Mostrar mensagens com a etiqueta Sexualidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sexualidade. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de março de 2015

Feminicídio e revolução sexual: uma relação que o laicismo finge que não existe


Feminicídio e revolução sexual: uma relação que o laicismo finge que não existe

Combinação de pornografia e liberação sexual sem limites acelerou redução da mulher a objeto



Em meio aos atuais protestos contra a corrupção brasileira e seus efeitos devastadores no bolso e na paciência dos cidadãos, foi sancionada nesta semana, quase como notícia secundária, a lei que torna o feminicídio um crime hediondo no Brasil. É um avanço. No entanto, numa cultura que finge que não há consequência alguma em reduzir as pessoas a objetos sexuais, é um avanço frágil e paliativo, que passa longe de tratar das causas do problema.

Há pouco mais de dois anos, a revista norte-americana Violence and Victims
publicou uma pesquisa feita pela Universidade da Geórgia, também dos Estados Unidos, sobre a relação entre a indústria da pornografia e a violência contra as mulheres. A pesquisa, como seria de esperar, foi amplamente ignorada pela mídia.

Mas o estudo norte-americano não passou despercebido para o médico e sexólogo Vincenzo Puppo, do Centro Italiano de Sexologia. Em entrevista ao jornal
La Stampa, ele explicou por que a pornografia causa dependência e quais são os efeitos da sua transformação em vício:
 

“A visualização contínua e repetida dos órgãos genitais masculinos e femininos vai diminuindo progressivamente a capacidade de excitação mental. Quando um estímulo sensorial é repetido continuamente, ele vai deixando de ser excitante com o passar do tempo. Assim, o cérebro passa a exigir estímulos sexuais mais fortes. Da pornografia ‘normal’, a pessoa passa, por exemplo, a consumir imagens de estupros, de outras violências sexuais, de sadomasoquismo, de sexo com animais, com crianças...”.


E não para por aí. A repetição contínua da visualização dessas novas imagens leva o cérebro a ir se viciando nelas também. Da dependência doentia de mais e mais cenas degradantes, associadas a excitação e prazer pessoal, tende-se ao impulso não menos doentio de passar aos atos. Assim, quando o ambiente da “mera” visualização de pornografia pesada deixa de ser suficiente para “desafogar” o vício, o dependente pode acabar explodindo em atos de violência não apenas contra mulheres, mas também, não raro, contra homens e, o que é mais terrível ainda, contra meninas e meninos.

Os alertas de especialistas em questões como esta não costumam fazer sucesso na cultura laica do “liberou geral”, por motivos óbvios: não se quer admitir que todo excesso tem consequências. É mais ou menos a mesma visão permissiva e leniente que se tem quanto ao
álcool, transferindo-se a responsabilidade pela epidemia de consumo de bebida entre adolescentes e jovens para contextos externos à consciência e à vontade deles.

No tocante à hipersexualização da cultura laica, as mesmas pessoas que apontam o dedo com fúria contra o “modelo machista repressivo” fecham os olhos, conivente e hipocritamente, para a relação avassaladora entre a “revolução sexual” e a transformação ainda mais acelerada de seres humanos em objetos de prazer doentio.

Em meio aos atuais protestos contra a corrupção brasileira e seus efeitos devastadores no bolso e na paciência dos cidadãos, foi sancionada nesta semana, quase como notícia secundária, a lei que torna o feminicídio um crime hediondo no Brasil. É um avanço. No entanto, numa cultura que finge que não há consequência alguma em reduzir as pessoas a objetos sexuais, é um avanço frágil e paliativo, que passa longe de tratar das causas do problema.

Há pouco mais de dois anos, a revista norte-americana Violence and Victims
publicou uma pesquisa feita pela Universidade da Geórgia, também dos Estados Unidos, sobre a relação entre a indústria da pornografia e a violência contra as mulheres. A pesquisa, como seria de esperar, foi amplamente ignorada pela mídia.

Mas o estudo norte-americano não passou despercebido para o médico e sexólogo Vincenzo Puppo, do Centro Italiano de Sexologia. Em entrevista ao jornal
La Stampa, ele explicou por que a pornografia causa dependência e quais são os efeitos da sua transformação em vício:
 

“A visualização contínua e repetida dos órgãos genitais masculinos e femininos vai diminuindo progressivamente a capacidade de excitação mental. Quando um estímulo sensorial é repetido continuamente, ele vai deixando de ser excitante com o passar do tempo. Assim, o cérebro passa a exigir estímulos sexuais mais fortes. Da pornografia ‘normal’, a pessoa passa, por exemplo, a consumir imagens de estupros, de outras violências sexuais, de sadomasoquismo, de sexo com animais, com crianças...”.


E não para por aí. A repetição contínua da visualização dessas novas imagens leva o cérebro a ir se viciando nelas também. Da dependência doentia de mais e mais cenas degradantes, associadas a excitação e prazer pessoal, tende-se ao impulso não menos doentio de passar aos atos. Assim, quando o ambiente da “mera” visualização de pornografia pesada deixa de ser suficiente para “desafogar” o vício, o dependente pode acabar explodindo em atos de violência não apenas contra mulheres, mas também, não raro, contra homens e, o que é mais terrível ainda, contra meninas e meninos.

Os alertas de especialistas em questões como esta não costumam fazer sucesso na cultura laica do “liberou geral”, por motivos óbvios: não se quer admitir que todo excesso tem consequências. É mais ou menos a mesma visão permissiva e leniente que se tem quanto ao
álcool, transferindo-se a responsabilidade pela epidemia de consumo de bebida entre adolescentes e jovens para contextos externos à consciência e à vontade deles.

