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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A problemática da família no Sínodo dos Bispos


A problemática da família no Sínodo dos Bispos

Novidade: a presença de 14 casais com o estatuto de auditores!

 

O Papa Francisco convocou uma assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos (é a 3.ª), a realizar entre 5 e 19 de outubro, o que já não acontecia há quase trinta anos. Até hoje realizaram-se duas assembleias gerais extraordinárias deste órgão, que, muito embora tenha uma feição de consulta do Sumo Pontífice, exprime o valor da colegialidade, recuperado pela doutrina e disciplina conciliares, e assume a tarefa de ajudar o Papa no governo da Igreja. A primeira dessas assembleias extraordinárias realizou-se em outubro de 1969, para debater a cooperação entre a Santa Sé e as Conferências Episcopais; e a segunda, em 1985, pelo 20.º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.

O tema desta assembleia de 2014 é “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização” e vem na sequência do tema da 13.ª assembleia geral ordinária do Sínodo (convocada e acompanhada por Bento XVI), “A nova evangelização para a transmissão da fé” e a que se seguiu, já com o atual Papa, a elaboração e publicação da exortação apostólica (por razões óbvias, mais do que exortação pós-sinodal) Evangelii Gaudium, bem como a encíclica anteriormente publicada Lumen Fidei, que chegou a ser apelidada de encíclica escrita a quatro mãos, por ser uma retoma com inovações do documento preparado pelo predecessor.

Já os lineamenta da 13.ª assembleia ordinária apontava o subtema da ecologia da educação da fé e os desafios que se colocam atualmente à transmissão e educação da fé. Neste sentido, é de encarecer a atenção dada à problemática da família pelo facto de, a par das igrejas locais, constituir uma peça fundamental daquela ecologia da fé – como atesta a experiência que o Papa Francisco conferiu in loco quando esteve na Coreia do Sul e na Albânia, quando os regimes eram hostis, ou a que referiu a propósito do Japão, onde a transmissão da fé, na ausência plurissecular de sacerdotes, se operou e perdurou no seio das famílias. Por outro lado, há que reconhecer que os desafios que se colocam à fé hoje coincidem em grande parte com muitos dos que se colocam à família, como alguns resultam das caraterísticas que emolduram muitas das famílias hodiernas, com base em problemas, uns comuns a outras épocas e outros resultantes de novos conceitos e composição da família.

Resta esperar e rezar pelos resultados dessa grande assembleia dos padres sinodais, não vá acontecer que se venha a apresentar como a primeira desilusão do pontificado de Francisco, dadas as altas expectativas que se criaram em torno da sua capacidade de resolução das questões atinentes à problemática da família. A temática é muito complexa: envolve componentes doutrinais, contributos da tradição, peso da burocracia, mentalidade facilitista e hedonista, graves situações sociais e económicas e desígnios político-ideológicos. Não vale, depois, a pena passar a anatematizar o Pontífice ou aqueles que têm a obrigação de o seguir e ajudar e/ou de com ele cooperar ativamente na formulação da doutrina, na determinação e flexibilização da disciplina e na ação pastoral.

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Assim, os especialistas na matéria asseguram que a 3.ª assembleia extraordinária do Sínodo tem de contemplar, durante as duas semanas em que decorrem os trabalhos, a significativa distância que vai entre as propostas católicas e as práticas sociais. Ou seja, o estudo da situação das famílias exige acurada atenção à crise “cultural, social e espiritual” que as atinge.

Os mais de 250 participantes, incluindo do lado português o presidente da Conferência Episcopal, que vão reunir-se nesta magna assembleia consultiva, dispõem de um texto de partida – um documento de trabalho (instrumentum laboris) em que se realça o “crescente contraste” entre os valores propostos pela Igreja sobre o matrimónio e família e a “situação social e cultural” que perpassa todo o orbe.

