Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 1 de março de 2016

A vida humana é sagrada...

 
 
A vida humana é sagrada...
 
MARIA HELENA MARQUES
Prof.* Ensino Secundário
 
  1. O reconhecimento de que a vida humana é sagrada, assenta em três dimensões sólidas, fundamentais: a razão da sua origem, da sua natureza e a razão do seu destino.
  2. Por tudo isto pensadores alheios à cultura judaico - cristã, como Aristóteles, (384 - 322 a. C.) e outros, escreveram: “O embrião humano é algo divino, enquanto é um homem em potência”. E no século I, Séneca, um dos mais célebres escritores e intelectuais do Império Romano (4 a. C. a 65 d. C.), escreveu: “Homo sacra res homini, o homem é coisa sagrada para o homem”...
  3. Intuíram que a vida humana encerra um valor incomensurável, divino, desde o seu começo até ao seu termo. Mas foi, sem dúvida, a revelação cristã que descobriu o fundamento claro e sólido de tal afirmação.
  4. A vida humana é sagrada pela sua origem, conforme lemos no 1.° capítulo do Gênesis que num estilo muito simples, narra acontecimentos históricos, como a criarão do universo e do homem. A dimensão espiritual da pessoa é, necessariamente, obra exclusiva de Deus, a sua origem imediata. Assim, por esse facto, somos obrigados a reconhecer que cada vida humana é sagrada.
  5. É sagrada também pela sua natureza! É esta a grande revelação sobre a natureza humana: “Deus criou o homem à sua imagem (...) homem e mulher os criou” (Gen. 1,27). É sagrada também pelo seu fim e sentidos divinos. Toda a vida humana é fruto do amor e do querer de Deus, que chama cada homem ou mulher à existência e à eterna comunhão gozosa com Ele (cfr. Mt 25, 21 - 23). Toda a pessoa foi ordenada para um fim sobrenatural, isto é, a parti¬cipar dos bens divinos que superam a compreensão da mente humana.
  6. João Paulo II disse: “Todos os seres humanos deveriam valorizar a individualidade de cada pessoa como criatura de Deus, chamada a ser irmão de Jesus Cristo em virtude da encarnação e redenção universal”. Mais adiante, o Papa Bento XVI durante a homilia na “Vigília pela vida nascente”, afirmava que o homem, inclusivamente antes de nascer, tem uma dignidade altíssima, tendo por isso direito a não ser tratado como um objeto. Nesta vigília, o Papa quis reafirmar o “altíssimo valor” da vida humana, assim como advertir contra as “tendências culturais que tentam anestesiar as consciências por motivos injustificáveis”.
  7. “É nesta linha que se coloca a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos, e pela degradação e obscurecimento das consciências”.
  8. Não se trata de uma quantidade de material biológico, mas de um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. Por isso, acrescentou, a Igreja sempre reiterou o que o Concilio Vaticano II afirma: “A vida deve ser protegida desde a conceção até à morte natural com o máximo cuidado, uma vez que nada justifica não considerá-la com respeito, uma pessoa”.
  9. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, além de estar composto de realidade material”. Somos, portanto, espírito, alma e corpo. Somos parte deste mundo, ligados às possibilidades e limites da condição material, mas ao mesmo tempo, estamos abertos a um horizonte infinito, capazes de dialogar com Deus e de acolhê-lo em nós.
  10. Cada vida humana, qualquer que seja o estádio em que se encontra é, tanto pela sua origem, pela sua natureza, como pelo seu fim ou sentido, uma criatura criada à imagem e semelhança de Deus, muito especialmente sua. Atentar contra esta vida é atentar contra a propriedade de Deus, como um desafio, frente a frente...
  11. “Em verdade vos digo, que quanto fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes”. ( Mt 25, 40).
  12. Estas palavras de Jesus Cristo falam-nos do extremo a que chega a sua amorosa solidariedade com cada um de nós. Respeita infinitamente a nossa liberdade, mas quem a use contra a sua imagem - homem ou mulher -, queira-se ou não, usa-a contra Deus mes-mo. E perante Ele, mais que perante tribunais e histórias humanas, haverá que responder...
In D. M. de 24-02-2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Dar Alma à Vida LXXXII


Dar Alma à Vida LXXXII
 

Dar Alma à Vida é dar conforto aos doentes, é transmitir-
lhes uma esperança serena e  segura de que Deus quer
 
 
sempre o melhor para nós; é estar com eles.
 
