quarta-feira, 18 de junho de 2014

Fundação de Bill Gates se recusa a financiar o aborto

Fundação de Bill Gates se recusa a financiar o aborto

Um passo importante na direção certa

Gates Foundation
“Garantir a gravidez segura e saudável é um enfoque que funciona e salvavidas. (...) O tema do aborto deve ser tratado separadamente”: foi assim que Melinda Gates, esposa do milionário fundador da Microsoft, Bill Gates, quis declarar publicamente que a fundação que leva seu nome e o do marido (atendendo os EUA e outros 100 países em desenvolvimento) não financiará o aborto.

A mulher, que se casou com Bill em 1994 e teve três filhos com ele, confessou estar muito preocupada pelo impacto cultural e por todas as consequências surgidas a partir do debate na promoção do aborto. De fato, segundo ela, “corre-se o risco de obter o consenso em relação às práticas de planejamento familiar”.

O tema é claro: a Fundação Bill & Melina Gates, que conta atualmente com 40,2 milhões de dólares, pretende criar uma barreira entre a defesa da saúde da mulher e as práticas abortivas.

“Fizemos grandes progressos para as mulheres no tratamento pré-natal, no abastecimento dos anticoncepcionais e na promoção do cuidado e nutrição adequados para os recém-nascidos. Precisamos seguir em frente neste caminho. A única maneira de fazê-lo é ser claros, estar concentrados e comprometidos”, afirmou.

(Artigo publicado originalmente por Notizie pro Vita)
sources: Aleteia

O papa acredita na evolução

O papa acredita na evolução

Os ideólogos do cientificismo não enxergam o xis da questão quando o assunto é a criação

Michelle W
"Será que o novo papa acredita na evolução?", perguntou um artigo publicado logo após a eleição do papa Francisco pelo Colégio Cardinalício. A resposta, que pretendia causar surpresa, foi "sim". E o autor ainda assegurou: "Os católicos, em grande parte, não enxergam o xis da questão".

Por quê? Porque a Igreja reconhece a existência de um processo evolutivo (Santo Agostinho o sugeriu já no século V d.C.), mas também insiste em afirmar que "o envolvimento de Deus" nesse processo deve ser reconhecido. O darwinismo, por sua vez, afirma que a evolução acontece através da sobrevivência de variações genéticas aleatórias, sem a orientação de nenhum propósito ou desígnio superior. Os comentaristas populares concluem, portanto, que a Igreja Católica não enxerga o xis da questão no tocante à biologia moderna e que a evolução e a criação não podem ser compatíveis.

O ateu e o fundamentalista concordam no seguinte erro de interpretação: o cristão escolhe a crença em detrimento da biologia. É o que Nietzsche chamou de "julgamento realmente cristão da ciência", ou seja, uma "posição secundária, nada definitiva". Para o ateu, isto é motivo de repúdio ao cristianismo; para o fundamentalista, é motivo para repudiar a biologia moderna.

Mas é aqui que, em grande parte, os comentaristas populares, e não os católicos, não enxergam o xis da questão: a teologia católica nunca concordou com esse tal "julgamento cristão"!

Os argumentos favoráveis ao desígnio inteligente, populares em especial nos círculos protestantes, assumem que os argumentos teológicos só podem valer quando os biológicos falham, e que a aparência de que existe um propósito na natureza só pode ser explicada pela invocação de um Criador divino, não por um mecanismo científico.

Acontece que, da perspectiva católica, esta é uma falsa dicotomia. O problema não é que Darwin tenha se livrado do conceito de desígnio na natureza: o problema é que as pessoas começaram a acreditar que o desígnio vai ou racha com a ciência natural.

A suposição de que a evolução biológica não tem nenhum propósito ou desígnio não entra em conflito com a teologia, porque é uma resposta a uma questão científica, não teológica. Como Tomás de Aquino enfatizou, muito antes da Revolução Científica, a ciência natural e a teologia não são corpos de conhecimento concorrentes; são, antes, formas distintas e complementares de investigação.

"Por que existe a cadeira?". Segundo Aristóteles, esta pergunta pode ser interpretada de quatro maneiras diferentes, equivalendo a "Quem fez a cadeira?"; "Para quê?"; "Qual é a natureza dela?" e "De que ela é feita?".

