segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que acontece na missa?


O que acontece na missa?
O sentido e as partes da grande celebração católica explicados de maneira simples



A missa é a grande celebração da Igreja porque nos reúne para escutar a Palavra de Deus, recordar a Ceia em que Cristo nos deixou seu Corpo e seu Sangue, e renovar seu sacrifício na cruz. Cada momento da missa é muito importante e especial, como você verá a seguir:

Ao iniciar

Nós nos reunimos e saudamos sob o olhar de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, porque Ele estará presente em tudo o que vai acontecer dentro da missa.

Ato penitencial e Glória

Dizemos “Senhor, tende piedade de nós” pedindo a Deus que perdoe nossos erros, nossas falhas para com os outros e conosco mesmos, pelo pecado. E como o seu amor é tão grande e nos perdoa, nós lhe cantamos “Glória”, louvando seu poder e a paz que nos dá.

Leitura da Palavra

Deus nos fala e, por isso, escutaremos leituras bíblicas, de profetas ou apóstolos, nas quais Ele busca salvar seu povo ou quer nos ensinar a ser melhores. Cantamos um salmo, que é um louvor poético a Deus, e também ouvimos Jesus Cristo no santo Evangelho.

Homilia

O sacerdote que está presidindo nossa missa e que estudou a Palavra de Deus fará uma homilia, ou seja, uma reflexão para explicar-nos o que Deus quer nos dizer nas leituras. Ele nos motivará e nos dará os conselhos necessários para melhorar nossos passos.

Ofertório

Nós oferecemos a Deus nosso trabalho diário no pão e no vinho que chegam ao altar. Ao dar um pouco do nosso dinheiro ou alguma oferenda na missa, damos parte do nosso esforço diário a Deus e Ele o recebe junto com as nossas orações.

Consagração

Sob as mãos do sacerdote e com a oração de todos, o Espírito de Deus desce e permite que o pão e o vinho se transformem no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. O padre eleva um e outro e, de joelhos, nós adoramos Jesus com os anjos e santos que não vemos nesse momento, mas que estão lá, dizendo junto conosco: “Meu Senhor e meu Deus”.

Comunhão

Assim como Jesus nos ensinou e unidos como irmãos, rezamos a Deus, dizendo “Pai nosso”; depois nos desejamos “a paz do Senhor”, como Jesus nos pediu. E, ao encontrar-nos todos nessa alegria e disposição, vamos receber a Eucaristia na comunhão.

Ao terminar a missa, o padre nos diz: “Ide em paz”, porque vamos embora com Deus em nossos corações, para continuar nossa missão no mundo. Com Ele ao nosso lado, irão também seus santos e seus anjos, para que alcancemos a felicidade a cada dia.

(Publicado originalmente em Desde la Fe)

sources: Desde la Fe
 
 

 

 


http://www.aleteia.org/image/pt/article/o-que-acontece-na-missa-5817096650883072/sourceicon/0


Desde la Fe

27.01.2015

 

 

Papa Francisco: a fé è dom do Espírito Santo transmitido sobretudo pelas mulheres


Papa Francisco \ Missa em Santa Marta

Papa Francisco: a fé è dom do Espírito Santo transmitido sobretudo pelas mulheres

Papa Francisco em Santa Marta - OSS_ROM

26/01/2015 12:51

 

Paulo recorda a Timóteo que a sua fé provém do Espírito Santo, ‘por meio da sua mãe e da sua avó’. “São as mães, as avós – afirma o Papa – que transmitem a fé, e acrescenta: “Uma coisa é transmitir a fé e outra é ensinar as coisas da fé. A fé é um dom, não se pode estudar. Estudam-se as coisas da fé, sim, para entendê-la melhor, mas nunca se chegará à fé com o estudo. Ela é um dom do Espírito Santo, é um presente que vai além de qualquer preparação”. E é um presente que passa através do “lindo trabalho das mães e das avós, o belo trabalho destas mulheres” nas famílias. “Pode ser também que uma doméstica, uma tia, transmitam a fé”:

Jesus veio através de uma mulher

“Vem-me à mente esta questão: por que são principalmente as mulheres a transmitir a fé? Simplesmente porque quem nos trouxe Jesus foi uma mulher: foi o caminho escolhido por Jesus. Ele quis ter uma mãe: o dom da fé também passa pelas mulheres, como Jesus passou por Maria”.

