sexta-feira, 6 de março de 2015

Armando Magalhães Correia

Armando Magalhães Correia


Armando Magalhães Correia, com 82 anos, filho de António de Passos Correia, construtor civil (caiador e pintor) e de Carolina Magalhães, doméstica.
É irmão de 11, alguns já faleceram e outros vivem em Viana: a Isaura, o Amaro, e ele próprio com 85 anos. Também há os que vivem no estrangeiro, todos foram casados e com geração.

























O Armando casou com Maria Engrácia Alves de Castro que lhe deu 3 filhos: Maria das Dores, Manuel Armando, José Carlos Alves Correia, todos casados e tem 3 netos.
Fez a Escola Primária no Carmo e foi trabalhar com o pai. Depois aprendeu a arte de funileiro que ainda trabalha para quem queira. No entanto, nas horas vagas dedica-se a fazer miniaturas de artefactos usados antigamente, com todos os pormenores, como podemos verificar na sua oficina ao Largo da Santa Catarina, na Ribeira de Viana.
Para aprender a arte trabalhou num patrão, José Botelho, oito anos e depois por conta própria há 69 anos.



É sportinguista, não tem partido político e é católico. Tem de ser operado às cataratas. Tem de pagar tudo e cortaram-lhe na reforma. Sente pena de estar à espera… pois gosta também muito de ler e de ir da Ribeira à Bandeira do Carmo, à Leitaria do Carmo se encontrar com os amigos e ler o jornal.
A sua oficina está aberta ainda para os amigos e, quando não tem nada a fazer, dedica-se a fazer miniaturas de objectos antigos e gostava de fazer uma exposição. 
De facto a oficina está cheia de centenas de miniaturas e outras antiguidades como ferramentas.

Dar Alma à Vida XXXI


Dar Alma à Vida XXXI

Dar Alma à Vida é amar a Vida como um dom. Amar a Vida é sonhar em querer chegar a Deus. Como Deus, que é Amor se quis fazer Homem para que este vivesse com Alma e fosse feliz para sempre.

Dar Alma à Vida é um gesto de confiança em Deus cujo coração tem uma capacidade infinita que nos faz renovar dia a dia, e nos leva a crescer, a aumentar a capacidade de fazer mais e melhor. Tem uma Bondade singular para nos compreender e perdoar.

 
Dar Alma à Vida é subir à montanha sagrada acompanhando o Mestre para se envolver numa dimensão divina, como uma metamorfose, que cada vez mais me cativa e me leva a pensar que não sou nada e Deus é tudo. Com quem se está Bem.

Por isso eu darei Alma à Vida se me desprender das coisas para me aproximar d’Ele com alegria e o brilho que a Alma dá à Vida e ilumina o Outro.

Dar Alma à Vida é aproximar-me do transcendental, do absoluto, a quem devo obediência porque me enleva. Deste modo tenho que subir com o Mestre ao Alto para compreender que ainda falta muito para ser merecer a dignidade de me aproximar do  que Deus é.
 
 
Converte-me a uma vida com Ama semelhante à tua, Senhor !...

quarta-feira, 4 de março de 2015

Cuidar o Idoso


                       Cuidar o Idoso

 Hoje, numa visita a um idoso, acabei de ouvir a empregada doméstica que desde o princípio mostrou ser pessoa carinhosa, afectuosa e substituta de uma filha muito querida, não daqueles que vemos descartar os seus progenitores que já são velhos, os velhos, a velha, referindo-se a uma mãe, e a viver uma vida sem interesse em ter filhos porque dão que fazer, dão trabalho e consumições.

Esta empregada usou na conversa a palavra “cuidar” os idosos, cuidar daquele e outros com quem mantém e manteve sempre a mesma postura. Ela não trabalhava para ele, mas cuidava dele como os seus filhos quando eram bebés ou crianças.

É preciso ter muita paciência e não esquecermos que não é com arrogância, ou impulsivamente, que se trata de um bebé, como acontece a um idoso. Se somos impulsivos ou se se age com gestos de pouca delicadeza como quem está a fazer um frete, o idoso sente isso e fica mais nervoso. É preciso tê-lo calmo e dar-lhe tudo o que precisa para se sentir bem. Para mal estão as suas limitações. Gostei. Os filhos deste idoso podem estar felizes porque têm uma empregada que os substitui bem.

Ora quando cheguei a casa leio um artigo reenviado por um amigo cujo tema era o seguinte “Solidão e Ética do Cuidado” de Anselmo Borges. Li-o com sofreguidão porque me veio lembrar a visita e a conversa que tinha feito umas horas antes.

Estamos de facto num mundo a que o materialismo e consumismo nos levaram à época do descartável.

Descartáveis são os objectos desde os mais pequenos aos maiores, desde uma simples colher a um carro ou uma casa; mas pior ainda é que até as pessoas são descartáveis, isto é, o resultado líquido da sociedade de consumo.
 


Segundo Anselmo Borges isto é paradoxal: “A felicidade está em ser-se permanentemente infeliz, porque o consumo aumenta cada vez mais a insatisfação e a felicidade da insatisfação é uma felicidade paradoxal.”.

