quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Por que se passa uma cestinha para coletar dinheiro durante a missa?

Por que se passa uma cestinha para coletar dinheiro durante a missa?

Durante o ofertório, são coletadas doações para os pobres e para as necessidades da Igreja, como demonstração de partilha de bens


Grandfather passing offering basket to granddaughter in church pew_ © Jim Pruitt/SHUTTERSTOCK
Há um momento da missa, quando se apresentam o pão e o vinho que não se tornar o Corpo e o Sangue de Cristo, no qual é costume passar entre os presentes uma cesta para coletar
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dinheiro.

Que sentido e origem tem esta coleta? É obrigatório dar dinheiro nesse momento? Isso não distrai da celebração ou inclusive pode induzir a achar que se está cobrando um preço por participar da missa?

O sentido da coleta econômica durante a missa é a partilha dos bens, segundo o Missal Romano.

“São oferecidos dons materiais para os pobres assistidos pela comunidade cristã ou para as necessidades da própria paróquia”, explica à Aleteia o especialista em liturgia Jaume González Padrós.

É obrigatório?

Com o gesto de passar a cesta no momento do ofertório, os cristãos são chamados a unir uma doação material à sua doação espiritual ao sacrifício da missa. Certamente, isso é feito em liberdade e segundo a própria consciência.

“O importante é a consciência de cada fiel – explica o especialista. Todo cristão deve ter consciência da sua obrigação de colaborar com a Igreja em seus fins e em seu sustento, é um mandamento da Igreja.”

Dar dinheiro durante a missa quando passam a cestinha “não é uma obrigação; cada um, em sua consciência, decide como pode colaborar”.

Neste sentido, esclarece: “Não é a mesma coisa uma pessoa desempregada que uma que ganha 10 mil reais por mês. Cada um precisa descobrir, em sua consciência, em que grau pode colaborar, ou se realmente não pode”.

Desde os primeiros cristãos

O costume de passar a cestinha remonta às origens da Igreja, ainda que a forma foi variando ao longo do tempo.

Os primeiros cristãos levavam à missa o pão e o ofereciam para que o sacerdote o consagrasse. De fato, ainda hoje, nas liturgias orientais, os fiéis levam o pão, e o que não for usado na Missa é dado aos pobres.

Mais adiante, no lugar do pão, as pessoas começaram a oferecer outros dons para os pobres e necessitados, ou inclusive para a Igreja.

Também na atualidade, são recolhidos produtos vários em determinados lugares ou momentos, por exemplo, em uma campanha de Natal. Neste caso, esses dons são colocados em um lugar apropriado, fora da mesa eucarística.

“Hoje, na sociedade ocidental, é mais cômodo fazer uma coleta de dinheiro para as necessidades da paróquia e para os pobres que levar a comida”, destaca o diretor do secretariado da Comissão Episcopal de Liturgia da conferência episcopal espanhola, Luis García Gutiérrez.

Além das habituais, também há coletas especiais, determinadas pelas conferências episcopais para um fim determinado da Igreja: caridade, evangelização, formação de seminaristas etc., sempre vinculado à ação evangelizadora, pastoral e caritativa da Igreja.

A coleta sempre foi realizada no mesmo momento da missa, quando se apresenta o pão e o vinho, porque está vinculada à apresentação dos dons para a Eucaristia.

Segundo Gutiérrez, uma vez passada a cestinha, não é correto deixa-la sobre o altar – onde só devem permanecer o pão e o vinho – nem tampouco leva-la à sacristia, mas sim depositá-la aos pés do altar como expressão do que cada um oferece de si mesmo.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dar Alma à Vida XXIII


Dar Alma à Vida XXIII

 

Alma à Vida é procurar a virtude, a dignidade da pessoa humana, capaz de pensar e agir livremente. A virtude é uma pedra preciosa, brilhante que ilumina e que dá felicidade a quem segue o caminho de Deus.




Dar Alma à V ida é viver como se, este momento, fosse o último no tempo de peregrino nesta terra onde nascemos e com quem formamos o tempo da Igreja, mais amplo entre a primeira vinda e a segunda vinda de Jesus. É conduzir à justiça, à paz, ao Amor.

Dar Alma à Vida é viver em fraternidade e, como lhos da Luz, filhos do dia e não das trevas, pois Deus não nos quer como filhos da noite, mas vigilantes.