“E devemos pensar hoje – sublinha o Papa – se as mulheres têm a consciência do dever de transmitir a fé”. Paulo convida Timóteo a guardar a fé, evitando “os vazios mexericos pagãos, as bisbilhotices mundanas”. “Todos nós – alerta – recebemos o dom da fé. Devemos guardá-lo para que ele pelo menos não se dilua, para que continue a ser forte com o poder do Espírito Santo”. E a fé é guardada  quando reacende este dom de Deus.

A fé 'água de rosas'

“Se nós não temos esse cuidado, a cada dia, de reavivar este presente de Deus que é a fé, a fé se enfraquece, se dilui, acaba por ser uma cultura: ‘Sim, mas, sim, sim, eu sou um cristão, sim...’, uma cultura, somente. Ou a gnose, um conhecimento: ‘Sim, eu conheço bem todas as coisas da fé, eu conheço bem o catecismo’. Mas como vives a tua fé? E esta é a importância de reavivar a cada dia este dom, este presente: de torná-lo vivo”.

Contrastam “esta fé viva” - diz São Paulo - duas coisas: “o espírito de timidez e a vergonha”:

“Deus não nos deu um espírito de timidez. O espírito de timidez vai contra o dom da fé, não deixa que cresça que vá para frente, que seja grande. E a vergonha é aquele pecado: ‘Sim, eu tenho fé, mas eu a cubro, que não se veja muito... '. É um pouco daqui, um pouco de lá: é a fé, como dizem os nossos antepassados, água de rosas. Porque eu tenho vergonha de vivê-la fortemente. Não. Esta não é a fé: nem timidez, nem vergonha. Mas o que é? É um espírito de força, de caridade e de prudência. Esta é a fé”.

Fé inegociável

O espírito de prudência - explica o Papa Francisco - é “saber que nós não podemos fazer tudo o que queremos”, significa buscar “as estradas, o caminho, as maneiras” para levar avante a fé, mas com prudência.

“Peçamos ao Senhor a graça - conclui o Papa – de ter uma fé sincera, uma fé que não é negociável, segundo as oportunidades que surgem. Uma fé que a cada dia procuro reavivá-la, ou pelo menos peço ao Espírito Santo que a revive e assim dê um grande fruto”. (CM-SP)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Alcorão e Bíblia são a mesma coisa? Conheço o Alcorão, mas tem uma história diferente e equiparar...


Quais são as semelhanças e diferenças entre a Bíblia e o Alcorão?

Você sabia que o Alcorão fala de Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Maria? Mas o sentido que os muçulmanos dão a eles é bem diferente do nosso
María Angeles Corpas (2)

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Alcorão (ou Corão) e Bíblia são equiparáveis? Sim e não.

Para entender de maneira simples, podemos dizer que entre ambos há conexões e diferenças, tanto no conteúdo como na forma.

Sem pretender esgotar o tema, podemos começar dizendo que ambos são escrituras reveladas. E, em certos aspectos, o conteúdo dessa revelação é similar e constante: adorar um único Deus e submeter-se à sua vontade. Alcorão e Bíblia representam a cristalização da palavra de Deus que "descende" em épocas diferentes até os profetas.

Adão, Noé, Abraão, Moisés, Aarão, Jesus e Maria são figuras que também aparecem no Alcorão, ainda que suas histórias não coincidam exatamente com as do relato bíblico.

A principal diferença entre ambos quanto ao ensinamento se refere a que a figura de Cristo é concebida de maneira muito diferente. No Alcorão, Jesus é considerado um grande profeta, predecessor de Maomé. Em nenhum caso é reconhecido como Filho de Deus.

