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domingo, 27 de março de 2016

O NOME DE DEUS É MISERICÓRDIA.


PÁSCOA 2016

 

FESTA DA VIDA

O NOME DE DEUS É MISERICÓRDIA.

Há sinais festivos… Ouvem-se os toques constantes das campainhas e os sons dos sinos nos campanários das igrejas, anunciando a todos a grande festa da Ressureição de Jesus.

 

São tons e sons de ALELUIA…

Alegre-se o céu e rejubile a terra… ALELUIA

A Páscoa está associada à ressurreição da natureza e por isso relacionada com a festa da LUZ e das flores… Há perfumes a toda a hora…

É um tempo novo… Há música no ar… É a Festa da Vida…

Há simbologia com água, lume novo, amêndoas, pão de ló, folares, ovos e nas refeições familiares à volta da mesa com toalhas lindas.

Acontece a festa comensal conforme a tradição bíblica.

A FÉ em Cristo Ressuscitado cria um ambienta festivo, contagiante e as saudações são mais ternas.

Cristo ressuscitou e quer fazer a festa no mais íntimo do coração de cada um.

Páscoa é acreditar no amanhã.

ALELUIA, ALELUIA

Boas Festas Pascais

 

José Rodrigues Lima

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Para dados estatísticos recolhidos em anonimato no Ano da Fé - Páscoa

Estes dados referem-se a um inquérito anónimo na Comunidade de  Nª Sª de Fátima de 2013
 
 
Para dados estatísticos recolhidos em anonimato no Ano da Fé - Páscoa

1 – A Páscoa trouxe algo de novo a 77,46%, , enquanto 4,93% não respondeu e 17,61% nada trouxe.2 – A Páscoa levou a mais oração a 77,46%, mas para 18,31% não e 4,23% nada respondeu.3 – Participaram nas celebrações da Semana Santa 63,38%; 33,10% não e 3,52% não respondeu.4 – 84,51% conseguiram beijar a cruz; 11,97% não e 3,52% não respondeu.5 – 68,31% gostaram da vigília pascal no Sábado Santo à noite, 9,86% não e 21,83% não respondeu.6 – 86,62% estão preparados para anunciar Cristo Ressuscitado, mas 8,45% não e 4,93% não respondeu.

Em síntese, deu um resultado positivo com grande diferença de 76,29% para 16,55%.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

DAR ALMA À VIDA XXXII

Dar Alma à Vida


Vivemos momentos intensos de sentimentos em relação à Quaresma que nos fez mudar coisas para que a nossa Vida tenha mais Alma.

Dar Alma à Vida é envolver-nos na Semana Santa, saíndo com uma Vida nova, incutindo à Vida uma Alma igual ou semelhante ao Amor de Cristo, sempre imperfeita em relação ao Mestre.
 
 
 

Como o Papa sugere, dar Alma à Vida não é vivermos a parecer, mas a ser sem escondermos aquilo que somos por trás de vidros fumados de um carro de gama ou sem gama, os nossos olhos por trás de lentes escuras para não mostrar os nossos olhos, nem nos julgarmos superiores falando sempre de cima para os outros, ou comprando perfumes caros para escondermos os odores naturais que são obras de Deus; a higiene, sim, mas vanglória, não. Brio, sim, mas vaidade em exagero não.

Para dar Alma à Vida é preciso que se saiba viver com todos e "cheirar às ovelhas" isto é, à comunidade onde estamos integrados sem secretismos ou escondimentos de regras proselitistas, clubistas, na família Paroquial.

Dar Alma à Vida é ser humilde, aceitar os outros como são; ser tolerante, não condenar por condenar, mas procurar salvar sempre o irmão, ainda que não se concorde com o mal que possa existir. Dar Alma à Vida é servir o irmão, é saber estar com ele e ir ao encontro dele, ser solidário com o irmão e não o julgar.
 

Dar Alma à Vida é não fingir, não é fazer ou "deitar figura", como diz o povo e com razão. É que isto de deitar figura, é fingir, é querer passar por uma coisa que não é e, sobretudo, aquele que só pensa em si e, depois de notado, foge a qualquer responsabilidade.

