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sábado, 23 de maio de 2015

Espírito Santo


Comentário à Regra ( Cap. IV , par. 1 )

23 de Maio de 2015

 

 “ Ninguém é um verdadeiro cavaleiro se não estiver pronto a sacrificar-se totalmente pela honra da sua Dama. A Dama dos cavaleiros da Ordem  é a Bem – Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, e a honra de Nossa Senhora é a glória de Deus. A Ordem é sobre a terra, a título especial, a Corte da Santíssima Virgem, como os Anjos no Céu lhe são uma escolta gloriosa .”

 

 

   O parágrafo da Regra que se acabou de ler, remete-nos para uma das nossas   marcas, verdadeiras“ impressões digitais”: a verdadeira, autêntica e contínua devoção à Santa Mãe de Deus. Esta como sabemos começa pela obrigatória consagração à Santíssima  a Nossa Senhora, nossa doce Suserana. Aquela deveria ser renovada muito frequentemente para nunca nos esquecermos deste compromisso, desta promessa fundamental e … fundacional da nossa adesão à MSM. Por isso, proponho que a partir deste Capítulo, se termine sempre cada Capítulo mensal pela renovação da nossa consagração a Nossa Senhora.

   Mas não podemos, não devemos e, tenho a certeza de que,  não queremos deixar de manifestar este amor filial para com Maria sem cumprir os mínimos que a Regra nos indica :

   A recitação do Ofício, da Liturgia das Horas, particularmente o modelo que o nosso Fundador nos legou, de pelo menos uma Hora Canónica , de modo sequencial, de tal modo que no final de cada semana, tenhamos rezado todas as Horas. É um dos nossos compromissos mais sérios. Faz parte do louvor divino!

  A recitação de, pelo menos um rosário por semana ( 3 Terços ). Próximos de Jesus por Maria. E para isso, trazer o Terço ou uma Dezena  num bolso da nossa  roupa ou à mão no carro, pois nada nos impede de rezarmos enquanto conduzimos.

  Retomar o recitação do Angelus, se possível, ao meio-dia.

  Consagrar o nosso trabalho diário a Maria.

  Como nos recomenda a Regra: quando entrarmos numa igreja, depois de saudarmos Jesus presente no sacrário, manifestarmos com um gesto digno, alguma imagem de Nossa Senhora.

  Conhecermos o significado da jaculatória : “ Dignare me laudare te, Virgo Sacrata. Da mihi virtutem contra hostes tuos!”

  Termos sempre presente que a cruz da nossa MSM é azul pois nos lembra, que somos uma instituição mariana, através desta cor associada a Maria.

  Sabermos que a nossa MSM tem a sua erecção canónica primeira, precisamente na Catedral ( mariana ) de Chartres, na Cripta da “ Virgem que vai dar à luz!”.

  Nunca afastarmos do nosso pensamento que o lugar de Maria na história da Salvação advém do facto de ser a “ Sancta Dei Genitrix” , a “ Theotokos “ ou seja a Mãe de Deus.

 

Braga, 23 de Maio de 2015, na Vigília do Pentecostes

O Provincial

Carlos Aguiar Gomes 

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Afastar-se da comunidade é afastar-se do Senhor


Afastar-se da comunidade é afastar-se do Senhor




Sempre se falou muito da Igreja. Bem e mal. De facto, a Igreja, quase sempre entendida como a Igreja Católica, está na praça pública de direito e de facto. Sujeita-se, portanto, aos condicionalis­mos culturais e históricos e é observada como qualquer outra realidade social. Apesar de reivindicar um estatuto e uma presença única e especial, que nem todos reconhecem, dado ultrapassar a dimensão de uma empresa ou de uma organização religiosa.

Nos últimos meses, porém, a intensidade da sua presença mediática parece supor que algo estará a mudar. Um novo Papa será a razão. Como o Papa anterior se tornou razão ao renunciar ao papado. Diz-se que está a surgir uma nova ima­gem da mesma Igreja de sempre. Será?! Ao longo de 2000 anos a grande no­vidade não será, antes, a continuidade de uma «frescura» inicial que o tempo renova e torna perene?! E à qual os mo­vimentos de renovação se reportam?

Felizmente que os nossos contemporâ­neos olham com agrado um estilo novo de pontificado. E falam dele com apreço. Oxalá tal contribua para uma conversão pessoal ao Senhor do Evangelho para onde constantemente o Papa aponta. E que não se fique a olhar apenas para o ponto de partida da mensagem - o Papa - esquecendo-nos do ponto de chegada - o Senhor!

O Aleluia de Páscoa continua a ecoar em nós, cristãos, e, por nós, no mundo que nos rodeia. Oxalá a alegria sentida continue a «refrescar» os corações hu­mados, deficientes de uma esperança fundada. E só Jesus é razão de alegria e de esperança com futuro.

A Igreja de sempre atravessa a história participando dos acidentes de percurso comuns à caminhada humana. Se, en­tre as primitivas comunidades, se des­taca ora a harmonia ora as dissensões, percebe-se no entanto um fio condutor: é o Senhor quem age no seio da comu­nidade conduzida pelo Espírito Santo. Daí o fervor e o entusiasmo capazes de enfrentar todas as adversidades e mes­mo ousar contra os poderosos de cada tempo, que se julgam no direito e com força de mandar calar quem fala em nome de Jesus.

Mas há uma nota de extrema importân­cia, muitas vezes desconsiderada: é no seio da comunidade que se encontra o Senhor que salva. E a Igreja, que surge como comunidade dos discípulos de Je­sus, assume desde o início a tarefa de dar continuidade à mensagem e à obra de Jesus, o Ressuscitado. A continuidade do Pregador, que tornam Crucificado e que Deus O faz Ressuscitado, verifica-se na Igreja desde há dois mil anos. Jesus continua a falar por meio dos Apóstolos, que admitem discípulos no seio da co­munidade, em nome do Senhor Jesus. E é esta comunidade, a Igreja, que se torna espaço de salvação, como novo templo, onde habita o Santo dos Santos, o Se­nhor. A obra do Senhor continua-se na Igreja chamada a atrair a todos para a reconciliação. E, reconciliados com Deus, torna-se possível a harmonia de uns com os outros.
Boletim da Paróquia de  Barcelos