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sábado, 23 de janeiro de 2016

ANO SANTO DA MISERICÓRDIA - EXAME DE CONSCIÊNCIA


O significado de Misericórdia

 
 
 



 
 
 
“A palavra misericórdia deriva da aglutinação de duas palavras latinas completadas por um sufixo: miser(i) + cord + ia. À letra significa ter coração para com o mísero, ou seja, ter sentimentos de compaixão para com um infeliz. Daí os significados presentes nos Dicionários: compaixão solícita pela desgraça alheia, sentimento de pesar ou de caridade despertada pela infelicidade de outrem, perdão concedido unicamente por bondade, comiseração, piedade, graça, perdão… A misericórdia divina é o atributo de Deus que o leva a perdoar as faltas e pecados dos homens. É muito rico o conteúdo de misericórdia na Bíblia. Quando é atribuída a Deus, a palavra traduz, geralmente, uma de duas palavras: ḥesed e raḥamīm. Ḥesed indica uma profunda atitude de benevolência. Da parte de Deus, que permanece fiel à aliança mesmo quando o povo é infiel, esta misericórdia (ḥesed) é fidelidade de Deus a si próprio. Mesmo quando o Povo infiel, sob o peso das suas culpas, já não tem direito a qualquer benevolência da parte de Deus, pode, contudo, e deve continuar a esperar na bondade do Senhor que perdoa, dá graça e refaz a aliança. Raḥamīm, pela própria raiz, denota o amar da mãe (reḥem = ventre materno). Traduzindo este termo, misericórdia passa a exprimir uma vasta gama de sentimentos, entre os quais a bondade, a ternura, a paciência, a compreensão, a prontidão para perdoar. Deste modo, já no Antigo Testamento nos surge esta revelação surpreendente do amor de Deus que, confrontado com a miséria e o pecado do homem e do povo se manifesta Deus da Misericórdia”…..

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

“A Misericórdia no Acolhimento”


Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Formação de Adultos

Dia: 5 de Dezembro 2015 – Horas: 15:00horas

Local – Igreja da Sagrada Família (Abelheira)

Tema: “A Misericórdia no Acolhimento”

3ª sessão

1 – Objectivos

1.1.   Conhecer a Bula do Jubileu da Misericórdia, Papa Francisco;

1.2. Ler a Carta Pastoral “Sede Misericordiosos”, D. Anacleto – Bispo da Diocese;

1.3     Interiorizar: “Sede Misericordiosos como o vosso Pai é Misericordioso” (Lc 6, 36)

1.4. Aprofundar o termo “Misericórdia” em contexto bíblico;

1.5. Testemunhar a Misericórdia no Acolhimento entre Familiares, Vizinhos e Comunidade;

1.6. Acreditar: “Eterna é a Misericórdia de Deus” (Salmo 136);

1.7. Agradecer a Misericórdia de Deus revelada por Jesus.

 

2 – Textos

2.1 – Bula da Misericórdia

Na Sagrada Escritura, como se vê, a misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para connosco. Ele não Se limita a afirmar o seu amor, mas torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstracta. Por sua própria natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na actividade de todos os dias. A misericórdia de Deus é a sua responsabilidade por nós. Ele sente-Se responsável, isto é, deseja o nosso bem e quer ver-nos felizes, cheios de alegria e serenos. E, em sintonia com isto, se deve orientar o amor misericordioso dos cristãos. Tal como ama o Pai, assim também amam os filhos. Tal como Ele é misericordioso, assim somos chamados também nós a ser misericordiosos uns para com os outros.

A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua acção pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja «vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia».[8] Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia.  Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança.” Papa Francisco

 

2.2 – Carta Pastoral

“A própria terminologia o exprime, sobretudo aquela em que entram órgãos vitais. É o caso de “misericórdia”: remete-nos para o “coração” (cor, em latim), visto como a parte mais íntima do nossos ser, berço dos sentimentos, das emoções, do afecto, da coragem, do amor; e, na concepção bíblica, sede também das faculdades intelectuais e volitivas. É tudo isso, todo esse centro vital, que sofre e reage perante a “miséria” dos outros. “Que é a misericórdia – pergunta S. Agostinho – senão uma compaixão do nosso coração perante a miséria do outro, que nos leva a socorre-lo, se pudermos?