 
 
 
 

Dar Alma à Vida é não recusar a bondade da Misericórdia
de Deus por mais incríveis e  escandalosos que sejam os
nossos pecados.
Dar Alma à Vida é não deixar para trás nada que precise da
 nossa intervenção e os  doentes em especial, pois são os
 mais frágeis, os mais próximos.
Dar Alma à Vida é pôr de lado o poder político, o dinheiro,
as leis, as raças, as  fidalguias e dar de imediato, o nosso
 coração ao outro seja também ele quem for,  ainda
que nos pareça o maior pecador.
 
Dar Alma à Vida é dizer como Jesus: a tua fé te salva
ao beirares-e  com a
firme  esperança   no   perdão,  da  reconciliação, e te
 reconciliares de coração contrito  com a firme  esperança
 no perdão.
 Podes ir em Paz, ou melhor, caminhemos juntos a saborear
 a misericórdia do Pai e a  comunicá-la aos outros.
 
 
 
 
 
 
 
Dar Alma à Vida é deixar tudo e abandonarmo-nos n’Aquele
 que primeiro nos Amou.
Dar Alma à Vida é dar lugar confortável ao doente do corpo
 ou da alma e, ao jeito do  samaritano, tratar com amor e
 proximidade da saúde, ou como Cristo: porque
 acreditaste os teus pecados estão perdoados e ficas
 curado.
 
 
Dar Alma à Vida é restabelecer ou recuperar a saúde, é pôr
 fim à doença, recuperar o  gozo e a alegria com uma lufada
 de ar fresco na nossa Vida e na Vida dos outros…

sábado, 28 de novembro de 2015

Dar Alma à Vida LXXX


Dar Alma à Vida LXXX

  
 
 


Dar Alma à Vida é reconhecer o erro, a falta, o pecado…

Dar Alma à Vida é admitir a correcção do erro por reconhecimento e iniciativa pessoal…

 
Dar Alma à Vida é admitir corrigir o que alguém apontou fraternalmente um erro, uma falta---

Dar Alma à Vida é saber que é legítimo um “correctivo” fraterno e uma denúncia à autoridade para alcançar uma Alma nova para a vida.

 
Dar Alma à Vida é conhecer Aquele que faz caminho e que abrindo caminho ao outro.

Dar Alma à Vida é conhecer bem quem abre caminho, abrindo caminho, afinal é capaz de voltar atrás de braços abertos à procura de quem se desviou do mesmo.

Dar Alma à Vida é acreditar na Bondade e na Misericórdia de quem tudo pode.

 
Dar Alma à Vida é compreender a tolerância  e saber ser tolerante, é usar de compaixão com justiça; esta tem de ser misericordiosa que aos humanos se torna de difícil compreensão, mas aos olhos da Divina Misericórdia tudo é possível.

 
Dar Alma à Vida é acreditar no Perdão que vem do amor de Deus;  é acreditar que Deus é Perdão porque é Amor.

domingo, 15 de novembro de 2015

Dar Alma à Vida LXXVIII


Dar Alma à Vida LXXVIII

 

Dar Alma à Vida é mostrar à Vida a Esperança, a Cura e os Sacramentos que curam…

Dar Alma à Vida é reconhecer que temos meios de cura que Jesus Cristo nos deixou.

Dar Alma à Vida é descobrir que a nossa doença é sempre desagregadora não só no corpo como na alma, é descobrir desarmonias que afectam o todo que nós somos (corpo e alma).





