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quarta-feira, 24 de junho de 2015

O que é a segunda comunhão?

O que é a segunda comunhão?



Conheça uma ideia criativa que algumas paróquias estão tendo para que a 1ª Comunhão não seja... a última

Conheça uma ideia criativa que algumas paróquias estão tendo para que a 1ª Comunhão não seja... a última

23.06.2015
Eucharist © Antoine Mekary© Antoine Mekary / Aleteia
Em algumas paróquias, depois da celebração da Primeira Comunhão, na qual as crianças recebem a Eucaristia pela primeira vez, solenizou-se, no domingo seguinte, a Segunda Comunhão.

É uma maneira de fazer as pessoas entenderem que a participação na missa, na qual se recebe o Corpo de Cristo, pode e deve se tornar um hábito, repetir-se pelo menos todo domingo.

Nossa vida cristã, de fato, se alimenta dos sacramentos, em particular da Eucaristia, da escuta da Palavra, da oração e das obras de caridade. Não podemos achar que somos cristãos se descuidamos dos meios de graça que o Senhor coloca à nossa disposição.

Nossa fé não é uma teoria, um conjunto de ideias, e sim, antes de tudo, uma vida concreta, amor aos outros, diálogo com Deus.

Partindo desse ponto de vista, as palavras sobre a Eucaristia que Mondadori nos diz são uma saudável provocação. Quantas vezes vamos comungar sem realmente perceber o imenso dom que recebemos, sem deixar que ele transforme efetivamente nossa vida?

“O Corpo de Cristo sacia a infinita sede que o homem tem da beleza, faz sentir a paz de um mistério imenso”, disse Mondadori. Em seu livro “La revolución eucarística”, ele fala do homem do futuro, que pode realmente transformar o mundo: é o homem eucarístico, “que se coloca frente à beleza que emana e provém da fonte eucarística, e é invadido por ela para levar sua luz ao mundo”.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Posso comungar de joelhos?


Religião 09.01.2015

Posso comungar de joelhos?
Uma dúvida de muitos fiéis católicos
Pe. Henry Vargas Holguín (20)

© Jeffrey Bruno / Aleteia
“Ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos abismos” (Filipenses 2, 10).

Os fiéis têm direito de comungar de joelhos e na boca? A resposta é positiva. Quem quiser comungar na boca e/ou de joelhos, pode fazê-lo.

“Os fiéis comungam de joelhos ou em pé, segundo estabeleça a conferência dos bispos, com a confirmação da Sé Apostólica”, diz a instrução “Redemptoris Sacramentum”, sobre algumas coisas que devem ser observadas ou evitadas acerca da Santíssima Eucaristia, no número 90.

E acrescenta: “Assim, não é lícito negar a Sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de ele querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé” (RS, 91).

A Instrução Geral do Missal Romano indica, no número 160, que, “quando comungam de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o sacramento, a devida reverência”.

É um gesto simples, mas muito significativo, pois expressa devidamente que a pessoa é consciente de estar diante do Senhor, presente no pão eucarístico.

No que diz respeito a comungar na mão ou na boca, “todo fiel tem sempre direito de escolher se deseja receber a sagrada comunhão na boca” (RS, 92) ou na mão.

O que não está permitido é tomar a Hóstia diretamente da âmbula. E tampouco recebê-la na mão quando se comunga sob as duas espécies. Os dedos não podem ser usados como pinças para pegar a hóstia da mão de quem a distribui.

Quem optar por comungar na mão, saiba que há uma forma correta: colocar a mão esquerda, com a palma virada para cima, com os dedos estendidos e unidos, sobre a mão direita, também com a palma virada para cima e com os dedos estendidos e unidos, formando um trono digno.

Uma vez que a Hóstia consagrada foi colocada na palma esquerda, a pessoa a pega com o polegar e o indicador direito, e a leva à boca, dirigindo a mão esquerda na direção do queixo, como uma patena, para evitar que as partículas possam cair no chão.

Depois, é preciso revisar as mãos e dedos, para consumir as possíveis partículas que tenham caído. Não se deve levar diretamente à boca a Hóstia que está sobre a palma da mão esquerda.

Comungar na mão não é estender uma mão como quem pede ou recebe qualquer coisa, ou como quem recebe a porção de algum alimento que lhe é oferecido no supermercado para degustação.

Então, é importante recordar como posicionar as duas mãos para expressar que se é consciente de que não se recebe algo comum, mas extraordinário: o próprio Deus!

Em suma, é lógico, portanto, pensar que os ministros ordenados ou os ministros extraordinários da comunhão nunca devem impor aos fiéis nenhuma maneira de comungar.

Então, o mais plausível é comungar de joelhos e na boca, mas também é válido comungar em pé e na mão.