Dar Alma à Vida exige simplicidade e humildade, comprometimento, saber estar perto e estar longe, esconder-se, como a semente que lançada à terra se não morrer não dará frutos. Os frutos estãonmavia com Alma.

Dar Alma à Vida não são fantasias…
 
 
 

 
 
Cristo não veio para condenar, mas para dar a Vida e, por isso, Deus o glorificou, ressuscitando-O. Anunciar esta ressurreição é dar Alma à Vida e fazer com que a alegria da glorificação divina seja apelo para todos os que buscam a Deus e n’Ele decubram a Fé e a sua necessidade de saber ser humilde porque ninguém é perfeito...

Dar Alma à Vida, é tirar da vida os tesouros materiais como o dinheiro, pois este não é o bem fundamental de ninguém. Dar Alma à Vida é dar-lhe poder sem dinheiro.
 

É saber viver sem medo, sem manipulação, sem teatro, sem criação de interesses económicos ou rejeição de pessoas sejam de que espécie forem: pobres ou ricas, perfeitas ou imperfeitas porque o tojo e a cizânia têm de crescer ao mesmo tempo, pois não temos acima de nós, senão Deus. Só Ele é justo e é Senhor. Dar Alma à Vida é dizer não impérios dos poderosos, mas sempre um sim à vida humana e mais frágil, à obra da criação.
 
 
 

Assim a olharmos directamente, olhos nos olhos, anunciar a Boa Nova, a Verdade, o Amor; denunciar a mentira e as injustiças!...

Mostrar alegria e sorrindo com aleluias é começar uma Vida Nova, uma Vida com Alma. É Páscoa.

                                                                                                                            P.A. Coutinho


domingo, 20 de abril de 2014

Caminhar na certeza da glória


 Caminhar na certeza da glória

Dois mil anos depois, o mínimo que se pode dizer é que se tratou de algo extraordinário o «que se passou naqueles dias». A Liturgia celebrada no Tríduo Pascal convida à Páscoa como uma passagem, sempre inacabada, sempre urgida a cada um de nós, experimentados que estamos na alter­nância da morte e da vida, da alegria e da dor.

O Nazareno, crucificado como malfeitor, foi, desde o início, objecto de contradição. Sobre Ele todos se pronunciaram e continuam a pronunciar a favor ou contra.

A nossa cultura, que muitos afirmam atingir o clímax do nihilismo, de­pois de proclamar a «morte de Deus» e a suprema liberdade só possível pela «ausência» de Deus, parece agora ufanar-se das consequências e encontrar sempre novas causas e novos bodes expiatórios para os fra­cassos notórios. A falta de sentido, o cansaço de viver, numa sociedade depressiva e sem grandes horizontes, a braços com a terrível quebra de natalidade e o aumento de uma violência latente e pronta a «explodir», são sinais que não podemos ignorar. E não podemos deixar de dizer que o défice de Deus na construção da sociedade é elemento-base para se en­tender o défice de sadia convivência, fundamental para o tecido social.

Também há dois mil anos se pensou - uma parte da sociedade de então que se sentia ameaçada e subvertida por Jesus - que a morte de Jesus acabaria por resolver e pôr termo a uma «revolução» como tantas outras já deles conhecidas. Mas não foi assim. O Cristo silenciado então ressurge a cada momento na história dos homens com uma Palavra sempre mais vi­gorosa. O que nos dá a certeza, a nós os crentes de hoje também de algum modo amordaçados, de que nenhum poder humano O pode fazer calar. Assim, a grande novidade de Jesus, que os cristãos são chamados a tes­temunhar, é a de uma vitória da vida sobre a morte. Uma vitória que nos está, de antemão, garantida.

Que mais e melhor poderemos nós desejar? E Jesus não nos prometeu vida fácil, antes nos convidou a aprender com Ele e a seguir atrás dele. Conhecendo o desfecho final torna-se mais fácil aguentar as agruras da caminhada. Por isso, aquele que acredita em Jesus tem de ter, necessa­riamente, uma postura diante dos revezes da vida, diferente da daquele que não acredita. E quando se pede aos cristãos a força do testemunho, não se lhes pede grandes argumentações a favor ou em defesa do crer diante do que não crê. Pede-se um sorriso doce, carregado de esperança. Porque ele «sabe» o que o não crente não sabe. Ele sabe de antemão que a cruz dá lugar à glória. E que nenhum túmulo pode conter Deus. Como aconteceu com Jesus, da morte Deus faz surgir a vida. SEMPRE. Aleluia!