Dar Alma à Vida é saber abandonar tudo o que nos aproxima da morte em qualquer idade, não porque a morte é algo de apavorar mas que nem existe porque Deus é eterno e desde que, antes de sermos concebidos já existíamos na mente de Deus e Ele quer tanto a cura e dá- nos os meios necessários como a Santa Unção.
 

 
“Se alguém está doente, chama os presbíteros da Igreja”. Não é no fim da doença, não é depois da morte, nem próximo da passagem desta vida terrena para a vida do além, mas desde que esteja doente e se for em comunidade, melhor.
 

 
 
Dar Alma à Vida é mostrar que não se está só, mas toda a comunidade ora, reza e se encontra unida no sofrimento e procura fazer pontes entre a terra e o Céu.
 
 

 
 
Dar Alma à Vida é mergulhar numa água refrescante da qual se sai com Vida em abundância.

Carta pastoral de D. Anacleto

A.C.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dar Alma à Vida LXXVII


Dar Alma à Vida LXXVII

 Dar Alma à Vida é dar-lhe a possibilidade da cura, do perdão, porque a cura da Alma é mais importante que a cura do corpo.
Dar alma à Vida é dar-lhe um espaço para a Penitência, para a conversão, transformação, o que nos obriga a mudar de conduta… a mudar de agulhas para andarmos por carris que nos conduzem a bom porto.

Dar Alma à Vida é ter uma contínua penitência e arrependimento, ou pesar porque nunca somos perfeitos na vida que precisa de ser vivida com Alma.



Dar Alma à Vida é não ignorar a carta de S. João: “Se dissermos que não temos pecado, enganámo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós (1 Jo 1.8)”.

Dar Alma à Vida é reconhecer que todos fazemos um só corpo em Jesus Cristo e quando um membro sofre todos os outros que fazem parte de um todo sofrem.
 

Dar Alma à Vida é saber dizer: “Confesso-me a Deus todo-poderoso e a vós irmãos…”.

Dar Alma à Vida é saborear o Perdão que se dá e que se recebe com gestos e palavras entre nós e entre nós e Deus.

Dar Alma à Vida é dar um duche depois de um trabalho exaustivo, duro, que nos fez suar (Catecismo da Igreja Católica).

Dar Alma à Vida é sentir que depois do Perdão vem a Missão.
                                                                                     Cf. Carta Pastoral de D. Anacleto
A.C.

sábado, 31 de outubro de 2015

Dar Alma á Vida LXXV

Dar Alma á Vida LXXV

  
Dar alma à Vida é dar-lhe a possibilidade de poder contemplar a Cruz o que ela tem de pavor, angústia, atrocidade, de degradação, de dor, de tristeza, de suplício para quem se entrega por Amor.

Dar alma à Vida é contemplar a Cruz no que ela tem de vitória, de libertação, de redenção, de alegria, de ressurreição, de paz.
 
 

 
 
Dar alma à Vida é reconhecer as nossas infidelidades, negações, as nossas fugas, farsas, a lavagem das mãos como Pilatos, infâmias, juízos e condenação.

É descobrir que o amor não está como devia estar na nossa vida porque falhamos e precisamos de recorrer à misericórdia divina para que o carregar da nossa cruz com discernimento, seja também a nossa redenção. O crucificado, Filho, de Deus e, por Ele, todos os que dão Alma à Vida, no amor ao Pai serão glorificados e viverão, pela bondade de Deus para sempre na eternidade.




Dar alma à Vida é morrer para o pecado e viver para a justiça. “A paz esteja convosco” (João 20,19.21) e, como o crucificado na cruz, possamos de braços abertos  acolher, abraçar quem chega e, com os nossos pés, caminharmos ao encontro do que precisa de misericórdia isto é, com um abraço de Amor passamos a dialogar e a conviver lembrando-nos da grande Misericórdia de Deus

Conf. Carta Pastoral de D. Anecleto

                                                                                                                                         A.C.

