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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O que fazer diante das birras dos filhos?

O que fazer diante das birras dos filhos?


Guia para pais desesperados

Guia para pais desesperados

 Little girl screaming © Ollyy / ShutterstockLittle girl screaming © Ollyy / Shutterstock
Esses episódios de birra ,nos quais as crianças parecem não ter consolo, fazem que os pais se angustiem, acabem esgotados e sem saber o que fazer. Muitas vezes, o desconcerto os leva a optar por táticas desaconselháveis que podem transformar a raiva da criança em algo crônico.

O tema das birras é uma consulta frequente no que diz respeito a crianças de 2 a 4 anos; por isso, tem importância especial dentro da psicologia infantil.

Apesar do estresse que esse comportamento pode gerar nos adultos, é preciso destacar que faz parte de uma etapa maravilhosa, repleta de descobertas e aprendizagem. Por isso, os pais têm necessidade de instruir-se para aproveitar bem esta fase.

Por que as crianças fazem birra?

As birras são episódios de raiva e descontrole nos quais a criança pode jogar-se no chão, bater nos objetos ou jogá-los, gritar, chorar, inclusive machucar a si mesma ou o adulto que a acompanha.

Este comportamento surge por volta dos 2 anos de idade e, se os pais souberem lidar com ele, desaparecerá dentro do processo natural de desenvolvimento do pequeno – em geral se torna menos frequente até os 3 anos.

Analisar as birras é analisar a criança de 2 anos, com suas particularidades: nesta fase, a criança quer ter o controle de tudo, deseja mais independência do que suas habilidades e segurança permitem, e desconhece suas limitações. Quer tomar decisões, mas não sabe como agir direito e não tolera restrições.

Ao não saber expressar seus sentimentos verbalmente, exterioriza sua raiva ou frustração com o choro e a birra. Tal comportamento não é perigoso, e pode até ser útil à criança, mas os pais precisam saber lidar com ele.

Os principais fatores que desencadeiam as birras são:

- Desejo de independência

- Inconformidade diante de uma norma ou negativa

- Vontade de chamar a atenção

Guia para pais desesperados

Sendo este o comportamento típico da fase dos 2 anos, é importante aplicar uma série de estratégias que ajudam a controlar a situação. Se os pais souberem lidar com isso com naturalidade, os filhos ganharão doses importantes de autocontrole e atitude proativa diante da frustração.

Algumas recomendações:

- Não dar atenção à criança quando está fazendo birra. Não tentar acalmá-la. Não gritar nem bater nela. Mantenha a calma, demonstrando que quem tem o controle é você, o adulto.

Alguns especialistas recomendam isolar a criança enquanto faz birra, deixando-a em um lugar no qual não corra perigo, por um tempo curto (de 2 a 5 minutos), até que se tranquilize.

- Conservar regras, limites, normas, horários, ainda que não sejam do total agrado das crianças.

- Em hipótese alguma ceder aos caprichos das crianças. É preciso permanecer firme, ainda que o choro esteja esgotando sua paciência. Se você não fizer isso, estará ensinando seu filho a fazer birras para conseguir o que quer.

- Quando as birras acontecem em lugares públicos, com mais razão os pais devem demonstrar sua autoridade, pois estes cenários deixam os pais mais vulneráveis e, diante da pressão indireta do público, podem acabar cedendo. Se a criança vir firmeza nos pais, se tranquilizará mais rapidamente.

- Quando a criança se acalmar, é aconselhável abraçá-la, pegá-la no colo e conversar com ela, olhando sempre em seus olhos e adaptando-se à sua estatura; dizer-lhe o quanto você a ama, mas que não pode permitir esse tipo de comportamento.

Ainda que seja normal desesperar-se diante das birras infantis, lembre-se de que a criança se sente muito pior do que você ao ver-se com estas reações que não é capaz de controlar. Não hesite em demonstrar firmeza e lembre-se sempre: a palavra “não” também pode ser pronunciada pelo amor!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Ensine aos seus filhos o valor do dinheiro!


Ensine aos seus filhos o valor do dinheiro!
 
 
 
 
 

Diz-se que -de pequenino se torce o pepino» e estes ditados populares têm muita razão de ser. As crianças que aprendem desde cedo o valor do dinheiro e aprendem a poupar terão mais facilidade de, no futuro, evitar situações de excesso de endividamento, contratar créditos de forma inconsciente ou gastar mais do que o que ganham.
 