O documento destaca problemas encadeados como os seguintes: a relativização do conceito de ‘natureza’, que se reflete no “conceito de duração estável” em relação à união matrimonial, levando à “prática maciça do divórcio” e a dissolução do “vínculo entre amor, sexualidade e fertilidade”. Porém, o instrumentum laboris rejeita uma “mentalidade reivindicativa” em relação aos sacramentos, apelando à compreensão da “relação intrínseca entre Matrimónio, Eucaristia e Penitência”. Tal mentalidade aparece amplamente espelhada nas respostas ao questionário, no âmbito do inquérito global cujo lançamento ao mundo inteiro corporizou a primeira etapa do debate lançado em finais de 2013 – debate que se centrou em vários meios eclesiais e sociais no ‘divórcio católico’ e na possibilidade de os divorciados recasados acederem à Comunhão.

Não obstante, o documento-base da discussão sinodal declara que “parece cada vez mais necessária uma pastoral sensível, norteada pelo respeito destas situações irregulares, capaz de oferecer uma ajuda concreta para a educação dos filhos”. Embora as respostas que chegaram ao Vaticano aduzam a prática de determinadas Igrejas ortodoxas que “abre o caminho para um segundo ou terceiro matrimónio, com caráter penitencial”, o documento insiste mais na importância de verificar a “eventual nulidade matrimonial” de modo simplificado e agilizado.

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Mas os problemas não se ficam por aqui:

Se muitos apresentam apenas pedidos relativos à simplificação dos processos canónicos, a generalidade dos bispos assume os desafios que decorrem não só das práticas da “contraceção” e da falta de “abertura à vida” em várias famílias, com destaque para as “objeções radicais” ao ensinamento da Igreja, mas do facto de tais práticas se estribarem numa “mentalidade contracetiva”, amplamente disseminada e interiorizada, secundada pela “presença maciça da ideologia do género” e do esquecimento da responsabilidade civil dos cristãos na defesa da “vida nascente”. Por outro lado, são frequentes as uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo, bem como o casamento civil entre elas, permitido nalguns países – com o que daí advém de “reações extremas”, tanto de condescendência como de intransigência, as quais “não facilitaram o desenvolvimento de uma pastoral eficaz”.

E, sobretudo nos últimos tempos, têm aflorado com extrema gravidade situações não raras de violência doméstica (muitas vezes, mortal), em famílias que pareciam normais, em famílias desestruturadas, em pares que se supunham vir a constituir família e em famílias que se decompuseram. Tais situações parecem decorrer de fenómenos de crise de orientação, de míngua de recursos, de precariedade no trabalho e desemprego, além do impacto dos meios de comunicação social sobre a família. Estes fenómenos tanto podem ser causa da violência doméstica como a podem provocar e/ou acompanhar.

Como é fácil de ver, os problemas que a assembleia sinodal tem pela frente são muitos, ingentes e complexos. Configuram, como já se indicou, uma “distância preocupante” entre a família nas formas em que hoje é conhecida e o ensinamento da Igreja a este respeito. É óbvio que, para os prevenir e minorar, é de reforçar a importância da preparação para o matrimónio e a promoção de uma renovada espiritualidade familiar. A isso virá a 14.ª assembleia geral ordinária do Sínodo convocada para o lapso de tempo que decorrerá de 4 a 25 de outubro de 2015, cujo tema é “Jesus Cristo revela o mistério e a vocação da família”.

Em relação à assembleia sinodal do corrente mês, o Vaticano vai promover, no próximo dia 3, uma conferência de imprensa premonitória, que vai contar com a presença do cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo.

Recorde-se que este caminho sinodal se iniciou com a seleção do tema e da data do encontro, por parte do Papa Francisco, seguindo-se a publicação de documento preparatório (lineamenta), acompanhado por um questionário enviado pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos a cada Conferência Episcopal, que o distribuiu às dioceses. Este documento preparatório foi então debatido por organismos episcopais e diversas instituições eclesiais, que enviaram as suas propostas à Secretaria do Sínodo. Depois, foi redigido um instrumento de trabalho (instrumentum laboris) para a assembleia sinodal propriamente dita, com a síntese das respostas aos ‘lineamenta’, vindas dos vários episcopados, da Cúria Romana e da União dos Superiores Gerais dos institutos de religiosos e religiosas. Mais proximamente, antes dos trabalhos da assembleia, que dura duas semanas (de 5 a 19 de outubro), em vez das habituais três, vai ser apresentado um relatório prévio (relatio ante disceptationem).

