domingo, 29 de junho de 2014

DIA DO BRANDEIRO


DIA DO BRANDEIRO

José Rodrigues Lima


O DIA DO BRANDEIRO faz parte do calendário festivo de Melgaço.

A comemoração foi instituída pela “Declaração Patrimonial” de 7 de Setembro de 1996, tornada pública aquando da concretização do projecto “Memória e Fronteira”.

Assim, no próximo dia 2 de Agosto, os trabalhos do quotidiano vão dar lugar aos rituais festivos, prestando homenagem aos homens do cajado firme e aproveitando para divulgar a riqueza patrimonial de uma comunidade agro-pastoril, localizada na Branda da Aveleira, a cerca de 1200 metros de altitude.

Seguindo a “Rota da Transumância” todos aqueles que privilegiam o ambiente serrano e cultural, num verdadeiro “diálogo com a memória dos homens e das coisas”, comungaram a ancestralidade, reconhecendo um património singular com cardenhas e marcantes vestígios glaciares.

“Dos caminheiros de olhos cheios de memória e pensamentos lavados pela aragem”, ouvir-se-ão expressões de sabedoria: “Quem é do monte volta pró monte, como o melro puxa à silvareira”.

As vivências e emoções dos brandeiros passam pelos “labores feitos com logões, arranjar a couçoeira, arrumar a bezerreira e consertar o tarambelho”.

O murmurar dos ribeiros do Aveleira, do Vidoeiro, do Calcado e a paisagem cultural convidam-nos a usufruir de um território onde se entrelaçam a geografia, a história, a arqueologia, a antropologia, a economia e a geologia num verdadeiro retorno ás origens.

Possuindo condições para a usufruição turística, a Branda da Aveleira responde a grupos sociais que privilegiam o contacto com a flora e a avifauna, ao mesmo tempo que descobrem, com surpresa, caminhos íntimos da cultura das raízes.

Seleccione uma casa de montanha para dar descanso ao corpo e paz ao espirito….

É por aqui… Cumprimos a tradição…

Na sombra das pegadas dos brandeiros descobrimos que a “arte de sobrevivência” conviveu com a arte da solidariedade activa”.

sábado, 28 de junho de 2014

Guarda: Jornada de oração é oportunidade para manifestar «estima» pelos sacerdotes

Guarda: Jornada de oração é oportunidade para manifestar «estima» pelos sacerdotes

Agência Ecclesia
 
   
Diocese da Guarda
Diocese da Guarda

Bispo destaca a forma «notável» como os 90 padres da diocese servem cerca de 350 paróquias

Guarda, 27 jun 2014 (Ecclesia) – O bispo da Guarda convidou as suas comunidades a fazerem da jornada mundial de oração pela santificação do clero, que se celebra hoje, uma oportunidade para manifestarem “a sua estima” pelos sacerdotes que servem a diocese.
Composta por cerca de “três centenas e meia” de paróquias, atualmente “agrupadas em 84” unidades pastorais, a Diocese da Guarda conta com “um total de 90 párocos” que desempenham as missões “que lhes estão confiadas” com “um notável esforço”, realça D. Manuel Felício, numa mensagem divulgada através da internet.
Numa altura em que os sacerdotes são “particularmente necessários”, em que “diminuem em número ou as suas forças também diminuem, pelo avanço da idade ou pela doença”, aponta o prelado, é preciso “dar graças a Deus” por todos quantos de forma “generosa” se entregam “à missão sacerdotal”.
De acordo com o bispo da Guarda, “o poder e a força da Graça de Deus são visíveis na vida e na ação dos sacerdotes que dedicada e generosamente muitas vezes vão além dos limites das suas forças físicas e mesmo do que socialmente é espectável”.
No entanto, só através da “oração intensa e fervorosa dos fiéis” é que eles podem alcançar a “santificação ardentemente desejada por Cristo”.
Assim, D. Manuel Felício espera “que a próxima solenidade do Coração de Jesus seja oportunidade bem aproveitada por todas e cada uma das paróquias e comunidades para motivar a oração constante e fervorosa pelo dom do Ministério Sacerdotal”.
O responsável católico desafia as pessoas a empenharem-se também com “intensidade” pelo desenvolvimento de novas “vocações sacerdotais” para a Igreja Católica em geral e “em particular” para a Diocese da Guarda.
A jornada mundial de oração pela santificação do clero vai ter lugar, como habitualmente, no dia da solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, este ano a 27 de junho.
Esta iniciativa foi instituída pelo Papa João Paulo II em 1995, no seguimento de uma proposta da Congregação Romana para o Clero.
JCP