Porém, independentemente de como se comunga, é preciso fazê-lo em estado de graça, com o devido respeito e amor, com a consciência de Quem estamos recebendo, com a boa disposição de continuar crescendo na condição de discípulos do Senhor e com o compromisso de levá-lo aonde formos, como sacrários vivos.

Isso implica na necessária preparação, não só da alma, mas também do corpo – entre outras coisas, com o jejum eucarístico.

Como é bonito ver nos adultos essa candidez e alegria espiritual das crianças quando fazem sua primeira comunhão, mantendo essa abertura e simplicidade que as crianças têm ao querer se aproximar de Jesus para melhorar sua vida espiritual.

Nossa maneira de comungar mostra a importância que o Senhor tem para nós; é um apostolado. Mas recebemos Jesus com amor, respeito e adoração porque Ele merece, e não para ficar bem na frente dos outros.

O segredo é exteriorizar o amor: a melhor maneira de exteriorizar esse amor, sem a pretensão de ficar bem na frente dos outros, é comungar de joelhos (em atitude de adoração) e na boca; assim se sublinha, com sinais de admiração, a presença real do Senhor Jesus.


Por que não é tão recomendável comungar na mão?

As mãos são menos dignas; comungar na mão implica algum risco de profanação, como já se viu em muitos casos; existe o perigo de que haja partículas da Hóstia na mão ou nos dedos; não é o mais higiênico, ao ter as mãos sujas devido a que quem comunga veio da rua, talvez tenha mexido em dinheiro na hora da coleta, deu a mão no rito da paz a pessoas que podem ter gripe ou outro mal contagioso e, além disso, os fiéis não têm as mãos consagradas.

Recomenda-se, então, comungar de joelhos e na boca. Mais ainda: quem quiser comungar dessa maneira dará um bom exemplo nos lugares onde não é comum comungar dessa forma.

Se este direito lhe for negado, exija-o. De qualquer maneira, as demonstrações externas de amor a Jesus Eucaristia são tão belas como estar limpos interiormente.

Para terminar, um dado final. Cada um tire suas próprias conclusões: santa Margarida Maria Alacoque contou que Jesus lhe disse: “Entristeço-me com a frieza e menosprezo que têm para comigo neste sacramento de amor”.

A outros santos e santas, Jesus revelou que lhe entristecia ver as pessoas comungando como se estivessem pegando um pedaço qualquer de pão.
 


Pe. Henry Vargas Holguín

 


 

domingo, 7 de julho de 2013

É realmente legítimo receber a comunhão na mão?


 

É realmente legítimo receber a comunhão na mão?

 - Uma leitora de língua italiana enviou a seguinte pergunta ao padre Edward Mc­Namara:

Porque é que um número cada vez maior de fiéis recebe a comunhão na mão, se não há nenhum documento da Igreja e se nenhum papa determinou assim? Não aumenta a superficialidade e a falta de respeito e de fé na presença total de Cristo em todos os fragmentos da partícula que recebemos? Além disso, inevitavelmente, muitos frag­mentos se soltam quando a recebemos na mão. (MTR, Reggia Emilia, Itália).

Apresentamos a resposta do pe. McNama­ra:

Do ponto de vista jurídico, o recebimento da comunhão na mão foi autorizado pela primeira vez na instrução Memoriale Do­mini, de 29 de maio de 1969.

Esse documento possibilita que as confe­rências episcopais peçam a permissão da Santa Sé para autorizar a recepção da co­munhão na mão. Nem todas as conferên­cias episcopais pediram essa permissão. O viajante católico deve estar disposto a se adaptar aos usos locais quanto à postura e à maneira de receber a comunhão.

Mesmo que a conferência episcopal per­mita a comunhão na mão, porém, os fiéis mantêm o direito de recebê-la sobre a lín­gua se assim o desejarem.

Em janeiro de 1973, a Congregação para os Sacramentos publicou a instrução Immen­sae Caritatis, que, ao falar da comunhão na mão, afirma:

Desde a publicação da instrução Memoria­le Domini, há três anos, algumas conferên­cias episcopais pediram à Santa Sé a per­missão para que os ministros da Sagrada Comunhão, no ato de distribuí-la, possam depositar as espécies eucarísticas nas mãos dos fiéis.

Como recorda a mesma instrução, "as nor­mas da Igreja e os documentos patrísticos têm abundantes testemunhos sobre o má­ximo respeito e a suma prudência com que a Santa Eucaristia foi tratada" e deve ser tratada.

Portanto, especialmente nesta forma de comunhão, alguns pontos devem sempre ser mantidos em mente, aconselhados pela experiência. Haja, portanto, assíduo cui­dado e atenção especial aos fragmen­tos que eventualmente se soltam das hóstias, seja por parte do ministro, seja por parte do fiel, quando a espécie sa­grada é depositada nas mãos de quem comungará.

