quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cinco perigos mortais da cultura de hoje

Cinco perigos mortais da cultura de hoje

A história julgará severamente a nossa civilização


WEB-Plastic-People-Dehumanize-Joanidea-Sodret-CC Joanidea Sodret CC
Eu acredito sinceramente que os católicos podem e devem abraçar o que existe de bom na cultura atual e servir-se dela de maneira construtiva para agir no mundo a fim de produzir nele um impacto positivo.

Mas a necessidade de "servir-se dela de maneira construtiva" não poderia ser mais urgente, assim como as consequências da falta de ação positiva no mundo atual não poderiam ser mais terríveis. Vários traços da nossa moderna sociedade ocidental serão julgados com severidade pela história, e, com visão imparcial, podemos identificá-los desde já. Cito cinco deles.

1. O abandono da família por parte dos homens

A família foi a maior invenção da história para trazer a paz, a estabilidade e a prosperidade aos seres humanos. Antes do surgimento do cristianismo, o modelo de pai e mãe fiéis um ao outro e aos filhos estava muito longe de ser o padrão. Foi o cristianismo que definiu o mais elevado conceito de família, e foi o conceito de família que nos permitiu garantir os direitos das crianças e das mulheres, além de embasar uma unidade estável e amorosa na qual a civilização pudesse desenvolver-se e florescer.

O desprezo pelo modelo de família tradicional é um fator de crucial importância no aumento da pobreza. As famílias tendem a ficar presas num círculo vicioso em que os homens abandonam suas responsabilidades e, agindo assim, “convencem” a próxima geração a seguir os mesmos passos. Quando os homens abandonam suas famílias, os filhos acabam recebendo menos educação e ficando mais expostos ao crime e à violência.

Será que a história vai nos marcar como a cultura que conseguiu extinguir a instituição da família?

2. O extermínio dos mais frágeis

"Toda sociedade será julgada com base no seu modo de tratar os membros mais fracos", declarou o papa João Paulo II, numa afirmação absolutamente certa. Ficamos horrorizados com os pecados das sociedades do passado: torturas, punições assustadoras e perseguições raciais. As culturas do passado eram muito mais brutais do que a nossa, desde que não levemos em conta o aborto.

E por quê? Os historiadores do futuro ficarão horrorizados ao documentar que a mesma civilização que conseguiu tantos avanços na compreensão e no tratamento da vida humana ainda no útero também matava um milhão de crianças não nascidas por ano.

Graças aos esforços incansáveis de católicos e de outros cristãos, temos trabalhado com perseverança para superar esta mancha em nossa evolução, mas ainda não conseguimos eliminá-la.

3. A epidemia de suicídios

Os índices de suicídio têm aumentado ao longo do século XXI. Hoje, o gesto de acabar com a própria vida é a terceira principal causa de morte de jovens nos Estados Unidos. Em 2012, ainda nos EUA, o suicídio ultrapassou os acidentes de carro como a principal causa de morte por lesão e se tornou também a principal causa de morte entre os militares da ativa.

Há muitas teorias sobre o porquê deste fenômeno. Uma delas aponta para o crescente isolamento social: é cada vez menos comum as pessoas terem um confidente ou um grupo regular de amigos ou vizinhos com quem possam contar. E a solidão leva ao desespero.

As palavras de São Pedro têm sido, há muito tempo, uma espécie de declaração de missão da apologética cristã: "Sabei dar razão da esperança que habita em vós". O mundo está precisando dessas razões mais do que nunca.

4. A sexualização infantil

Quanto mais as crianças usam as mídias modernas, mais elas são convencidas de que a sexualidade é a coisa mais importante que existe. As meninas, em especial, recebem esta mensagem desde muito jovens, através de peças de vestuário, bonecas e programas de televisão carregados de sensualidade, sem falar no conteúdo online disponível 24 horas por dia.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Imaculada Conceição: Disponibilidade de Maria desafia sociedade a «desinstalar-se», diz bispo

Imaculada Conceição: Disponibilidade de Maria desafia sociedade a «desinstalar-se», diz bispo