 

sábado, 10 de outubro de 2015

Dar Alma à Vida LXXII

Dar Alma à Vida LXXII
 
 
 

 
É dar à Vida a Trindade: Fonte de Amor, Amar, Ser Amado, segundo Santo Agostinho.
Dar Alma à Vida é dar-lhe a essência de Deus como S. João escreveu “Deus é Amor” e esta foi também a primeira encíclica do S. João Paulo II, no princípio do seu papado.
Dar Alma à Vida é dar-lhe a possibilidade da comunhão entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, do catecismo da Igreja.
Dar Alma à Vida é dar-lhe a esperança da Misericórdia de Deus, já que, na sua essência é Amor.
Dar Alma à Vida é por isso dar-lhe coração e entranhar a Vida nas entranhas da Misericórdia (S. Paulo) e o Papa Francisco assumiu que é fruto de um amor visceral, ou de uma união como a de uma mãe e um filho.
Dar Alma à Vida é mostrar à Vida que o nosso Deus “é um Deus que por misericórdia está connosco” segundo o nosso Bispo no Centro Pastoral para o Programa Diocesano da Pastoral Diocesana.
Ele é o “Emanuel”, Deus connosco, e ter esta consciência, a Vida toma outro sentido na Humanidade a gerir toda a natureza que é obra do Amor de Deus connosco.
Dar Alma à Vida é possibilitar e expandir este compromisso de misericórdia de Deus vivida também entre os homens.
Dar Alma à Vida é ler a carta pastoral de D. Anacleto para este ano de pastoral e procurar assumi-la na mente e no coração até às nossas entranhas.




 

sábado, 22 de agosto de 2015

Dar Alma à Vida LXIII


Dar Alma à Vida LXIII

Dar Alma à Vida é dar-lhe o pão que o corpo precisa e, ao mesmo tempo, dar-lhe o pão para o Espírito, para a Vida que é o pão do Céu que Cristo tanto insistiu contra toda a forma da razão humana. “Eu sou pão da Vida”, a minha carne e o meu sangue são o alimento para a vida eterna.
 

  
Dar Alma à Vida é dar também este pão que hoje muitos procuram esquecer contra um bom e suculento manjar em casa ou na restaurância  ou simplesmente pior que é recusar o pão da Vida Eterna.

 
Dar Alma à Vida é dar morada à Luz da Carne e do Sangue, que se refaz no altar em cada missa, na consagração. Esta Luz que ilumina na escuridão da vida e nos dissipa de todas as dúvidas para saltar alto numa “noite escura”

Dar Alma à Vida é restituir-lhe o mistério do Amor de Deus, o mistério do seu nascimento, o mistério da própria vida peregrina neste mundo com o objectivo de alcançar a Deus-Pai.

 
 

Dar Alma à Vida é fazer com que o “Emanuel” (Deus connosco) volte a morar na vida do Homem para que nesta morada do Senhor da Vida na Vida da Humanidade, seja uma vida tão íntima e tão próxima que a Vida terá continuidade no Além com o mesmo Irmão, o mesmo Pai, o mesmo Espírito com que peregrinamos e nos fazemos felizes neste mundo a caminho da Felicidade perene.
 

Dar Alma à Vida é dar-lhe este Amor, de tudo ou nada, de modo a podermos afirmar como Apóstolo: já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em Mim!...

Dar Alma à Vida é devolvê-la a esse Mistério de Deus que é Amor.



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Dar Alma à Vida LVIII

 
Dar Alma à Vida LVIII
 
Dar Alma à Vida é restituir ao Homem a sua dignidade humana e como gestor das obras da criação.
Os valores, os princípios morais e éticos estão a ser enterrados pelo próprio Homem que se destrói a si mesmo, a pouco e pouco, fugindo às suas responsabilidades de equilíbrio da natureza.
Dar Alma à Vida é restituir ao Homem os valores de ser Homem e a razão pelo qual o Homem é o único ser que é capaz de projectar, ter objectivos e lutar por eles. Tem conhecimentos, liberdade e vontade. Não pode agir por instinto.
Dar Alma à Vida é respeitar a natureza e o meio ambiente.