O Espírito Santo, para um cristão, é o Espírito de Deus, expressão do amor existente entre o Pai e o Filho. No Alcorão, o Espírito é uma emanação divina, mas não faz parte da sua própria natureza.

Para o Islã, o Alcorão é a palavra revelada de Deus. E o profeta Maomé é apenas seu transmissor, porque essa palavra foi ditada integramente pelo próprio Deus. Para o cristão, a Palavra de Deus é uma pessoa, Verbo encarnado em Jesus, Palavra de Deus feita Homem, e não um livro. O Novo Testamento nos transmite essa Palavra viva mediante o testemunho dos apóstolos.

Tamanho e história

Os 114 capítulos (suras) do Alcorão foram revelados a Maomé em língua árabe, ao longo de 23 anos. Em comparação com a Bíblia, sua extensão total equivale a quatro quintos do Novo Testamento.

Ao contrário do texto muçulmano, a Bíblia, como seu nome indica, é um "conjunto de livros", escritos em diferentes línguas (hebraico, aramaico e grego), por autores diferentes, ao longo de cerca de mil anos (900 a.C. – 100 d.C.). Da mesma maneira, reúne gêneros literários muito variados (históricos, orações, poesia etc.). A vinda de Jesus Cristo é o acontecimento que divide a Bíblia em Antigo Testamento (história do povo hebreu) e Novo Testamento (vida, morte e ressurreição de Jesus).

O cristianismo aceita boa parte da Bíblia hebraica como parte da sua história, enquanto os muçulmanos acreditam que o conteúdo de ambos os testamentos desfigura a revelação original.

Outra grande diferença: como são lidos

Católicos e muçulmanos se aproximam dos seus textos sagrados de maneira muito diferente. Um católico vê a Bíblia como história de salvação. O muçulmano vê o Alcorão como "palavra eterna e incriada" e, portanto, que não pode ser alterada no mais mínimo.

Ambos os textos foram traduzidos a inúmeras línguas para tornar seu conteúdo compreensível. No entanto, a diferença radica em que, nos atos de culto, a Bíblia é usada na língua própria de cada povo. O Alcorão só se usa em árabe, língua de Deus. Daí que seja tão importante a recitação do textos em tais atos.

Quanto à interpretação dos textos, também existem diferenças. Para os estudiosos muçulmanos, estes comentários (tafsir) se centram na história do texto. É de vital importância a ordem da revelação de cada sura, ou seja, o contexto em que foi revelada dentro da vida do Poofeta, já que influencia poderosamente em sua interpretação. Geralmente, estes comentários incluem várias interpretações possíveis e só os ramos fundamentalistas consideram uma única.

Para realizar estes comentários, foram usados os hadith, o conjunto de tradições nas quais alguns eruditos muçulmanos (ulemas) basearam a história e as leis islâmicas. Um método muito utilizado é o estudo da corrente de narradores (isnad) por meios dos quais a tradição foi transmitida.

Ao contrário disso, a exegese bíblica se centrou em determinar os princípios e normas que devem ser aplicados nesta interpretação. Revelados por Deus, mas compostos por homens, os textos bíblicos possuem dois significados diferentes: o literal e o espiritual. Portanto, é vital sublinhar que sua unidade radica no espírito que a inspirou e sua leitura deve ser realizada no contexto da tradição viva da Igreja.

É muito importante levar em consideração que os católicos precisam ser muito cuidadosos na hora de fazer paralelismos simples entre ambos os textos. Unindo a crença em um só Deus e tendo um tronco comum (Abraão), é preciso insistir em que o conhecimento das suas diferenças é recomendável para não relegar aspectos cruciais da fé. O aspecto fundamental radica na figura de Cristo.


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P.S. Deus criou a Humanidade e a mensagem é igual para todos. A mensagem apareceu depois ou ao mesmo tempo em que Deus, AMOR, criou tudo?

