sábado, 28 de setembro de 2013
Viver sem alma não é viver no verdadeiro sentido de uma vivência humana. Viver sem alma é viver instintivamente com a alegria e com a tristeza, mas sem sentido, sem objetivos, sem capacidade de dar valor à vida.
Dar alma à Vida V
Não quero viver assim. Eu quero dar alma à vida para que a
vida possa espelhar e, por sua vez, contagiar a vida do Outro, daquele que está
a meu lado com saúde ou sem ela, cantando a vitória ou chorando o fracasso.
Eu preciso de amar à vida, um dom que não o mereci, mas o
Amor de Deus o quis e o abraço procurando dar-lhe a Alma que, de Deus vem
ainda, como dom precioso que guardo com gratidão, ao Deus, em que acredito e ao
amor dos meus pais.
Penso não deixar-me abater porque a minha vida, enquanto
durar, será, se Deus quiser, para servir o Outro com alma.
A alma grande que procuramos pôr na vida é vitória do mais
frágil dos seres humanos. É tornar presente a Bondade e a Misericórdia do Deus
Criador e Senhor que também deu alma à vida, através de Jesus Cristo, à vida de
todos nós, sejamos “gregos ou troianos”, habitemos nós neste ou naquele
Continente, trabalhemos, onde quer que seja, neste ou noutro planeta.
Amo a vida porque lhe quero dar alma, não uma alma qualquer,
mas uma alma da Complacência do nosso Deus, na fragilidade que eu sou.Os católicos têm o direito e o dever de informar-se bem sobre o que o Papa realmente diz, e não se conformar com as manchetes sensacionalistas
O Papa Francisco e seus
"intérpretes"
Os católicos têm o direito e o
dever de informar-se bem sobre o que o Papa realmente diz, e não se conformar
com as manchetes sensacionalistas
26.09.2013
Existe um antigo provérbio italiano que diz "Traduttore,
traditore", que poderíamos traduzir literalmente como "Tradutor,
traidor", ainda que seu sentido mais adequado se expressaria com a ideia
de que "a tradução trai" ou "a tradução pode ser
traiçoeira".
Este provérbio acabou sendo de grande atualidade nos últimos dias, devido às diferentes "traduções" feitas a partir das palavras do Santo Padre nas últimas semanas: curiosos clarividentes e magos da linguagem oculta dizem ver nas palavras do Papa Francisco, em suas diversas entrevistas, informações que renderam manchetes como "Mulher será criada cardeal pelo Papa", "O Papa se abre ao casamento gay e ao sacerdócio feminino". Títulos como estes percorreram o globo, chegando a milhões de pessoas, com a velocidade de um tuíte ou de um "compartilhar" no Facebook.
Este provérbio acabou sendo de grande atualidade nos últimos dias, devido às diferentes "traduções" feitas a partir das palavras do Santo Padre nas últimas semanas: curiosos clarividentes e magos da linguagem oculta dizem ver nas palavras do Papa Francisco, em suas diversas entrevistas, informações que renderam manchetes como "Mulher será criada cardeal pelo Papa", "O Papa se abre ao casamento gay e ao sacerdócio feminino". Títulos como estes percorreram o globo, chegando a milhões de pessoas, com a velocidade de um tuíte ou de um "compartilhar" no Facebook.
É incrível a aparente autoridade com que aqueles clarividentes afirmam, como tema já resolvido, o que o Papa teria querido dizer em tais entrevistas. Se o Papa pergunta aos jornalistas "Quem sou eu para julgar uma pessoa homossexual?", estes magos do pensamento deduzem que o Pontífice apoiará o casamento gay.
Se o Papa disser "É preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", eles concluirão que o Santo Padre apoiará o sacerdócio feminino. Enfim, os exemplos são intermináveis.
Alguns católicos, angustiados pelas constantes e mal-intencionadas traduções do que o Papa diz, começaram uma busca assídua de palavras e atos do Pontífice que possam desmentir aquelas notícias tendenciosas.
Foi assim que circulou, nos últimos dias, a triste e lamentável notícia da excomunhão (por parte da Congregação para a Doutrina da Fé e, portanto, com a aprovação do Papa) de um padre australiano que defendia as uniões homossexuais e o sacerdócio feminino, e que desobedeceu à proibição de continuar exercendo seu ministério. Mas será este o meio adequado para responder aos "traduttore, traditore"?