O Prior - P. Abílio Cardoso

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Rosto de Cristo, Rosto do Homem


Rosto de Cristo, Rosto do Homem

 

“Rosto de Cristo, Rosto do Homem” é o tema da Via Sacra de 2014, a que Francisco preside no Coliseu de Roma, em Sexta-feira Santa. Rica é esta expressão que sintetiza, em poucas palavras, o mistério da Incarnação do Verbo de Deus, que em Cristo assume as fraquezas do homem para que, redimido por Cristo, o homem nunca deixe de ser homem e seja cada vez mais homem.

Somente no mistério do Verbo incarnado encontra verdadeira luz o mistério do homem (GS 22).

A Via Dolorosa do Redentor de há dois mil anos, na sua dimensão cronológica, passou à História. Já em si mesma seria um testemunho eloquente da condenação do Inocente, só porque, ao passar pelo mundo fazendo o bem, se afirmou Filho de Deus, perdoou pecados e fez curas ao sábado. Fez sombra ao poder religioso, porque colocava em causa as exterioridades vazias e a hipocrisia opressora minudente, não tenho percebido os fariseus e sacerdotes que Ele vinha, com nova autoridade, dar pleno e libertador cumprimento à Lei e aos Profetas. Apresentaram-no como ameaça ao poder político porque pregava um reino, não tendo dado conta os seus detratores de que esse reino não era deste mundo e o seu poder era de serviço à vida e à vida em abundância. Aclamado pelas multidões, pelos pobres, pelos doentes, pelas crianças (de quem será o Reino dos Céus); reconhecido pelos estrangeiros; acolhedor de pecadores e solícito pelas ovelhas tresmalhadas; integrador de mulheres no grupo dos discípulos, com espanto de tantos; escolhendo para apóstolos pecadores, pescadores, perseguidores, indiferenciados, zelotes – foi condenado como malfeitor, preterido em lugar de outro, esse, sim, salteador e assassino (Barrabás), e crucificado (suplício oferecido pelos romanos a escravos, gente não cidadã), na companhia de dois ladrões, um blasfemo, outro por Ele integrado no Reino à última da hora.

A multidão que O aclamara, exigiu a sua crucifixão. E Pôncio Pilatos, que detinha o poder de decidir, julgou-o inocente, mas, sem tentar perceber o que é a verdade para cujo testemunho Jesus viera ao mundo, com medo da multidão e dos rumores que pudessem chegar a César, entregou-o para a crucifixão, não sem antes ter lavado as mãos em sinal de alijamento de responsabilidades.

No caminho do Calvário, quem o seguiu não foram os apóstolos. Esses fugiram (um deles traíra-o e entrou em desespero; outro negara-o e, embora tenha chorado amargamente a traição, não teve a ousadia de comparecer). Só um o seguiu, aquele que Jesus amava. Mas a mãe de Jesus e as mulheres do grupo aguentaram todo o peso da dor e da solidariedade para com Ele e sua mãe. O centurião romano também esteve por dever de ofício. E a morte de Cristo e as circunstâncias que a rodearam, levaram-no a confessar que Este era justo, o Filho de Deus.

Este rosto, sofrente dos tormentos, da chacota, da blasfémia e do abandono, este rosto reconhecido da ajuda de Simão de Cirene, da persistência de um dos discípulos (João Evangelista), do amor de mãe, da solidariedade feminina (espelhada no gesto da Verónica, atestado pela tradição, e na persistência das companheiras da mãe e também discípulas) e da admiração de fé do estrangeiro – este rosto persiste nos nossos dias não somente como histórico, mas como lancinantemente existencial e interpelante.

