sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

“Você está no meu colo, como eu estive no seu”

Fotografia do ano 2014: “Você está no meu colo, como eu estive no seu”


Um jovem carrega sua avó de 87 anos

 
Aleteia
 
 
 
 Giancarlo Murisciano foto anno ragazzo nonna in braccio malata Alzheimer© Giancarlo Murisciano/Facebook
 
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dar Alma à Vida XXXVI


Dar Alma à Vida

É fazer com que a Vida seja cheia de Luz e vivida com Luz!


 
Fazer com que a Vida seja uma festa de Luz da grande revelação do Mistério de Deus do Menino no presépio.
 

 
Dar Alma à Vida é transformá-la numa estrela que assinala o nosso objectivo principal de Vida.

A Vida tem de ser sinal, Luz para o Bem que arrasta todos os que nos conhecem ou nos vêem como luz da Luz, Caminho a seguir porque interpelados pelos sinais que emitimos através dos nossos comportamentos, atitudes, gestos e alegria.




Dar Alma à Vida é fazer dela Luz de Cristo. Como o sol ilumina o Mundo, nós somos chamados na fidelidade própria de baptizados a ser a Luz do Sol que ilumina e aquece todos os que nos encontram.

Dar Alma à Vida é dar testemunho de abertura à Luz e à Solidariedade sem fronteiras. É revelar a dignidade, igual de todos os humanos, irmãos em Cristo.

Dar Alma à Vida é ser Luz do Mundo, é deixar brilhar a nossa Luz como Luz do Alto diante de todos os homens de boa vontade.

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quando realmente acaba o período do Natal?

Quando realmente acaba o período do Natal?


No dia 1º de janeiro? Na epifania? Na festa da candelária? Talvez a resposta lhe surpreenda

Susan E. Wills
Jesus Baby - Christmas - © Falco - CC
 
 
 
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

VELHAS E NOVAS ESCRAVATURAS


VELHAS E NOVAS ESCRAVATURAS
Por Frei Bento Domingues, O.P.

Público, 04JAN2015

 

 

1. A escravatura não tem data de começo. Com a descoberta das Américas começaram a ser usadas como escravas as populações ameríndias. Depois, recorreu-se ao comércio transatlântico. Calculando que por cada escravo que chegava vivo, quatro morriam pelo caminho, o resultado são sessenta milhões de africanos, a que é preciso acrescentar ainda os destinados às colónias asiáticas de Inglaterra e de França. Somando tudo, temos, aproximadamente, noventa milhões. Como perguntava Antón de Montesinos: E estes não serão seres humanos?[1]

Fr. Bartolomé de las Casas tinha razão para denunciar a destruição tanto das Índias e como a de África[2].

Marcello Caetano[3] verifica que até ao século XIX, todas as nações coloniais praticaram a escravatura. As chamadas colónias de plantação careciam de mão-de-obra adaptada às condições do meio e que só podia ser obtida mediante a compra de escravos, no continente africano. Os navios empregados no tráfico dirigiam-se aos portos de embarque, onde se encontravam estabelecidos os intermediários – os negreiros -, que geralmente obtinham as suas peças por meio de permuta feita com os régulos indígenas, visto estes disporem despoticamente da liberdade e da vida dos súbditos, além de possuírem também escravos e de poderem sempre obter mais através da rapina e da guerra com outras tribos.

Morrem umas escravaturas, nascem outras.

2. O Papa, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, nota que hoje, na sequência duma evolução positiva da consciência humana, a escravatura foi formalmente abolida. No próprio Direito Internacional consta como norma irrevogável.

Mas, apesar da comunidade internacional ter adoptado numerosos acordos para acabar com a escravatura, em todas as suas formas e ter lançado diversas estratégias para a combater, ainda hoje milhões de pessoas – crianças, mulheres e homens, de todas as idades – são privadas de liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura.

Bergoglio não esquece a teologia do Antigo (AT) e do Novo Testamento (NT) que fundamenta a defesa da pessoa, que tem valor, mas não tem preço. Mas não repousa nessa memória. Pensa nos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico aos trabalhos agrícolas e industriais, tanto nos países em que não há legislação segundo os padrões internacionais, como naqueles em que há e não é cumprida.

Não esquece as condições de vida de muitos migrantes que, ao longo do seu trajecto dramático, passam fome, são privados de liberdade, despojados dos seus bens e abusados física e sexualmente. Lembra aqueles que, chegados ao seu destino, depois duma viagem duríssima e dominada pelo medo e a insegurança, ficam detidos em condições às vezes desumanas.

Recorda os que em diversas circunstâncias sociais, políticas e económicas são obrigados a passar à clandestinidade, e aqueles que, para permanecer na legalidade, aceitam viver e trabalhar em condições indignas, especialmente quando as legislações nacionais criam ou permitem uma dependência estrutural do trabalhador migrante em relação ao dador de trabalho como, por exemplo, condicionando a legalidade da estadia ao contrato de trabalho... Sim! O Papa pensa no «trabalho escravo».

Como esquecer as pessoas obrigadas a prostituírem-se, entre as quais se contam muitos menores, as escravas e escravos sexuais; as mulheres forçadas a casar-se, quer as que são vendidas para casamento quer as que são deixadas em sucessão a um familiar por morte do marido, sem poderem recusar?

