Mostrar mensagens com a etiqueta Serviço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serviço. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Jorge Passos é o Chef Mistério: Próximo Jantar Solidário reverte a favor do Berço

Jorge Passos é o Chef Mistério: Próximo Jantar Solidário reverte a favor do Berço


nossa senhora de fátima
 
No próximo sábado, pelas 20 horas, vai realizar-se o 4º Jantar Solidário  na TASCA DA QUINTINHA D’ ARGA (Dem, Caminha) e que, desta vez, terá a participação de outra figura pública como Cozinheiro convidado, Jorge Passos, empresário em Viana do Castelo. O preço dos Jantares – que se prolongarão até meados de Dezembro – será de 12.50 € por pessoa (e, no final, será efetuado o leilão do chapéu autografado pelo cozinheiro com a receita a reverter em favor de uma Instituição do Distrito escolhida pelo convidado. O ‘ Chef ‘ que confecionará um prato de sua autoria e aceitou o desafio, escolheu o BERÇO, um centro de acolhimento temporário de bebés e crianças abandonadas e/ou de alto risco do Centro Social Paroquial de Nª Srª de Fátima. Esta IPSS que tem como principal impulsionador e fundador o Pe. Coutinho visa, ainda, apoiar crianças maltratadas ou privadas do seu meio familiar normal, até ao reequilíbrio da sua situação, adoção ou tutela. Recordamos que no sábado passado a figura pública convidada foi João Vilas, professor e conhecido humorista e multifacetado artista que ganhou há dias, e entre 157 pintores do Alto Minho e Galiza, o 1º Prémio do Fórum da Bienal de Cerveira. De referir ainda que, independentemente da receita obtida através dos presentes, há agora duas empresas da região que patrocinam todos os jantares com um donativo para a instituição convidada pelo ‘ Chef ‘.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Atenção e serviço às pessoas



A linguagem habitual é dominada pelos adjectivos mais iden- tificativos de situações ou massas, desde logo despersonalizadas e vazias pela visão generalidade. Torna-se relativamente fácil falar sobre doentes, pobres, desempregados, comodistas, instalados, interesseiros, individualistas e outros. Com tais classificações envolvemos, fixamos e olhamos a multidão, esquecendo e se- cundarizando as pessoas. Nesse horizonte, avaliamos e enfren­tamos a situação com gestos despersonalizados e vazios de res­posta clara às pessoas envolvidas.

Talvez seja mais viável focar as atitudes e gestos para com os pobres, na realidade, olhamos a situação de pobreza numa carência grave de alimentos, vestuário, remédios, possivelmen­te renda de casa e, outras condições menos humanas ou mes­mo inumanas. Procuramos respostas genéricas comuns e iguais para todos.

A resposta vai ser para eliminar ou reduzir as condições e peso da pobreza, mas pouco ou nada se cria ou desenvolve numa resposta humanizante para as pessoas, estabelecendo diálogo, aprofundando o conhecimento mútuo, provocando um olhar novo e de esperança nas capacidades pessoais, no apoio solidário e com os outros, não se limitando a simples, fácil e cômoda insta­lação esperando, ou por vezes, explorando a generosidade e partilha dos outros.

Torna-se da mais actual urgência irmo-nos libertando da lin­guagem simplesmente adjectiva e afirmarmos cada vez mais a substantivação. Passando de olhar e falar dos pobres, dos doen­tes e tantos outros adjectivos de carência ou riqueza e começar a ver e dialogar sobre e com as Pessoas em situação de pobre­za, na doença, no desemprego, no abandono e exclusão. Aceite­mos o desafio e conversão de falar de e com pessoas enfrentan­do com elas as suas situações e contribuirmos para a sua liber­tação e superação, ajudando-as a serem agentes da própria ca­minhada e história e construtora do Bem Comum.

Na dimensão do Bem Comum, passa-se algo semelhante. Todos somos corresponsáveis da definição e construção do Bem Comum. Acontece, porém, que os governantes, a vários níveis, não conhecem as realidades sociais, humanas, econômicas e políticas, pois as populações “desinteressadas e descrentes”, não fazem ouvir a voz. É necessário e exigência levantar a voz, iden­tificar problemas reais e apontar soluções e propostas justas e realistas. Todos temos o direito e dever de cooperar na constru­ção do Bem Comum, não abandonando com facilidade.

Reis Ribeiro in Notícias de Viana