Dirão que ninguém se atreve hoje a condenar Jesus, muito menos a crucificá-lo. Pois bem. Mas ridicularizam-no ou apropriam-se dele, insultam-no e recusam a sua pessoa e a sua mensagem, aceitam de cabeça o seu legado, mas não de coração, desistindo ou abjurando ao primeiro embate. Mas a palavra de Cristo em Mateus (25,31-46) mantém-se atual e Cristo está sofrendo e esperando nos novos famintos, sedentos, peregrinos, nus, doentes e presos. A posição de indecisão, injustiça, abandono, negação, traição e violência continuam a marcar o século, assim como o amor, a solidariedade, a ternura, a justiça, a determinação, a coragem e a fidelidade.

Bem avisado esteve o Papa Francisco quando, em Domingo de Ramos, nos levou a interrogarmo-nos com que personagem da Paixão cada um de nós se identifica.

Porém, o inquérito orante e a proposta de solidariedade na linha dos novos explorados estão vertidos nos textos da Via Sacra do próximo dia 18, Sexta-feira da Paixão do Senhor, que temos de seguir com profundo respeito e ardente devoção; e não com o barulho indecoroso da de há 2000 anos. Os textos foram preparados por D. Giancarlo Maria Bregantini, arcebispo de Campobasso-Boiano.

Vem, a seguir, uma síntese e ordenamento, segundo o meu ângulo de visão.

 

 

Jesus condenado à morte – o dedo em riste que acusa

 

“Pilatos amedrontado, não atento à verdade, o dedo em riste que acusa e o clamor crescente da multidão furiosa são os primeiros passos do morrer de Jesus”, inocente. Pilatos, com este caso embaraçoso, abandona-O à multidão, lavando as mãos, apegado ao poder: entrega-O à crucifixão. Não querendo mais saber d’Ele, dá o caso por encerrado: Roma locuta, causa finita.

Esta condenação apressada condensa as acusações fáceis, os juízos superficiais entre o povo, as insinuações e os preconceitos que, fechando o coração, criam a cultura racista, excludente e de descarte, juntamente com as cobardes cartas anónimas e calúnias horríveis. Acusados, são logo atirados para a primeira página; declarados inocentes, acabam na última!

Saberão hoje os cristãos ter a consciência reta, responsável e transparente, que não volte costas ao inocente, mas se empenhe corajosamente na defesa dos fracos, resistindo à injustiça e defendendo a verdade?

 

Jesus carregado com a Cruz – o madeiro pesado da crise

 

O madeiro de Cristo pesa-lhe, porque carrega os pecados de todos nós. Cambaleia sob aquele peso, grande demais para um homem. Carrega outrossim o peso de todas as injustiças que originaram a crise económica, de “graves consequências sociais: precariedade, desemprego, demissões, dinheiro que governa em vez de servir, especulação financeira, suicídios de empresários, corrupção e usura, juntamente com empresas que deixam os países”. É a pesada cruz do mundo do trabalho, da injustiça colocada sobre os trabalhadores – que Jesus toma nos ombros, ensinando-nos a viver, não mais na injustiça, mas capazes de criar pontes de solidariedade e esperança.

Voltando-nos o Pastor e Guarda das nossas almas, lutaremos “juntos pelo trabalho na reciprocidade, vencendo o medo e o isolamento, recuperando a estima pela política e procurando juntos a saída para os problemas”.

 

Jesus cai por três vezes

A fragilidade que abre ao acolhimento; a angústia da prisão e da tortura; vencer a má nostalgia

 

Na queda, cedendo ao peso e à fadiga, Jesus faz-Se Mestre de vida, ensinando a aceitação das fragilidades, a não desanimar com os fracassos, a reconhecer lealmente as nossas limitações e potencialidades. E com a força interior, que Lhe vem do Pai, ajuda-nos a acolher as fragilidades dos outros; a não investir contra quem está caído; a não ficar indiferente ante os que caem; a não fechar a porta a quem nos bate à porta, pedindo asilo, dignidade e pátria. “Cientes da nossa fragilidade, acolheremos no nosso meio a fragilidade dos imigrantes, para que encontrem apoio e esperança”.

Na queda de Jesus, reconhecemos a amarga experiência dos encarcerados das prisões, com todas as desumanas contradições. A prisão é demasiado distante, esquecida, repudiada pela sociedade. Existem as absurdidades da burocracia, a lentidão da justiça e da superlotação: é o sofrimento agravado, a opressão injusta, que consome carne e ossos. E, quando um irmão nosso sai, ainda o consideramos o ‘ex-preso’, fechando-lhe a porta do resgate social e laboral.

