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sábado, 5 de julho de 2014

A figura do pai: os pais não são mulheres com defeito

A figura do pai: os pais não são mulheres com defeito

É um erro as mulheres que se fazem de pai e mãe. A mãe só pode fazer o papel de mãe, e o pai só pode se comportar como pai. Não existem os substitutos de um e de outro

 
Halpoint
 
A figura paterna – perdoem-me as feministas – tem sido penosa e injustamente desvirtuada.

Se bem que muitos pais e mães não são um exemplo a seguir, também é certo que a sociedade – refiro-me sobretudo às mulheres – obscureceu o masculino, seja por excesso ou por ausência, e lhe roubou o seu papel único e insubstituível na atenção do lar e no cuidado da esposa e dos filhos.

Tanto o machismo como o feminismo são atitudes que pretendem mudar o que é imutável e fazer desses “ismos” um estilo de vida, o que é errado e injusto.

Não somos idênticos

O homem e a mulher, que são diferentes e complementares, podem exercer juntos os seus papéis em todos os âmbitos em que um ser humano pode se desenvolver. Não necessariamente de modo idêntico, mas de maneira análoga e complementar. Isso quer dizer que, como parte dessa complementaridade, temos que reconhecer e reafirmar o espaço que corresponde a cada um.

Qualquer psicólogo ou psiquiatra estará de acordo comigo sobre a importância do sentido de pertença no processo educativo e formativo de qualquer ser humano. Por isso, não podemos tirar o feminino das mulheres e nem o masculino dos homens. Pretender que as mulheres atuem como homens e que os homens atuem como mulheres é um atentado a esse sentido de pertencer a si mesmo, e que corresponde a cada pessoa em seu ser.

O modo de ser específico do homem contribui muitíssimo para a mulher e os filhos. O mal entendido feminismo, em lugar de polir as asperezas da sociedade ali onde a mulher é vítima de abusos, abandono ou desprezo, na maioria dos casos banalizou a figura feminina, atacou a masculina e caiu naquilo que havia criticado, ou seja, no equivocado comportamento machista.

É um erro as mulheres que se fazem de pai e mãe. A  mãe só pode fazer o papel de mãe, e o pai só pode se comportar como pai. Não existem os substitutos de um e de outro. Quando o pai falece ou tem de ausentar-se, os filhos, especialmente os meninos, devem se relacionar com algum referente masculino: irmão mais velho, avô, tio, professor.

O papai não é uma mulher com defeito

Não podemos permitir a retirada do pai na tarefa de educar e cuidar da família.

Muitas vezes, nós mulheres nos queixamos de que o marido não nos ajuda na casa como gostaríamos, e esse é ponto de partida do problema, já que não podemos pretender que nosso esposo colabore como se fosse mulher, com as características femininas, projetando o nosso marido como uma mulher com defeito, comprometendo a imagem de bom pai na frente dos filhos.

Devemos permitir que o marido compartilhe as tarefas da casa e da educação dos filhos de acordo com o seu estilo próprio masculino, que é onde todos saem ganhando. A mulher descansa quando “deixa” que seu marido se empenhe nas coisas da casa sem lhe censurar, criticar ou corrigir constantemente. Se há que fazer uma observação, faz-se a sós com ele, para contribuir com o crescimento do esposo e o funcionamento do lar.

Se os filhos meninos veem que seu pai é reprovado constantemente e veem a sua mãe como a rainha da verdade absoluta, eles podem acabar identificando-se mais com a figura materna do que com a paterna, querendo parecer-se mais com ela do que com ele. Já as filhas mulheres poderiam viver pensando que não existe homem que se ajuste à sua perfeição e que elas estão acima do mundo todo... vamos ver quem as aguenta.

Nem é preciso dizer que as mães não podem converter os filhos em um depósito de lamentações, fazendo comentários negativos sobre o pai deles, já que isso desperta nos filhos ressentimentos, facilidade para o julgamento crítico agudo, culpa, assumir responsabilidades que não correspondem a eles e sobretudo pensar que o papai não é bom.
As mulheres não devem expor pessoalmente os defeitos de seus maridos na frente de ninguém, e nem permitir que outros façam isso.

O marido conta com a inteligência e a criatividade de sua esposa quando vê que as coisas funcionam, e é bom que ele contribua com seu jeito de ser para o crescimento e o fortalecimento de sua família.

É um erro pensar que nós, mulheres, fazemos todas as coisas melhor do que eles. Se bem que a mulher seja o eixo da família e da sociedade, ela tem de estar assentada em uma base firme para que tudo possa funcionar adequadamente. Ver o marido como essa base fará que os filhos tenham fundamentos sólidos para se desenvolver adequadamente na vida, e poderão por sua vez ser referentes para as gerações futuras.

O pai é fundamental para que os filhos enfrentem frustrações, para que os filhos aprendam o valor do estudo, do sacrifício e a exigência. O pai, com o seu exemplo, ajuda a que seus filhos entendam que as frustrações os ajudam a crescer e se superar; a ser realistas e a ser conscientes de que, mesmo não podendo conseguir tudo que queira do jeito que espera, é possível ser feliz com o que se tem e desfrutar muito do esforço pessoal.

Em casa a mamãe é a rainha e o papai é o rei. Triste final para uma história de amor seria ver o rei destronado. A sociedade pede que sejamos cada vez mais autênticos. O mundo precisa de verdadeiros pais que faça o que por lei natural e legítimo direito lher corresponde: construir uma família.