Quem não o faz, então não respeita a natureza e o ambiente. Também não é capaz de dar Alma a ninguém e não podemos pôr Alma onde ela não está.
Dar Alma à Vida não é criticar a encíclica do Papa “Louvado Sejas” sem a ler.
Dar Alma à Vida é servir-se dessa encíclica para dar vida a uma reflexão responsável porque os passarinhos que nem semeiam, nem colhem e sobrevivem, as ervas que nascem nos campos, as árvores para darem o seu fruto… o ar saudável para a saúde de tudo o que é vivente sobre a terra.
Dar Alma à Vida não é trocar valores e prioridades como às vezes se vê. Dá-se alimento ao bichinho e o vizinho que morra à fome, esse fique para trás.
Dar Alma à Vida é fazer com que a Vida sobre a Terra tenha toda ela a dignidade para a qual foi criada.
Deus a criou e o Homem a destrói. Destrói a sua e a dos outros seres vivos porque têm a veleidade de se aproximar como os únicos senhores, com a morte atrás deles.
Dar Alma à Vida é criar bom ambiente para todos e, para todos, no seu espaço e no seu tempo. É melhorar o que é possível com a tecnologia que nos permite fazer mais e melhor não só para si, como para todos os seres vivos.
Dar Alma à Vida é Amar. Quem ama nunca fará mal a ninguém a qualquer criatura e é capaz de dormir com o leão e com a cobra e alimentar-se do que a cultura tem como tradição.       
                                                                             P.Coutinho

sábado, 25 de julho de 2015

Dar Alma à Vida… LV


Dar Alma à Vida… LV

 


Dar Alma à Vida é dar tempo à Vida em todo o momento que nos é permitido. É aceitar que, um corpo envelhecido, deixe espelhar beleza, afecto, ternura e deixe viver, fisicamente, o corpo com Vida e com Alma do mesmo modo, como quando éramos meninos e moços.
 

 
Para dar Alma à Vida não podemos desperdiçar o tempo porque o presente é sempre o tempo útil de Vida. Não se pode viver o futuro que ainda não é nosso; e o que passou não volta.

Dar Alma à Vida é não deixar morrer o espírito e o psíquico da nossa Vida, no corpo sempre frágil onde a Alma é Vida e é Vida em abundância.

Dar Alma à Vida é fazer com que o envelhecimento do nosso corpo não nos vença. Reconhecemos que assim possa acontecer, mas há outros valores mais altos que é a própria vida, dom de algo absoluto e transcendente.

Dar Alma à Vida é não nos deixarmos vencer pelo mal, como o

desânimo e tudo o que nos afasta de Deus. É verdade que somos mais velhos, mais limitados, mas, dar Alma à Vida é reconhecer que temos de fazer do envelhecimento uma nova vida rejuvenescida cada dia; e fugindo à Mãe Terra, é dar Alma à Vida que não terá mais fim.

Dar Alma à Vida é não nos deixarmos envelhecer espiritualmente, mas viver a Vida em cada momento como se fosse o primeiro sopro que irá muito para além deste mundo no qual vivemos como peregrinos duma Corte Celeste, onde reina o Senhor da Vida para sempre.

O absoluto, o transcendente é o Rei da Vida que não teve princípio, nem fim.
 

 
Dar Alma à Vida não é ter medo da morte, mas ter cuidado para que esta não nos apanhe de surpresa, como as virgens loucas, mas preparados porque, hora a hora, sabemos com qualidade dar Alma à Vida. É que uma Vida com Alma não morre.

Dar Alma à Vida é procurar no outro, no meu semelhante, algo de transcendente e contingente que faz com que seja um ponto de referência.