Agência Ecclesia
 
DR - D. Virgílio Antunes
DR - D. Virgílio Antunes

D. Virgílio Antunes criticou «passividade» diante das «situações gritantes de infelicidade e de injustiça»

Coimbra, 09 dez 2014 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra considera a celebração da Imaculada Conceição de Nossa Senhora um “dogma” que deve “provocar a fé e a razão” e por outro lado, “a vida e o modo de estar nela”.
Durante a missa dedicada àquela festa litúrgica, esta segunda-feira na capela da Universidade de Coimbra, D. Virgílio Antunes frisou que é preciso “ir mais longe na missão de transformar a sociedade”, marcada por “situações gritantes de infelicidade e de injustiça”.
Dificuldades que poderão ser superadas em conjunto, se as pessoas conseguirem “desinstalar-se das suas comodidades interiores e existenciais, das suas passividades ao nível familiar, social, laboral e humano”.
“Esta solenidade diz-nos que é possível renovar e transformar a sociedade que somos, se estivermos disponíveis para mudar de metodologia e de atitude, inspirados no lema de Maria: Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, complementou.
Perante a comunidade estudantil de Coimbra, que tem a Imaculada Conceição como padroeira, o bispo de Coimbra frisou também a importância de continuar a indagar, na sociedade atual, “o lugar de Deus no conhecimento, na fé e na vida da humanidade”.
“Se há questões que é difícil anular, a fé em Deus é uma delas, e nós todos os anos temos a graça de a formular de muitas maneiras, incluindo nesta celebração”, salientou o prelado.
Para D. Virgílio Antunes, a escolha da Imaculada Conceição como patrona da universidade conimbricense é mais do que adequada, já que trata-se de “um dos dogmas que mais desafiam a inteligência, a razão e a fé”.
Neste prisma, alunos e investigadores devem sentir-se desafiados a “nunca desistir de procurar o conhecimento da verdade, numa perspetiva de abertura total a percorrer os caminhos para a encontrar”.
“A Humanidade tem sempre a possibilidade de se renovar e transformar, desde que se abra à verdade e não se canse de procurar ser livre diante de todas as propostas de escravidão que a cercam e que a prendem”, concluiu.
JCP

Por que precisamos fazer jejum antes da missa?



Religião

Por que precisamos fazer jejum antes da missa?

Os especialistas respondem à dúvida de um leitor


 
Woman receives Eucharist © Alessia GIULIANI / CPP / CIRIC
Pergunta:

Por que precisamos fazer jejum antes da missa? Esta obrigação continua sendo válida? E quanto tempo precisamos ficar sem comer?

Resposta do Pe. Antonio Rizzoli:

Santo Agostinho escreveu: "Quando os apóstolos receberam a Eucaristia pela primeira vez, não a receberam em jejum. No entanto, isso não é motivo para acusar a Igreja, na qual a Eucaristia é recebida sempre e somente por quem está em jejum. O Espírito Santo se compraz quando, por reverência diante de tão grande sacramento, a boca do cristão recebe o Corpo do Senhor antes de qualquer outro alimento".

Está claro qual é o motivo do jejum: o respeito pelo Corpo do Senhor. Trata-se de preparar-se para este encontro com Jesus, não só do ponto de vista espiritual, mas também material.

É toda a pessoa que se prepara para entrar em comunhão com o Senhor, para deixar-se transformar por Ele. Não se trata, portanto, de observar uma norma, mas de perceber este grande dom que vamos receber. Por isso, é bom dispor-se para viver a missa com a oração e o recolhimento.

Antigamente, o jejum antes da comunhão compreendia qualquer alimento e bebida, até que Pio XII, em 1953, permitiu, além dos remédios, também a água. Com relação à duração do jejum, na época de São Tomás de Aquino, ele começava à meia-noite anterior. Pio XII, em 1953, reduziu o jejum a três horas antes, e Paulo VI, em 1965, a uma hora.

Hoje, o Código de Direito Canônico prescreve abster-se, "pelo espaço de pelo menos uma hora antes da sagrada comunhão, de qualquer alimento ou comida, com exceção somente da água e dos medicamentos".