 
Mas isto é algo que não se aprende na escola, mas sim no dia a dia, nas compras que fazemos, na gestão que fazemos do nosso dinheiro. Apesar de estar previsto que dentro de pouco tempo a Literacia Financeira fará parte do currículo escolar, situação despoletada pela crise financeira atual, a verdade é que ainda não se sabe ao certo quando começa e que assuntos vão abordar. Por isso, o melhor é começar por ensinar aos seus filhos o valor do dinheiro, como geri-lo, como poupar, como comprar e que decisões tomarem, principalmente na hora de realizar uma determi­nada compra.
 
 
 
Quando as crianças são ainda muito pequenas para saber quanto vale cada nota ou moeda, pode começar por brincar com elas ao Faz de Conta. As crianças gostam muito deste tipo de brincadeiras em que simulam ser empregados de lojas, cafés, restaurantes e principalmente de uma Pizzaria ou Hamburgueria. Nesta fase, é importante que no fim de nos "servirem” lhes seja perguntado “quanto é". Quando nos dizem que o preço é "X", normalmente muito elevado ou muito baixo, é a altura ideal para darmos indicações do preço justo. Por exemplo: “5,00 euros por um café? Isso é um exagero! 60 ou 70 Cêntimos ainda aceito..." ou então "... só 1,00 euro por uma pizza e uma coca-cola? Não se enganou? Deve ser mais ou menos uns 10,00 euros...”. Esta é uma fase em que ouvem os adultos a falar de dinheiro mas ainda não conseguem relacionar as coisas com o seu valor real.
 
 
 
A partir do momento em que começam a perceber o valor do dinheiro e a saber que notas e moedas existem, é altura de ensinar métodos de poupança. 0 ideal seria criar 3 mealheiros com objetivos diferentes. Um para a poupança com objectivos de longo prazo, como por exemplo um carro ou a ida para a Universidade, outro a curto prazo para brin­quedos, jogos e afins, e outro para gastos extraordinários, para fazer doações a Instituições de Caridade por exemplo e outros. Criam-se assim objectivos de poupança que devemos fomentar a cumprir.
Depois vem a fase do “eu quero isto”, do “preciso mesmo daquilo", ou do “queria muito uma coisa". Nessa altura, a melhor maneira de educar os seus filhos passa por ensinar- -Ihes a importância que as coisas ocupam no patamar das nossas necessidades. Saber o que é mesmo essencial, o que é importante e o que gostaríamos de ter, mas que terá de esperar pela altura mais adequada. As necessidades bá­sicas (almoço na escola, lanche, material), as necessidades importantes (vestuário, calçado) e as necessidades de menor importância e que por isso podem ser adiadas (calçado / roupa de determinadas marcas/jogos). A partir daqui, deverá ensinar os seus filhos a administrar a sua semanada/mesada de acordo com as suas necessidades.
Quando estas noções já estiverem suficientemente con­solidadas, passa a ser altura de ensinar os seus filhos a efectuar comparações de preço versus qualidade. Para isso nada melhor do que os levar às compras ao supermercado, ensinar-lhes a comparar preços e produtos recorrendo a comparações de composição de produtos, quantidade na embalagem versus o preço ao quilo ou ao litro e até a fazer escolhas entre produtos de marca e produtos da marca do supermercado, também conhecidos por produtos de “linha branca”.
Por fim, quando os seus filhos já tiverem uma boa noção do dinheiro, das necessidades e das opções em termos de marcas e qualidade, é altura de os deixar mostrar o que já sabem e como são capazes de gerir o seu dinheiro sem ajuda de adultos. Para isso, opte por dar a mesada através de um cartão de débito pré-carregado o que, para além de ser mais seguro contra perdas e roubos, permite saber onde o dinheiro é gasto, como é gasto e também estipular valores máximos diários, semanais e mensais.
É também a partir desta altura que pode ensinar os seus filhos a investir. Nesta altura devem começar a analisar pro­dutos bancários como os depósitos a prazo, ações e fundos de investimento e começar a efetuar escolhas de como aplicar as poupanças. E claro, conhecer que tipos de crédito existem, para que servem e que taxas são cobradas. Fazer as contas e perceber realmente o custo que os créditos implicam.
 
 
 
 
 
 
Parece difícil e na realidade são precisos anos para inculcar valores
 
 
econômicos sólidos, mas que vale a pena vale.