Bergoglio não pode deixar de pensar nos menores e adultos, objecto de tráfico e comercialização para remoção de órgãos, para ser recrutados como soldados, para servir de pedintes, para actividades ilegais como a produção ou venda de drogas, ou para formas disfarçadas de adopção internacional.

Finalmente, todos aqueles e aquelas que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas, servindo os seus objectivos como combatentes ou, especialmente no que diz respeito às meninas e mulheres, como escravas sexuais. Muitos desaparecem - alguns são vendidos várias vezes – outros torturados, mutilados, mortos.

3. No cristianismo não pode haver senhores e escravos. Só irmãos. Jesus nem servos quer, quer amigos. Talvez não fosse má ideia acabar, de uma vez por todas, com as piedosas evocações de servas e escravas. Que se perderia com isso?

Quando se reza: eis a escrava do Senhor, talvez não se pense, que este Senhor não quer nem escravos nem escravas, mas amigos e amigas. Porque não lhe fazer a vontade?

Bom Ano

 

04.01.2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Dar Alma à Vida XXXV

Dar Alma à Vida XXXV



É ser pastor corajoso com garra não para subjugar, mas para libertar. Pastor para entusiasmar a correr para o mistério de Jesus, Deus feito Homem.

É acreditar que o ser absoluto, transcendente, o nosso Deus, por Amor, desce da condição divina e assume a humanidade para salvar e não para condenar.

Dar Alma à Vida é adorar o Menino nascido em Belém e silenciosamente, escutá-lo porque é o Filho Eterno do Pai a inspirar a todos ternura, amor e paz.

Dar Alma à Vida é olhar para Maria aquela que pela grande fé em Deus aceitou ser mãe contra todos os riscos da altura - "Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra".

Portanto, dar Alma à Vida é ter fé sem vacilar e estar disponível e com generosidade responder às interpelações que Deus nos faz. Isto é viver com Alma, é dar Alma à Vida para que brilhe e seja luz do mundo para todos os de coração aberto à Graça que vem do Alto.


Dar Alma à Vida XXXIV


Dar Alma à Vida XXXIV



É contemplar o menino no presépio e lembrar-se do passado que foi, do presente, e do futuro que não nos pertence, mas só se prepara com a vivência do presente.

Dar Alma à Vida é dar a cada dia a simplicidade de um bebé e se faltam bebés não há pai e nem mãe; não há lugares para pais, irmãos e avós a verem crescer os seus netinhos cada vez com mais robustez, beleza, inteligência, irradiando simpatia e o encanto da Graça de Deus. Se faltam bébes falta algo que inspire ao Mundo esperança,ternura, afecto e Amor.

Dar Alma à vida é viver em cada dia como se fosse o último a trazer no coração a mensagem de Jesus para viver uma Vida com alegria ao abraçar a cruz da Vida.

Dar Alma à Vida é viver em cada dia como pais e avós, a correr e a brincar com as crianças, motivos para reviver com Alma e avivar as esperanças de futuros promissores.

Dar Alma à Vida é sentirmo-nos filhos e irmãos no afecto recebido e dado, na intimidade e no à vontade do respeito, da gratidão e no perdão.

Dar Alma à Vida é vivermos em família natural, em família profissional, em família de comunidade, mais alargada como a Paróquia.

É transmitir confiança aos avalados pelas dúvidas, descrenças, adversidades para os animar a dar Alma à Vida.

É fazer da nossa casa ou da nosso corpo um santuário habitado onde é evidenciada e revigorada a missão comum a todos a sermos uma família de Amor.

3 recomendações de 3 papas para o Ano Novo

3 recomendações de 3 papas para o Ano Novo


Palavras de Francisco, Bento XVI e João Paulo II

Popes on Vacation Filippo Monteforte
Vatican                                                                 Filippo Monteforte 
 
 
  Papa Francisco, homilia 31 de dezembro de 2013:
No momento em que termina o ano de 2013, recolhamos, como que num cesto, os dias, as semanas, os meses que vivemos, para oferecer tudo ao Senhor. E questionemo-nos corajosamente: como vivemos o tempo que Ele nos concedeu? Usamo-lo sobretudo para nós mesmos, para os nossos interesses, ou soubemos usá-lo também para os outros? Quanto tempo dedicámos a estar com Deus, na oração, no silêncio, na adoração?

Papa Bento XVI, homilia 31 de dezembro de 2012:

O cristão é um homem de esperança, também e sobretudo diante da escuridão que muitas vezes existe no mundo e que não depende do desígnio de Deus, mas das escolhas erradas do homem, porque sabe que a força da fé pode mover as montanhas (cf. Mt 17, 20): o Senhor pode iluminar até as trevas mais densas.

Papa João Paulo II, homilia 31 de dezembro de 2004:

"Salvum fac populum tuum, Domine", "Salva o teu povo, ó Senhor". É o que te pedimos esta tarde, por meio de Maria, celebrando as Primeiras Vésperas da Festa da Maternidade Divina. Santa Mãe do Redentor, acompanha-nos nesta passagem do ano novo. Obtém o dom da paz para Roma e para o mundo inteiro.
sources: Vatican