Mais grave, porém, é a prática da tortura, ainda espalhada em várias partes da terra e sob variadas formas – tal como sucedeu com Jesus: açoitado, chacoteado pela soldadesca, flagelado cruelmente, torturado com a coroa de espinhos.

A contemplação de Jesus, caído mas capaz de levantar-Se, ajudará a saber vencer os isolamentos que o medo do amanhã imprime nos corações, sobretudo em tempo de crise; a superar a má nostalgia do passado, a comodidade do imobilismo. O Jesus que cambaleia e cai, mas depois Se levanta, é a certeza da esperança, que, nutrida pela oração, nasce da provação e não após a provação nem sem ela.

 

As mulheres na via doloris de Jesus – a Mãe, a Verónica, as mulheres de Jerusalém

- As lágrimas solidárias; a ternura feminina; a partilha e não comiseração

 

Maria, de olhar solidário, exprime a força invencível do amor materno, que supera todo o obstáculo e sabe abrir qualquer estrada.

Em suas lágrimas, reúnem-se as lágrimas de cada mãe pelos filhos distantes, pelos jovens condenados à morte, trucidados, enviados para a guerra, especialmente as crianças-soldado, ou que morrem por causa dos tumores produzidos pela incineração dos resíduos tóxicos; e sentem-se as lágrimas amaríssimas das “mães de vigia na noite, com as lâmpadas acesas, temendo pelos jovens vítimas da precariedade ou engolidos pela droga e pelo álcool, especialmente nas noites de sábado”.

 

Perante a Verónica, Cristo encarna “nossa necessidade de amorosa gratuidade, de nos sentirmos amados e protegidos por gestos de carinho e cuidado”. As carícias desta criatura, banhadas pelo sangue precioso de Jesus, parecem cancelar os atos de profanação que Ele recebeu naquelas horas de tortura; conseguem tocar Jesus, roçar sua candura, não só para aliviar, mas também para participar no seu sofrimento.

Em Jesus, reconheceremos todo o próximo que temos de consolar com um toque de ternura, devendo chegar aos gemidos de dor de quantos, não recebendo assistência nem calor de compaixão, morrem de solidão.

 

As mulheres Jerusalém, exemplo de fidelidade e coragem, não se deixam intimidar pelos guardas nem escandalizar pelas chagas do Mestre. Tendo-o olhado de longe, aproximam-se d’Ele como faz todo o amigo, irmão ou irmã, quando se apercebe da dificuldade que vive a pessoa amada. Jesus, sensível às lágrimas, exorta-as a não consumirem o coração, a não serem mulheres lacrimantes, mas crentes e penitentes por si e seus filhos! Pede a dor compartilhada e não a comiseração estéril e lacrimosa. “Não mais lamentações, mas vontade de renascer, olhar em frente, avançar com fé e esperança para aquela aurora de luz que surgirá ainda mais deslumbrante sobre a cabeça de quantos caminham rumo a Deus”. 

E o senhor visitará o seu choro quando se sentirem sozinhas e abrir-lhes-á o coração à partilha de cada dor, com sinceridade e fidelidade, tornando-as instrumento e testemunhas de libertação.

Chorando sobre nós, choremos pelos homens que descarregam sobre as mulheres a violência que têm dentro; pelas mulheres escravizadas pelo medo e exploração, que devem, antes, ser tranquilizadas como Cristo fez e devem ser amadas como um dom inviolável para toda a humanidade, para o crescimento dos filhos, em dignidade e esperança.

 

 

O cireneu ajuda Jesus a levar a Cruz – a mão amiga que levanta

 

Voltava do campo este “homem de fadiga e de vigor”, o pai de dois cristãos mais tarde conhecidos na comunidade romana: Alexandre e Rufo. Embora forçado a levar a cruz de Jesus, aquele encontro casual transformar-se-á num decisivo e vital seguimento de Jesus, carregando diariamente a sua cruz, renegando-se a si mesmo. Além disso, mostra-nos que a vida, se a guardamos demasiado para nós, se torna bafienta e árida; mas, oferecida, floresce e frutifica em espiga de trigo para nós e para toda a comunidade.