Os idosos, doentes e pessoas que cuidam deles podem receber a Eucaristia mesmo quando tiverem comido na hora anterior à comunhão.

O presépio

> O presépio mereceu atenção de Fra Angélico, Ghirlandajo, Jerónimo
> Bosch, Van de Goês, Leonardo da Vinci, Durer e outros notáveis artistas.
> Merecem referência os famosos presépios do nosso Machado de Castro,
> Alexandre Guisti, e António Ferreira, bem como todos os barristas,
> inclusivé os de Barcelos, abundantemente coloridos, onde não faltam os
> carros de bois e pastores, dando lugar ao imaginário dos artesãos.
> Todas as igrejas do Alto Minho armam o presépio na igreja paroquial,
> contribuindo para o encanto das crianças e dos adultos. As imagens do
> Menino Jesus para sair no andor, transportado pelas crianças, aquando
> as procissões festivas, são uma constante em todas as paróquias.
> Nas terras minhotas existem diversas manifestações artísticas
> referentes ao mistério do Verbo Encarnado.
> Assim, são de referir o fresco representando os três Reis Magos
> (Século XIII/XIV) na igreja paroquial de Chaviães, Melgaço, e a
> Sagrada Família em marfim, na aldeia de Luzio, concelho de Monção.
> No concelho de Viana do Viana do Castelo, os presépios de Machado de
> Castro em S. Lourenço da Montaria, a Senhora do Ó ou Senhora da
> Expectação no Mosteiro de Carvoeiro, a Senhora do Parto na freguesia
> de Nogueira e a Senhora do Leite em Vila do Punhe são outros
> testemunhos.
> Segundo Bernardo Távora, a cidade de Malines (Bélgica), a muitos
> títulos ilustre do Bravante medievo e renascentista, foi com Antuérpia
> e Bruxelas um importantíssimo centro de artesanato artístico de
> imaginária sacra, destinado ao Ducado da Borgonha, aos países
> limítrofes e à exportação.
> As oficinas de santeiros não só reproduziram os célebres retábulos
> esculpidos, como sobretudo séries inumeráveis de pequenas estatuetas
> de madeira policromada e dourada, destinadas ao culto doméstico e
> conventual da Flandres e estrangeiro.
> Os retábulos e as imagens diversas não eram comercializados sem a
> vistoria prévia dos representantes das corporações de escultores e
> pintores que, com as suas marcas e punções, abonavam a qualidade do
> material e a perfeição artística das obras.
> Foi, de modo especial, após o casamento de Isabel de Portugal com
> Filipe-o-Bom, em 1430, que comerciantes portugueses se estabeleceram
> em Antuérpia. Portugal vivia no século XVI dependente das importações
> da Flandres desde o produto mais comezinho e essencial, à mais rica ou
> requintada obra de arte, procurando copiar a arte da Borgonha.
> A Casa Real, os nobres, conventos e igrejas encomendavam lá as mais
> famosas obras de arte. Por cá, andaram também iluminadores, músicos,
> entalhadores, escultores e imaginários, deixando obras notáveis,
> Deve-se ao inventário realizado por Willy Godenne o conhecimento de
> vários exemplares denominados como “Imagens de Malines”.
> Entre as imagens sacras propriamente ditas, que Godenne refere,
> destaca-se a de Nossa Senhora com o Menino no regaço, seguindo-se a
> conhecida representação, dita de Sant’ Ana Tríplice, tendo ao colo
> Nossa Senhora e o Menino de Jesus.
> Alude-se, no referido Inventário, ao grande número de imagens do
> Menino Jesus colectados pelo brica-braque no Vale do Lima. Teriam
> provido de numerosas capelas e solares existentes, importadas através
> do porto de Viana do Castelo, de grande importância na época e que
> fazem parte de uma coleção do Museu de Arte Antiga, de Lisboa.
> “Nos Meninos Jesus, vincam-se as proporções cunhadas e rebaixadas: são
> iguais a altura da raiz do pescoço ao púbis e deste aos pés. As
> anatomias rechonchudas; o ventre proeminente; as coxas exageradamente
> roliças, femininas. As nádegas, pelo contrário, minúsculas e
> apertadas, parecem contraídas...” – assim descreve Willy Godenne.
> O cabelo, encaracolado, projecta-se em torno da cabeça, numa orla salientada.
> As referidas imagens de Malines são de uma beleza impressionante. No
> antigo Mosteiro Beneditino de Sant’ Ana, hoje Congregação da Caridade,
> na cidade de Viana do Castelo, podemos contemplar, com olhares
> artísticos e místicos, um Menino Jesus, uma Sant’ Ana Tríplice e uma
> imagem de Nossa Senhora com o Menino no regaço, esculpidas segundo os
> cânones de Malines.
> Por certo, recordaremos de Gil Vicente:
>
> Belém, vila de Amor,
> Da Rosa nasceu a Flor:
> Virgem Sagrada.
> Em Belém, vila de Amor,
> Nasceu a Rosa do Rosal:
> Da Rosa nasceu a Flor,
> Para Nosso Salvador:
> Virgem Sagrada.
> Nasceu a Rosa do Rosal,
> Deus e Homem Natural;
> Virgem Sagrada.
>
>
>
> José Rodrigues Lima