Portugal: Conferência Episcopal regista aumento de católicos

Portugal: Conferência Episcopal regista aumento de católicos

Agência Ecclesia
 
Fatima.pt
Fatima.pt

Nova edição do «Anuário» mostra ainda quebra no número de padres

Lisboa, 27 jun 2014 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) acaba de publicar a 23ª edição do Anuário da Igreja, no qual se revela um aumento de 1,28% no número de católicos desde 2006.
O ‘Anuário Católico de Portugal 2014’ sucede à edição de 2009 e apresenta dados relativos ao período de 2007-2011, retomando o trabalho da Secretaria de Estado do Vaticano, através do seu Departamento Central de Estatística.
Os católicos passaram, neste período de 9,33 para 9,45 milhões, crescendo ainda no que diz respeito à sua percentagem na população total (de 88,1 por cento para 88,5), atualmente com 10,68 milhões de habitantes.
O recém-publicado guia revela uma quebra no número de sacerdotes: de 2880 padres diocesanos no ano de 2007 para 2661 em finais de 2011, menos 7,6 por cento.
A queda percentual é inferior à que se registou entre 2000 e 2006, quando o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2894 (menos 8,4 por cento).
A diminuição é mais acentuada entre o clero religioso: de 1052 padres para 958, entre 2006 e 2011 (menos 8,9 por cento).
O número de religiosas das várias congregações em Portugal desceu 9,2 por cento em igual período (de 5717 para 5190).
A situação dos últimos cinco anos agora disponibilizados (2007-2011) revela ainda que por cada dois padres diocesanos que morreram (379), apenas um foi ordenado (180 novos sacerdotes), somando-se ainda 25 “defeções”.
O número de Batismos também mostra uma redução, dado que deve ser lido à luz da variação do número de nascimentos em cada ano.
Em 2000 foram batizadas mais de 92 mil crianças com menos de sete anos e em 2011 esse número ficou-se pelos 61 487; os Batismos depois dos 7 anos representam, atualmente, cerca de 8% do total (5541 em 2011).
O Anuário refere ainda uma redução no número de crismas e de matrimónios canónicos entre 2007 e 2012; no caso dos casamentos, estes passaram de quase 28 mil para menos de 17 mil.
Nas escolas católicas há mais de 43 mil alunos na Educação Infantil, 40 mil no 1.º ciclo do Ensino Básico e mais de 32 mil no 2.º ciclo do Básico e Secundário.
A Igreja Católica administra, através das dioceses ou de instituições eclesiais, 24 hospitais; 136 ambulatórios e dispensários; 908 casas de idosos, doentes ou deficientes; 102 orfanatos ou centros de infância; 602 creches; 90 consultórios e centros da defesa da vida e da família; 29 centros especiais de educação ou reinserção social, bem como 496 outras instituições.
O ‘Anuário Católico de Portugal’ reúne e apresenta um conjunto de dados sobre a Igreja em Portugal, “uma realidade viva, em permanente transformação”, como indica o padre Manuel Barbosa, diretor do Secretariado Geral da CEP, responsável por esta edição.
Além das estatísticas, o volume oferece informações sobre o Papa, a Santa Sé, a Conferência Episcopal Portuguesa, dioceses, institutos de Vida Consagrada, movimentos e obras.
OC

Por que comungo e continuo sentindo inveja, tristeza...?

Por que comungo e continuo sentindo inveja, tristeza...?

Como enfrentar os sentimentos desse homem velho que vive em nosso interior e se recusa a morrer

Sophia Louise
É sempre comovente levantar o véu do nosso coração, da nossa intimidade. Às vezes, Jesus não é compreendido, não é acolhido, as pessoas não se interessam por saber quem Ele é: apenas querem que lhes solucione os problemas concretos para poder continuar com a própriavida. Não querem complicações. Só querem que Ele as atenda em suas petições.

Jesus se entristece. Sente o fracasso como nós. Não O buscam, querem apenas seus milagres. E Ele, que pode saciar sua sede de amor, de paz, de um lar, de descanso, continua esperando. Mas as pessoas vão embora.

Isso pode acontecer conosco também. Em nossa vida, nós nos aproximamos de Deus porque pensamos que precisamos de alguma coisa, mas não queremos que Ele se intrometa nela, que transforme o nosso coração, que nos preencha; não lhe damos as rédeas da nossa existência. Não O adoramos de verdade, porque não permitimos que Ele seja o Deusda nossa vida.