Entre os participantes estarão os presidentes das Conferências Episcopais e dos dicastérios da Cúria Romana, bem como cardeais, bispos e padres designados pelo Papa, que aprovou ainda a escolha de peritos (adiutores secretarii speciales) e ouvintes (auditores), entre eles, 14 casais de vários países.

Entrementes, o Papa Francisco, no final da audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro, convidou hoje, dia 3, os católicos a rezar o rosário pelo próximo Sínodo dos Bispos, dedicado à família, que tem início marcado para o próximo dia 5:

“No início deste mês, dedicado à meditação da vida de Maria e do seu Filho nos mistérios do Rosário, convido todos a rezar segundo as intenções da Igreja, sobretudo pelo Sínodo dos Bispos dedicado à família. Rezai também por mim”.

 

Como os crentes sabem, o êxito dos grandes empreendimentos apostólicos depende da ajuda de Deus, que se roga pela oração intensa, pessoal e pública; pelo estudo explícito da problemática e atitude evangélica perante a mesma, com vista à solução paciente e persistente, o que postula empenho e sentido de missão; e testemunho de vida pessoal, familiar, profissional (empresarial e/ou laboral), social e política, em consonância com a fé que se professa, a oração que se faz vida e os valores por que se pauta a vida.

Por isso, não vêm a despropósito as palavras que Francisco dirigiu aos membros da Associação Cristã de Empresários e Gestores, de Portugal, também presentes com os outros peregrinos na Praça de São Pedro:

“Agradeço a vossa presença e convido-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho cristão na sociedade. Deixai-vos guiar pelo Espírito Santo, para entenderdes o verdadeiro sentido da história. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos, encorajando-vos na reza do terço ao anoitecer de cada dia”.

 

E assim terá de ser. O Sínodo precisa de correr bem e de dar frutos, porque a família merece. Por isso, aos padres sinodais se exige clarividência no estudo, audácia de propostas e firmeza de compromisso, na certeza de que há muito caminho por andar.

2014.10. 01

Louro de Carvalho

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um casal trabalhando no departamento da família do Vaticano?

Um casal trabalhando no departamento da família do Vaticano?

Conheça alguns detalhes da reforma que o Papa Francisco está fazendo na Igreja

Inma Alvarez
            


© ORLANDO SIERRA / AFP
Um casal à frente do Conselho Pontifício para a Família? Isso seria um gesto magnífico, segundo o cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, um dos membros do conselho de cardeais formado pelo Papa Francisco ("Não é o G-8, mas o C-8, pelo 'C' de cardeais!", brinca o purpurado, em uma entrevista concedida ao jornal francês La Croix).

Ele também fala da transformação do Conselho Pontifício para os Leigos em toda uma congregação com poder legislativo (algo que um conselho pontifício não tem): "Existe uma congregação para os bispos, outra para a vida religiosa, outra para o clero, mas somente um conselho pontifício para os leigos, que são maioria na Igreja. Não podemos continuar assim".

"Posso lhes dizer que o Espírito Santo nos conduz nessa direção – afirma o cardeal. Cada dia, cada vez mais, os leigos assumem responsabilidades como dirigentes na Igreja. Isso já está escrito na história de muitos lugares, como na Coreia, por exemplo: lá, foram os leigos que começaram a evangelização."

O purpurado explica as pautas que o conselho está seguindo quanto à reforma da cúria romana: "O Papa Francisco quis que começássemos pelo Sínodo dos Bispos. Ele quer que seja algo diferente de um órgão que se reúne para discutir um tema concreto e depois publica um texto: quer torná-lo uma instituição consultiva permanente".

O seguinte passo foi a revisão da figura do secretário de Estado, que "não é um primeiro-ministro nem um vice-rei", sublinhou. De dezembro até agora, a reflexão se centra nas congregações e conselhos pontifícios.

E o que acontece com as instituições financeiras – concretamente com o IOR (Instituto para as Obras de Religião), conhecido popularmente como "Banco do Vaticano"?

