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terça-feira, 9 de junho de 2015

“Sem o domingo não podemos viver!”


“Sem o domingo não podemos viver!”

P. Vitor Gonçalves

in Voz da Verdade 07.06.2015

 
"Tomai: isto é o meu Corpo.”

Mc 14, 23

 Esta foi a resposta de Emérito, diante do pró-consul de Cartago, no ano 304, quando interpelado por estarem a celebrar a Eucaristia apesar das proibições do imperador Diocleciano. Ele e outros 48 cristãos de Abitene, na actual Tunísia, foram torturados e mortos, por quererem celebrar a sua fé. Hoje, na festa do Corpo de Deus, quase nem nos damos conta dos muitos lugares do mundo onde tantos, que vivendo a mesma fé que nós, não se poderão reunir, pelo perigo de morte que isso representa. Com procissão ou sem ela, não celebramos nenhum triunfo mundano, mas a entrega de amor de Jesus, feito alimento para que ninguém tenha fome de Deus.

Vivemos num tempo de grandes perseguições aos cristãos e a outros crentes em muitos países. Num recente relatório da Open Doors, uma organização protestante norte-americana, diz-se que 75% da população mundial vive hoje em países com sérias restrições ao exercício da liberdade religiosa. A perseguição aos cristãos chega a “extrema” em alguns países: Coreia do Norte, Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iêmen, Eritreia, Síria. Não é a liberdade religiosa um direito humano fundamental consagrada no artigo 18 da Declaração dos Direitos do Homem? E quantos outros continuam a ser atropelados?

Esta festa do “Corpo de Deus” (como gostamos de lhe chamar no nosso país) orienta-nos para a centralidade da Eucaristia. E interpela-nos sobre a profundidade, a verdade e a alegria com que a vivemos. Como pergunta José António Pagola, um teólogo espanhol, “não precisa a Igreja no seu centro de uma experiência mais viva e encarnada da ceia do Senhor do que a que oferece a liturgia actual? Estamos certos de estar fazendo hoje bem o que Jesus quis que fizéssemos em sua memória?”(http://blogs.periodistadigital.com/buenas-noticias.php/2015/06/01/p369435#more369435). E continua perguntando como é possível ajudar hoje os crentes a viver o que Jesus viveu naquela ceia onde “se concentra, se recapitula e se manifesta como e para quê viveu e morreu”? As “nossas eucaristias” atraem-nos a “viver como seus discípulos ao serviço do reino do Pai”? Celebrar a entrega pascal de Jesus faz-nos perguntar como se vai ela concretizando na vida de cada um de nós, na presença salvadora da Igreja, na coragem do compromisso para que ninguém passe nenhuma espécie de fome. Há sempre o perigo de fazermos “bonitos passeios de Nosso Senhor”, que encantam turistas e basbaques, esquecendo que aquele “em memória de Mim” quer dizer muito mais!

Miguel de Unamuno, um pensador espanhol, escreveu em pequenas folhas de papel que cabiam no bolso, durante nove anos, pequenos poemas dos quais partilho um sobre a Eucaristia: “Sonhamos a dor / Ou é o sonho / que nos dói? // Mói-te no seu moinho / O nosso Dono, / Ó vida. // Peito para fazer / Da tua polpa / Farinha.// Sonho, pena, saudade, / Muito fina. // E pão com a tua flor / De farinha.// Porque assim se comunga / O Senhor.” Podemos viver sem Ele?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Trabalho aos domingos * O repouso aos domingos é um preceito de direito divino

Trabalho aos domingos

O repouso aos domingos é um preceito de direito divino

Zenit
            
 
© prochasson frederic / SHUTTERSTOCK
De uns tempos para cá, é comum a abertura do comércio aos domingos nas grandes cidades do país. Na verdade, cada município legisla sobre este tema, podendo ou não autorizar o funcionamento das lojas.

Em São Paulo, boa parte do comércio abre aos domingos. Este procedimento já vem sendo observado há alguns anos, ininterruptamente. Principalmente os shopping centers ficam abarrotados nesses dias. A coisa piora quando se está próximo de uma data comemorativa, como Natal, dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados etc.

O bem-aventurado João Paulo II e o papa emérito, Bento XVI, alertaram os católicos a propósito da necessidade de guardar o domingo. Na memorável encíclica Dies Domini, João Paulo II afirma que o domingo (palavra que quer dizer “dia do Senhor”) deve ser dedicado ao culto a Deus, através da participação na missa e também em atividades caritativas, como, por exemplo, visitar um doente, uma família necessitada. Além disso, explica o sumo pontífice, o domingo tem de ser reservado ao legítimo repouso e à recuperação das forças vitais. A doutrina de João Paulo II decerto se baseia no terceiro mandamento do Decálogo: guardar domingos e festas. Bento XVI ratificou este ensinamento, enfocando rapidamente o problema na exortação apostólica Sacramentum Caritatis, na qual assevera a urgência de se resgatar o verdadeiro sentido do domingo para o cristão-católico.

O argumento de que o desemprego exige o trabalho aos domingos é deveras falacioso. Não creio que haja mais postos de trabalho em razão dessa conduta. São os mesmos empregados da semana que se revezam aos domingos.

A guarda do domingo, que consiste principalmente em não trabalhar nesse dia, é um dever de direito divino, e não simplesmente canônico ou humano. “É particularmente urgente no nosso tempo lembrar que o dia do Senhor é também o dia de repouso do trabalho”, ensina Bento XVI ( Sacramentum Caritatis, n.º74).

O domingo é o primeiro dia da semana. Viver intensa e cristãmente o preceito dominical é encarar o resto da semana “segundo o domingo”, para usar uma expressão de santo Inácio de Antioquia (iuxta dominicam viventes), ou seja, os outros dias não serão mais fardo pesado, fastio, mas se transformarão em dádivas divinas, incentivo para a prática do evangelho e nosso coração estará preenchido de alegria imensa.

Por Edson Sampel, Teólogo e Doutor em Direito Canônico
sources: Zenit
 

domingo, 11 de novembro de 2012

Hoje é Domingo

 
Hoje é Domingo
 
 
 
Credo in Deum Patrem omnipotentem,
creatorem coeli et terrae,
et in Iesum Christum,
Filium eius unicum,
Dominum nostrum,
qui conceptus est de Spiritu Sancto,
natus ex Maria Virgine,
passus sub Pontio Pilato,
cruxifixus, mortuus et sepultus,
descendit ad inferno (vel ad inferos),
tertia die resurrexit a mortuis,
ascendit ad coelos,
sedet ad dextram Dei Patris omnipotentis,
inde venturus est iudicare vivos et mortuos,
Credo in Spiritum Sanctum,
sanctam Ecclesian catholicam,
sanctorum communionem,
remissionem peccatorum,
carnis resurrectionem,
et vitam aeternam.




 
Creio em Deus Pai, todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo,
seu único Filho
nosso Senhor.
Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos Céus
está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
donde há de vir julgar os vivos e mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.