O Sacrário é o sinal do amor de Deus que fica conosco. Vamos a Ele para adorá-lo, mas podemos voltar vazios. Porque não escutamos, não sentimos, não tocamos. E então nos sentimos frustrados, secos, frios. O que acontece? O alimento não nos alimenta.

Mas Jesus continua aí, escondido, aguardando. Ele só quer que vamos ao seu encontro. Precisa do nosso silêncio e das nossas palavras. Precisa que lhe abramos o coração, nossos medos. Quer que o acompanhemos, não quer ficar sozinho. Mas muitas vezes O ignoramos.

Comungamos, comemos seu alimento, estamos com Ele e nossos sentimentos não são os seus. São do mundo. São desse homem velho que vive em nosso interior e se recusa a morrer.

O coração está desordenado, falta harmonia. Pensamos uma coisa e fazemos outra. Quando estamos cansados, surgem da alma sentimentos desconhecidos até esse momento.

E nos surpreendemos diante do que pode chegar a existir nas profundezas do oceano da nossa alma. Aí, quando Deus não reina, reina o mundo, reinam as paixões, as forças que brotam do mais profundo.

Essas paixões que são fonte de vida e que muitas vezes nos desconcertam. Porque não as controlamos e são elas as que nos controlam. Mas são também de Deus. São essas forças que nos levam a conseguir o impossível, que nos impulsionam quando nos falta força. Sim, esse amorinstintivo à vida, ao mundo, às pessoas.

Nós nos apegamos à terra e afastamos nosso olhar do importante, do que realmente conta, da verdade, da vida, do amor mais autêntico.

Fazem-nos acreditar que viveremos eternamente nesta terra. E nos levam a pensar que nossas forças são infinitas.

Surge então a cobiça, a inveja, o orgulho, a vaidade, o desejo de possuir, de dominar, de alcançar, a impaciência, a soberba, a preguiça, a amargura, a tristeza: tudo isso reina quando Deus não está presente.

Viver em Deus, alimentar-nos de Cristo: é isso que vai purificando esses sentimentos que nos fazem titubear e perder a paz.

Alimentar-se de Jesus, do seu Corpo, nos assemelha a Ele no mais profundo. Porque muitas vezes precisamos reconhecer que Deus não reina em nosso coração. Os sentimentos de Cristo são muito diferentes desses sentimentos que não nos deixam subir mais alto.

Jesus nos ensina o caminho do verdadeiro amor. Sua caridade é constante, nunca nos faltará.

Como o dinheiro dos contribuintes é usado por uma organização abortista

Como o dinheiro dos contribuintes é usado por uma organização abortista

American Life League CC
Com o período eleitoral de 2014 se aproximando nos Estados Unidos, duas coisas ficam claras: os democratas continuam travando uma guerra contra as mulheres, financiada pelo contribuinte, e alguns republicanos estão com medo demais para detê-los.

A corrida parlamentar no Estado do Colorado é um exemplo dessa dinâmica. Recentemente, a organização Planned Parenthood, aliada do senador democrata Mark Udall, publicou um anúncio contra o adversário de Udall, o republicano Cory Gardner, acusando-o de querer proibir a contracepção.

A resposta de Gardner foi uma retratação das suas anteriores posiçõespró-vida. Ele até escreveu um artigo de opinião defendendo o acesso facilitado à pílula.

Se Udall e Gardner realmente querem ajudar as mulheres, eles deveriam se unir contra a Planned Parenthood e contra o seu financiamento com dinheiro público.

A Planned Parenthood é uma empresa de aborto, tal como ficou demonstrado por Rachel Larimore em maio de 2013: "Sim, o aborto é central para a Planned Parenthood. Eles fizeram cerca de 334 mil abortos em 2011, mas só ofereceram 28.674 exames pré-natal a mulheres. E 2.300 mulheres foram simplesmente encaminhadas para agências de adoção".

Todos os anos, dezenas de milhares de meninas não nascidas são assassinadas nas fábricas de aborto da Planned Parenthood. A Planned Parenthood fez 333.964 abortos em 2011 e pouco mais de 327 mil em 2012. Cada um desses abortos machucou gravemente uma mulher grávida e matou uma pessoa ainda não nascida. Pelos meus cálculos, a Planned Parenthood vai matar em 2014 mais de 153 mil meninas não nascidas, ou 6% das meninas que nasceriam este ano.

