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domingo, 6 de outubro de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
A FÉ CRISTÃ E A JUSTIÇA SOCIAL - Diálogo com o mundo contemporâneo --Dr Carlos Anselmo Soares
A FÉ CRISTÃ E A JUSTIÇA SOCIAL
Diálogo com o mundo
contemporâneo
Carlos Anselmo O. Soares
A justiça social da Igreja sustenta-se na
"caridade na verdade (caritasin
veritate)", sendo que este princípio ganha especial forma
operativa nos critérios orientadores da acção moral, entre os quais se
destacam a Justiça e o Bem Comum. Ambos os conceitos, Justiça e Bem Comum,
integram o compromisso em prol do desenvolvimento societário, mormente nas
sociedades em vias de globalização, de que o exemplo mais próxítno é, sem
dúvida, a Europa a que pertencemos.
Cada sociedade elabora e
faz executar um sistema próprio de Justiça, onde, a par de normas reguladoras,
relevam especialmente os valores e princípios emergentes da doutrina cristã,
dentre todos ressal- seu ideal e na prática dos seus princípios. E entende que
o desenvolvimento global terá sempre de ser concebido na "integra- lidade
humana": se não é desenvolvimento do ser humano todo, e de toda a sua
pessoa, não é verdadeiro desenvolvimento. Esta é a mensagem central que nos
foi cometida, válida ontem, hoje e sempre.
A pessoa humana é a
causa e a destinatária das regras sociais, sendo que a evolução tecnológica e
a voracidade dos mercados é motivação para o desenvolvimento, sem que se cuide
de ética nem de moral. Dessa mercantilização do mundo, sem ética nem moral que
as balizem, emergem os lucros que vão conduzir à primária e determinante
distinção dos homens e dos povos, decidindo-se liminarmente, através da sua
apropriação e
Porém, a realidade da
grande maioria dos países - quase diria da sua generalidade! —, está bem longe
dessa filosofia social quase idílica. E por uma razão bem simples, comum a todo
o universo: o lucro das economias dos Estados deriva essencialmente do
somatório dos resultados das economias particulares. E esses resultados da
economia particular, os ditos lucros, têm tido, quase exclusivamente, o destino
da acumulação da riqueza individual, particular ou pública, sem cuidar do que
deveria ser o seu primeiro dever, qual fosse o Bem Comum.
E é aí, nessa ausência
da intervenção dos Estados, que a atitude dos cristãos se torna mais relevante,
mais interventi- va, mais necessariamente presente. Nos hiatos onde os sistemas
não chegam, nas falhas decorrentes da corrupção e da usura dos Estados,
exactamente onde a "longa manus"
da justiça social pública não é eficaz, é aí, nesses vazios, que aparecem os
Bons Samaritanos. Cabe-lhes "dar de comer aos famintos", suprindo
carências e oferecendo o braço em amparo. E quantas vezes o próprio cavalo,
para os transportar até à hospedaria mais próxima... Sempre sem cuidar de
saber quem é o beneficiário do gesto, sempre anônimo para outros anônimos.
Apropriando-me das
palavras do Beato João Paulo II, perante a adversidade imanente dos mais
pobres, direi: “Dar de comer aos famintos, é um imperativo ético para toda a Igreja, é
resposta aos ensinamentos de solidariedade e partilha do seu fundador, o
Senhor Jesus”.
in Aurora do Lima de 11 de Julho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
União das freguesias de Viana do Castelo* Rei de Portugal e dos Algarves
União das freguesias de Viana do Castelo
Oficialmente designa-se em Viana
do Castelo: “União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e
Monserrate) e Meadela”.
A meu ver deveria ser: “União das
freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior , Monserrate e Meadela).
Isto é, na minha opinião, esta
nomenclatura criada para a cidade de Viana do Castelo não está bem, é errada. É
a cidade e nada mais, pois Meadela é uma freguesia da cidade há muito tempo.
Da forma como foi feita
oficialmente designação, o Presidente da Junta de Viana pode ser o Rei de
Portugal e dos Algarves. Se for da Meadela é Portugal a Meadela e os algarvios
ou mouros são os habitantes de Santa Maria Maior e de Monserrate. Ao contrário se for de “Santa
Maria Maior e Monserrate” serão estas Portugal e os algarvios, os mouros estão na
Meadela.