Ainda em 1973, com a Eucharistiae Sa­cramentum, foi publicado o novo "Rito da Comunhão fora da Missa e Culto Eucarístico". As regras introdutórias (n º 21) citam a instrução Memoriale Do­mini quase ao pé da letra, mas omitem a cláusula relativa aos fiéis que pegam a hóstia diretamente do cibório.

O documento afirma muito claramente que a Eucaristia, tanto se recebida na língua quanto na mão, deve sempre "ser distribuída pelo ministro competente, que apresenta e entrega a hóstia consa­grada ao comungante dizendo a fórmu­la ‘O Corpo de Cristo’".

Em 1985, a Congregação para o Culto Divino enviou uma carta ao presidente da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos:

"Mesmo mantendo a forma tradicional de distribuir a comunhão, a Santa Sé, desde 1969, tem concedido às confe­rências episcopais que o solicitaram a faculdade de distribuir a comunhão de­positando a hóstia nas mãos dos fiéis. É adequado, no entanto, chamar a aten­ção para os seguintes pontos:

1. A comunhão na mão deve mostrar, assim como a comunhão na língua, o devido respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia. Por este motivo, enfatiza-se, como o faziam os Padres da Igreja, a dignidade do gesto do comun­gante. Os novos batizados do final do século IV eram instruídos a posicionar as duas mãos fazendo da mão esquer­da um trono para a direita, que recebe o Rei (Quinta mistagogia de Cirilo de Je­rusalém, nº 21: PG 33, col. 1125, Sources Chretiennes, 126, p. 171; São João Cri­sóstomo, Homilia 47: PG 63, col. 898)*.

* Na prática, a indicação oposta deve ser dada aos fiéis: a mão esquerda deve ser colocada sobre a mão direita, de modo que a hóstia possa ser levada à boca com a mão direita.

2. Ainda seguindo o ensinamento dos Padres da Igreja, será salientado que o ‘amém’ dito pelo fiel em resposta à fór­mula do ministro é uma declaração de fé: ‘Quando te aproximares para recebê-la, o padre dirá: O Corpo de Cristo; e tu responderás amém, ou seja: é verdade. A íntima persuasão preserva aquilo que a língua confessa’ (Santo Ambrósio, De Sacramentis, 4, 25: SC 25 bis, p. 116).

3. O comungante que recebeu a Euca­ristia na mão deve consumi-la antes de retornar ao seu lugar, dando um passo para o lado e permanecendo de frente para o altar, para que a pessoa seguinte possa se aproximar do ministro.

4. É da Igreja que os fiéis recebem a Eu­caristia, que é a comunhão com o Cor­po de Cristo e com a Igreja. Portanto, o comungante não deve tomá-la por si próprio do cibório, como faria com o pão normal; em vez disso, deve esten­der as mãos para recebê-la do ministro da comunhão.

5. Em sinal de respeito para com a Eu­caristia, as mãos devem estar limpas, o que deve ser lembrado especialmente às crianças.

6. É necessário que os fiéis recebam uma sólida catequese nesta matéria, insistindo-se nos sentimentos de ado­ração e no respeito necessário para com este santíssimo sacramento (cf. Dominicae Cenae, nº 11). Deve-se cuidar que os fragmentos do pão consagrado não se percam (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, 2 de maio de 1972: Prot. 89/71, em Notitiae 1972, p. 227).

7. Os fiéis não devem ser obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; cada um é livre para comungar de uma forma ou de outra.

Essas normas e as indicadas nos docu­mentos acima mencionados se desti­nam a recordar o dever do respeito para com a Eucaristia, independentemente da forma de se receber a comunhão.

Aqueles que têm o cuidado pastoral das almas devem insistir não só nas disposi­ções necessárias para a recepção frutu­osa da comunhão, que em alguns casos demanda o recurso ao sacramento da penitência, mas também na manifesta­ção exterior do respeito em geral e na expressão em particular da fé do cristão na Eucaristia".

Congregação para o Culto Divino, 3 de abril de 1985.

+ Augustin Mayer, OSB - Prefeito

Quanto à sua segunda pergunta, não acho que seja tão grande o perigo de os fragmentos da hóstia caírem. Se a Igreja tivesse considerado que existe um sério perigo de os fragmentos serem deposi­tados em vários lugares como resultado da prática de receber a comunhão na mão, ela nunca teria permitido a prá­tica.

Isto implica, naturalmente, a pressupo­sição de que as hóstias sejam produ­zidas de forma correta e não estejam sujeitas a fácil fragmentação.

Nesta resposta, eu me limitei à questão da legalidade. É perfeitamente legíti­mo debater se a prática da comunhão na mão é vantajosa do ponto de vista espiritual e pastoral. Sobre esta ques­tão, muitos bons católicos estão em desacordo, como acontece no tocante a muitas outras coisas.

Pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual, In Zenit. org, 21.06.2013

In Boletim Paroquial de Barcelos