Cada forma de fazer a pergunta corresponde a uma diferente causa. A palavra “causa”, em grego antigo (aitia), também significa "razão": a razão pela qual. Confundi-las leva ao absurdo: quando alguém pergunta “Quem fez a cadeira?”, é inapropriado responder “Para sentar-se!”. Cada pergunta pede o seu próprio tipo de resposta. Uma explicação completa, pensava Aristóteles, envolve as quatro perguntas e as suas respectivas respostas.

Que as quatro causas originais possam ser mantidas no âmbito da ciência moderna é coisa controversa. O que Aristóteles chamou de "causa formal", que corresponde à natureza metafísica de uma coisa, foi atacado no início do período moderno pelos escritos de filósofos como Locke e Hume. Eles achavam que a ciência moderna pode explicar de que uma coisa é feita e quais são as suas leis de governo sem precisar falar muito sobre naturezas metafísicas.

Tenham as causas formais sido banidas ou não da ciência, o que Aristóteles chamou de "causas finais" ("para quê?") é uma questão muito mais duradoura, pelo menos no campo da biologia.
Galileu, Newton e outros cientistas tinham dispensado o "para quê?" nas questões da física. A ciência moderna parecia capaz de explicar o mundo físico em termos puramente "mecanicistas", sem recorrer a noções não-científicas como "desígnio" ou "propósito". Mas muitos resistiram à intrusão da ciência moderna em território biológico.

A razão é que as causas mecanicistas pareceram incapazes de explicar o propósito ou a finalidade (o desígnio) observável ​​na natureza biológica. Os "vitalistas" alegaram que isto se deveu ao fato de a vida ser algo metafisicamente único; mesmo Kant, que não defendia os argumentos tradicionais a respeito de Deus, sugeriu que a natureza biológica indica o desígnio de uma espécie de Criador.

Darwin provou que a ciência moderna pode explicar o desígnio mostrando que ele é ilusório: a complexidade que parece ser marca de um Criador é o resultado final de variações aleatórias durante um longo período de tempo. Assim, banidas da física, as "causas finais" que tinham se refugiado na biologia foram expulsas de lá também.

Mas banir as "causas finais" da ciência não é bani-las de toda forma de explicação. Elas podem continuar a prosperar no domínio metafísico, como de fato continuam.

Darwin só mostrou que a biologia, como oposta, por exemplo, à metafísica, à teologia ou à ética, deve dispensar as "causas finais" como a física fez nos tempos de Newton. Isto só libera os biólogos da necessidade de responder a perguntas sobre o finalismo, deixando-nos livres para ainda lidar com elas se assim quisermos.

O problema não é Darwin, mas a noção moderna de que a teologia só pode discutir o que a ciência não consegue explicar. Porque a ciência não conseguiu explicar a ordem biológica em certo período, as pessoas começaram a acreditar que a ordem biológica estava a salvo do avanço científico. Mas se você professa a sua religião a partir das lacunas do conhecimento científico, você inevitavelmente será esmagado quando essas lacunas se fecharem.

É melhor seguir Tomás de Aquino, que fez uma distinção de natureza entre questões teológicas e natural-científicas.

Tanto a teologia quanto a biologia moderna perguntam: "Por que há seres humanos?". Mas elas entendem a questão de forma diferente. Para a biologia moderna, a pergunta significa: "Quais são as partes constituintes dos seres humanos?", "Como e quando os seres humanos entraram em cena?". E as respostas para essas perguntas ("células e genes" ou "variações genéticas aleatórias ao longo do tempo") são o que Tomás de Aquino chamou de causas "secundárias". São explicações mundanas de coisas na natureza, que podem invocar leis probabilísticas, seleção natural ou o que a teoria científica mais recente sugerir de melhor.

Mas a teologia pergunta por aquilo que Tomás de Aquino chama de causas "primárias": "Qual é a fonte extramundana do ser?", "Qual é o significado e o desígnio da criação?". Nem os registros fósseis, nem a seleção natural respondem a tais questões. E não porque sejam ferramentas defeituosas, mas porque não são as ferramentas adequadas para esta tarefa. Confundir questões teológicas e científicas é cometer um erro de categoria.