 



 

 



 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Menina de 12 anos ensina “teologia das lágrimas” ao Papa Francisco


Menina de 12 anos ensina “teologia das lágrimas” ao Papa Francisco
Ela comoveu tanto o Papa, que ele deixou de lado o discurso que havia preparado e falou com o coração




Ary Waldir Ramos Díaz

AleteiaAuthor

Teologia das lágrimas


Em um discurso improvisado na universidade de São Tomás, de Manila, o Papa Francisco convidou 30 mil estudantes a não serem jovens de museu, que só acumulam informação, e sim pessoas sábias, que também saibam chorar, comover-se com o sofrimento alheio, amar e deixar-se amar, ajudar os pobres, doentes e órfãos.

Mas há uma história por trás desse discurso do Papa. Glyzelle Palomar, de 12 anos, com lágrimas nos olhos, contou ao Papa Francisco que já havia procurado comida no lixo e dormido na rua.

“Por que Deus permite que estas coisas aconteçam, inclusive se não é culpa das crianças? E por que só algumas pessoas nos ajudam?”, perguntou a pequena filipina ao Papa, cobrindo o rosto enquanto soluçava, de tanto chorar.

As lágrimas de Glyzelle inspiraram ao Papa um discurso sublime, que poderíamos chamar de “teologia das lágrimas”. “Sua realidade é superior a todas as ideias que eu havia preparado”, explicou Francisco.

Diante das palavras de Glyzelle, o Papa deixou de lado as folhas do discurso que havia preparado e falou com naturalidade aos jovens: “Ela hoje fez a única pergunta que não tem resposta, e as palavras não foram suficientes, então precisou dizê-las com lágrimas”.

“Quando nos fizerem a pergunta sobre por que as crianças sofrem, que nossa resposta seja o silêncio ou as palavras que nascem das lágrimas”, acrescentou.

Glyzelle se apresentou ao Papa acompanhada por Jun Chura, outro jovem que 14 anos que também foi menino de rua e que leu um emocionante testemunho sobre a vida dos pequenos filipinos vítimas de abusos, drogas e prostituição.

O Pontífice disse que “certas realidades da vida só podem ser vistas com os olhos limpos pelas lágrimas”, e acrescentou: “Se vocês não aprendem a chorar, não serão bons cristãos”.

Francisco, recordando o testemunho desses ex-meninos de rua, afirmou que “o mundo de hoje precisa aprender a chorar, chorar pelos marginalizados, pelos abandonados, pelos desprezados, mas os que levam uma vida mais ou menos sem necessidades não sabem chorar”.

Os testemunhos inspiraram o Papa para improvisar “as palavras que nascem das lágrimas” e, assim, ele pediu desculpas por falar em espanhol e não fazer o discurso oficial, porque ele precisava questionar: “Por que as crianças sofrem?”. E acrescentou que a simples compaixão mundana não serve para nada.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O sal e a religião


O sal e a religião

Por Anselmo Borges 

DN 17.01.2015

 

A propósito dos trágicos e bárbaros acontecimentos em Paris ficam aí algumas reflexões

 

1. Estamos confrontados com a questão do outro. Somos, por natureza, sociais: fazemo-nos uns aos outros, a nossa identidade é sempre atravessada pela alteridade. Mas o outro enquanto diferença é ao mesmo tempo espaço de fascínio — quem não gosta de viajar para conhecer outros povos, outras culturas? — e de perigo — o outro é o desconhecido perante o qual é preciso prevenir-se.

Viveremos cada vez mais em sociedades multiculturais e multi-religiosas. Aí está a riqueza da diferença, mas, simultaneamente, o sobressalto dessa mesma diferença. Isto impõe o conhecimento mútuo, o diálogo intercultural e inter-religioso. É cada vez mais claro, como há muito repete o teólogo Hans Küng: não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões; não haverá paz entre as religiões sem o seu conhecimento e o diálogo entre elas; urge um consenso ético mínimo global.

