Paróquia de Nª
Senhora de Fátima
Jubileu
Extraordinário da Misericórdia
Tema: “As Parábolas
da Misericórdia”
Local: Igreja Sagrada
Família - 7 de Novembro 2015 às 15H
1-
Objectivos:
1.1 Conhecer as Parábolas da Misericórdia narradas na
Sagrada Escritura;
1.2 Sentir a Misericórdia de Deus na Vida;
1.3 O olhar para o próximo, sem julgar nem condenar
1.4 Construir “Metáforas” de bem fazer no quotidiano
1.5 Respeitar a consciência daqueles que são diferentes
1.6 Ser tolerante e manso
2-
As parábolas de
Jesus
As Parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um
conteúdo alegórico, utilizadas
nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem ensinamento.
Quanto à sua definição exata, a
parábola pode ser uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra
realidade de ordem superior[1] ou uma espécie de alegoria apresentada sob
forma de uma narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis,
sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades.[2] .
2.1 Na Bíblia
Nos Evangelhos sinópticos, as parábolas e ditos parabólicos
proferidos por Jesus somam em torno de 60, ou seja, representam a terça parte
de todas as palavras dele que foram registradas nas quatro biografias, de
acordo com alguns estudiosos, tornando as parábolas uma importante
característica do discurso de Jesus.
Embora, em alguns casos, Jesus inclua exageros —
a Parábola dos dez mil talentos, uma soma astronômica de dinheiro — ou implicações
alegóricas – maus vinicultores, que necessita de
interpretação — ou ainda símiles e metáforas. As parábolas de Jesus são sempre tiradas da
realidade do mundo cultural e social em que ele vivia, contadas com o propósito
de transmitir verdades espirituais. É importante observar que as parábolas de
Jesus são compreendidas a partir do momento que existe disposição interior para
compreender o próprio Mestre.[5]
Jesus ministrava sua mensagens com facilidade em todos os
níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e
sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia os fariseus e os peritos na lei. Por meio de suas parábolas
Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se
arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a porem a fé em
prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham
dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.[6]
2.2 Temas e classificação
·
Parábolas em forma de histórias – refere-se a acontecimentos
passados que são centralizados diretamente em uma pessoa. Ex.: o mordomo sagaz
que endireitou a sua situação depois de ter esbanjado o patrimônio do seu
senhor (Parábola do Mordomo Infiel); o juiz que acabou finalmente administrando justiça como
respostas às repetidas súplicas de uma viúva (Parábola
do Juiz Iníquo).
O Reino de Deus é um tema recorrente nas parábolas de
Jesus. Ele estava implantando um novo Reino espiritual e todo seu enfoque
estava na manifestação desse Reino, por isso muitos não o compreendiam (Mateus 13:13) por estarem com seus corações endurecidos, cheios de
incredulidade.
2.3 Ditos parabólicos
2.4 Discurso das Parábolas
Parábolas de Jesus
No Caminho de
Jerusalém
3-
Papa Francisco
Nas parábolas dedicadas à misericórdia, Jesus
revela a natureza de Deus como a dum Pai que nunca se dá por vencido enquanto
não tiver dissolvido o pecado e superada a recusa com a compaixão e a
misericórdia. Conhecemos estas parábolas, três em especial: as da ovelha
extraviada e da moeda perdida, e a do pai com os seus dois filhos (cf. Lc 15,
1-32). Nestas parábolas, Deus é apresentado sempre cheio de alegria, sobretudo
quando perdoa. Nelas, encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a
misericórdia é apresentada como a força que tudo vence, enche o coração de amor
e consola com o perdão.
Temos depois outra parábola da qual tiramos
uma lição para o nosso estilo de vida cristã. Interpelado pela pergunta de
Pedro sobre quantas vezes fosse necessário perdoar, Jesus respondeu: «Não te
digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18,22)
4-
Quatro Parábolas – Evangelista S. Lucas
15Parábola sobre a
misericórdia - 1Aproximavam-se
dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os
fariseus e os doutores da lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os
pecadores e come com eles." Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: [...]
A ovelha perdida (Mt 18,10-14) - 4*«Qual é o
homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não
deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até
a encontrar? 5Ao
encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros 6*e, ao chegar
a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque
encontrei a minha ovelha perdida.'
7*Digo-vos Eu:
Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por
noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»
A dracma perdida - 8*«Ou qual é a
mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a
casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? 9E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz:
'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.'
10Digo-vos: Assim há alegria entre os
anjos de Deus por um só pecador que se converte.»
Os dois filhos - 11*Disse ainda: «Um
homem tinha dois filhos. 12O mais
novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai
repartiu os bens entre os dois. 13*Poucos dias
depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por
lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. 14Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele
começou a passar privações.
15*Então, foi
colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para
os seus campos guardar porcos. 16Bem
desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas
ninguém lhas dava
17*E, caindo em si,
disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a
morrer de fome! 18Levantar-me-ei,
irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; 19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um
dos teus jornaleiros.' 20*E,
levantando-se, foi ter com o pai.
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de
compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. 21O
filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser
chamado teu filho.'
22Mas o pai disse aos seus servos:
'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e
sandálias para os pés. 23Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos
fazer um banquete e alegrar-nos, 24*porque este meu
filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa
principiou.
25*Ora, o filho
mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a
música e as danças. 26Chamou um
dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 27Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo
gordo, porque chegou são e salvo.'
28Encolerizado, não queria entrar;
mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. 29Respondendo
ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma
ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; 30e
agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes,
mataste-lhe o vitelo gordo.' 31O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás
sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32*Mas tínhamos de
fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu;
estava perdido e foi encontrado.'»
16
Parábola do administrador sagaz - Naquele tempo, disse Jesus
aos seus discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este
foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. 2Mandou-o chamar e disse-lhe:
‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque
já não podes continuar a administrar.’ 3O administrador disse, então, para
consigo: ‘Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não
posso; de mendigar tenho vergonha. 4Já sei o que hei-de fazer, para que haja
quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.’ 5E,
chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: ‘Quanto
deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: 6‘Cem talhas de azeite.’ Retorquiu-lhe:
‘Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.’ 7Perguntou, depois,
ao outro: ‘E tu quanto deves?’ Este respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’
Retorquiu-lhe também: ‘Toma o teu recibo e escreve oitenta.’ 8O senhor elogiou
o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos
deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus
semelhantes.»
5-Sugestões
“Precisamos sempre de contemplar o mistério
da Misericórdia”
“Eterna é a Sua Misericórdia” (Salmo-136)
“Vai e faz o mesmo” (Lc 10, 37)
5-1
5.1.1 Conhece-te a ti mesmo
5.1.2 O olhar os outros
5.1.3 Escutar
5.1.4 Tocar/Ajudar
5.15 Falar
5.1.6 Agradecer
6 - Reflexão Pessoal
6.1 Qual a parábola de Jesus que mais ecoa no
meu coração?
7 Oração:
Meu Deus! Eu te agradeço a Misericórdia para
comigo, sempre sem limites;
Obrigada meu Deus pelo que tens feito por
mim;
Meu Deus! Rogo-te para ser forte no perdão
das ofensas.
Meu Deus! Que a minha consciência
Esteja de bem com todos
Meu Deus! que a tua Misericórdia alegre meu
coração.
Relator: José Rodrigues Lima