Hoje, todos os católicos têm acesso às palavras do Papa. Não podemos afirmar que ficamos sabendo das coisas que o Papa disse por meio da imprensa leiga e, ao mesmo tempo, dizer que é impossível chegar às palavras oficiais do Papa.
Os meios de comunicação vaticanos (Centro televisivo Vaticano, Rádio Vaticana, Sala de Imprensa da Santa Sé) estão fazendo um grande esforço por transmitir, em tempo real, as palavras do Bispo de Roma a todos os cantos do mundo. Também a mídia católica se esforça por transmitir as palavras íntegras do Papa.
Então, não podemos nos dar ao luxo de estar mal informados. Se alguém me diz "Você ficou sabendo que o Papa vai...?" ou "Você viu na televisão que disseram que o Papa ia...?", não posso me conformar com esta informação.
Dessa maneira, nada me diferenciará de um simples fofoqueiro ou de um sensacionalista, que busca mais o espetáculo que o bem e a verdade objetiva. Hoje, todos nós podemos ter acesso às palavras do Papa. Ninguém nos impede. A Igreja precisa de nossa ajuda para difundir a verdade.
Não podemos estar mal informados, particularmente agora, que a informação é de muito fácil acesso. Devemos responder ao mal com o bem. Não sejamos "intérpretes" do Santo Padre, pois o "traduttore, traditore" também poderia ser aplicado a nós. Ao contrário, sejamos testemunhas e difusores das palavras de um homem que busca, por todos os meios, anunciar Aquele que é a Verdade.
O papa tem a experiência das injustiças sociais na América Latina, e a sua análise econômica é impecável
Francisco é a única barreira
ao capitalismo financeiro selvagem
O papa tem a experiência das
injustiças sociais na América Latina, e a sua análise econômica é impecável
27.09.2013
Em Cagliari, o papa denunciou "um sistema que mercantiliza o trabalho e tira a dignidade do homem", afirma o secretário-geral da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL, na sigla em italiano), Raffaele Bonanni. "É a resposta ao fracasso do G20 em Moscou".
A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 23-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto, veiculada ontem no IHU On-line.
Por que você acha que o papa preenche o vazio do G20?
Eu estava em Washington há quatro anos na delegação internacional dos sindicatos, e naquele G20 se discutia sobre como regulamentar o capitalismo financeiro. Em Moscou, ao invés, os grandes do planeta se renderam e abandonaram qualquer tentativa de frear o monstro que está alimentando a crise econômica internacional. O papa tem a experiência das injustiças sociais na América Latina, e a sua análise econômica é impecável. Sem intervir nas causas (serviços, burocracia, infraestrutura, custos de energia) não sairemos da crise: Francisco continua sendo a única autoridade mundial para combater o monstruoso desvio que transforma o trabalho em mercadoria e semeia entulhos nas democracias nacionais.
Bergoglio rouba trabalho de vocês, sindicalistas?
Francisco não tira nós, sindicalistas, de cena; ao invés, fortalece as nossas lutas na Alcoa, assim como em milhares de outros estabelecimentos. Agora ninguém poderá dizer que não sabia. A crise é devastadora no plano social em termos de desemprego, de empobrecimento da renda das famílias de trabalhadores e pensionistas, de rediscussão do Welfare. Com extraordinária eficácia, o pontífice evidenciou como as dificuldades de sair dessa situação cresceram a partir de uma profunda crise moral e política que mina a manutenção da coesão social e das instituições, do desaparecimento de uma classe dirigente capaz de se legitimar aos olhos dos cidadãos. As medidas e os tempos para a retomada do crescimento e do trabalho de que o país precisa, passam, necessariamente, por um apoio oportuno da demanda de investimentos e de consumo das famílias.
Os líderes sindicais também fazem parte da classe dirigente. Que solicitação você recebe da advertência de Francisco?