Dar Alma à Vida é dar à Vida o sopro de Deus, isto é, onde começa a Vida com Alma.
                                                                                                    Santoinho- P. Coutinho

domingo, 28 de junho de 2015

Dar Alma à Vida XLIV


Dar Alma à Vida XLIV

 

Envolver-me no mundo com alegria e com coragem para darmos as mãos para atingir o mesmo objectivo, é dar Alma à Vida.

Deus é Deus, é o que é, nunca foi, nunca será, é um eterno presente ser (é).

Deus é Vida que envolve a vida de todos e dar Alma à Vida é fazer com que a Vida se envolva nas dimensões de horizontalidade e na Verticalidade.

Dar Alma à Vida é fazer com que respeitar e amar o outro, como se diz, não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti.

Esta é de facto uma máxima para que a Vida tenha mais Alma, e esta faça da Humanidade uma Comunidade de paz e de Amor.

Dar Alma à Vida é envolver-me na Vida de Deus, Deus que é Amor.


Amar com a medida de Deus demonstrada no seu Filho Jesus, é dar Alma às coisas que fazemos.

Não se dá Alma à Vida quando se magoa alguém, quando se atropela a inocência de uma criança, ou se violenta moral ou materialmente um deficiente, um idoso, um indefeso, ou outro qualquer ser humano.

Não se dá Alma à Vida quando não se faz nada pela natureza obra de Deus. Quando não se defende o ambiente…às vezes, em vez de lhe dar a beleza que lhe Deus lhe deu para nosso bem, a tirarmos.


 
Não damos Alma à Vida quando destruímos tudo quanto Deus fez e se é racista no sentido lato, destrói aquilo quanto Deus nos deu para o equilíbrio do ambiente, da natureza.

Dar Alma à Vida XLIII


Dar Alma à Vida XLIII

  


Envolver-me no mundo com alegria e com coragem para darmos as mãos para atingir o mesmo objectivo, é dar Alma à Vida.

Deus é Deus, é o que é, nunca foi, nunca será, é um presente ser (é).

 
Deus é Vida que envolve a vida de todos e dar Alma à Vida é fazer com que a Vida se envolva nas dimensões de horizontalidade e na Verticalidade.

Dar Alma à Vida é fazer com que respeitar e amar o outro, como se diz, não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti.

Esta é de facto uma máxima para que a Vida tenha mais Alma, e esta faça da Humanidade uma Comunidade de paz e de Amor.

Dar Alma à Vida é envolver-me na Vida de Deus, Deus que é Amor.

Amar com a medida de Deus demonstrada no seu Filho Jesus, é dar Alma às coisas que fazemos.

Não se dá Alma à Vida quando se magoa alguém, quando se atropela a inocência de uma criança, ou se violenta moral ou materialmente um deficiente, um idoso, um indefeso, ou outro qualquer ser humano.

Não se dá Alma à Vida quando não se faz nada pela natureza obra de Deus. Quando não se defende o ambiente e em vez de lhe dar a beleza que lhe Deus lhe deu a tirarmos.

Não damos Alma à Vida quando destruímos tudo quanto Deus fez e se é racista, destrói aquilo quanto Deus nos deu para o equilíbrio do ambiente, da natureza ou das coisas vivas.

Dar Alma à Vida XLII


Dar Alma à Vida XLII

 

É fazer das nossas relações sociais entre uns e outros, relações algo de mais transcendental, ainda que pareça difícil.

Dar Alma à Vida é preciso vivê-la com o que é transcendental para mim. É a minha opinião; seja a transcendência que for.

 
Dar Alma à Vida ainda que tenha cariz laico como dizer “Nosso Senhor nos valha” de quem não tem fé, é tão importante como dizer que a nossa vida esteja ligada a algo absoluto e por isso muitas vezes ouvimos palavras como “Graças a Deus”, “Até amanhã, se Deus quiser”, “Deus nos dê boa viagem”, “Com saúde e a graça de Deus já não se é pobre”, “Deus nos dê boa noite”. Em Goa, no seu dialecto, está no Bom dia (Deus te dê um bom dia), Boa tarde (Deus te dê boa tarde), Boa noite (Deus te dê boa noite), quando se dá bom dia, boa tarde e boa noite. Esta marca que ficou no seu dialecto verifica-se que desde o Oriente ao Ocidente ninguém nos pode retirar raízes cristãs. Elas vêm ao de cima e a Vida vivida assim até tem mais Alma.

