quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O padre Dr. António da Costa Neiva, primeiro pároco desta Paróquia a presidir à procissão de Nossa Senhora das Necessidades


Jornadas da Família que juntaram num dos dias o D. Ximenes Belo e o Bispo da igreja Lusitana em Viana, assimo o Cónego Pais de Lisboa e a esosa do Roberto Carneiro e D. José Augusto Pedreira




As festas necessárias e às vezes explosivas de revolta para alguns

As festas
As festas são sociologicamente muito importantes para a sociedade em geral.
É preciso contagiar alegria, coesão da nossa cidadania, criar momentos de encontros, de diálogo e de diversão.
No entanto, os exageros das festas quer sejam civis quer sejam religiosas, podem ser uma provocação a quem passa fome, para quem se encontra doente e precisa de silêncio e não de foguetes às 2 horas da manhã ou músicas até às 5 horas da manhã.
Há uma festa que conheço, mas só vai lá quem quer. Essa tem festa e barulho toda a noite é no São João d’Arga da Serra d’ Arga.
É uma festa nocturna e quem gostar vai a essa festa lá no isolamento da Ribeira de S. João d’ Arga, na encosta em frete à Bretónia e a meio do Caminho de Chão do Guindeiro e a praia da Ladeira, assim como a meio entre Arga de S. João e Arga de Baixo. Aí não incomoda ninguém, mas, numa povoação, os exageros do barulho, do fogo, das músicas, dos bombos, do vaivém de forasteiros, tudo isso é coisa que gosto, mas, os exageros dos gastos perante a fome que muitos têm às vezes podem ser provocação para quem vive mal.






E dos doentes, que são muitos, é reprovável. Todos devíamos dar ser mais sentidos e encaminhar custos para receitas a favor de quem nada tem: dinheiro para pagar rendas, água, luz, comprara pão carne ou peixe; comprar medicamentos na farmácia, bens essenciais para uma vida com alguma dignidade.
Quando esses exageros se verificam quem for sensível porque muita gente hoje sofre, excepto os políticos e os bens colocados na vida protegidos por leis injustas que geram criminalidade.

Pelo buraco de uma fechadura


Pelo buraco de uma fechadura

Hoje isso não acontece, mas antigamente o buraco de uma fechadura era sempre um lugar para curiosos espreitarem, para ver o que se passava para além da porta.

Pelo buraco da fechadura de uma porta quem nunca de nós não espreitou?

Acredito no contrário, mas a maioria diria que sim: ou para ver o tamanho do cão, ou por curiosidade de ver o jardim, o que se passaria do lado de lá…

É famoso o buraco da fechadura da porta que dá acesso ao jardim da Sede da Ordem de Malta, em Roma, junto à Basílica de Santa Sabina. Pelo buraco se vê o passeio do jardim e o seu cumprimento, ao mesmo tempo e na direcção se vê do alto do Monte Aventino em Roma, a Cúpula da Basílica de S. Pedro,  em Roma.

Deste modo, não sei se ainda hoje acontece, como uma curiosidade para quem visita a vetusta cidade de Rómulo e Remo.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

exposição Viana, fiel amiga do Mar. Memórias da Empresa de Pesca de Viana, promovida pelo Centro de Estudos Regionais, Junta de Freguesia de Monserrate, Câmara Municipal de Viana do Castelo e Comissão Social da Freguesia de Monserrate. Apresentação do livro “Viana e a pesca do bacalhau”, de Manuel de Oliveira Martins


 
É já amanhã às 17 horas a apresentação de mais um livro do nosso paroquiano e responsável da Biblioteca... Serve de convite



Nota de imprensa

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Apresentação do livro “Viana e a pesca do bacalhau”, de Manuel de Oliveira Martins

O Centro de Estudos Regionais promove, no próximo dia 16 de agosto, o lançamento do livro Viana e a pesca do bacalhau, de Manuel de Oliveira Martins. A sessão de apresentação terá lugar no Museu de Artes Decorativas, às 17 horas, e antecede a abertura da exposição “Viana, fiel amiga do Mar. Memórias da Empresa de Pesca de Viana”.