(Revista Vive)
 
 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Quero ser pai?

Quero ser pai?

Argumentos a favor e contra a paternidade

Alvaro Real
            
Amanda Tipton
Sim, serei pai. E, como imagino que deve acontecer com a maioria dos homens, estou morrendo de medo. Não tenho vergonha de admitir isso, mas estou certo de que, dentro de alguns meses, negarei ter escrito este texto. Como pai de primeira viagem, pesquisei na internet todo tipo de informação, como se existisse um manual de instruções para ser pai. O resultado está sendo demolidor.

Há pessoas que negam a paternidade acima de todas as coisas. São os "Sem filhos por opção", que argumentam não haver razão peso para ter filhos, que eles causam problemas e atrapalham a vida cotidiana. Além disso, afirmam não ser capazes de assumir a grande responsabilidade de ter, educar e criar um filho. Estes são argumentos muito pessoais, com os quais não me identifico em absoluto.

Eles dizem que alguns motivos para não ter filhos são: não querer sacrificar a privacidade pessoal pelos filhos ou o tempo para seu cuidado e atenção; não reduzir as possibilidades de promoção no trabalho; manter a possibilidade e capacidade de estudar, mudar de cidade, de emprego etc., tanto a curto como a longo prazo.

É muito provável que seja assim mesmo e não me atrevo a refutá-los. Mas esta é uma visão muito negativa da paternidade e, definitivamente, para quem pensa assim é preferível não ter filhos mesmo.

Alguns vão além e chegam a dizer coisas como: é possível oferecer uma maior contribuição à humanidade sem ter filhos; ter filhos por decisão própria não é adequado, quando existem muitas crianças no mundo em condições desumanas, algumas delas em adoção.

Li inclusive apocalípticos que explicam que é intrinsecamente imoral trazer gente ao mundo e, além disso, deve-se evitar o sofrimento que acompanha a vida. E existem as feministas, que consideram a paternidade como uma construção social heteronormativa que subjuga a identidade pessoal e seu progresso, ao restringir as opções de estilo de vida.

Sempre pensei que fazer dos próprios problemas uma ação categórica não é uma boa solução. Mas, além disso, a meu ver, a vida não é um sofrimento; não acho que minha contribuição à humanidade seja tão decisiva assim; e não sei decifrar o que significa "subjugar a identidade pessoal".

Por outro lado, existem os que defendem a paternidade como um bem para a sociedade.

São aqueles que falam de ter filhos como uma forma de garantir a velhice do conjunto da sociedade do bem-estar; falam da necessidade de filhos para compensar o crescimento do envelhecimento da população; e os que veem nos filhos uma forma de transmissão cultural ou social sem a qual seríamos conquistados culturalmente.

Depois de tanta argumentação a favor e contra a natalidade, estou horrorizado, porque o amor entre os pais nunca aparece como um elemento decisivo; então, decidi parar de pesquisar sobre este tema.

É melhor ir dormir e, junto à minha esposa, desfrutar dos primeiros chutes e movimentos da nossa filha. Quando ela perguntar por que a trouxemos ao mundo, eu lhe direi que foi por amor.
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Um espermatozoide é um pai?


Um espermatozoide é um pai?

 Infelizmente nem o ridículo nem a ignorância pagam impostos. E nalguns casos deveriam pagar impostos muito altos, tão altos quanto o dislate atrevido da ignorância armada em saber!

Todos os alunos do nosso ensino básico sabem que um espermatozoide não é mais do que um gâmeta masculino, uma célula haploide, no caso humano com 23 cromossomas, dos quais um se diferencia dos restantes 22 e toma o nome de uma letra X ou Y.É esta característica genética que lhe confere uma identidade própria e exclusiva e que o diferencia do gâmeta feminino que, sendo haploide, igualmente com 23 cromossomas, dos quais um é identificado somente pela letra X.


Num ser humano, salvo excepções, todas as células, excepto os ditos gâmetas, têm 46 cromossomas, 23 que herdam do pai e outros tantos que vêm da mãe. Estes gâmetas, haploides, se os seus núcleos se fundirem, originam uma célula única e irrepetível, com 46 cromossomas ( 23 pares ), dos quais um par é XX ou XY. Esta célula, diploide, como se vê e sabe, é totalmente diferente das que lhe deram origem. O seu destino também. Aquelas células, os gâmetas, muito diferentes entre si, têm um período de vida muito curto e são produzidos da adolescência até muito mais tarde na vida dos homens e das mulheres. A célula formada na fecundação do óvulo por um espermatozoide, ovo ou zigoto, tem e contem um programa que se vai mostrando ao longo da sua existência e que pode ultrapassar os cem anos, desenvolvendo-se de forma contínua e sem saltos, como um filme que se vai desbobinando e mostrando o enredo. Esta célula, o ovo ou zigoto, pode vir a tornar-se pai ou mãe. Pode. Terá que esperar. Esperar que possa produzir espermatozoides. Esperar que estes encontrem um óvulo disponível. E que os dois se fundam. E que o ovo, depois embrião inicial encontre um útero preparado para acolher o novo ser humano, que pode ser candidato, também ele, a tornar-se pai, um dia muito mais tarde. Portanto, se nem um ovo ou zigoto se pode apelidar de pai muito menos o espermatozoide

Assim, o espermatozoide não é um ser humano e muito menos é um pai.

A mentira intencional é criminosa. Usar linguagem científica para manipular consciências é muito grave e é puro obscurantismo.

 

Carlos Aguiar Gomes