O grego bíblico, nomeadamente do Novo Testamento, vai mais longe, ao alargar a sede dessa compaixão a todas as “entranhas”. Assim acontece no Benedictus de Zacarias: Graças às entranhas de misericórdia do nosso Deus é que Ele nos salva, pela remissão dos pecados (Lc 1, 78). E S. Paulo exorta-nos, como eleitos de Deus, santos e amados, a revestir-nos igualmente de entranhas de misericórdia (Col 3, 12). Daí o comentário do Papa Francisco: “É verdadeiramente caso para dizer que se trata de um amor “visceral”. Provem do íntimo como um sentimento profundo, natural, feito de ternura e compaixão, de indulgência e perdão.” D. Anacleto Oliveira

 

2.3 – Sagrada Escritura

“Eu quero a Misericórdia e não sacrifícios” (Oseias 6,6)

“Felizes os Misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7)

“Não julgueis e não sereis julgados; Não condeneis e não sereis condenados; Perdoai e sereis perdoados… A medida que usardes com os outros será usada convosco” (Lc 6, 37-38)

 

3 – Acolhimento

3.1 – Fundamentação Bíblico-Teológica

“Jesus Cristo é o grande modelo do acolhimento, cuja fundamentação teológica encontra-se na Encarnação. Cristo recebe a humanidade, acolhe-a em sua fragilidade e em sua sede de Deus. Outro modelo de acolhimento eclesial é Maria Santíssima. Ela, pelo Sim da Anunciação, recebeu em seu seio o Filho de Deus, com tudo o que isso representava: responsabilidade, riscos e incertezas. O acolhimento +e um acto de amor. Quem ama acolhe e vice-versa.

Os Santos Padres, teólogos dos primeiros séculos, denominam a Igreja comunidade de fé, acolhimento e católica. A Igreja sintetiza a comunidade daqueles que seguem a mesma fé: Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que actua acima de todos, por todos e em todos, afirma São Paulo (Ef 4, 5-6). Esta comunidade caracteriza-se, externamente, pelo dinamismo e a criatividade do amor ao próximo, pois todos são filhos do mesmo pai, que é Deus. Isto é o que chamamos de acolhimento.”

 

3.2 – Referências Bíblicas

“Quem vos receber a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” (Mt 10, 40)

“A quantos O acolheram deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.” (Jo 1, 12)

“Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno.” (Mat 9, 36)

“Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles vejam as vossas boas obras, e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.” (Mat 5, 16)

“Na verdade vos digo que todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.” (Mat 25, 40)

“Se alguém vier a mim eu não o mandarei embora” (Jo 6, 37)

“Olha que eu estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo.” (At 3, 20)

 

3.3 – “Quem acolhe, a Mim acolhe”

“Por que acolher bem? O acolhimento fraterno e alegre nos leva a outra indagação: o que o fiel procura em nossas comunidades, ou melhor, quem é que eles vêm procurar? A resposta só pode ser uma: vieram, mesmo sem saber com clareza, à procura de Jesus Cristo! Jesus Cristo que, todavia, foi o primeiro a procurar-vos. De facto, o único significado para uma boa acolhida é levar quem chega a nossos ambientes sagrados a encontrar Jesus Cristo, o Verbo que Se fez carne e veio habitar entre nós. As palavras do Prólogo de São João, de certo modo, deve ser o “cartão de visita” do ministro que acolhe o seu irmão. “No princípio era o Verbo, o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava, ao princípio, junto de Deus” (Jo 1, 1-2). E diz a grande conclusão: “a quantos, porém, o acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que crêem no seu nome”. (Jo 1, 12). O Senhor também, ao enviar os seus discípulos, vai lembrar-lhes que quem os “acolhe, acolhe a mim, e quem acolhe a mim, acolhe Aquele que me enviou.  D. Orani Tempesta