Gestos como o do cireneu constituem a verdadeira cura do egoísmo, sempre à espreita. A relação com os outros gera a fraternidade mística, contemplativa, que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano, que sabe suportar as moléstias da vida, agarrando-se ao amor de Deus. Abrindo o coração a este amor, somos impelidos à procura da felicidade dos outros nas variadas formas de voluntariado: uma noite no hospital, um empréstimo sem juro, uma lágrima enxugada em família, a gratuidade sincera, o compromisso clarividente do bem comum, a partilha do pão e do trabalho, vencendo toda e qualquer forma de ciúme e de inveja.

 

 

Jesus pregado na Cruz – no leito dos doentes

 

Jesus não abandona a cruz. Permanece obedecendo à vontade do Pai, amando e perdoando. Como Ele, muitos irmãos e irmãs estão cravados no leito de sofrimento, no hospital, no lar de terceira idade, na família – em tempo de provação, de dias amargos de solidão e até desespero.

Nunca se levante a nossa mão para trespassar, mas para aproximar, consolar e acompanhar o doente, levantando-o do leito de dor, pois, a doença, que chega sempre inesperada, às vezes transtorna, limita horizontes, põe em dura prova a esperança. Porém, se encontrarmos junto a nós alguém que nos ouça, esteja ao nosso lado, se sente no nosso leito..., a doença pode tornar-se grande escola de sabedoria, encontro com o Deus Paciente, à luz pascal de Cristo crucificado e ressuscitado.

 

 

Jesus despojado das vestes – a unidade e a dignidade

 

 

Desnudaram-no em ato de extrema humilhação, só o cobrindo o sangue, que borbotava das inúmeras feridas. Porém, fica intacta a túnica, símbolo da unidade da Igreja, unidade que se reencontrará em caminho paciente, em paz artesanal, construída diariamente, num tecido composto com os fios de ouro da fraternidade, na reconciliação e no perdão.

Em Jesus inocente, desnudado e torturado, reconhecemos a dignidade violada de todos os inocentes, sobretudo dos humildes. Deus não impediu que o seu corpo nu fosse exposto na cruz. Fê-lo para resgatar todo o abuso, injustamente coberto, e mostrar que Deus está do lado das vítimas irrevogavelmente e sem meios termos.

***

Fixemo-nos em duas linhas essenciais: que, efetivamente, Jesus “devia morrer para congregar os filhos de Deus que estavam dispersos” (Jo 11,52); e sempre que fizermos isto a um dos irmãos mais pequeninos de Cristo a Ele o faremos (cf Mt 25,40), ou sempre que deixarmos de fazer isto a um dos irmãos mais pequeninos de Cristo a Ele o deixaremos de fazer (cf Mt 25,45).

2014.04.16

Louro de Carvalho

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

quinta-feira, 11 de abril de 2013

MUDAR PARA CRESCER de M. O. Martins - A Páscoa

Do amigo  Dr. Manuel Oliveira Martins, ex-comandante do Porto de Mar e membro da Direcção do Centro Social paroquial de Nª Sª de Fátima recebi um texto que não resisto sem o publicar no jornal  e adianto-me agora a transcrevê-lo no meu BLOG para os amigos que me procuram.

 
MUDAR PARA CRESCER

Páscoa é sinónimo de mudança. A Páscoa do Antigo Testamento significa a libertação do povo de Israel e o êxodo para a terra prometida. No Novo Testamento a Páscoa representa a libertação do homem simbolizada pela Ressureição de Cristo.

Há nestes dois momentos uma viragem espiritual no modo de vida do «povo de Deus», que mudaram o mundo, tornando-o mais humano e mais solidário, menos egoísta e menos materialista.

O mundo em que vivemos está a precisar de uma mudança. Essa mudança tem de passar por cada um de nós. Não podemos estar à espera que o outro mude. Não devemos adiar o que nos é pedido e exigido para o nosso crescimento pessoal. Se estivermos à espera que o mundo mude, para só depois nós mudarmos, jamais mudaremos o que quer que seja na nossa vida.

O crescimento de cada um depende de um propósito que impomos fazer ou não fazer, para implementarmos a nossa mudança. Essa mudança passa primeiro por querer mudar. Há tantas coisas que precisam de ser mudadas nas nossas vidas!

