para as dificuldades emergentes. Não podem ter essa experiência os que não consciencializaram, por falta de fé, que o matrimónio - sacramento comporta, diariamente, a protecção divina, como ajuda e presença numa família. Também não deixa de merecer atenção a quantidade de jovens e adultos batizados, sem qualquer expressão de fé que os denuncie como crentes, que procuram o casamento civil ou a união de facto. Sinal de que Deus não tem lugar num tão importante acontecimento da sua vida.

Parece ser tempo de prestar atenção à verdade do sacramento, que não se poderá entender sem uma fé explícita. Depois das palavras de Bento XVI, a menos de um mês da sua inesperada resignação ao papado, também neste ponto as coisas vão ser diferentes. As suas palavras são proféticas e os agentes pastorais têm de acordar para um maior esforço evangelizador, e os agentes judiciais para uma mais larga compreensão da incapacidade de receber o sacramento do matrimónio, de o acolher como dom e de responder à graça e ao compromisso que o sacramento comporta para os noivos.

A Igreja deverá considerar, com total liberdade e com a responsabilidade que lhe cabe como educadora da fé, cada caso que se lhe apresenta. Não falta gente, sem prática de culto religioso, a casar, seja na Igreja ou na Conservatória do Registo Civil, que, por total coerência, quer realizar um casamento indissolúvel, marcado pela unidade e pela fidelidade mútua. Se a fé teologal ajuda a entender as exigências do matrimónio, ela não é caminho exclusivo e pode ser precedida por uma fé natural que clama, dentro de cada um que sabe ouvir este grito, uma exigência de verdade e de compromisso. Por natureza criada já somos “divinos” e capazes de obras onde Deus está e opera. Um olhar novo que importa ter sempre presente.

António Marcelino, Bispo emérito de Aveiro, In Notícias de Beja, 07.03.2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Matrimónio, o casamento e a boda



A boda

A boda no nosso Alto-Minho é a festa que se segue à realização de um casamento, isto é, ao almoço, ao convívio e tudo aquilo que faz celebrar o ano zero de casamento, ou do sacramento do matrimónio.

A boda é por si, o aniversário zero do casamento.

Depois segue-se os aniversários mais importantes como bodas de prata, de ouro e de diamante que são celebradas sempre com grandes festas.

No entanto, há quem dê nomes ao aniversário de cada ano de casamento como a lista que segue, pois, ano a ano, também se celebra o aniversário de nascimento. Então faz todo o sentido celebrar ano a ano o dia do casamento. Fazer boda ainda que a nível familiar, de forma mais simples, mas até mais sentida.

É que o aniversário é sempre a lembrança de algum sucesso na vida, de algum acontecimento importante para reforçar a iniciativa, o acontecimento, a coesão, a unidade e a alegria entre os casais e os filhos, como até entre os elementos de uma empresa.

Agradecer a Deus se é que Ele esteve e está na nossa vida, os dons e as graças que recebemos ao longo do ano ou dos anos para sermos fortes, corajosos, anímicos… neste caso, no matrimónio.

O uso de arroz nos casamentos, as solteiras e o buquê, os pedaços de gravata do noivo, o véu, a grinalda,… pode ser supersticioso. Tal como a noiva levar alguma coisa antiga, outra azul, uma nota num sítio escondido como promessas para um melhor futuro… São rituais populares alguns de origem pagã que, por vezes, podem obscurecer o verdadeiro sentido do casamento, seja religioso ou não.

Um casamento é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento social, político e religioso que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, de coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato. Embora se o virmos pelo lado de um contrato ele pode acabar, mas se o virmos pelo lado da fé tem outro sentido mais profundo, estável e duradouro, daí a palavra matrimónio, ainda que seja compreendida como sinônimo de casamento, é referente exclusivamente à união entre um homem e uma mulher, uma vez que deriva de manter, mátris (mãe) no latim clássico.

As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afetiva, para dar largas ao Amor que os une, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar  seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.

 

"1º. ano: Bodas de Papel

 2º. ano: Bodas de Algodão

 3º. ano: Bodas de Neve

 5º. ano: Bodas de Madeira

 6º. ano: Bodas de Caramelo

 7º. ano: Bodas de Nylon

 8º. ano: Bodas de Bronze

 9º. ano: Bodas de Cipermetrina

 10º. ano: Bodas de Alumínio

 11º. ano: Bodas de Aço

 12º. ano: Bodas de Seda

 13º. ano: Bodas de Renda

 14º. ano: Bodas de Marfim

 15º. ano: Bodas de Cristal

 20º. ano: Bodas de Platina

 25º. ano: Bodas de Prata

 30º. ano: Bodas de Pérola

 35º. ano: Bodas de Coral

 40º. ano: Bodas de Rubí

 45º. ano: Bodas de Safira

 50º. ano: Bodas de Ouro

 55º. ano: Bodas de Esmeralda

 60º. ano: Bodas de Diamante

 75º. ano: Bodas de Platina"
 

Se  quisermos ser mais optimistas e fazer

celebrações póstumas…
 

 "75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro

76º - Bodas de Cipestre

77º - Bodas de Alfazema

78º - Bodas de Benjoim

79º - Bodas de Café

80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho

81º - Bodas de Cacau

82º - Bodas de Cravo

83º - Bodas de Begônia

84º - Bodas de Crisântemo

85º - Bodas de Girassol

86º - Bodas de Hortênsia

87º - Bodas de Nogueira

88º - Bodas de Pêra

89º - Bodas de Figueira

90º - Bodas de Álamo

91º - Bodas de Pinheiro

92º - Bodas de Salgueiro

93º - Bodas de Imbuia

94º - Bodas de Palmeira

95º - Bodas de Sândalo

96º - Bodas de Oliveira

97º - Bodas de Abeto

98º - Bodas de Pinheiro

99º - Bodas de Salgueiro

100º - BODAS DE JEQUITIBÁ." NET

 

sábado, 30 de março de 2013

Centro de Preparação do Matrimónio Viana do Castelo-CPM

 
O 66° Encontro do C.P.M.,
vai realizar-se nas instalações do Colégio do Minho, de 12 de Abril até 24 de Maio de 2013. As diferentes sessões serão às sextas-feiras pelas 21,30h.
A equipa de casais vai receber os noivos com todo carinho no dia 12 de Abril de 2013,noColégiodoMinho, onde serão preenchidas as fichas de inscrições para este Encontro CPM.
No caso de alguma dúvida, podem contactar o Casal Res­
ponsável Irene e Fernando, através do n° 258 828 477 e 918 232 432, ou Email: josefviana@gmail.com, ou ainda para o Rev. Padre Dr. Antônio Belo, n° 258 829 620.
Os noivos podem iniciar o Encontro nodia 19de Abril, caso surja alguma situação deforça maiorqueosimpe- ça de estarem presentes no dia 12 de Abril.
Devem tomar parte todos os noivos que vão casar-se durante este ano de 2013.