 

2. A liberdade de expressão é um direito fundamental e uma conquista civilizacional a que se não pode renunciar. Também no domínio religioso: estou, por exemplo, convencido de que, se a liberdade de pensamento e de expressão na Igreja Católica não estivesse tão tolhida, ela, Igreja, não teria tido os problemas e até infâmias por que tem passado.

Face à crítica da religião, até com cartoons satíricos, patetas e boçais, não fico aflito. Já Kant escreveu que a religião, apesar da sua majestade, não está imune à crítica. Distingo muito bem entre o Sagrado, Deus em si mesmo, que nós nunca atingimos — os cartoonistas também não — e as nossas formas humanas de nos relacionarmos com Ele. Ora, muitas vezes, essas formas são ridículas, inumanas, supersticiosas, e os críticos obrigam-nos a ver isso e a corrigir.

Evidentemente, quem critica deve ter o sentido das suas responsabilidades quanto ao que faz e às suas consequências. Há críticas patetas e boçais: elas ficam com os seus autores.

Por outro lado, quem se sente ofendido ou injuriado, ferido nos seus direitos, tem o direito à defesa segundo a lei: protestando, organizando manifestações, recorrendo aos tribunais. Não se pode é recorrer à violência, ao terror que mata. Frente a um deus que legitimasse a violência bruta, a degola, a violação, a decapitação, só haveria uma atitude humanamente digna: ser ateu. Um deus assim seria pior do que nós, quando estamos de bem com a razão e a humanidade.

 

3. É sabido que também há fundamentalismo entre os cristãos, como lembrou o Papa Francisco, e também os cristãos cometeram barbaridades sem conta. De qualquer modo, aprenderam, também a partir dos ensinamentos de Jesus, que é necessário ler criticamente os textos sagrados, separar a religião e a política, criar Estados laicos, que garantam a liberdade religiosa de todos, incluindo a dos ateus, e resolver os diferendos e castigar os crimes, seguindo leis votadas em Parlamentos pluralistas e democráticos.

 

4. Não creio que haja guerras e violência exclusivamente religiosas. Aí, a religião servirá sobretudo para legitimar interesses outros: políticos, económicos, geoestratégicos. Penso, por exemplo, que há velhos ressentimentos do mundo muçulmano contra o Ocidente. Lá estão a colonização, as cruzadas, a questão da Palestina, a invasão do Iraque e o bombardeamento da Líbia e o caos que se seguiu, a falta de integração daqueles e daquelas que vivem nos arrabaldes das cidades europeias. Isso não justifica de modo nenhum o terror em nome de Deus, e impõe-se, por exemplo, combater, também pela força das armas, o autoproclamado Estado Islâmico, no quadro, evidentemente, do Direito Internacional. Mas dá que pensar e obriga a agir.

 

5. Como dá que pensar que milhares de jovens europeus sejam aliciados pelo jihadismo para combater nas fileiras do Estado Islâmico. O que é que os move? Não será também porque, face ao vazio de valores, no quadro de um consumismo pedante e do tédio gerado pelo hedonismo fácil, não encontrando sentido, procuram uma grande causa, embora louca? Perante o nada de valores de uma Europa descrente de si, decapitada pelo materialismo, buscam no califado a senda da heroicidade e da salvação?

 

6. Quando vou a Viseu, passo pelo monumento ao bispo D. António Alves Martins, meditando na sua afirmação sob a estátua: "A religião deve ser como o sal na comida; nem muito nem pouco; só o preciso." Por outras palavras, quanto à religião, nem de menos nem de mais. Estou convencido de que, sem religião, isto é, sem a religação ao Mistério último, a vida humana é mais pobre, acanhada, sem horizonte de transcendência e sentido último. Mas espreita sempre o perigo do fanatismo, que pode espalhar a pequenez, a humilhação e até a morte e o horror. O fanatismo, desembocando no terrorismo, é o pior inimigo da religião na sua verdade.