RELATÓRIO “ Portugal-Saúde Mental em Números 2014”


 
 

RELATÓRIO “ Portugal-Saúde Mental em Números 2014”
 

O relatório "Portugal - Saúde Mental em Números 2014", que se baseia no 1º Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental divulgado em 2013, afirma que um em cada cinco portugueses sofre de perturbações psiquiátricas.

Segundo os dados conhecidos, Portugal apresenta dos valores mais altos de prevalência de perturbações psiquiátricas comparativamente a outros países ocidentais (22,9%), apenas inferiores aos da Irlanda do Norte (23,1%) e dos EUA (26,4%).

Depois das doenças cérebro-cardiovasculares (13,74% da carga global de doença), e com menos peso do que as doenças oncológicas (10,38%), as perturbações do foro psiquiátrico (11,75%) são as que mais contribuem para a perda de anos de vida saudável, destacando-se as perturbações de ansiedade (16,5%) e as depressões (7,9%), de acordo com os dados mais recentes disponíveis relativos a 2010.

Apesar da existência de um grande número de mortes por "causa indeterminada", o relatório aponta para um aumento da taxa de mortalidade por suicídio em 2012, último ano com dados disponíveis, sendo que os valores que mais se destacam se localizam na faixa etária superior aos 65 anos, com uma média de 21,1 casos por cada 100 mil habitantes.  

O relatório apresenta Portugal como um dos países europeus com maior consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos.

Nos últimos cinco anos, aumentou o número de vítimas mortais com substâncias psicotrópicas no organismo em acidentes de viação, nomeadamente álcool e drogas. Esta combinação de substâncias é a mais frequente nestas vítimas mortais e representa 53,8%. Das 26 vítimas mortais de acidentes de viação detetadas com substâncias psicotrópicas no organismo em 2013, 11,5% tinham canabinoides, 26,9% opiáceos, 3,8% cocaína e metabolitos e 3,8% várias drogas.

No ano anterior, das 154 mortes por suspeita de suicídio, 23 revelaram conter etanol no organismo, quatro canabinoides, quatro opiáceos e três cocaínas. Nesse mesmo ano, 2.288 mortes tiveram como causas doenças atribuíveis ao álcool e 93 perturbações mentais e comportamentais derivadas do uso de álcool.

 A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta para o facto de que, em todo o país, apenas existirem 24 camas para internamento psiquiátrico para crianças e jovens, 10 na zona norte e 14 para a zona de Lisboa. Esta situação faz com que, em muitos dos casos, os doentes tenham que ser internados noutras estruturas não especializadas.

A DGS afirma, no relatório divulgado, que, em Portugal, os modelos de financiamento e composição colocam as equipas comunitárias de saúde mental em Portugal continuam num patamar de desenvolvimento inferior aos restantes países da Europa Ocidental, declarando que "enquanto este aspeto não se modificar, a intervenção psicofarmacológica tenderá a continuar a ser a resposta predominante, mesmo nas situações em que não está particularmente indicada".