 

3.4 – Na casa de Zaqueu e Marta

“Zaqueu, desce depressa, porque convém que eu fique hoje em tua casa. E ele desceu a toda a presa, e recebeu-o alegremente. E, vendo isto, todos murmuravam, dizendo que tinha ido hospedar-se a casa de um homem pecador.” (Mat 19, 3-6)

“E aconteceu que indo em viagem, entrou em uma certa aldeia; e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa.” (Lc 10, 38)

“E o que recebe em meu nome um menino como este é a mim que recebe.” (Mat 18 – 5)

 

3.5 – Hospitalidade

Virtude eminente no mundo nómada: Gn 18, 1-8; 19, 1-8; Nm 35, 9-34; Jz 19, 16-26; Sb 19, 14-17n; ritos de acolhimento: oferta de pão e vinho (Gn 14, 18-24), lavar os pés: Lc 7, 36-50; Jo 13, 1-17; 1 Tm 5, 9-10.

 

4 – Prática Cristã

4.1 – Acolhimento;

4.2 – Proximidade;

4.3 – Ternura;

4.4 – Compaixão;

4.5 – Misericórdia;

4.6 – Alimentação;

4.7 – Habitação.

 

5 – Sugestões/Reflexões

5.1 – Como sentir que Jesus vem ensinar a viver?

5.2 – Cantarei eternamente a Misericórdia do Senhor (Salmo 88). Como agradeço a Misericórdia de Deus?

5.3 – Como vai o meu acolhimento na Família, com os Vizinhos e na Comunidade?

5.4 – Qual é a minha capacidade de escutar os outros?

5.5 – Faço silêncio para escutar a Voz de Deus?

 

8 – ORAÇÃO

O Senhor nos guie, nos defenda, nos sustente sempre em seus braços, onde nos sentimos seguros. O Senhor nos mostre o seu rosto e nos dê a sua Paz e Misericórdia. Pronunciarei o Teu nome, meu Deus, solidariamente, no meio dos meus silenciosos pensamentos. Meu Deus dá-me um coração aberto aos outros! Ámen!

 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Papa pediu fim da «espiral» da vingança na República Centro-Africana


África: Francisco abriu porta santa do Jubileu da Misericórdia na Catedral de Bangui, «capital espiritual do mundo» por um dia

Agência Ecclesia

Agência Ecclesia
03 de Dezembro de 2015, às 18:04 Evangelização: Papa incentiva a «chegar perto dos mais distantes» Francisco convidou ainda paróquias a pastoral que forma ...


 29 de Novembro de 2015, às 17:05

   

Papa pediu fim da «espiral» da vingança na República Centro-Africana


Bangui, 29 nov 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje na República Centro-Africana ao fim da “espiral” da vingança, num dia em que fez história, ao abrir, pela primeira vez, a porta santa de um Jubileu fora de Roma.

“Uma das exigências essenciais da vocação à perfeição é o amor aos inimigos, que protege contra a tentação da vingança e contra a espiral das retaliações sem fim”, disse, na homilia da Missa a que presidiu em Bangui, perante padre, religiosos, catequistas e jovens católicos.

A celebração começou com a abertura da porta do Ano da Misericórdia (8 de dezembro de 2015-20 de novembro de 2016), convocado pelo Papa, que hoje começou de forma excecional na República Centro-Africana (RCA).

A todos aqueles que usam injustamente as armas deste mundo, lanço um apelo: deponham esses instrumentos de morte; armem-se, antes, com a justiça, o amor e a misericórdia, autênticas garantias de paz”, pediu Francisco, na Catedral da Imaculada Conceição, que reuniu cerca de 2500 pessoas no seu interior; outros milhares acompanharam a celebração no exterior da Sé.

Para o Papa, o rito de abertura da Porta da Misericórdia na RCA fez hoje de Bangui a “capital espiritual do mundo”.