Precisamente neste dias, o Conselho está ouvindo as duas comissões de estudo: "Haverá mudanças", revela o cardeal Maradiaga, mas é improvável que esta instituição desapareça para que surja outra nova. "É melhor curar um doente que ressuscitar um morto", disse. Para ele, a solução poderia estar em uma espécie de "secretariado das finanças", que agrupasse todas as instituições atuais.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Família, escola de ternura


Família, escola de ternura
 
Muitos afirmam ter Deus e a família em primeiro lugar, mas, na prática, acabam investindo mais tempo e recursos em outros elementos
Vinogradov Illya
É importante aprender a construir sobre rocha nossos anseios mais nobres, para que não acabem como projetos de poucos períodos da vida. Refiro-me a todos aqueles planos que fazemos na cabeça, mais que no coração, e que finalmente são dispersos pelo tempo.

Eu gostaria de refletir sobre projetos que incluam o perdão e a restauração familiar. Não existe instituição sobre a terra que mereça mais atenção que a família. É nela que Deus começou uma história de salvação e de amor por cada um de nós; é nela que, apesar de todas as suas deficiências, experimentamos a ternura de Deus; e é nela, portanto, que devemos fazer nossos maiores investimentos de tempo e afetos.

É importante diferenciar o que se quer do que se ama e do que se pode fazer. Um dos aspectos que precisamos analisar, neste sentido, é o tempo investido em casa. Muitas vezes usamos como desculpa o excesso de trabalho para não estar em família, apoiando-nos na ideia de poder deixar aos filhos um legado econômico que lhes garanta o futuro. Isso é uma falácia, pois a fortuna material não produz a estabilidade e a qualidade de vida que todos querem ter e defender.

Pensemos em todos aqueles membros da família com quem precisamos nos reconciliar, e incluamos em nossos projetos a construção de uma nova oportunidade de amor, perdão, ternura. É importante tomar a decisão partindo da força de vontade, não dos caprichos pessoais.

É preciso compartilhar melhores espaços e momentos com a família, até que tais momentos se tornem sagrados para cada um dos seus membros, levando-os a adiar as demais atividades em prol do lar e do fortalecimento dos vínculos afetivos.

Pais que não dão carinho aos seus filhos dificilmente terão acesso ao seu coração. Que o trabalho não se torne uma desculpa para deixar de abraçar, beijar, acariciar o cônjuge e os filhos; que o dinheiro não se torne um paliativo para os momentos de solidão; e que a ternura esteja em primeiro lugar.

Este é um verdadeiro projeto de vida em comum. Todo o resto (casa, trabalho, lazer) é importante, mas está em segundo lugar na escala de valores do que deve ser realmente indispensável para todos.

Precisamos revisar essa escala de valores que temos em nossa cabeça, perguntando-nos se ela está enraizada no coração, porque o problema não está naquilo em que achamos que nos importa, mas no que verdadeiramente nos importa.

Não conheço ninguém que não diga que Deus e a família estão em primeiro lugar, mas, na prática, estes dois elementos acabam ficando em um segundo plano, depois de outros nos quais se investe mais tempo e mais dinheiro.

A felicidade não está longe; dela fazem parte pessoas e situações que muitas vezes não valorizamos tanto, porque colocamos nosso coração naquilo que pode trazer algum prazer momentâneo.

A família é uma instituição sagrada, um recinto no qual aprendemos a ternura e o amor, um espaço no qual conhecemos o amor de Deus e aprendemos a amá-lo e respeitá-lo. A família talvez seja o único e verdadeiro tesouro que possuímos na terra, pois, ainda que seja verdade que não levamos nada desta vida, é nela que ficamos.
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Confira algumas dicas para aprender a lidar com situações cotidianas e evitar que elas prejudiquem o seu casamento e a sua família * Princípios para a boa convivência matrimonial

Princípios para a boa convivência matrimonial

Confira algumas dicas para aprender a lidar com situações cotidianas e evitar que elas prejudiquem o seu casamento e a sua família

09.10.2013       
                                   
                        
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O amor e as boas intenções são um bom ponto de partida para que haja harmonia na convivência matrimonial, mas é natural que, no dia a dia, se destaquem os defeitos de temperamento e outras atitudes que podem prejudicar o relacionamento.