 

 

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CELEBRAÇÃO ECUMÉNICA


                                      ENCONTRO ECUMÉNICO

 

Realizar-se-á uma celebração ecuménica no próximo Domingo, dia 25, às 19 horas, com a presença de um sacerdote ortodoxo, Padre Basílio, luterano Pastor e, por mais um ou outro que não confirmaram, na Igreja da Sagrada Família, na Abelheira, antigo lugar tradicional da cidade de Viana do Castelo.

A propósito, o ecumenismo, de oikouméne, (designando “toda a terra habitada”) ou obra de Deus com a colaboração do Homem que tem uma tarefa a realizar, é o processo de procura da unidade dos irmãos na fé. Emprega-se este termo para os esforços em favor das unidades entre igrejas cristãs através de um diálogo fraternal e cooperação comum para serem ultrapassadas divergências históricas e culturais.

Assim trabalhamos para uma reconciliação cristã que aceite a diversidade no diálogo, nas diferenças… e até chegarmos a um diálogo com as outras religiões, diálogo, inter-religioso.

Este movimento começou com muita pujança, com as missões protestantes a que a Igreja Católica foi aderindo até que se incorporou oficialmente ao movimento ecuménico a partir de 1960, quando o papa João XXIII criou o Secretariado Romano para a Unidade dos Cristãos. Este organismo participou ativamente no assessoriamente ao papa e aos bispos durante o Concílio Vaticano II, além de ajudar os padres conciliares na elaboração de ser consagrado pelo decreto Unitatis Redintegratio de 1964, do Papa Paulo VI.

Este decreto definiu o movimento ecuménico como uma graça do Espírito Santo, considera que o caráter ecuménico é essencialmente espiritual e estabelece que o olhar da Igreja Católica é dirigido às igrejas separadas do Catolicismo: as Igrejas Ortodoxas e as Igrejas Protestantes.

O Papa Paulo VI instituiu diversos grupos de trabalho na linha do diálogo inter-religioso: o Secretariado para os Não-Cristãos, a Comissão para o Diálogo com os Judeus e o Secretariado para os Não-Crentes.

A revista Sem Fronteiras (As Grandes Religiões do Mundo, descreve o ecumenismo como um movimento que se preocupa com as divisões entre as várias Igrejas cristãs. E explica: "Trabalha-se para que estas divisões sejam superadas de forma que se possa realizar o desejo de Jesus Cristo: de que todos os seus seguidores estivessem unidos, de assim, como Ele e o Pai são um só."

A Comunidade de Taizé que, nesta Paróquia, em Ponte de Lima e em Caminha, promove momentos de oração aberta a todos os jovens e pessoas de qualquer idade, de diversas origens religiosas é um forte impulso a esta tão querida unidade que nos faz unir pela fé num ecumenismo espiritual e, em certos casos, pode ser institucional, doutrinal, oficial, local e secular…

Este nosso encontro, nesta altura, não tem outro objectivo se não mais que ficar pelo espiritual para mais depressa nos aproximarmos uns dos outros e nos conduzir à unidade que Jesus tanto proclamou.
 
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Próximo Domingo – Encerramento da Semana da Oração pela Unidade dos Cristãos. Celebração Ecuménica com representação da Igreja Ortodoxa, Luterana e Lusitana às 19H na Igreja Sagrada Familia.

UM NOVO LIVRO DE JOÃO CERQUEIRA


João Cerqueira Bio

João Cerqueira é doutorado em História da Arte pela Universidade do Porto. É autor de sete livros. A culpa é destas liberdades, A Tragédia de Fidel Castro (publicado nos EUA com o título The Tragedy of Fidel Castro), As reflexões do Diabo, Arte e literatura na guerra civil de Espanha, Maria Pia: rainha e mulher, José de Guimarães (publicado na China pelo Today Art Museum), José de Guimarães: Arte Pública.
 
O livro é publicado em Portugal pela editora Estação Imaginária e será publicado em Espanha pela editora Funambulista. Já recebeu duas propostas para publicação nos Estados Unidos.