Dar Alma à Vida é fazer com que os dons que Deus nos dá dêem fruto. Só dão fruto se formos capazes de investir e trabalhar a pensar em nós, mas ao mesmo tempo a pensar, sobretudo, nos outros, nos que têm menos dons. Há que partilhar, por isso, temos de insistir no investimento, no trabalho, no Amor para que os nossos dons dêem fruto e possamos ser dignos de entrar na alegria do Reino de Deus.

Dar Alma à Vida é procurar que os dons que recebemos sejam postos a render também falando com palavras da Alma que depressa chegam ao Alto.

Dar Alma à Vida é orar e rezar não é pedir, mas respirar com “Alma de Vida” como o corpo que se lava quando está sujo, ou o coração se encontra impuro para que com beleza se participe no banquete cesleste.

Cf. – Liturgia 33º Domingo do tempo comum e Gandhi

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Acordo ortográfico: ‘Abrir mão’ ao descalabro ou do descalabro?


Página 3

Opinião

25 de Junho de 2014


O “acordo” não serve para unificar, nem para simplificar; nem sequer ser­ve para os fins políticos internacionais que Antônio Sartini e outros como ele pretendem.

Em entrevista publicada na sexta-feira, dia 13 de Junho, no jornal Público, o director do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, Antônio Sartini, declarou:

“Acho portanto muito justo que esta língua [portuguesa] se torne oficial nos orga­nismos internacionais. É lógico que esse processo sempre gera descontentamen­tos [devido ao acordo ortográfico]. Mas para que ela seja oficial é preciso que seja coesa, pelo menos na sua forma culta, normativa. Ela não se tornou oficial até hoje porque há uma forma de escrever no Brasil, outra em Portugal... Para chegarmos a uma forma única, alguém tem de abrir mão de alguma coisa - e isso deixa as pessoas desconfortáveis”.

Em virtude destas declarações, graves pelas responsabilidades lingüísticas e pedagógicas de quem as proferiu, vimos chamar a atenção para os seguintes factos objectivos:

1.     A língua inglesa possui mais do que uma forma de escrever, com diferenças sensíveis entre cada uma (por exemplo, entre a norma adoptada nos EUA e a adoptada no Reino Unido), e isso não a impede de ser a língua mais divulgada no mundo, língua oficial de quase todos os organismos internacionais.

2.      O “acordo ortográfico” que Antônio Sartini refere na entrevista, como está cientificamente comprovado, leva ao AUMENTO das divergências entre as orto­grafias de Brasil e Portugal. Antes do "acordo", escrevia-se recepção e detectar nos dois países. Depois do “acordo", nasceram novas palavras em Portugal, rece- ção e detetar, criando uma divergência ortográfica onde existia convergência. Isto sucede em centenas de casos. Logo, o dito “acordo” não somente não contribui em nada para “chegarmos a uma forma única”, como possui exactamente o efeito oposto.

3.     Os organismos internacionais, ao contrário do que sugere Antônio Sartini, não ficam a ganhar rigorosamente nada com o “acordo". Este não supera, nem sequer reduz, as divergências ortográficas antigas entre as variantes brasileira e portu­guesa. Basta pensar na ONU e na OMS, por exemplo. Com ou sem este “acordo", continuará a ter de decidir-se entre República Checa (pt)/ República Tcheca (br), Islão (pt) / Islã (br), Madrid (pt)/ Madri (br), Moscovo (pt)/ Moscou (br), SIDA (pt)/ AIDS (br), etc. Qual a versão a escolher? Não há “forma única" possível na orto­grafia da língua portuguesa. O “acordo”, precisamente onde o director do Museu da Língua Portuguesa Sartini afirma ser mais necessário, continua a ser um des­acordo.

4.     As pessoas que se sentem “desconfortáveis” com o mesmo “acordo ortográ­fico” não se sentem assim por terem de “abrir mão de alguma coisa”. É a verifica­ção das falhas descomunais na sustentação lingüística deste "acordo ortográfico”, bem como a verificação dos efeitos desastrosos que o “acordo" está a provocar no ensino-aprendizagem, que tem levado à recusa deste por grande parte dos sectores mais ilustrados de Portugal e Brasil. O “acordo” tem criado as maiores confusões em crianças e adultos, tem levado a situações de perda absoluta de referenciais históricos, prosódicos e etimológicos da Língua, e nem sequer conse­guiu criar correctores ortográficos para computador que sejam coerentes com ele e entre si. Maior desacordo do que aquele obtido com este “acordo” é difícil, senão impossível, de imaginar.