Devemos fazer crescer a consciência de que a tarefa de gerar riqueza, de atrair investimentos, de desenvolver uma boa ocupação, de enfrentar as consequências da interdependência do desenvolvimento sobre a nossa economia, de assegurar o sucesso da empresa também diz respeito a nós, o compromisso e a responsabilidade dos trabalhadores. É a ação reformadora alternativa ao radicalismo e ao "reivindicacionismo" conservador com a velha contraposição entre capital e trabalho e as receitas do intervencionismo estatal. O papa fala a todos e a cada um. Ele se dirige à Itália e ao mundo inteiro. Nós também, representantes dos trabalhadores, devemos refletir sobre as suas palavras. Para contar e para realmente melhorar as coisas, não basta um genérico "reivindicacionismo". É principalmente a partilha de responsabilidades o valor que torna eficaz o papel do sindicato, a sua ação reformadora de tutela dos trabalhadores e no interesse geral.
Foi preciso que o primeiro papa sul-americano da história chamasse a Europa às suas responsabilidades?
A Europa não é apenas uma moeda. Sem a Europa política, está em risco um modelo europeu, político e social. A agressividade competitiva dos grandes países emergentes e os preocupantes processos internos de dissolução de natureza diversa podem subverter não só as suas economias, mas o seu próprio modelo político e social. União econômica, nova governança e legitimação democrática já são questões prioritárias para a Europa. É preciso crescer a consciência de que está em jogo o futuro político da Europa, sobre como devem ocorrer, por quem e com qual legitimação democrática devem ser governados os processos de integração fiscal, econômica, financeira e política não mais evitáveis.
(Publicado no IHU On-line, no dia 26 de setembro de 2013)
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Dar alma à vida IV. O que se diz dos doentes tanto podemos ter presente os doentes do corpo como da alma.
Dar alma à vida IV
Estar atento àquele que precisa duma palavra, de uma escuta, de uma reconciliação, de algo para comer, algo para se cobrir ou de ajuda na saúde é dar vida à alma. A vida, neste caso, não se trata só dar alma à vida do outro, mas dar alma à nossa própria vida, porque quem dá sempre recebe.
"A Caridade é amor, não vaidade pessoal, negócio ou assistencialismo" conforme disse o Papa Francisco I.
Quando se quer dar alma à vida pretende-se que o acto seja mútuo, mas só podemos fazê-lo se não esperarmos nada em troca porque quem ama, ama, e no amor, se vem de Deus, não podemos esperar nada, a não ser procurar usarmos de gratidão para com Aquele que nos permitiu ter vida com alma e crescermos nesta vida que é fruto da Caridade, de um Dom que nos foi concedido e que agradecemos e resistimos a tudo o que for contra a nossa vida pessoal ou seja de quem for, de uma modo particular dos mais frágeis da sociedade. Não será correto chamarmos frágeis a quem é idoso, doente, deficiente, etc... que são tão nobres como nós ou mais nobres do que nós perante Deus. São fortes e às vezes mais corajosos que os outros. Vêem a fé e vivem a fé mais que os nobres.
O que se diz dos doentes tanto podemos ter presente os doentes do corpo como da alma.
Pergunta o Papa "quem é capaz de julgar" para condenar?
Às vezes, usamos uma linguagem um modo condenatório, mesmo quando queremos chegar à conclusão que o ideal seria outro.
A nossa linguagem tem de mudar para uma linguagem própria de Deus que é Amor e ama a sua obra criada.
Correu tudo bem, mas o ideal seria a maior participação de pessoas, tanto leigos, como clérigos.
Tudo o que fazemos de bem podia ser sempre melhor, por isso eu gosto da vida assim, dar a vida à alma, mas há almas que já teriam morrido, há almas cujo o fogo da fé, esteja em confusão, perturbação...e só Deus sabe a razão ou grande razão das ditas fragilidades quer sejam nossas, quer sejam dos outros.
Na Paróquia já fizemos várias acções ao nível do Ano de Fé e tanto gostaria de ver multidões, muitas famílias em todos os lados como aconteceu com alguns, à procura da Luz do Círio, à procura da Luz da Fé ou a acompanhar a procissão do Santíssimo Sacramento que percorreu 5 zonas da Paróquia com 5 altares montados e decorados por pessoas das diversas zonas onde não faltaram os acólitos e os Ministros da Comunhão.
Foi uma noite de sonho, de tranquilidade, de um esforço vencido, mas se fosse a pensar a sério diria: que é feito de muitos que têm compromisso na Igreja? Claro que tudo o que é novo, nós sabemos que há sempre resistências, mas quem sou eu para saber dar razões dos outros...serão ovelhas perdidas do rebanho, mas, então e para isso é que quero dar alma à minha vida para poder comunicar alma à vida do Outro.
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