Ao longo da nossa vida adquirimos hábitos que se enraizaram de tal forma que custam a arrancar. Jeitos que moldaram a nossa maneira de ser, de sentir, de agir. As pessoas são normalmente referenciadas por certos tiques que adquiriram e que muito difícilmente perderão. Vão com eles para a cova, como diz o povo.

A mudança é dolorosa por que é algo de novo a que não estamos habituados. Somos passivos e criamos rotinas para nos protegermos e não gastarmos energias. Quando temos de meter ação e gastar meios, somos avessos à mudança. É melhor deixar estar como está, pensamos, e não agimos.

Isto passa-se ao nível meramente físico. E o nosso espírito? Não precisa de mudança? Ele também passou pelo mesmo processo, também criou hábitos que precisamos alterar para mudar.

Mudar o quê? Uma infinidade de coisas que só cabe a cada um decifrar de acordo com a sua consciência. Devemos em primeiro lugar fazer uma espécie de inventário pessoal dos nossos atos, das nossas atitudes. Não é fácil fazer essa listagem de coisas que se encontram profundamente cimentadas no nosso íntimo. Analisarmo-nos a nós próprios, admitindo os nossos erros, é das coisas mais difíceis de aceitar.

Admitir que por vezes sentimos inveja, raiva, rancor do nosso próximo e prometer a nós próprios que nos vamos emendar, que vamos mudar de atitude, que vamos procurar corrigir estes defeitos de caráter, não é tarefa fácil, mas necessária para a mudança.

A mudança começa em cada um. Só a mim posso mudar e não aos outros. A eles, cabe-lhes serem os agentes da sua própria mudança.

É costume ouvir dizer, «eu não posso mudar o mundo»! É totalmente errado. Quando estou a mudar-me a mim mesmo, a minha maneira de pensar, de sentir, de agir, já estou a mudar o mundo. O mundo só muda se cada um de nós mudar, para melhor ou para pior, esperemos que cada um mude um pouco que seja para melhor. Para pior, já basta assim, como diz o poeta.

O materialismo que existe dentro de cada um de nós é um dos aspetos que é preciso mudar para nos tornarmos mais humanos, mais solidários e assim contribuirmos para a mudança que o mundo precisa para se manter, doutra forma caminha para a destruição e nós somos os coveiros.

Se fizermos um exame meticuloso e honesto a nós próprios, vamos encontrar sinais desse apego ao material, ao supérfluo, que é preciso corrigir para que o mundo seja mais equilibrado, menos desigual.

O Moisés e o Cristo que libertaram o povo de Deus está em cada um de nós. Saibamos interpretar este desígnio e que cada um meta ação no sentido da mudança interior que conduz ao crescimento pessoal e à mudança que o mundo precisa para sobreviver.

Viana do Castelo, 2013-04-01-Manuel de Oliveira Martins-maolmar@gmail.com


domingo, 31 de março de 2013

Jesus Cristo Ressuscitou verdadeiramente! -Páscoa

 
 

* Jesus Cristo Ressuscitou verdadeiramente!
 
                         Aleluia!  Aleluia!  Aleluia!...
 
Oração Pascal:
 
Senhor!
- Abençoa o nosso lar, a nossa família,
os nossos amigos, a nossa comunidade…
- Dá-nos força e coragem para testemunhar o
Teu Amor…
- Ajudai-nos a confortar todos os que sofrem de qualquer mal para que não percam a esperança…
- Dá-nos capacidade para amar mais, para compreender, para perdoar… Assim seja!...
 
* * * *
- Por todos os que desta família partiram para a eternidade ressuscitem em Cristo, Aleluia!
- Por todos os amigos, vizinhos ou outros mais queridos que morreram na esperança da ressurreição. Aleluia!
- CRISTO VIVE, Aleluia!  Aleluia!
 
Paróquia de Nossa Senhora Fátima – 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Cruz da Ressurreição e a procissão no fim da Vigilia Pascal entre a Paróquia e o Carmo


A Cruz  da Ressurreição
 
 
sobre o Andor  em Bolo para partilhar


no fim das procissões  
 
da Vigilia Pascal 

entre a Paróquia e o Carmo