In Diário do Minho

domingo, 27 de julho de 2014

10 regras de ouro que ajudarão seus filhos a respeitar a autoridade

Estilo de vida

10 regras de ouro que ajudarão seus filhos a respeitar a autoridade

Os limites são para os filhos e não para os pais. É melhor estabelecer as regras o quanto antes

 
Desde la Fe
 
 
 
 
 
© suravid/SHUTTERSTOCK
Impor limites pede criatividade. Não existem receitas, cada família tem a própria cultura e as próprias necessidades. O que funciona para um, não funciona para o outro, mas podemos partir de alguns elementos gerais:

1. Lembre-se que os limites e as regras são para os filhos e não para os pais. Às vezes os filhos pedem que os pais sigam as mesmas regras. Mesmo se o melhor modo se seguir as regras é ter um bom exemplo, isso não permite que seus filhos lhe ditem regras similares às deles. São os filhos a serem educados, não os pais. Isto os ajudará a entender que a autoridade são os pais e não os filhos.

2. As consequências estabelecidas para cada regra, além de serem lógicas e terem uma ligação com a falha, devem ser cumpridas no momento. Não estabeleça consequências que durem meses, ou sejam permanentes, porque a criança com o passar do tempo não saberá por qual motivo foi punida e se sentirá somente ressentida.

3. Em qual momento deve-se iniciar a colocar regras? O quanto antes melhor. Não pense que as crianças não o compreendem porque são pequenas. Podemos iniciar desde o primeiro momento com os horários de sono, de comer e de tomar banho. Isto lhe permitirá não se sentir tão oprimido pelas várias incumbências que implica o fato de tomar conta de uma criança. Começar cedo permite que as crianças ganhem confiança, tenham menos problemas quando chegar o momento de ir para a escola e adaptar-se rapidamente às regras da mesma.

4. É importante que uma vez estabelecida a regra, a mesma não seja repetida a cada momento. Deixe que as crianças se observem e cuidem do próprio comportamento.

5. Até qual idade devem ser exercidas as regras? Até que os filhos vivam sob o seu teto e dependam de certa forma de você, devem existir regras que favoreçam uma convivência sã e respeitosa. Quando forem independentes e autossuficientes estabelecerão as regras da própria casa.

6. É importante que, antes de colocar limites, estabeleçam-se bem as regras para que as crianças saibam quais delas quebraram.

7. É importante que os adolescentes participem na definição das regras e limites.

8. O maior esforço que é necessário cumprir é aquele de ser constante e coerente com as regras. Se você mesmo as quebra perderá credibilidade diante dos seus filhos.

9. Quando seus filhos recebem visitas em casa, devem explicar aos amigos quais são as regras para não serem mal entendidos. Se você não permite que seus filhos brinquem no sofá, serão eles que dirão aos amigos que na casa deles é proibido. Por exemplo: se você não permite que seus filhos adolescentes bebam álcool em casa, é preciso se assegurar que os amigos deles saibam que a festa em sua casa não prevê álcool. Isto permitirá que seus filhos convidem os amigos tranquilamente evitando péssimas experiências.

10. Quando você visita alguém, lembre seus filhos as regras fora de casa, mas se os avós são permissíveis e tolerantes, coisa que talvez você não suporte, considere que eles não são responsáveis pela educação; você pode até permitir alguns mimos da avó, mas retome as regras quando voltar para casa. Por exemplo, se você não permite que seus filhos comam na frente da televisão, mas os avós oferecem pipoca, lembre-os de que será somente desta vez porque os avós deixaram.

Todas estas recomendações facilitarão o exercício de autoridade, vista como um serviço que os pais oferecem aos filhos. 
sources: Desde la Fe

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Como você corrige as pessoas? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta


Como você corrige as pessoas?

É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta

 

Prof. Felipe Aquino

 

 

 

Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.

Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.

Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!

Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:

1. Nunca corrigir na frente dos outros

Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.

Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.
 

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Como evangelizar os meus filhos? Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los


Como evangelizar os meus filhos?

Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los

 

Prof. Felipe Aquino


A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os mandamentos e os sacramentos.

 

Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.

Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião.

 

Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.

 

Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”

 

Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.

 

Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela.

 

Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.

 

Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.

 

Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”.

 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Educar para a paz envolve um trabalho sistemático de formação de hábitos sociais ou de convivência


Educar para a vida

Educar para a paz envolve um trabalho sistemático de formação de hábitos sociais ou de convivência

26.09.2013
Para inaugurar o site da Comunidade Senhor da Vida, pediram-me para começar com o tema “Educar para a paz”. Trata-se de um tema complexo e difícil, mas, em Educação, especialmente no âmbito escolar, a grande questão que volta à tona nos tempos atuais é a velha pergunta: Educar, para quê? O problema da finalidade volta a ser pertinente.

A escola de qualidade oferece um currículo diversificado, aparelha-se de sofisticada tecnologia e preocupa-se com uma gestão eficiente. Mas como fazer valer uma educação concebida em sua dimensão primeira e original como o é sua dimensão formativa?