Durante este rito, Francisco sublinhou que quis visitar “uma terra que sofre há anos a guerra, o ódio, a incompreensão, a falta de paz”.

“Nesta terra sofredora também estão todos os países do mundo que passam pela guerra”, observou, numa intervenção improvisada, à porta da catedral.

“Bangui torna-se a capital espiritual da oração pela misericórdia de Deus”, acrescentou.

O Papa convidou a rezar pela paz “para Bangui, para toda a República Centro-Africana, para todo o mundo, para todos os países que sofrem a guerra”.

Francisco surpreendeu a multidão ao falar em língua sango para pedir “amor e paz”.

Após a fórmula de abertura da Porta Santa, o Papa rezou em silêncio e entrou na Sé de Bangui, à frente da procissão.

Já na homilia da Missa, com a ajuda de um tradutor, Francisco deixou uma saudação a todos os centro-africanos, “os doentes, as pessoas idosas, os feridos pela vida”.

A intervenção convidou os habitantes da RCA a rejeitar “conceções de família e de sangue que dividem”.

“Depois de nós mesmos termos feito a experiência do perdão, devemos perdoar”, defendeu.

Neste contexto, o Papa desejou que os responsáveis da Igreja sejam “artesãos do perdão, especialistas da reconciliação, peritos da misericórdia”.

“Em todos os lugares, mas sobretudo onde reinam a violência, o ódio, a injustiça e a perseguição, os cristãos são chamados a dar testemunho deste Deus que é amor”, precisou.

No início do tempo litúrgico do Advento, tempo de preparação para o Natal no calendário católico, Francisco insistiu na importância da “força do amor que não recua diante de nada”.

“Reconciliação, perdão, amor e paz”, concluiu, sob os aplausos da assembleia.

Na saudação da paz, o pontífice argentino desceu do altar e cumprimentou dois elementos da plataforma inter-religiosa para as negociações de paz: o pastor Nicolas Guerekoyame Gbangou, presidente da Aliança das Igrejas Evangélicas Centro-africanas, e o imã Oumar Kobine Layama, presidente do Conselho Islâmico da RCA.

Após a Missa, o programa da visita papal inclui uma vigília de oração com os jovens da RCA, junto à Catedral de Bangui.

OC

 

 

sábado, 26 de setembro de 2015

Igreja: Jornadas Nacionais de Catequistas 2015 refletem sobre a misericórdia

Igreja: Jornadas Nacionais de Catequistas 2015 refletem sobre a misericórdia

Agência Ecclesia
 
   

Encontro realiza-se de 25 a 27 de setembro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima

Lisboa, 25 set 2015 (Ecclesia) – As Jornadas Nacionais de Catequistas 2015 vão decorrer entre hoje e domingo, com o tema ‘Educar na Misericórdia de Deus’, um espaço e encontro no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.
“A formação, destinada a Catequistas de todo o país, acontece em plena Semana Nacional da Educação Cristã e tem como ponto de partida a Bula Misericordiae Vultus com a qual o Papa Francisco convocou o Ano Santo da Misericórdia para toda a Igreja”, explica Departamento de Catequese, do Secretariado Nacional de Educação Cristã (SNEC).
Os trabalhos das JNC2015 começam com o a sessão de boas-vindas por D. António Moiteiro, vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e da Doutrina da Fé, pelas 21h15; passado 15 minutos é apresentado o primeiro tema, “A Misericórdia de Deus na Bíblia”, pelo padre Júlio Franclim do Couto Pacheco, biblista da Diocese de Aveiro.
O sábado começa com a celebração da Eucaristia e às 10h30, D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, apresenta «A missão de anunciar a Misericórdia de Deus na Catequese».
"Os Sacramentos da Misericórdia” são apresentados aos catequistas pelo diretor do Departamento da Liturgia do Patriarcado de Lisboa, o cónego Luís Manuel Pereira da Silva, a partir das 12h00.
Para a tarde do segundo dia de JNC2015, o Departamento da Catequese do SNEC preparou uma tarde de conferências temáticas e ateliês de formação e à noite o “habitual serão cultural”, as 21h30.
A série de conferências tem quatro temas: Despertar Religioso das Crianças; Catequese Familiar; Catequese dos Adolescentes e Pedagogia do Serviço e Escola Paroquial de Pais.
Por sua vez, os ateliês de formação vão refletir sobre a “1.º e 2.º fase do processo catequético” analisando os diferentes catecismos e percursos formativos do 1.º ao 6.º volume da catequese.
A “prática da Misericórdia” é a proposta para o último dia de JNC2015, que começa com a Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade presidida pelo bispo auxiliar de Lisboa e Vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, D. Nuno Brás.
Às 10h30 o padre José Manuel Pereira de Almeida, coordenador Nacional da Pastoral da Saúde,  apresenta a conferência “Catequese e Prática da Misericórdia" e a partir das 12h10, o departamento nacional da Catequese dará a conhecer o seu programa e os novos manuais a cargo do Secretariado Nacional da Educação Cristã.
As Jornadas Nacionais de Catequistas 2015 terminam este domingo, pelas 12h45, com o envio dos catequistas para as suas comunidades.
CB