O conceito teológico de criação não é um conceito científico. O Deus da teologia católica não é, como Agostinho enfatizou, a ignição da existência, mas a sua causa em sentido não-temporal e metafísico. Deus dá origem e sustenta a existência, inundando-a de sentido: tenha o homem vindo ou não do peixe, do macaco ou poeira das estelas, e sejam ou não probabilísticas as leis que regem essa evolução.

São os ideólogos contemporâneos do cientificismo os que "não enxergam o xis da questão" no tocante à evolução. A evolução não refuta Deus, assim como o eletromagnetismo não refuta a consciência moral. E o papa Francisco não é o primeiro a reconhecer isso.

A fé dos jogadores de futebol

A fé dos jogadores de futebol

Conheça as expressões de religiosidade de jogadores do mundo inteiro

MEXSPORT/ OSVALDO AGUILAR
O Brasil é o centro da atenção mundial e, graças à mídia, a 20ª edição daCopa do Mundo é acompanhada por milhões de pessoas no mundo inteiro, em um dos acontecimentos mais vistos da história.

O esporte, mais que simples entretenimento, é um vínculo de convivência e paz. No entanto, no Brasil, houve protestos recentemente devido aos altos investimentos do governo do país na organização da Copa.

O futebol sempre despertou paixões no público. Homens, mulheres, crianças e adultos estão entre os torcedores. Não foi por acaso que o Papa João Paulo II disse, em 2000: “O futebol é um método excelente para promover a solidariedade em um mundo influenciado pelas tensões étnicas, sociais e econômicas”.

O Papa Emérito Bento XVI, por sua vez, interessado pelo impacto destes eventos massivos na sociedade global, disse que “não há quase nenhum outro acontecimento na terra que alcance uma repercussão tão vasta, o que demonstra que, com isso, se toca algo radicalmente humano, e vale a pena perguntar-se onde se encontra o fundamento deste poder em um jogo”.

Todos sabem que o Papa Francisco é um grande fã do futebol, e inclusive é sócio torcedor de um time argentino. Alguns jogadores já foram até o Vaticano para cumprimentá-lo. Em uma das suas homilias da viagem ao Rio de Janeiro, durante a JMJ, o Papa usou metáforas alusivas ao futebol.

Vários papas coincidiram em que estes eventos precisam ser aproveitados para promover valores e inclusive dar testemunho de  e evangelizar. De fato, por meio de gestos simples e espontâneos de alguns jogadores, treinadores e torcedores, isso se torna possível.

No contexto de uma exposição realizada no Museu da Basílica de Guadalupe em 2006, intitulada “Paixão e Fé”, o então reitor do santuário, Diego Monroy, destacou que, em alguns encontros esportivos, há surpreendentes momentos místicos, sinceros momentos de euforia, quando alguns jogadores fazem o sinal da cruz antes de pisar o gramado; outros se ajoelham e apontam para o céu depois de fazer um gol.

Há ainda os que confiam suas ações a Deus e reconhecem os dons recebidos dele, e aqueles que carregam símbolos religiosos, como terços, escapulários, medalhas e também camisetas com estampas de Nossa Senhora por baixo da camisa do uniforme.

A lista de jogadores que recorrem a esta prática é enorme, mas podemos citar como exemplo alguns de fama internacional, como Pelé, Maradona e Hugo Sánchez, ou outros, como Cuauhtémoc Blanco, Rafael Márquez Lugo, “El Bofo” Bautista, Juan Carlos Medina, Yegros, “Kikín” Fonseca etc.

Javier el “Chicharito” Hernández disse várias vezes que suas preces, antes de começar cada partida, “são uma rotina importante para mim, não uma superstição”.

Estes gestos nos fazem recordar o Evangelho de São Mateus (10, 32-33): “Quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus”.

Certamente, algumas pessoas ou instituições tentaram intimidar alguns jogadores, proibindo estas práticas religiosas que são realizadas em plena liberdade, de acordo com o direito natural à liberdade de expressão, garantido nos direitos humanos.

Ainda assim, os próprios jogadores e técnicos, em entrevistas à mídia, em geral agradecem a Deus e a Nossa Senhora pelos dons e favores recebidos durante os treinamentos e partidas.