Noutro ponto da entrevista, Antônio Sartini afirma que “essa reforma [ortográfica] vai oficializar alguma coisa que na prática já vinha existindo. Interessa-nos muito mais essa evolução natural, essa prática do que a cristalização trazida por uma reforma ou um acordo”. Na verdade, o actual “acordo ortográfico” não reflecte qualquer evolução natural da língua. Ele foi antes orquestrado por um número muito reduzido de pessoas, em circunstâncias verdadeiramente penosas, para não dizer fraudulentas. Para informações sobre o processo levado a cabo no Bra­sil, recomendamos a audição da entrevista ao Prof. Sérgio de Carvalho Pachá, ex-lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras e testemunha do processo, cuja ligação segue aqui: http://www.youtube.com/watch7v~_wlluG3yRs

O “acordo" não serve para unificar, nem para simplificar; nem sequer serve para os fins políticos internacionais que Antônio Sartini e outros como ele pretendem. Pelo contrário: acaba por ser prejudicial em todos esses aspectos. A conclusão só pode ser que o dito “acordo ortográfico" é um péssimo serviço criado aos países e às pessoas que falam e escrevem a língua portuguesa.

Antônio de Macedo, Cristina Pimentel, Helena Buescu, Hélio J. S. Alves João Barrento, José Luís Porfírio, José Pedro Serra, Maria do Carmo Vieira Maria Filomena Molder, Paula Ferreira, Pedro da Silva Coelho, Rui Miguel

Duarte, Teolinda Teolinda
 
 
 
P.S. ACORDO DO DESACORDO, na minha opinião, não está bem.

domingo, 16 de novembro de 2014

Um padre pode romper o sigilo da confissão para salvar uma vida?


Um padre pode romper o sigilo da confissão para salvar uma vida?

Entrevista com o cardeal Mauro Piacenza, penitenciário maior do Vaticano

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Ary Waldir Ramos Díaz (27)

 

Cerca de 200 confessores participaram de um congresso realizado nos dias 12 e 13 de novembro de 2014 no Vaticano, organizado pela Penitenciaria Apostólica, sobre o sigilo da confissão e a privacidade pastoral. Nesta ocasião, a Aleteia entrevistou o cardeal Mauro Piacenza, penitenciário maior do Vaticano.

O cardeal Piacenza confirma que estes temas são atuais em uma sociedade midiática e diante da necessidade de proteger a privacidade das pessoas que se aproximam da Igreja – a privacidade como “gesto delicado para proteger as almas” diante da moda de saber tudo sobre todos via online.

A privacidade como valor

Neste contexto, o prelado adverte sobre uma “excessiva exposição midiática” que ameaça as pessoas e seus valores, e afirma que na Igreja “a privacidade é importante”.

“A pessoa deve ter um âmbito ou um lugar onde possa ser ela mesma, e não o que se espera que ela seja.” Por isso, “são grandes os efeitos que queremos proteger com a privacidade e a confidencialidade, para preservar a fama, a reputação e os direitos do indivíduo e dos grupos”, constata.

A tarefa fundamental do sacerdote é defender e preservar a intimidade da pessoa como espaço vital para proteger sua personalidade, além dos seus sentimentos”, explica.

E indica que, no caso específico do pároco, por exemplo, “ele presta um serviço de assistência material e espiritual” e é obrigado a defender a intimidade das pessoas que visitam a paróquia ou igreja.

Neste sentido, o cardeal destaca que “a finalidade do sigilo, tanto sacramental como extrassacramental, é defender a intimidade da pessoa, proteger a presença de Deus dentro de cada um”.

E cita Santo Agostinho para defender o alto valor da intimidade: “Deus é superior summo meo et interior intimo meo (Deus está acima do mais alto que há em mim) e está no mais profundo da minha intimidade”.

E adverte que, para a Igreja, quem viola a intimidade da pessoa comete um ato de injustiça que, além de tudo, contradiz a religiosidade. Neste sentido, confirma que o congresso dos padres confessores responde a esta necessidade de diálogo com o mundo atual.

O sigilo da confissão

- Existem exceções ao sigilo da confissão?