É discutível, mas na minha
reflexão pessoal é errada esta nomenclatura.
A união de freguesias da Cidade
de Viana do Castelo: Monserrate, Santa Maria Maior e Meadela é um todo e a
equidade seria mais clara.
Quem vai concorrer, não sei, mas
seja quem for será sempre “O Rei de Portugal e dos Algarves”, “O Rei dos gregos
e dos troianos”.
Viva o criador deste
“disparate!”.
Assim foi João I de Portugal que acrescentou à sua intitulação
de "Rei de Portugal e do Algarve", o neto Afonso V
"Senhor de Ceuta"; e depois acrescentou "Senhor
reuniu as praças norte-africanas no título de "Algarve
d’além-mar em África", ficando o Algarve europeu a
ser o "Algarve d’aquém-mar".
Era o "Reino dos Algarves", devido à elevação dos
senhorios norte-africanos da coroa portuguesa à
da Monarquia.
A minha cidadania está em mim e
não nos desastres dos
senhores feudais da Idade Média…
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Eliminação de freguesias ou novas orientações no governo da manutenção de todas
Eliminação
de freguesias?
Não há consulta pública que
resulte como não resultou a das regiões. Ninguém fica contente que lhe retire o
seu BI, a sua terra natal e diga-o em voto secreto, se quer ou não, ser doutra
freguesia.
Na minha modesta opinião,
acho que não haveria necessidade, para vencermos a crise, de tirar a identidade
de alguém, mas manter tudo como está. Talvez fosse menos controverso dividir as
freguesias por zonas, terras de Lima, terras de Neiva, terras de Gerês, etc… Numa
altura de crise por que não pedir voluntariado político para exercer os cargos
de Junta em cada Terra?
A guerra toda está que o
exercício é pago e é impopular mexer numa coisa destas. Se fosse como antes,
não havia esse problema…Quanta economia? Por que falta a sensibilidade para o
voluntariado? Não é verdade que se vê muita gente a viver à custa dos impostos
e a não fazer nada? É vulgar…
Não sei se estou a ser justo
até porque não sei da situação actual, só tenho ouvido dizer que há presidentes
de junta que passam o tempo todo no café na cavaqueira em vez de tratar das
assuntos mais simples de sua competência na junta ou na sua terra. Assim todos
querem ser presidentes de junta, daí a grande guerra e a impopularidade para qualquer
um dos governos.
Quando era pequeno, o
presidente de junta da minha terra era um voluntário e trabalhava pela
freguesia como um louco. Em vez de receber dinheiro ao fim do mês porque não
podia agradar a todos, tinha o rosário de críticas; era a gratidão de um povo
cego. Agora pagamos e as críticas continuam.
Estes dias, esta só tem a
velocidade de ser uma opinião que justamente poderia ser aplicada na actualidade
proporcionalmente aos habitantes de cada terra em horas por semana, por mês e
deixem estar as freguesias. Muitos estão a esquecer que elas são anteriores ao
Estado, à organização social e política. A pessoa é anterior a tudo o resto,
não podemos voltar às classes tribais, mas não passemos agora dos 8 para os 80,
tudo é uma só coisa.
Pelo facto de sermos
europeus, somos cidadãos deste mundo, do universo, mas não podemos perder a
nossa identidade pessoal.
Estamos no mundo da
globalização, mas a globalização não corresponde a meter tudo dentro do mesmo saco.
Somos responsáveis e queremos ser corresponsáveis a nosso modo dentro da
liberdade, dos legítimos costumes e tradições e do respeito mútuo pelas
diferenças pessoais, regionais e nacionais.
Não podemos abandonar a
nossa bandeira e temos de respeitar a dos outros.
Tito trabalhou pela
unificação da Jugoslávia e depois toda a
gente quis voltar às suas origens…
Que não aconteça com a
Europa o mesmo, é aquilo que eu muito espero. Para isso é preciso que haja o
sentido da fraternidade universal e da corresponsabilidade dos continentes.
Temo que tudo possa dar um estouro sem precedentes e vá manchar ainda mais a
Humanidade por falta da visão dimensional de que a Humanidade não é só corpo ou
matéria bruta, mas também espiritual.
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