Consome-se apenas e não se reflecte. O Homem não reflecte e faz os disparates que entende mesmo contra a natureza, contra a vida e o respeito pelo outro.

O ser humano precisa de alguma solidão para pensar, sentir e encontrar-se consigo mesmo. Isto é comum a qualquer ser humano. A pessoa humana não é um espírito desencarnado e precisa de não se perder na ruptura com o passado para envelhecer mais depressa e se sentir inútil, peça que alguém quer descartar, ou espera desfazer-se dela.


Muito gostei da conversa da tarde com a Senhora Dona (…) que já me esqueci o nome.

Aqui está a ética do cuidador que é aquele que, sempre presente, na solidão, pois cuidar é estar presente para todos: para o padre, para o médico, para os pais, para os filhos, para os netos. O Cuidador é o passado no presente a preparar o futuro.

“Porque é que nos sentimos sós?” Diz o autor desse artigo que li: ”Saber-se e sentir-se desabrigado, sem tecto, sem morada.” Por isso, “ajudar a vencer a solidão é oferecer a alguém uma morada, uma hospedagem, o cuidado de um abrigo; o abrigo do nosso olhar, o abrigo do nosso ouvido, da nossa palavra, da nossa mão, dos nossos gestos, da nossa compreensão e confiança, da nossa estima, chamar-se amizade ou mesmo amor.”


É, portanto, cuidar, usar voz baixa, mas sobretudo clara e sonante, mão leve e carinhosa, ouvido atento mesmo no silêncio, olhar terno e suave, gesto afectuoso e cheio de doçura, arrancando do outro estima e confiança.

Assim o Idoso é memória, é história, é sabedoria que merece respeito e veneração. Nada para lançar aos caixotes do lixo, mas reconhecer os afectos e carinhos que a família, ou na vez da família, alguém lhes dá.

Assim, vale a pena dizer que damos Alma à Vida.

 
 
 
 


Dar Alma à Vida XXX


Dar Alma à Vida XXX

Dar Alma à Vida é apelo ao deserto, à interioridade, ao reencontro para que a Vida tenha Alma.

Pode ser um teste à descoberta da verdade e às razões do nosso viver.

Dar Alma à Vida é dar à Vida espaço necessário para se reconstituir, reconstruir a partir de dentro para fora. É saber acolher o outro que chega com a verdade urgente: “Conforme hoje mesmo as Escrituras…”. “Arrependei-Vos e acreditai” porque assim damos Alma à Vida.

Dar Alma à Vida é passar pela vitória e pelo fracasso, pela alegria e pela tristeza, pela Sexta-feira Santa e pela Páscoa da Ressurreição.

 
Dar Alma à Vida é saber que depois da tempestade virá a bonança. É saber e sentir a alegria de uma conversão porque Deus é Misericórdia, é Amor, é Bondade, “paciente e benigno”, que Deus é Pai fiel à Aliança com a sua obra até às últimas consequências, como aconteceu com o nosso Bom Deus, na pessoa de seu Filho Jesus Cristo.

Dar Alma à Vida é fazer desta Quaresma um tempo para meditar e aprofundar o mistério do pecado e da Salvação.

Dar Alma à Vida é fazer que a vida não seja inerte, de cores frias como as cinzas, mas alegres como as cores do arco-íris, cores quentes contra tudo o que é cadáver ambulante no obscuro de uma vida sem objectivos, sem sentido, sem fim à vista porque só vê trevas.
 

Dar Alma à Vida é cantar a alegria no dia-a-dia, é dormir na paz de Deus a noite, sem medo porque com Cristo, em Cristo e por Cristo tudo fazemos por viver uma Vida com Alma.

domingo, 1 de março de 2015

Bodas de Diamante ce Armando Costa e Maria do Carmo


Bodas de Diamante

Armando Costa, filho de Joaquim Alves da Costa e de Maria Fernandes de Sá, já falecidos. Quatro irmãos: Daria, casada e tem dois filhos; Alzira (freira franciscana); Adélia, deixou cinco filhos, dois já falecidos; Aires, faleceu com 8 anos.

O Armando casou em 16 de Fevereiro de 1955 com Maria do Carmo da Rocha Costa. A Maria do Carmo nasceu na torre do Carmo, onde vivia e depois esteve 10 anos nas “Carmelitas, Asilo das meninas órfãs e desamparadas”, na altura. Trabalhou 43 anos no ENVC e foi dos primeiros daquela empresa.

O casal celebrou a suas Bodas de Diamante, na Igreja da Meadela, no dia 16, com muita alegria e satisfação.
 

Tem uma filha, a Maria de Jesus, educadora de infância, casada com David Manuel, enfermeiro e com dois filhos: Pedro Ivo, engenheiro e João Miguel, estudante.

Quando em 1978 me foi dada esta Paróquia para pastorear, este casal estava muito comprometido com a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Faziam parte do Grupo Coral, dos Vicentinos e continuaram por alguns anos, pois acerca de vinte anos foram ajudar a Paróquia da Meadela.
 