Outros exemplos

Durante a Copa da África do Sul em 2010, houve várias demonstrações espontâneas de  que acabaram sendo transmitidas pela mídia.

Por exemplo, o atacante Wayne Rooney, de origem irlandesa e estrela do time, declarou que carregava um terço no pescoço desde o seu casamento, quatro anos antes, e que inclusive ele poderia ter sido padre, porque gostava muito da educação religiosa que recebeu quando criança.
O jogador holandês Wesley Sneijder, autor do gol que eliminou o Brasil (e quem, antes de viajar à África do Sul, se converteu ao catolicismo e recebeu o Batismo em uma capela de Milão), rezava o terço diariamente, participava da Missa aos domingos e usou um terço no pescoço durante toda a Copa.
 
Em agosto de 2010, diretivos da Real Federação Espanhola de Futebol, encabeçados por Ángel María Villar, após ganhar a Copa do Mundo na África do Sul, viajaram à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe para cumprir uma promessa feita em abril, e levaram a taça até o santuário.
 
Outros jogadores da seleção espanhola, como Fernando Torres e Carlos Marchena, fizeram promessas semelhantes e peregrinaram a Santiago de Compostela durante o Ano Jacobeu.
 
Outro caso ocorreu em 16 de julho de 2010, dia de Nossa Senhora do Carmo, quando o centroavante David Silva foi a pé até o santuário da sua cidadezinha, Arguineguín, para agradecer pela vitória da sua equipe.
 
Estes são alguns casos que se destacaram, mas são incontáveis as visitas aos templos por parte dos jogadores do mundo inteiro.
 
Alguns exemplos no México
 
Em 10 de julho de 2011, durante a final do campeonato Sub 17, quando a seleção mexicana chegou invicta e derrotou a do Uruguai por 2 x 0, no final do encontro, os jovens e seu técnico rezaram um Pai-Nosso no gramado do Estádio Azteca, antes de receber a taça pela sua vitória.
 
Em outro momento, o jogador Oribe Peralta dirigiu uma oração frente a uma multidão vestida de brando, após um tiroteio ocorrido no exterior do estádio de Torreón, em 20 de agosto de 2011. Em declarações à imprensa, disse que “o futebol é parte do remédio” necessário para aliviar a dor gerada pela violência no país devido ao narcotráfico.
 
Em 2006, antes da Copa na Alemanha, jogadores da seleção mexicana peregrinaram aos Altos de Jalisco para rezar no santuário do mártir da Cristiada, São Toríbio Romo.
 
No Museu Guadalupano, no Tepeyac, são custodiados alguns objetos e troféus de importantes atletas, como bolas, camisas autografadas, taças, medalhas, e até “La Bota de Oro” doada por Hugo Sánchez, quem foi premiado como melhor artilheiro da Espanha.
 
Alguns analistas fazem referência aos campos de futebol como espaços sagrados em cuja história se destaca a bênção do estádio por algum sacerdote, as capelas nas quais os jogadores rezam e até os armários onde guardam objetos e imagens religiosas.
 
Quanto às crônicas esportivas, os próprios locutores confirmam que ofutebol está ligado ao fenômeno religioso, e constantemente fazem alusão a termos como “la mano de Dios”, ao referir-se a um gol do Maradona, e outras frases como “a catedral do futebol”, “alcançar a glória” ou “o paraíso do futebol”.
 
No México, o cardeal Norberto Rivera Carrera, em uma mensagem dirigida à seleção mexicana, falou da responsabilidade dos jogadores, que “são chamados a transformar o esporte em ocasião de encontro e de diálogo, superando qualquer barreira de língua, etnia ou cultura. O esporte pode contribuir para o entendimento pacífico entre os povos e para a consolidação da civilização do amor”.
 
A Copa do Mundo 2014 é uma oportunidade a mais para atingir estes justos objetivos, aproveitando algumas das vantagens da globalização, no evento em que, pelo menos durante alguns dias, a convivência fraterna e pacífica entre os jogadores convida à reconciliação e à paz.
 
(Artigo publicado originalmente por Desde la Fe)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dar Alma à Vida XII


Dar Alma à Vida  XII

 
 


Amar a vida como um dom, uma pérola vinda do Alto…que é isso, se não dar Alma à vida?