E a questão vai além do aborto. Os dólares dos contribuintes norte-americanos pagam também o acesso à pílula do dia seguinte, que a Organização Mundial da Saúde considera cancerígena e tão prejudicial quanto o cigarro. Outros riscos dela incluem o aumento das chances de glaucoma, de coágulos sanguíneos e até mesmo a morte para mulheres que usam anticoncepcionais. Aliás, alguns dos chamados "anticoncepcionais" são na verdade drogas abortivas, como os dispositivos intrauterinos.

O apelo pelo fim do financiamento público à Planned Parenthood está hoje amplamente relegado aos círculos pró-vida. Mas o que essa organização perpetra vai muito além do âmbito das convicções pró-vida. Como foi demonstrado pelo grupo Live Action, a Planned Parenthood contrata pessoas que ignoram sistematicamente as leis estaduais sobre o estupro. Em vários casos, vídeos secretos gravados pela Live Action flagraram funcionários da Planned Parenthood orientando meninas menores de idade a esconder que foram vítimas de estupro e a irem abortar em outros Estados, para fugir das leis do próprio Estado que exigem o consentimento dos pais.

A Live Action descobriu também que alguns funcionários da Planned Parenthood colaboram com traficantes sexuais. Vários dos vídeos mostram agentes disfarçados de cafetões e prostitutas, recebendo “dicas” desses funcionários da Planned Parenthood para ocultar provas em casos de escravidão sexual.

Em 2011, a presidente da Planned Parenthood, Cecile Richards, declarou que o fim do financiamento público para a organização “levaria milhões de mulheres deste país a perder o acesso aos cuidados de saúde; não aos serviços de aborto, mas ao planejamento familiar básico: mamografias, exames de câncer, câncer do colo do útero". No entanto, o próprio site da organização declara que a Planned Parenthood só orienta as mulheres a fazer mamografias.

Quatro agentes da Live Action fingiram ser doadores e apresentaram a condição de que o dinheiro doado fosse destinado exclusivamente a abortar bebês negros. A Planned Parenthood aceitou. Abortos seletivos por sexo também foram incentivados por funcionários de várias clínicas, visando maior lucro.

As eleições norte-americanas de 2014 estão próximas. Os republicanos podem conseguir a maioria parlamentar. Será que eles vão ouvir a preferência do eleitor republicano pela vida e vão falar a verdade sobre como os dólares do contribuinte norte-americano são usados pela Planned Parenthood contra as mulheres, nascidas ou ainda por nascer?
sources: Aleteia

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dar Alma à Vida XV


Dar Alma à Vida XV

 

Às vezes não se dá Alma à Vida, antes se retira, porque se ama mais o materialismo da vida do que o seu espiritualismo. Hoje vive-se uma vida de abundância de coisas materiais ao ponto de muitos se sentirem felizes e cegos para viverem os valores do espírito da vida que lhe dão Alma de que necessita para a salvar.

Não é por acaso que se fala tanto de crise. Ela existe, mas não é crise da família, nem é crise do homem, mas é a crise que os desequilíbrios da capacidade do Homem trouxeram ao planeta em que vivemos. A crise não é de religião porque essa é intrínseca ao ser humano, mas é da política económico financeira e tecnológica pela qual se é arrastado pela ambição desmedida do ser humano que é inteligente e livre…

Foi o Homem o causador de desequilíbrios internacionais e sociais em qualquer aspecto desta vida no planeta: agrava-se o problema ecológico e ambiental, desaparecem muitas das espécies, os políticos desacreditam, os avanços na tecnologia e multimédia não deixam o Homem respirar, pensar, reflectir e a incorrer em facetas que abatem a Alma na vida.

O avanço da “ciência e tecnologia abrem portas na revolução biotecnológica e da manipulação genética”, mas a falta do equilíbrio acaba quando o conceito de bem e de mal para tudo se relativiza.

Ignorar tais realidades é meter a cabeça na areia como faz a avestruz para se esconder, afinal é óbvio que a Verdade só tem um caminho.

No entanto, “não há que perder a esperança” porque o mundo não acabará, nem o Homem se destruirá a si mesmo matando a Alma da Vida, mas Deus zelará para que o Espírito se sobreponha à matéria e o equilíbrio entre ricos e pobres se sobreponha no planeta, os desempregados encontrem a sobrevivência, os jovens encarem o futuro com mais esperança e o mundo deixe de ser tão depressivo e se transforme numa Alma que se imprime à Vida com um Amor inexorável.
                                                                                                                    Padre Artur Coutinho

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O justo queixume de um idoso