O relatório alerta ainda para a necessidade de reforçar e descentralizar as equipas médicas especialistas, tanto para adultos como para crianças e adolescentes.

sábado, 6 de dezembro de 2014

HOMENAGEM AO Dr. ROMEU DE SOUSA

HOMENAGEM AO Dr. ROMEU DE SOUSA
Faz hoje cinco anos que o Dr. Romeu de Sousa nos deixou. Um grupo de amigos quis prestar-lhe uma homenagem singela numa romagem ao túmulo onde repousam os seus restos mortais, com a deposição de uma coroa de cravos vermelhos, no cemitério de Vila Praia de Âncora, sua terra natal.

HOMENAGEM AO  Dr. ROMEU DE SOUSA
 
Faz hoje cinco anos que o Dr. Romeu de Sousa nos deixou. Um grupo de amigos quis prestar-lhe uma homenagem singela numa romagem ao túmulo onde repousam os seus restos mortais, com a deposição de uma coroa de cravos vermelhos, no cemitério de Vila Praia de Âncora, sua terra natal.
Tive o privilégio de o ter como vizinho durante 25 anos. A nossa convivência era pouca, resumia-se ao cumprimento diário, exceto quando algo de anormal se passava num ou noutro lar, geralmente problemas de saúde, como aconteceu quando eu tive um acidente e, noutra altura, quando ele teve o problema do aneurisma.
Admtrava-o na frontalidade como abordava os temas, especialmente os de cariz social, que tratava com um grau de humanidade que surpreendia os que o julgavam um durão, pela forma enérgica como defendia as causas nobres.
Profissionalmente, consultei-o algumas vezes para tratar assuntos meus, de minha mãe e do meu filho. Em qualquer das circunstâncias jamais me cobrou um tostão, o que me deixava sem jeito, não sabendo como agradecer-lhe.
Nos momentos difíceis ele esteve presente, são assim os verdadeiros amigos. Apesar de ter ouvido dizer que ele tinha um feitio impulsivo, nunca notei no trato que mantive com ele, apercebi-me que era uma pessoa sensível na relação que dedicava aos meus filhos e na forma como tratava a esposa e os próprios filhos. Admirava-o na frontalidade como abordava os temas, especialmente os de cariz social, que tratava com um grau de humanidade que surpreendia os que o julgavam um durão, pela forma enérgica como defendia as causas nobres.
Foi o melhor vizinho que já tive. Jamais tivemos uma divergência no trato contíguo de vizinhança. Era compreensivo e tolerante com as tropelias dos meus filhos, quando, em pequenos, atiravam a bola e outros objetos para o seu quintal. Entre as nossas famílias existia um relacionamento cordial e sincero que perdura, apesar do afastamento motivado pela venda da casa após a sua morte.
Hoje, no cemitério, pareceu-me ouvir a voz, forte, dele, quando chegava a casa: «Ó Edite! Edite!...» E ia direito à cozinha, ter com a amada esposa. Eram um casal muito unido e muito cúmplice. Que me perdoe a D. Edite, mas, de minha casa, não pude evitar de presenciar, por casualidade o amor que dedicavam um ao outro. Aliás, notava-se na vivência quotidiana esse carinho e afeição que compartilhavam em cada ato, em cada frase, em cada olhar.
Vizinhos desta estirpe só se encontram uma vez na vida. Devemos estimá-los como irmãos, dedicando-lhes uma atenção e respeito mútuo, de forma que a convivência se transforme num hino de paz e amizade entre seres que habitam espaços contíguos.
Foi este o nosso relacionamento durante 25 anos. Paz à sua alma!
                                       24/11/2014 , Manuel de Oliveira Martins, in Aurora do Lima
 