Quando se ama a vida dá-se mais valor também à vida dos outros e todos queremos que os outros tenham vida e vida em abundância como desejamos para nós. No entanto, isto não acontece, na realidade, se prescindirmos do mandamento do Amor:” Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, disse Jesus Cristo.

Não é preciso ser um grande filósofo, mas um profundo filósofo para descobrir a fé, a religião, entre as suas diversas versões, uma só, é a essência da vida e é colocar em cada dia a verdade na vida.

A vida vivida com Verdade é uma vida com liberdade e feliz.

Amar a vida é saber compreender, tolerar, serenar, esvaziar orgulho, vaidade, para dar lugar à humildade de saber viver a máxima de Jesus Cristo “Ama o teu pai, a tua mãe, o próximo como a ti mesmo”.

Quem não se Ama, quem não dá Alma à vida, não dá nada a ninguém e muito menos se dá. É egocentrista e vive para si como um feto a viver no seio materno, ou um parasita agarrado à custa do alheio.

Ainda não nasceu, melhor, se nasceu vive sempre de punho serrado sinal de que é tudo entre os seus pares.

Dar Alma à vida é viver a servir os outros e não a servir-se deles. É escutar, aceitar e decidir com humildade o que deve fazer para o bem da comunidade, isto é, para o bem de todos, pois toda a alegria que chega também não lhe fecha a porta porque nunca será inoportuna e nada pode fazer sem uma dose muito grande de Fé em Deus, sempre olhando para a frente, olhando para a vida com optimismo e confiante pois a fé não será morta. Embora não me compete a mim colher os frutos. Aquele que chamo meu Senhor e meu Deus me acompanhará. Com Ele e n´Ele nada se perderá.

Ao Deus da Vida, peço, humildemente, que me ajude a viver com Alma e a dar Alma àquilo que vivo. Minha vida pode não ser tão fiel como devia para espelhar a imagem da fé da Igreja, mas, é nela que ponho o que tenho e sou, para que sirva e não me sirva.

Na minha fragilidade confio piamente na misericórdia de Deus e dos homens de voa vontade.                                                                                                   Pe. Artur Coutinho

Mundial 2014: «Futebol volta a casa», mas tensão social pode «estragar a festa» (Osservatore Romano)

Mundial 2014: «Futebol volta a casa», mas tensão social pode «estragar a festa» (Osservatore Romano)


Agência Ecclesia
 
(Lusa)
(Lusa)

 

 

Presidente da Associação de Jogadores Italianos projeta campeonato do Brasil no jornal do Vaticano

Cidade do Vaticano, 11 jun 2014 (Ecclesia) – O ex-futebolista Damiano Tommasi, presidente da Associação de Jogadores Italianos, assina o artigo de antevisão do jornal do Vaticano para o Campeonato do Mundo do Brasil, que se inicia esta quinta-feira, escrevendo que “o futebol volta a casa”.
“O Brasil é, de facto reconhecido, como o seu lar habitual (do futebol). A Inglaterra considera-se o berço, com justiça, mas a casa é o Brasil. Sorriso, divertimento, júbilo, ritmo e paixão são as caraterísticas do modo de viver o futebol, que conservam plenamente a sua verdadeira essência”, pode ler-se na edição de quinta-feira de ‘L’Osservatore Romano’, já disponível na internet.
O antigo jogador admite que existe uma “tensão” que pode “estragar a festa”: “Por um lado as despesas excessivas para acolher a competição de futebol estiveram no centro de numerosos protestos por parte de quantos teriam querido, ao contrário, investimentos para a melhoria da saúde pública, da educação e da segurança”.
“Por outro, há a tensão desportiva, na qual a expectativa não diz respeito ao futebol e à sua celebração no templo maior, mas precisamente à Copa do Mundo (a de 1950) e ao seu regresso a casa”, acrescenta Tommasi, recordando o Mundial perdido pelo Brasil, no Maracanã, frente ao Uruguai, o “fantasma celeste”.
Para o ex-futebolista, este será um campeonato especial “devido ao clima” e à distância entre as várias cidades que acolhem os jogos.
“Naturalmente os favoritos são o Brasil e a Espanha, atual campeã”, conclui Damiano Tommasi.
OC