O livro, composto por 420 páginas e profusamente ilustrado, integra a coleção “Seiva” das edições do Centro de Estudos Regionais e reúne informação histórica e antropológica sobre a relação da região com a pesca do bacalhau. A publicação aborda os principais momentos da história daquela atividade, apresenta as empresas e os navios que estiveram ao seu serviço, reúne vários depoimentos e menciona as personalidades que se evidenciaram na cidade de Viana do Castelo na promoção do desenvolvimento desta atividade.

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económica. O livro destaca a Empresa de Pesca de Viana e as figuras que foram responsáveis pela sua administração, entre as quais sobressai João Alves Cerqueira. A apresentação ocorre precisamente no dia em que se cumpre o centenário da fundação da firma que esteve na génese da Empresa de Pesca de Viana.


Manuel de Oliveira Martins, natural de Vale de Cambra, é um apaixonado pelo mar. Tendo seguido a carreira de Oficial da Marinha Mercante, fixou-se em Viana do Castelo onde exerceu, durante quase 20 anos, a função de Piloto da Barra. Durante vários anos, o autor do livro dedicou-se à pesca do bacalhau, experienciando as suas diversas modalidades – pesca à linha, pesca com redes de emalhar e pesca de arrasto clássico e de popa –, embarcado em diversos navios, alguns dos quais inscritos no porto de Viana do Castelo. É autor do livro Pilotos da Pilotos da Barra de Viana do Castelo. 100 Anos de História (1858-1958) , editado pelo Centro de Estudos Regionais, que se encontra esgotado.

A apresentação do livro antecede a abertura da exposição Viana, fiel amiga do Mar. Memórias da Empresa de Pesca de Viana, promovida pelo Centro de Estudos Regionais, Junta de Freguesia de Monserrate, Câmara Municipal de Viana do Castelo e Comissão Social da Freguesia de Monserrate.

Viana do Castelo, 12 de agosto de 2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ele nasceu com apenas 19 semanas: viveu pouco, transmitiu muito

Ele nasceu com apenas 19 semanas: viveu pouco, transmitiu muito

As impressionantes fotografias do pequeno Walter, acolhido carinhosamente pela sua família

05.07.2013
 
 
 
Lexi FRETZ / f2photographystudio. com
 
 
 
 
"Eu o peguei e abracei, enquanto seu coração batia. Deixei-o perto do meu coração, contei seus dedos dos pés e beijei sua cabecinha. Sempre guardarei as cálidas lembranças que tenho dele", explicou sua mãe, Lexi Fretz.

Na semana passada, nasceu Walter Joshua Fretz, irremediavelmente com apenas 19 semanas e 3 dias de gestação, no Hospital de Kokomo (Indiana, EUA), segundo informa Argentinos Alerta.

"Estou muito feliz pelo fato de o Joshua ter ido até o carro buscar minha câmera. No começo, eu não queria fotos, mas agora elas são a única coisa que tenho para me lembrar dele", disse Lexi, fotógrafa por profissão.

Na manhã seguinte, Michayla e Emma foram ao hospital conhecer seu irmãozinho. "Eu não tinha nenhuma dúvida de que queria que as meninas conhecessem seu irmão", explicou a mãe.

Muitos países consideram o aborto legal às 19 semanas de gestação, mas foi nesse momento que o pequeno Walter nasceu, apesar de ter vivido apenas alguns minutos. Mas sua vida não foi em vão. Ao contrário, tocou o coração de milhares de pessoas.

Walter recebeu não somente o amor da sua família, mas suas impressionantes fotografias estão circulando pelo mundo inteiro, demonstrando que o pequeno, no colo materno, é plenamente um ser humano.

Para ver todas as fotos, clique aqui. Se quiser escrever para a família, seu e-mail é lexi@f2photographystudio.com.

A história completa (em inglês) pode ser lida clicando aqui.