Uma boa convivência matrimonial repercute positivamente no bem-estar físico e emocional, não somente dos cônjuges, mas também dos filhos e demais membros da família.

Apresentamos, a seguir, algumas dicas para aprender a lidar com situações cotidianas e evitar que elas prejudiquem a boa convivência a dois:

Fora, egoísmo! Podemos ser egoístas com o tempo, com o dinheiro, com os gostos, com o poder, com as decisões. Dar prioridade aos interesses particulares é um passo certo rumo ao conflito. O egoísmo não tem lugar no casamento, pois o que conta não é somente o que "eu quero", e sim o que "nós queremos".

Negociar ao invés de discutir. A vida matrimonial se baseia em uma negociação contínua, na qual não há ganhadores ou perdedores. Por isso, a relação e os acordos devem se basear em um ganhar/ganhar. Cada um deve buscar que os dois ganhem em todos os aspectos: decisões, finanças, sexualidade, afazeres etc.

Não levar as ações do cônjuge para o lado pessoal. É preciso, antes, entender que o que nos incomoda pode ser simplesmente um traço de personalidade do outro. O carinho e o exemplo são a melhor maneira de ajudar a melhorar os defeitos de outra pessoa.

É preciso ceder. Os que permanecem estáticos em suas opiniões estão incentivando um desgosto sem necessidade. Um dos dois tem de dar o braço a torcer, para que o outro ceda também. No casamento, é preciso ceder muitas, muitas vezes.

Tratar o outro como eu gostaria de ser tratado. Ainda que pareça um chavão, este é um princípio básico para uma boa convivência.

Evitar o mau humor e a irritação por pequenas coisas. É preciso ser pacientes e compreensivos. A ira é prejudicial, enquanto o sorriso é benéfico. Os problemas, mal-estares e pressões não justificam o mau humor nem a agressividade.

Estar em casa de corpo e alma. Isso significa que, ao chegar em casa, é preciso ter todos os sentidos focados no lar, não no trabalho, nem na televisão, celular ou tablet. Os poucos momentos para estar juntos devem ser aproveitados.

Tarefas compartilhadas. Não pode haver sobrecarga para nenhum dos dois; cada um deve ter suas responsabilidades dentro de casa.

Perdoar significa esquecer, ainda que a memória resista. Ficar estancado no passado é negar a possibilidade de viver um presente e um futuro maravilhosos.

Manifestar o carinho diariamente, com gestos concretos. O amor se alimenta na convivência, no dia a dia, não apenas nas ocasiões especiais. É preciso dar ao outro o que ele espera de nós, algo bom para o casal.

Escutar o dobro do que se fala, chave para o diálogo.

Tomar decisões juntos, pensando sempre no bem-estar da família.

Aceitar as diferenças. Não importa se vocês são diferentes; o importante é respeitar o jeito de ser do outro. E aprender a aceitar as diferenças de temperamentos, capacidades, ritmos de trabalho, buscando chegar a pontos em comum.

A vida pode ser divertida, apesar dos pesares. Nem tudo se resume a trabalho, rigorosidade, seriedade, temas profundos, problemas. A vida está repleta de detalhes e o casamento se enriquece com eles.

Por isso, o lazer, o descanso, os planos familiares, as escapadas românticas e todas as atividades que acabem com a rotina são bem-vindas. Da mesma forma, conservar o bom humor nos momentos difíceis é uma das melhores maneiras de melhorar a convivência.

sábado, 7 de setembro de 2013

Festa da Família,assim foi ontem. Grupo da associação de Reformados de Viana,cavaquinhos: um de Barcelos, outro do Porto, assim como a tuna Veteranos de Viana

Foi a Festa da Família ontem às 20h. Só lá estive  até às 8.50h em virtude de necessitar de ir repousar. Pelo que me contaram foi muito bom, actuaram para além das fotos dois grupos de cavaquinhos: um de Barcelos, outro do Porto, assim como a tuna Veteranos de Viana. 
 
Hoje continua com a Procissão de Velas