Itália: Papa vai receber 30 mil membros das Misericórdias

Itália: Papa vai receber 30 mil membros das Misericórdias


Agência Ecclesia
 

 

Encontro no sábado está inserido na celebração dos 770 anos do movimento

Cidade do Vaticano, 11 jun 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco vai estar este sábado na Praça de São Pedro com mais de 30 mil membros das diversas Misericórdias italianas, movimento de voluntariado cristão a celebrar 770 anos de atividade.
Em declarações veiculadas através da internet, o presidente da Confederação Nacional das Misericórdias de Itália, Roberto Trucchi, recorda a mensagem que o Papa argentino disse na celebração do seu primeiro Angelus, depois do início do seu pontificado: “a misericórdia muda o mundo”.
“Isto faz pensar na grande responsabilidade que está implícita no nome do nosso movimento, sinal de uma caridade sem limites, não só material mas moral, que hoje a nossa sociedade precisa mais do que nunca”, salienta.
Vão acorrer a Roma também os membros de um movimento de doadores de sangue intitulado “Fratres” (Irmãos), projeto que teve origem precisamente nas diversas Misericórdias espalhadas pelo país e que foi constituído em meados do século passado.
Neste sábado assinala-se o Dia Mundial dos Doadores de Sangue e, para o responsável pelo “Fratres”, Luigi Cardini, celebrá-lo com o Papa “é realmente uma ocasião única”, que enche os corações dos membros do movimento de “alegria e emoção”.
JCP



Vaticano: Papa renova críticas aos «mercadores da morte»

Vaticano: Papa renova críticas aos «mercadores da morte»


Agência Ecclesia
 
Papa Francisco na Praça de São Pedro (Lusa)
Papa Francisco na Praça de São Pedro (Lusa)

 

 

 

 

 

 

 

Francisco apresentou reflexão sobre «Temor de Deus», encerrando ciclo de catequeses sobre os dons do Espírito Santo

Cidade do Vaticano, 11 jun 2014 (Ecclesia) – O Papa renovou hoje no Vaticano as suas críticas aos “mercadores da morte” e aos corruptos, numa catequese sobre o “Temor de Deus” que encerrou o ciclo dedicado aos dons do Espírito Santo.
“Penso nas pessoas que têm responsabilidade sobre os outros e se deixam corromper: mas vocês pensam que uma pessoa corrupta é feliz?”, declarou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a audiência pública semanal.
Francisco falou dos que produzem e vendem armas para “fomentar as guerras” e “fabricam a morte”, pessoas que “não vêm ouvir a Palavra de Deus”.
“Que o temor de Deus os faça compreender que um dia tudo acaba e que terão de prestar contas a Deus”, acrescentou.
O Papa criticou ainda os que “vivem do tráfico de pessoas e do trabalho escravo”.
“Vocês pensam que esta gente tem no seu coração o amor de Deus? Alguém que trafica pessoas, alguém que explora as pessoas com o trabalho escravo? Não, não têm o temor de Deus e não são felizes, não o são”, prosseguiu.
Segundo Francisco, o dom do temor de Deus é “também um alarme perante a obstinação no pecado”.
“Quando uma pessoa vive no mal, quando blasfema conta Deus, quando explora os outros, quando as tiraniza, quando vive apenas para o dinheiro, para a vaidade, o poder ou o orgulho, então o santo temor de Deus coloca-nos em alerta”, explicou.
O Papa afirmou que o temor de Deus “não significa ter medo de Deus”, mas reconhecer-se como “revestidos da misericórdia e do amor de Deus”, um “papá”.
Francisco deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa: “Não nos cansemos de vigiar sobre os nossos pensamentos e atitudes para podermos saborear desde já a ternura e o esplendor do rosto da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – que havemos de contemplar em toda a sua beleza na vida eterna. Desça, generosa, a sua Bênção sobre cada um de vós e vossas famílias”.
Nos cumprimentos aos peregrinos italianos, o Papa afirmou que “as finanças precisam de ética, hoje”.
Esta foi a primeira aparição pública do Papa após o Vaticano ter revelado que este cancelou alguns compromissos, nas manhãs de segunda e terça-feira, por causa de uma “ligeira indisposição”.
OC