Tive o privilégio de o ter como vizinho durante 25 anos. A nossa convivência era pouca, resumia-se ao cumprimento diário, exceto quando algo de anormal se passava num ou noutro lar, geralmente problemas de saúde, como aconteceu quando eu tive um acidente e, noutra altura, quando ele teve o problema do aneurisma.
Admtrava-o na frontalidade como abordava os temas, especialmente os de cariz social, que tratava com um grau de humanidade que surpreendia os que o julgavam um durão, pela forma enérgica como defendia as causas nobres.
Profissionalmente, consultei-o algumas vezes para tratar assuntos meus, de minha mãe e do meu filho. Em qualquer das circunstâncias jamais me cobrou um tostão, o que me deixava sem jeito, não sabendo como agradecer-lhe.
Nos momentos difíceis ele esteve presente, são assim os verdadeiros amigos. Apesar de ter ouvido dizer que ele tinha um feitio impulsivo, nunca notei no trato que mantive com ele, apercebi-me que era uma pessoa sensível na relação que dedicava aos meus filhos e na forma como tratava a esposa e os próprios filhos. Admirava-o na frontalidade como abordava os temas, especialmente os de cariz social, que tratava com um grau de humanidade que surpreendia os que o julgavam um durão, pela forma enérgica como defendia as causas nobres.
Foi o melhor vizinho que já tive. Jamais tivemos uma divergência no trato contíguo de vizinhança. Era compreensivo e tolerante com as tropelias dos meus filhos, quando, em pequenos, atiravam a bola e outros objetos para o seu quintal. Entre as nossas famílias existia um relacionamento cordial e sincero que perdura, apesar do afastamento motivado pela venda da casa após a sua morte.
Hoje, no cemitério, pareceu-me ouvir a voz, forte, dele, quando chegava a casa: «Ó Edite! Edite!...» E ia direito à cozinha, ter com a amada esposa. Eram um casal muito unido e muito cúmplice. Que me perdoe a D. Edite, mas, de minha casa, não pude evitar de presenciar, por casualidade o amor que dedicavam um ao outro. Aliás, notava-se na vivência quotidiana esse carinho e afeição que compartilhavam em cada ato, em cada frase, em cada olhar.
Vizinhos desta estirpe só se encontram uma vez na vida. Devemos estimá-los como irmãos, dedicando-lhes uma atenção e respeito mútuo, de forma que a convivência se transforme num hino de paz e amizade entre seres que habitam espaços contíguos.
Foi este o nosso relacionamento durante 25 anos. Paz à sua alma!
24/11/2014 , Manuel de Oliveira Martins, in Aurora do Lima

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Dar Alma à Vida XXXI


Dar Alma à Vida XXXI

 
Dar Alma à Vida XXXI
 

Dar Alma à Vida é aceitar e amar a cruz da nossa vida particular e comunitária. É compreender que daremos Alma à Vida e ela pulará da terra ao céu.
 

Não há nenhum padre que sofra mais que um Bispo…olho, entre outros, para Canelas( Porto)… Há muitos que querem ser bispo e é louvável, segundo S. Paulo, mas na ordenação


 episcopal é-lhes imposta uma cruz, não para se sentar e mandar, mas para servir a Deus nos irmãos. Os nossos bispos servem, já não são palacianos, mas mais próximos, mas há a quem as proximidades afastam. Aqui está o pecado do Homem, querer ter poder e nada mais…



“O povo deve partilhar as preocupações do Bispo”, dizia D. M.Martins, como ainda:” Hoje tudo que ponha em causa o poder, não interessa ao poder” referindo-se a outro tipo de causa que tem sempre actualidade em todos os sentidos.
 

Nem há paroquianos que sofram mais que o padre…Ou há, de entre os paroquianos, quem sofra mais que o padre.

Quando compreendermos e perdoarmos as faltas dos outros, dos familiares, dos amigos, dos inimigos, dos pobres e dos leigos, dos bispos, dos padres e dos ricos, somos Igreja, mais comunidade e mais comunhão; teremos mais Alma na Vida... Atentos ao perdão dinâmico do nosso coração farão com que a Vida tenha uma Alma grande a desbrochar no Amor de Deus….

 
Dar Alma à Vida é gerar Amor, fazer espelhar um espírito forte, corajoso, sabedor, harmonioso, paciente, tolerante, bondoso, vivo e animador.
 
 

Ame a Vida e queira que a vida seja para todos uma vida abundante de Alegria no Senhor.

                                                                                                                                                     P.C.