No tocante à hipersexualização da cultura laica, as mesmas pessoas que apontam o dedo com fúria contra o “modelo machista repressivo” fecham os olhos, conivente e hipocritamente, para a relação avassaladora entre a “revolução sexual” e a transformação ainda mais acelerada de seres humanos em objetos de prazer doentio.

TAGS

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Abstinência sexual no namoro: 10 razões para praticá-la


 Abstinência sexual no namoro: 10 razões para praticá-la
Entenda como a vivência da castidade torna a sua vida mais livre
                                                                                                 © Christopher Michel
A pureza e a castidade parecem ser virtudes fora de moda.

A crise de valores levou muitos jovens a ver o sexo como centro do namoro. Os homens são considerados vitoriosos e as mulheres são vistas como experientes, enquanto quem se conserva em castidade é etiquetado como sexualmente incapaz ou reprimido pela Igreja. No entanto, a realidade é completamente diferente.

Conheça 10 vantagens da prática da abstinência sexual no namoro:

1. Ajuda a ter uma boa comunicação no namoro

Quando um casal de namorados vive a abstinência sexual, sua comunicação é boa porque eles não se centram somente no prazer, mas na alegria de compartilhar pontos de vista e vivências; além disso, suas conversas são mais profundas.

Pelo contrário, a intimidade física é uma forma fácil de relacionar-se, mas eclipsa outras formas de comunicação. Pode ser uma forma de evitar o trabalho que supõe a verdadeira intimidade emocional, como falar de temas pessoais e profundos e lidar com as diferenças que há entre os dois.

2. Aumenta a amizade dentro do seu relacionamento

A proximidade física pode levar a que os adolescentes pensem que estão emocionalmente próximos, quando na verdade não estão. Uma relação romântica consiste essencialmente em cultivar uma amizade, e não há amizade sem conversa e sem compartilhar interesses.

O diálogo cria laços de amizade e ajuda a que a pessoa descubra o outro, que conheça suas qualidades e defeitos. Alguns jovens se deixam levar pelos instintos e, quando se conhecem em profundidade, acabam perdendo o encanto pelo outro. E não se conheceram porque não chegaram a ser amigos, foi uma espécie de “namoro colorido”.

3. A relação com os pais de família de ambos é melhor

Quando o homem e a mulher se respeitam mutuamente, amadurecem em seu carinho e melhoram a amizade com os pais de ambos. Geralmente, os pais de família preferem que seus filhos vivam a continência sexual, e se sentem preocupados ao saber que são sexualmente ativos sem ser casados.

Quando um casal de namorados sabe que precisa esconder suas relações sexuais, cresce neles o sentimento de culpa e o estresse. Os que decidem esperar se relacionam mais cordialmente com os pais de família próprios e do outro.

4. Você se sente mais livre para questionar se este namoro lhe convém

As relações sexuais têm o poder de unir duas pessoas com força, e elas podem prolongar uma relação pouco saudável baseada na atração física ou na necessidade de segurança. Uma pessoa pode se sentir “presa” a um relacionamento do qual gostaria de sair, pois no fundo não o quer, mas não encontra saída.

Uma pessoa que não tem relações sexuais pode romper com maior facilidade o vínculo afetivo que a ata ao outro, pois não houve uma intimidade tão poderosa no âmbito físico. Além disso, se chega a haver uma gravidez, as pessoas não se sentem tão livres para decidir se se separam, se se casam, se começam ou param de trabalhar etc.

5. Incentiva-se a generosidade, ao invés do egoísmo

As relações sexuais no namoro convidam ao egoísmo e à própria satisfação, inclinam a sentir-se concorrendo com outras pessoas que podem ser mais atraentes para o parceiro. Incentiva-se a insegurança e o egoísmo, já que, ao começar a entrar em intimidade, a tendência é pedir mais e mais.

6. Há menos risco de abuso físico e verbal

O sexo fora do casamento se associa à violência e a outras formas de abuso. Por exemplo, acontece mais que o dobro de ocorrências de agressão física entre casais que moram juntos sem compromisso do que entre pessoas casadas. Há menos ciúme e egoísmo nos casais de namorados que decidem adiar as relações sexuais do que nos que se deixam levar pelos instintos.



7. Aumenta o repertório de formas de demonstrar o carinho

Os namorados que vivem a abstinência encontram detalhes novos para demonstrar seu carinho: têm mais criatividade para desfrutar de bons momentos e mostrar seu interesse pelo outro. O relacionamento se fortalece e os namorados têm mais oportunidades de conhecer-se quanto à personalidade, hábitos e forma de manter uma relação.

8. Há mais possibilidades de triunfar no casamento

As pesquisas demonstraram que os casais que moraram juntos têm mais possibilidades de divorciar-se do que os que não o fizeram.

9. Se você decidir terminar o namoro, vai doer menos

Os laços gerados pela atividade sexual, por sua natureza, criam um vínculo forte; então, se há um rompimento, a dor término é muito mais forte, devido aos vínculos estabelecidos. Quando não houve relações íntimas e o casal decide terminar, a separação é menos devastadora.

10. Você se sentirá melhor como pessoa

Os adolescentes sexualmente ativos muitas vezes perdem autoestima e admitem viver com sentimento de culpa. Quando decidem deixar de lado a intimidade física, sentem-se como novos e crescem como pessoas. Além disso, melhoram seu potencial intelectual, artístico e social, ao direcionar toda essa energia criativa ao desenvolvimento dos seus talentos.

(Artigo publicado originalmente por Desde la Fe)