Não. O sigilo é absoluto e inviolável. Eu sou obrigado a manter a confidencialidade sobre tudo o que me for dito. O penitente não fala ao sacerdote como um homem, mas fala a Deus. O confessor nem sequer sabe o que sentiu, porque, como homem, não sabe o que ouviu.

O que se diz na confissão está dirigido ao Bom Pastor. Segundo a doutrina clássica, o confessor é proibido de cultivar lembranças disso. Se, em algum momento, lhe vier uma lembrança, deve descartá-la, como faria com qualquer outro pensamento ilícito ou mau.

- No âmbito do Direito Canônico, quais são as consequências para o padre que violar o sigilo da confissão?

A excomunhão. Uma pena gravíssima. Significa trair o diálogo que a pessoa tem com Deus. Existe uma violação direta ou indireta. Neste último caso, é como se o sacerdote fizesse alusão, estando com outras pessoas, ao que alguém lhe disse em confissão.

- Já houve casos de padres que perderam a vida por manter o sigilo da confissão?

Nos regimes totalitários e com a cumplicidade de algumas legislações, alguns já quiseram violar à força o sigilo da confissão para obter informações sobre outras pessoas. Isso á aconteceu em vários regimes e, nesses casos, os padres foram verdadeiros mártires da fé.

Por exemplo, São João Nepomuceno sofreu o martírio antes de ceder às pressões do rei de Boêmia, que queria saber se a rainha o havia traído. São João era o confessor da rainha.

Portanto, a lei de um país não pode obrigar um sacerdote a violar o

sigilo da confissão.

Se a lei diz que o confessor deve denunciar uma pessoa que se confessou de um delito cometido, evidentemente o
padre não pode denunciar.
 
- A Suprema Corte de Louisiana (EUA) ordenou, em julho de 2014, que um padre testemunhasse, rompendo o sigilo da confissão. Diante de tal pedido, a diocese de Baton Rouge afirmou que isso é inconstitucional e ataca a doutrina da Igreja. O que o senhor achou deste caso?

Os deveres da própria missão não podem ser violados de forma alguma. Trata-se de um dever mais grave que o do
sigilo profissional. A diocese respondeu bem.
 
- Qual é a posição da Santa Sé quando o sigilo da confissão é ameaçado pelas leis de um Estado?

A Santa Sé tenta não interferir nas decisões dos países e em suas políticas – respeitando a liberdade, não o arbítrio das leis dos países, mas a liberdade verdadeira. A fé é um ato livre. A Igreja deve reivindicar a liberdade de culto, da evangelização, do sacramento e da
confissão. Se o Estado não respeitar isso, a Igreja se torna mártir.
 
- Um padre pode romper o sigilo da confissão para salvar a vida de outra pessoa condenada injustamente?

Não. A Igreja defende a vida até o final e sempre. Vive dentro de si estes valores. O confessor deve assumir o martírio dentro de si. Pode fazer todo o possível para salvar a vida da pessoa por meio da oração, da penitência, do testemunho. No entanto, jamais poderá contar quem foi o verdadeiro assassino. 

   
 
   
 
 
 





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Doze passos para ser um católico comprometido

Doze passos para ser um católico comprometido

Há uma crise católica em andamento e nós podemos superá-la


man alone in church Seniju-CC
Está acontecendo uma “crise católica”: um grande número de batizados católicos deixou a Igreja e a maioria dos que permanecem são "católicos casuais", que não conhecem a fé católica e não a praticam.

O descompromisso desses católicos com Jesus Cristo e com a Sua Igreja tem contribuído para a acelerada deterioração da cultura pós-moderna.

A longa lista de exemplos de decadência cultural é óbvia para quem está disposto a enxergar: o abate industrial de bebês em pleno útero, a auto-esterilização através do uso de contraceptivos, a epidemia da promiscuidade, da pornografia e da perversão sexual, a fuga do casamento, os níveis desenfreados de divórcio e de adultério, a não percepção da diferença entre o casamento naturalmente aberto à vida e a união entre parceiros do mesmo sexo, o vício em substâncias tóxicas de todo tipo, a confusão de gêneros, a sujeira e a grosseria na ordem do dia na mídia, a perda de conexão com a natureza, a fuga para a "realidade" virtual, a exploração do meio ambiente, o materialismo exacerbado, a perda da dignidade do trabalho, as discriminações raciais, a comercialização da gula e o sistema político e jurídico disfuncionais. E a lista ainda poderia se estender longamente.

A sociedade pós-moderna está doente.