Uma Educação a serviço da consciência, dos valores fundamentais, que incide no campo das atitudes? Aquela que acredita nas potencialidades dos alunos sem dar-lhes tudo pronto, mas preparando-os para dar respostas autênticas, criativas, pessoais?






EDUCAR PARA A PAZ

Pensei em refletir sobre a educação no seu aspecto formativo. Isto é, aquela que apela para as instâncias mais profundas do educando, possibilitando seu desenvolvimento moral e preparando-o para futuras atitudes éticas. A educação assim concebida parte das disposições humanas para desenvolver uma consciência que gera, por sua vez, atitudes e hábitos; neste caso, atitudes e hábitos de paz. Trata-se de uma reflexão num enfoque estritamente pedagógico.

A educação é uma ciência que tem por objeto o homem, único ser capaz de transformar-se, capaz de refletir, capaz de tomar atitudes frente aos próprios condicionamentos e responder diante das perguntas que a vida vai colocando. Mas cada um de nós precisa ser ajudado, através de um processo educativo, ou auto-educativo, a manifestar-se progressivamente através de nossa coerência de vida, coerência entre valores falados e vividos. E é objeto da educação acompanhar o ser humano até a sua máxima plenitude de ser pessoa.

Para Víctor García Hoz, fundador da “Educação Personalizada”, na Espanha, educar para a paz implica em educar para a convivência (Hoz, V. G., Pedagogia visible y Educacion invisible, 1987). Segundo este autor, todo o processo educativo se dá em dois âmbitos: o âmbito do trabalho, da atividade, que já é abertura e relação com o mundo que nos circunda; e o âmbito da convivência, que parte da necessidade humana de abrir-se e pôr-se em relação aos outros. E sabemos que conviver não é simplesmente coexistir, viver um ao lado do outro; conviver é participação mútua da vida um do outro, e nisto está o cumprimento da nossa própria existência. A convivência harmoniosa depende, assim, de uma atitude de abertura para o outro. Por isso ocupa um lugar muito importante no processo educativo a “percepção de pessoas”.

Parece simples, mas normalmente percebemos os outros através de suas palavras, de seus trabalhos, suas emoções, mas nem sempre vamos além das aparências. Isto é, aquela condição pessoal, propriamente humana (“o essencial é invisível aos olhos”) fica como que escondida a nós. No entanto, perceber o outro é vê-lo em sua dignidade, é descobrir valores nesta pessoa, ou melhor, descobri-la como um bem.

Quando percebemos que o outro é o maior bem que podemos encontrar e que nossa vida está em conexão com os demais homens e mulheres, passamos a ter uma consciência social e sentimos a responsabilidade de colaborar ativamente na comunidade. Assumimos, então, atitudes como: adesão às pessoas, integração à comunidade, aceitação de normas, participação ativa e fecunda na vida social. Tais atitudes positivas geram os hábitos sociais. Qualquer entidade educativa – a família, o grupo de amigos, o corpo profissional – se constitui num âmbito de vida em que acontecem os hábitos sociais. Mas a escola é um lugar privilegiado em que sistematicamente estes podem e devem ser exercitados.

Nesta educação para a convivência, muitos hábitos sociais concorrem na construção da harmonia social, que se realiza na aceitação do outro como um bem para mim: a capacidade de renúncia, por exemplo, que nos faz prescindir de alguma coisa para eleger outra melhor; ou a sobriedade em relação aos bens materiais, cuja posse sem medida é um fator de conflitos. Tais hábitos sociais podem ser sintetizados na justiça, mas ao mesmo tempo transbordam seu sentido estrito. Se pensarmos que ser justo é “dar a cada um o que é seu”, a atitude de generosidade é capaz de ir além: o homem generoso dá sem medida, porque a generosidade nasce do amor.

Faz-se necessário, ainda, aprender a descobrir, a saborear e a produzir os bens espirituais, o que não significa apenas os de ordem religiosa, mas também – e principalmente, neste caso – os bens culturais. Quando no âmbito escolar a cultura está a serviço do bem e do belo, a serviço da verdade, a serviço da vida, esta forja a personalidade pacífica capaz de valorizar e promover a paz no ambiente em que se insere.

Educar para a paz envolve, portanto, um trabalho sistemático de formação de hábitos sociais ou de convivência. Somente à luz desse compromisso a educação pode de fato contribuir para a formação de homens capazes de empenhar-se, cada qual segundo sua vocação e suas possibilidades, numa convivência digna de seres humanos.

(Publicado no site da Comunidade Senhor da Vida)