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Misericórdia: uma turista grega salva a vida de um jovem sírio


Misericórdia: uma turista grega salva a vida de um jovem sírio

Depois de 13 horas lutando em alto-mar, ele foi salvo pela mulher de 42 anos: “Não sou uma heroína. Fiz somente o que os seres humanos fazem”

 


 


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Os migrantes e refugiados gritam por ajuda, e a resposta está no Evangelho da Misericórdia. Este é precisamente o convite do Papa Francisco para o 102ª Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será comemorado em 17 de janeiro de 2016.

Em meio ao cenário de dor que o mundo tem presenciado, amisericórdia aparece como uma flor no deserto – ou melhor, no Mediterrâneo, no testemunho concreto de uma turista grega que salva e consola um jovem sírio exausto depois de lutar durante 13 horas em alto-mar.

“Meu nome é Sandra Tsiligeridu, tenho 42 anos e não sou uma heroína. Fiz somente o que os seres humanos fazem. Todos teriam se comportado como eu, se estivessem no um lugar”, disse ao jornal italiano Repubblica.it.

A mulher salvou de uma morte certa o jovem Mohammed. A foto que deu a volta ao mundo representa uma Pietà moderna (a escultura de Michelangelo exposta na Basílica de São Pedro): uma mãe que abraça um filho ferido e o conforta em seu colo.

O fato ocorreu quando Sandra, que viajava em companhia de sua filha de 8 anos e seu esposo, no dia 27 de agosto à tarde, voltava de lancha de uma excursão perto da ilha Peserimos, na Grécia.

Ela contou que viu as mãos do jovem na superfície da água. “Percebi que era um homem em apuros e comecei a gritar. Então, nós nos aproximamos”. Ela não conseguia conter as lágrimas: “Eu não conseguia parar de chorar”. Ela só repetia: “Pobre homem… Pobre homem…”.

Assim que conseguiram colocá-lo na lancha, ainda tremendo, em estado de hipotermia, o jovem se apresentou: “Meu nome é Mohammed Besmar e venho da Síria”. Depois, ele perguntou à mulher: “Por que você está chorando?”. A resposta foi um silêncio e o abraço consolador.

Mohammed partiu da Síria com outras 40 pessoas. No meio da viagem, um dos remos do barco caiu no mar e ele foi recuperá-lo. No entanto, as ondas o afastaram da embarcação.

Depois do gesto simples de misericórdia da família Tsiligeridu, Mohammed não é mais um número nas estatísticas de mortes no Mediterrâneo. A foto deste encontro se tornou um símbolo da misericórdia que se esconde em gestos simples, mas vitais.

Todos nós podemos, dentro das nossas circunstâncias, ser o rosto misericordioso de Deus.