No meio dessa decadência social, porém, ainda há pessoas que procuram o verdadeiro, o belo e o bom e que estão trabalhando para trazer a paz e a alegria de Cristo ao mundo: os católicos comprometidos.
Eles se dedicam ao Rei Todo-Poderoso, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e à Sua Santa Igreja, percebendo que este é o mais verdadeiro dos amores: amar a Deus com todo o próprio ser e ao próximo como a si mesmo.

Os católicos comprometidos perceberam as grandes bênçãos que fluem do compromisso com Cristo e com a Igreja. Os católicos comprometidos fizeram da santidade o seu objetivo e se propuseram a levar as suas famílias e o máximo possível de almas para o céu. Os católicos comprometidos perceberam que, por trás da decadência cultural, esconde-se Satanás, que é tão real quanto o pecado. Os católicos comprometidos não são perfeitos, mas levam a sério o chamado de Cristo à perfeição. É somente em Cristo, afinal, que os católicos comprometidos encontram a coragem para perseverar quando caem no pecado e se refortalecem continuamente para a batalha contra Satanás. Todo católico é chamado a se doar por inteiro a Jesus Cristo e à Sua Igreja católica.

E como tornar-se um católico comprometido?

Sugiro 12 passos para crescermos na fidelidade e na devoção a Jesus Cristo:

1. Todo católico deve ser capaz de apresentar pelo menos um argumento empolgante ao explicar aos outros (e a si mesmo) por que Jesus Cristo é o seu Rei. Se um católico não está convencido da grandeza de Cristo a ponto conseguir explicá-la, o seu crescimento na fé será atrofiado e ele não atrairá outros para Cristo.

2. Comprometer-se a ser um santo de Cristo Rei. Não há pessoas “bacanas” no céu: há santos. A maioria dos católicos não faz o compromisso firme de lutar pela santidade e fica presa à mediocridade. É preciso levantar o nível de exigência e não há nível mais alto que a santidade. As primeiras palavras de Cristo em sua vida pública foram "arrependei-vos!". Todo católico precisa se arrepender e mudar, pois o arrependimento inspira a grandeza e ao mesmo tempo leva a perceber a própria pobreza espiritual, que, por sua vez, faz reconhecer humildemente a necessidade da misericórdia de Deus e clamar por ela.

3. Recorrer ao sacramento da reconciliação pelo menos uma vez por mês. A Igreja ensina que devemos nos confessar ao menos uma vez por ano, mas qualquer pessoa sincera consigo mesma e com Cristo sabe que precisa do sacramento da reconciliação com muito mais frequência. Analise regularmente como você está cumprindo os 10 mandamentos: esta é 4. Orar durante pelo menos quinze minutos todos os dias. Um número muito pequeno de católicos reza quinze minutos por dia. Como vamos conhecer Jesus se nunca falamos com Ele? É impossível. Comprometa-se a conhecer Jesus Cristo conversando com Ele todos os dias. É nesta conversa pessoal que Cristo vai mostrar a você qual é a vontade dele.

5. Descubra a força da missa, fonte e ápice da fé católica e que, mesmo assim, a maioria dos católicos não frequenta. Eles não sabem o que de fato ocorre na missa: têm pouca compreensão deste sacramento devotamente transmitido durante dois mil anos e não percebem que, durante a missa, que eles são testemunhas do sacrifício cruento e real de Jesus Cristo na cruz. O católico que não participa ativamente da missa, por ignorância ou por tédio, não pode receber as graças que fluem da Eucaristia. Conheça mais sobre a missa, até conseguir explicar aos outros, com a reverência e a devoção merecidas, o que é o sacrifício de Cristo.

6. Participe sempre da missa dominical e de pelo menos mais uma missa durante a semana. É obrigação mínima de todo católico assistir à missa todos os domingos, mas a minoria vai à missa durante a semana também. Isto é uma falha catequética e um insulto escandaloso ao nosso Rei. Além de ir à missa todos os domingos, dê um passo adicional e encontre Jesus Eucaristia pelo menos mais uma vez durante a semana. E lembre-se: não receba a Eucaristia em pecado mortal. Confesse-se antes.

7. Reze o terço regularmente e leve um rosário sempre consigo. O rosário nos chama para mais perto de nossa Santa Mãe e do seu Filho Jesus. É um ato de lealdade e de fidelidade. Comprometer-se com o rosário é uma arma contra o ataque diário de Satanás, que odeia o terço e o teme. Mantenha o rosário acessível em todos os momentos para rezar, por exemplo, nos momentos de gratidão ou de estresse. O rosário faz parte do “uniforme” do católico comprometido!