Um velho, um idoso, perante a situação que os nossos políticos nos colocaram, nesta já curta e penosa permanência neste torrão tão amado pelos portugueses que deram e sacrificaram a sua vida pela sua grandeza, espalhando a FÉ e a Língua pelos quatro cantos do mundo, servindo anonimamente a sua Pátria e os cidadãos, nas diversas actividades da administração pública e lutando pela sua independência ou servindo-a generosamente sem interesses pessoais... não pode deixar de manifestar a sua mágoa, a sua revolta pela forma como são tratados estes seres humanos (idosos), na sua maioria já débeis, sem ânimo nem forças físicas que lhes permitam "bastar-se a si próprios", dependentes de familiares, de empregados pagos à hora, SÓS..., na maior parte do dia e da noite... agora, quase sem capacidade material e monetária para os seus encargos. - (Se a pensão for de 1 000 euros e pagar a quem o sirva 500 ou 600 euros, quanto lhe resta para a habitação, a saúde, a farmácia e alimentação, etc.? O que pode comer? Há os que, como lixo, só o lixo que encontrarem nos respectivos contentores... Por favor, façam exame de consciência!!

Recordo a minha juventude e o tempo em que os políticos - presidentes de câmaras ou de freguesias e seus membros, vereadores, etc. exerciam funções voluntàriamente, eram os homens bons da sociedade, não tinham vencimento, gratificações nem pensão de aposentação ou benesses políticas...

Os senhores deputados, aposentavam-se pela sua categoria ou carreira civil ou militar, nos termos gerais da legislação em vigor na Caixa Geral de Aposentações, com descontos mensais durante 30,40, 50 anos ou mais, (eu, descontei 50 anos!).

Qualquer, sem descontos para a Caixa Geral de Aposentações, com mais ou menos uma dúzia de anos em funções políticas caíram no orçamento da Caixa Geral de Aposentações...Não há dinheiro para pagar as pensões estabelecidas há mais de 10 ou 15 anos, devidas a quem serviu com honra e dignidade o seu País, o Estado... um Estado que agora se intitula de direito, democrático p social I

Que responsabilidades se exigiram a quem administrou mal a instituição, um sector

estatal!...??

Mas há mais...! Para insulto à nossa dignidade humana, à nossa capacidade mental, à nossa cidadania, não só nos subtraíram nas pensões estatuídas como nos surripiaram nos subsídios de sobrevivência para o que o cônjuge descontou, além da quota mensal para pensão de aposentação, mais a quota mensal para o referido subsídio no correspondente aos anos de serviço que lhe foram contados para aposentação, situação que alguns continuaram a descontar durante anos (3, 6 ou 10 anos) após a aposentação.

Os velhos, os idosos, estamos a ser tratados, não como pessoas, mas como trapos andrajosos, como lixo, espoliados do nosso PATRIMÔNIO, na generalidade o único patrimônio que constituímos para uma velhice digna, humana, sem vergonha - a nossa pensão de aposentação e subsídio de sobrevivência.

Se eu, cidadão português, fundasse uma empresa em que constituísse um fundo com o contributo de quota mensal dos empregados, garantindo-lhes a sua reforma correspondente ao tempo de serviço prestado e à sua remuneração e, depois de 10 ou 15 anos após a sua reforma lhes retirasse e negasse parte da importância estabelecida e que estavam a receber, o que me acontecia?

E, se perguntasse: -a si, caro leitor, aos nossos concidadãos, ao legislador e autores dos chamados cortes, aos políticos, aos senhores deputados, a cada um dos senhores governantes deste País, aos senhores da troica, aos europeus,

O que é que me chamavam ?... o que respondiam3

Digam alto e bom som, não me ofendem.

-Para onde me mandavam? Onde estaria eu?

Há um descrédito generalizado dos poderes públicos. Já me dirigi aos Órgãos Superiores do Estado,(Presidência da República, Primeiro Ministro, Assembleia da República, Provedoria da República...) várias vezes, desde 2006, para rectificação e aplicação de um diploma legislativo anterior à minha exposição.

- E...? Sou um idoso..., lixo...!

Embora idoso com mais de 9 dezenas de anos, reclamo o direito de ser considerado como cidadão, garantindo-nos o que adquirimos com o nosso trabalho e o de nossos cônjuges, sem subtracções e não apenas cidadãos eleitores para servir políticos que ofendam a justiça, o direito, a moral, a ética e a nobreza humana.

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Em 10 de Abril de 2014
 
                                                                                                                                                                                VAfonso
 
                                                                                             Encontrava-se aqui em arquivo ou já teria sido publicado?
                                                                                             Pedimos desculpa pela demora...