 

Participaram no Marcos 9, 37, ensaiado pelo Pe. José da Silva Lima para celebrar o Ano Internacional da Criança, em 1979.

Sempre participaram em todos os actos e recordo com saudade bons momentos que partilhamos juntos. A Juca, a sua filha, assim conhecida aqui na Paróquia, foi catequista e também coralista.

A Paróquia associou-se por representação à festa das Bodas de Diamante e o Pe. Artur Coutinho pediu as bênções de Deus e felicidades depois de lhes ter dado os parabéns.                                                                                               AC

Os 15 pecados de hoje


Os 15 pecados de hoje

O Papa Francisco lembra os novos pecados existentes no mundo de hoje entre muitos religiosos e que matam a fé, a religião, o sentido da vida, o enterro do humanismo e o lançar da vida ao lixo a vida.

1. Sentir-se imortal, imune ou indispensável; 2.  “martismo” (de

Marta) ou excesso de atividade; 3. Petrificação mental e espiritual;4. Excessiva planificação e funcionalização.

5. Má coordenação ou a descoordenação;6. “Alzheimer” espiritual;7. Rivalidade e vanglória.

8. Esquizofrenia existencial; 9. Murmuração e o mexerico; 10. Divinização dos chefes.

11.Indiferença para com os outros; 12. Síndrome da cara funérea;13. Mania da acumulação

14. Espírito de capelinha; 15. Ânsia do proveito mundano e do exibicionismo.

Paróquia de Nossa Senhora de Fátima : a nossa riqueza


Paróquia de Nossa Senhora de Fátima :

a nossa riqueza

 
 
 


O Conselho Económico Paroquial, assim se designa actualmente a antiga Comissão Fabriqueira ou Comissão de Fábrica da Igreja, tem por fim colaborar com o pároco, aconselhando, agindo no sentido de administrar o património religioso material da comunidade, fazendo a sua manutenção, conservação, valorização e eventual ampliação. Compete-lhe também cuidar das contas de proveitos e custos com os espaços religiosos do culto, da catequese e da caridade e encontra-se registado com nº de contribuinte próprio.

Os seus rendimentos vêm dos ofertórios das missas, esmolas e donativos diretos dos paroquianos, receita proveniente do povo, e de pontuais intervenções de entidades como a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e outras.

Às vezes as dádivas são confiadas com destinos específicos, que se fazem constar nas contas, ora dizendo respeito ao culto, ora à evangelização, ora ao combate à pobreza, assim, para que tudo funcione com espírito de unidade e comunhão, harmoniosamente.
 

Quando o Conselho Económico se encontra em boa situação económica, colabora com as obras sociais. Assim aconteceu no princípio do Centro Social, do Ozanan – Centro de Juventude, etc… Perante a pobreza que se verificava, em 1978, a criação de obras próprias para o exercício da caridade tornou-se prioritária, vindo depois a aceder a outras receitas através de protocolos, acordos e parcerias. Tal prioridade fez com que o projecto de uma igreja nova fosse também por isso durante muito tempo adiado. Às vezes não se fala do Centro, mas da Paróquia, não se fala do Ozanan, mas da Paróquia, não se fala dos Vicentinos, mas da Paróquia e mais ainda não se fala da Paróquia e das suas obras, fala-se e escreve-se sobre a obra do Padre Coutinho, mas o Padre Coutinho não dura sempre e o espírito da obra permanecerá, assim se espera.

O Centro Social é hoje uma instituição autónoma, com outro nº de contribuinte, corpos sociais próprios e colhe financiamento de várias entidades e do Instituto de Segurança Social. As suas receitas, porém, têm fins exclusivamente sociais e com elas se desenvolvem respostas sociais várias, bem conhecidas na cidade, na região e até a nível nacional. Os seus bens materiais são administrados por uma direcção, um conselho fiscal e por uma assembleia da paróquia, o Conselho Paroquial de Pastoral, e nunca esses bens puderam nem poderão sair da esfera das necessidades sociais para outros fins.

Assim, compreende-se, catequese, escutismo, culto e igreja nova nunca se apoiaram nem poderão vir a apoiar nas receitas obtidas para os fins sociais.
 


E se alguém alguma vez ousou pensar ou dizer que a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, é uma paróquia rica, apenas terá visto e expressado uma meia verdade. Ela é rica, de facto, pelo vasto serviço que presta à comunidade, que se estende da área da infância até à da terceira idade, acudindo aos mais carenciados e carecidos, através do Berço, Refeitório Social que dá de comer a mais de 50 famílias, Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Ozanan, Vicentinos, Observatório Paroquial da Pobreza… tendo, para tanto, encargos com mais de 50 funcionários, para além de muito voluntariado. Não é, porém, mesmo nada rica no sentido de que seja detentora de bens e rendimentos capazes de desafogadamente fazer frente às suas atuais e reais necessidades.

O apoio que o Estado nos canaliza à obra social se destina, deixando de fora muitas das nossas preocupações do momento: os avultados encargos com uma outra obra também muito importante, a da igreja nova e instalações afins. Uma e outra obra se sustentam em ajudas internas e externas e só por força destas se poderão efectivar.

D.P.N.