8. Conheça o seu santo padroeiro e o anjo da guarda. Acreditamos na comunhão dos santos, mas muitos católicos não têm uma relação pessoal com um santo ou com o anjo da guarda. Os santos e anjos intercedem pelos homens e nos defendem do ataque diário de Satanás. Não vá para a batalha diária desacompanhado de um santo de sua devoção e do seu anjo da guarda!

9. Leia as Sagradas Escrituras durante quinze minutos por dia. Toda ela gira em torno de Jesus Cristo, o Messias. Quando lemos a Sagrada Escritura, Jesus está conosco, não em sentido figurado, mas de forma real e atual. O próprio Jesus veio à terra para falar a todos os homens de todos os tempos. Um católico não pode conhecer Jesus Cristo sem contemplar a Palavra dele.

10. Seja sacerdote, profeta e rei na sua casa. Diante de uma cultura laicista que ataca a família, os católicos precisam reafirmar os seus papéis legítimos como “sacerdotes”, “profetas” e “reis” em família. Não estamos falando de ser tiranos chauvinistas, mas verdadeiros santos de Cristo, servindo à família com sacrifício humilde e dando exemplo corajoso do compromisso de conduzi-la para o céu. Seja sacerdote levando a sua família à oração. Seja profeta ensinando a verdade de Cristo e da Sua Igreja. Seja rei defendendo a sua família das perversões da cultura atual, corrigindo-a quando cai no erro e levando-a para a Eucaristia e para a reconciliação.

11. Crie fraternidade com outros católicos da sua paróquia. Em Atos 2,43, os apóstolos, desde os primeiros dias da Igreja, davam a "fórmula" para a fraternidade católica: perseverar na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações. Para crescer na fé, um católico deve construir a fraternidade com outros fiéis católicos que possam desafiá-lo e ajudá-lo a crescer em santidade. Há uma epidemia de solidão nos homens modernos, mesmo nos que participam da missa regularmente. Faça o compromisso de construir a fraternidade com outros católicos. Reúna-se com eles em grupos, grandes e pequenos, para orar, aprender, ensinar e servir aos pobres. Seja um catalisador, um líder, trabalhando em harmonia com o seu pároco. Foi Cristo que nos pediu: "Ide e fazei discípulos".

12. Comprometa-se com o dízimo. A doação de uma pequena parte dos seus ganhos à Igreja é um indicador da força prática da sua lealdade a Jesus Cristo. Muitos católicos dão pouquíssimo ou nada para a Igreja, tanto em termos absolutos quanto em comparação com os fiéis de outras igrejas cristãs.

Ser firmemente comprometido é o maior desafio a que um católico pode aspirar. O compromisso pode parecer assustador, mas não desista: seja um católico comprometido! Faça a resolução, aqui e agora, e lute para cumpri-la. Como em todas as coisas, comece com uma oração: ore para que Jesus lhe envie o Espírito Santo e o ajude a se tornar um católico realmente comprometido. Ore de todo o coração e dê o melhor de si. Nosso Rei prometeu responder àqueles que persistem na oração! E Jesus Cristo nunca vai abandonar um católico comprometido com Ele.
 
uma ótima forma de exame de consciência para preparar a confissão mensal. Determine um dia concreto a cada mês para se confessar, mas procure a confissão imediatamente se cair em pecado mortal. A reconciliação frequente nos transforma.
 

DAR ALMA À VIDA XXII




 
Para ser cristão comprometido tenho de dar Alma à Vida nos seguintes pontos:
 