(Fonte: Argentinos Alerta)

A erva mate foi fundamental na primeira evangelização na América Latina, foi um instrumento de desenvolvimento nas missões jesuítas no sul do continente



A erva mate foi fundamental na primeira evangelização na América Latina, foi um instrumento de desenvolvimento nas missões jesuítas no sul do continente

05.08.2013     Alvaro Real                
 
 
 

© AFP PHOTO / Javier Raul Dresco
 
 
 
 

O Papa Francisco gosta muito de chá mate. No mate se unem duas peculiaridades: sua nacionalidade argentina, onde é “bebida nacional”, e sua pertença à Companhia de Jesus, a grande precursora do cultivo, da industrialização e da distribuição da erva, considerada “ouro verde”, ou chamada ainda de “chá dos jesuítas”.
 
A utilização da folha de mate para a preparação de bebidas estimulantes e com finalidade medicinal provém das tradições do povo guarani. Foram os jesuítas os primeiros a promover o uso do mate por sua atividade estimulante, o que permitiu aumentar o potencial de trabalho nas missões indígenas e diminuir o consumo de álcool.
 
Houve um tempo em que o mate foi proibido. No dia 20 de maio de 1616, o governador de Buenos Aires Hernando Arias de Saavedra, mais conhecido como Hernandarias, publicou um decreto em que proibia qualquer uso do mate. Ele o denominava como uma erva “do demônio”, “vício abominável e sujo”. Os próprios jesuítas chegaram a ver o mate com maus olhos, mas depois aceitaram controlar o seu cultivo, sobretudo para ajudar os camponeses que o cultivavam.
 
No início da colonização europeia da América Latina, a planta só era obtida na serra de Mbaracayú, no Guayrá, 500 quilômetros ao norte de Assunção. O acesso até esse lugar era difícil, e muitos dos que iam para alcançar os seus benefícios acabavam pagando o preço do clima insalubre.
 
Os jesuítas humanizam o cultivo
 
Os índios a serviço dos espanhóis morriam em massa durante os meses de colheita do mate. As selvas tropicais, a falta de refúgio, a pouca quantidade de alimento, tudo isso proporcionava epidemias e mortes por exaustão. Seriam os jesuítas os encarregados de humanizar, aperfeiçoar e racionalizar a colheita do mate selvagem. Eles atuaram nesse ramo até o ponto da erva ter ficado conhecida como “chá dos jesuítas”.
 
O mate seria então um grande recurso para auxiliar no pagamento de tributos ao reino espanhol. Os padres jesuítas conseguiram encontrar um sistema de fecundação e de cultivo que proporcionava alta produtividade. Assim os jesuítas conseguiram transformar os guaranis em cidadãos do reino.
 
O mate como forma de solidariedade
 
Tudo isso, unido à absorção de elementos religiosos guaranis para a evangelização, permitiu a pregação jesuítica naqueles lares. Em vez de substituir a tradição guarani de casas abertas e propriedade comum, eles conseguiram fortalecer as formas associativas de produção dentro da comunidade e compartilhar com outras comunidades.
 
A solidariedade também foi uma característica. Conscientes da importância do mate, as missões os trocavam por carne ou até artesanato de regiões com menor capacidade produtiva. Produtos agrícolas também eram trocados pelo “ouro verde”.
 
Hábito inalterado
 
Poucas coisas mudaram no hábito de beber mate popularizado pelas missões jesuíticas. Seu consumo enraizou na Argentina, no sul do Brasil, no Paraguai e no Uruguai. O mate, a cuia e a bombilha continuam sendo os mesmos há 200 anos. Só a utilização de garrafas térmicas para manter a água quente foi o que mudou.
 
O ingrediente dos guaranis, especialmente bem cuidado e desenvolvido pelos jesuítas, tornou-se o “chimarrão” no Brasil e simplesmente “mate” na Argentina, Uruguai e Paraguai.
 
Em alguns momentos em que circulava entre os jovens no Rio de Janeiro, o Papa Francisco foi flagrado aceitando um gole de mate de um ou outro peregrino que lhe oferecia. Como um bom jesuíta argentino, o Papa não rejeita um chimarrão.