 
Dar Alma à Vida é reconhecer que Deus Pai não nos abandona nas adversidades, Deus Pai não deixa o homem só, à deriva, como Sua Mãe, Mãe do Céu, junto à Cruz de seu Filho, agora no Céu, interceda por nós e dá-nos força e coragem para seguir em frente.

Dar Alma à Vida XLI


Dar Alma à Vida XLI

 

É preocupar-me com quem precisa porque Deus nunca deixa o homem sozinho, perdido no tempo e no espaço.

Dar Alma à Vida é cuidar com Amor de Pai aquele que se encontra ao meu lado e Deus está com ele a fazer uma caminhada de esperança na salvação…

Dar Alma à Vida é dar com o outro um passo em frente na Vida. É levar a Vida com maiúscula àquele que a vive com minúscula. Vidas há muitas, mas vidas com Alma há menos!...

Dar Alma à Vida é respeitar a natureza como um dom de Deus que se quer perfeito e estável para o mundo. É abandonarmo-nos na mão de Deus com humildade e com confiança fazendo tudo o que nos cabe a nós para que a nossa Vida seja vivida com Alma.


Dar Alma à Vida é olhar para o nosso Deus e não o ver tão distante, mas muito próximo e nada indiferente às nossas fragilidades e adversidades que o mundo nos traz.

Dar Alma à Vida é ter a Alma do Apóstolo Paulo que não tendo visto Jesus, descobriu-o numa nova forma de ver, descobriu numa Luz que não se apaga mais e com ela quer fazer felizes os outros.

Dar Alma à Vida é crer no mistério, rasgar as trevas da noite porque nas tempestades da Vida, como nas vitórias há sempre Alguém que acalenta, dá força e coragem.

Dar Alma à Vida é viver a Vida com Luz, Alegria e Esperança em Jesus e Maria, em que pomos toda a nossa confiança.

 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dar Alma à Vida XL


                Dar Alma à Vida XL

 
É pôr sal na comida para que tenha sabor, é colocar uma candeia sobre o alqueire para que se possa ver, é dar vista aos cegos, pôr os coxos a andar, liberdade aos oprimidos, dar saúde aos doentes, fazer oração, abrir portas aos frágeis, saber perdoar, saber ser humilde e pobre, para não humilhar.

 
Não se dá Alma à Vida quando na nossa vida os pobres não nos dizem nada e andam longe do nosso coração.

Dar Alma à Vida é dar Vida aos pobres e não humilhá-los e roubar-lhes até a sua dignidade do pouco que podem ter.

 
O Pobre deve ser o objetivo de quem pode e tem mais, mas, às vezes, são mais generosos os pobres a partilharem uns com os outros do que a quem nunca lhes falta nada sobre a mesa.

Dar Alma à Vida é procurar Deus no pobre e no rico, por toda a parte, aí pode encontrar esta Alma que vivifica.

Dizia S. Vicente de Paulo que “não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor.”

Dar Alma à Vida é dar a quem precisa comida material e espiritual com Amor.
 

Dar Alma à Vida é darmo-nos a quem precisa porque, deste modo, abrimos as portas de Deus.

Dar Alma à Vida é dar a quem precisa, de modo especial aos mais pequeninos, porque neles está Deus e, por isso, seremos recompensados e as portas do Céu se abrirão.

Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino de Deus.

 
Isto é dar Alma à Vida, é celebrar a páscoa, o ressuscitado, quando a nossa Vida está envolvida, não só na verticalidade, como na horizontalidade, desde que una a Terra com o Céu e cada um de nós à Humanidade celebrando com a Alma, uns e outros, a VIDA.

                                                                                                                                                                                     P.C.