Dar alma à vida é falar de Jesus com Alma e Vida. É mostrar que ao nível da biologia, nasceu sem a concepção normal; é dizer que, na química, Ele converteu a água em vinho; e desmentiu a física sobre a lei da gravidade, quando andou sobre as águas e subiu aos céus.
Dar Alma à Vida é falar que, em economia, Jesus refutou a lei da matemática ao alimentar 5000 pessoas com somente cinco pães e dois peixes; e ainda fazer sobrar 12 cestos cheios;
Uma Vida com Alma, é uma vida com saúde de matéria e espírito e, na medicina, curou os enfermos e os cegos sem administrar nenhuma dose de medicamento;
É convencer que a história é contada antes Cristo e depois Cristo, Ele é o PRINCÍPIO e o FIM; e Ele foi chamado Maravilhoso, Conselheiro, o Príncipe da Paz, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores;
Dar alma à vida é afirmar que na religião, disse que ninguém vem ao Pai senão por Ele porque é o único caminho; mas, e então… Quem é Ele? Ora quem devia ser… é Jesus.
DAR Alma à Vida é viver com Jesus como o maior homem da história!!!
Dar Alma à Vida é fazer que a Vida não seja de cadeira do poder, mas de servir, pois Ele não tinha servos, e no entanto O chamavam de Senhor e também não tinha nenhum grau de estudo, e no entanto O chamavam de Mestre. Mostrar que Jesus não tinha medicamentos, mas era chamado de médico e não tinha exército, mas reis O temiam…
Dar Alma à Vida não é ganhar batalhas militares, mas conquistar o mundo!
Dar Alma à Vida é saber perdê-la porque Ele não cometeu nenhum delito, e, no entanto, foi crucificado e enterrado num túmulo, e no entanto, Ele vive!!! É esta razão do viver dando Alma e Vida e sentir-se honrado em servir a este líder que nos Ama!
Dar Alma à Vida é CRER e passar a mensagem. Não páre de dar testemunho e Viva mais uma vez com Alma por fazer o bem ao próximo.
Descubra que, ainda que não O procure, Ele vem virá ter contigo!!!...Nada te faltará…
Eu, n’Ele, ponho toda a confiança . P:C:
3 h · 
 

sábado, 15 de novembro de 2014

Jesus despertata-nos do sono da mo rte


Jesus despertata-nos do sono da mo rte

(...) A tradição da Igreja sempre exortou os fiéis a rezarem pelos defuntos, em particular, oferecendo a Celebração Eucarística por eles: esta é a melhor ajuda espiritual que podemos dar às almas, especialmente às mais abandonadas. O fundamento da oração de sufrágio está na comunhão do Corpo Místico. Como reitera o Vaticano, “a Igreja peregrina sobre a terra, bem ciente desta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, desde os primeiros tempos da religião cristã, tem honrado com grande piedade a memória dos mortos” (L. G. 50).

A memória dos defuntos, o cuidado pelas sepulturas e os sufrágios são o testemunho de uma confiante esperança, enraizada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que tem sua raiz e sua realização em Deus. Dirijamos a Deus esta oração:Deus de infinita misericórdia, confiamos à tua imensa bondade aqueles que deixaram este mundo para a eternidade, onde Tu aguardas toda a humanidade redimida pelo sangue precioso de Cristo Teu Filho, morto para nos libertar dos nossos pecados.

Não olhes, Senhor, para as tantas pobrezas e misérias e fraquezas humanas quando nos apresentarmos diante do Teu tribunal, para sermos julgados, para a felicidade ou a condenação.

Dirige para nós o teu olhar misericordioso que nasce da ternura do teu coração, e ajuda-nos a

caminhar na estrada e uma completa purificação. Não se perca nenhum dos teus filhos no fogo eterno do inferno onde já não poderá haver arrependimento.

Te confiamos, Senhor, as almas dos nossos entes queridos, das pessoas que morreram sem o conforto sacramental, ou não tiveram ocasião de se arrepender nem mesmo no fim da sua vida. Que nenhum tenha receio de te encontrar depois da peregrinação terrena, na esperança de sermos recebidos nos braços da tua infinita misericórdia.

Que a irmã morte corporal nos encontre vigilantes na oração e carregados de todo o bem realizado ao longo da nossa breve ou longa existência. Senhor, nada nos afaste de Ti nesta terra, mas tudo e todos nos apoiem no ardente desejo de repousar serena e eternamente em Ti. Amem”.

Com esta fé no destino supremo do homem, nos dirigimos a Virgem Maria, que padeceu sob a cruz o drama da morte de Cristo e, depois, participou na alegria da sua ressurreição.

Nos ajude, Porta do Céu, a compreender sempre mais o valor da oração de sufrágio pelos defuntos. Eles estão conosco! Nos sustente em nossa peregrinação cotidiana aqui na terra e nos ajude a nunca perder de vista o objetivo final da vida, que é o Paraíso. E nós, com esta esperança que nunca decepciona, vamos em frente!

Papa Francisco, 2/11/2014