sexta-feira, 27 de março de 2015

Quando termina a Quaresma? O que é o tríduo pascal?


Quando termina a Quaresma? O que é o tríduo pascal?
Conheça melhor o sentido da liturgia para crescer espiritualmente
Pe. Henry Vargas Holguín
Aleteia



© Frederic CAPPELLE/CIRIC

A Quaresma, caminho rumo à Pascoa da Ressurreição, começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na Quinta-Feira Santa, com a chamada “hora nona” da Liturgia das Horas.

Ou seja, dura até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive (carta apostólica Mysterii Paschalis, 28). O documento utiliza o termo “exclusive”, não “inclusive”. Então, a Quaresma não inclui a Missa da Ceia do Senhor.

Com esta missa, à tarde, começa o Tríduo Pascal, que é o coração do ano litúrgico. Não podemos esquecer que o costume judaico-cristão considera o início do dia desde a sua véspera; por este motivo, a Sexta-Feira Santa começa no final da Quinta-Feira Santa.

Na Missa da Ceia do Senhor, Ele antecipa sua paixão; por isso, na missa, se faz o memorial da morte e ressurreição de Jesus.

“O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, tem seu centro na Vigília Pascal e termina com as Vésperas do domingo da Ressurreição” (carta apostólica Mysterii Paschalis, 19).

A palavra “tríduo” sugere a ideia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de orações.

A Quaresma é preparação, e o Tríduo Pascal se apresenta não como um tempo de preparação, mas como uma só coisa com a Páscoa. O tríduo é uma unidade e precisa ser considerado como tal; nele se dá a totalidade do mistério pascal.

A unidade do tríduo está no próprio Cristo: quando Ele aludia à sua paixão e morte, nunca as dissociava da sua ressurreição.

O Evangelho fala delas em seu conjunto: “Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará” (Mt 20, 19).

A unidade do mistério pascal tem algo importante a nos ensinar: ela nos diz que a dor não somente é seguida pela alegria, mas que já a contém em si mesma.

O tríduo se refere também aos três dias aos quais Jesus se referiu quando disse: “Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias” (Jo 2, 19).

As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias, como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da mesma cena; juntos, formam um todo. Cada quadro em si é completo, mas precisa ser visto em relação aos outros dois

 

terça-feira, 24 de março de 2015

“DIA DA CRIANÇA POR NASCER”

“DIA DA CRIANÇA POR NASCER”
Pelo 5º ano consecutivo, o INSTITUTO INTERNACIONAL “FAMILIARIS CONSORTIO“ (IIFC /IFCI), da MILITIA SANCTAE MARIAE – cavaleiros de Nossa Senhora, vai participar na Santa Missa celebrada na igreja da Senhora-a-Branca em Braga, dia 25 de Março, às 19 horas , dando satisfação ao pedido de S. João Paulo II, na Encíclica “Evangelium vitae“ que este ano e naquele dia perfaz 20 anos, para que “Todos juntos (deveríamos) construir uma nova cultura da vida” (E.V.nº 95).
Num momento difícil para a humanidade, sobretudo quando diariamente são assassinadas crianças no ventre materno, é urgente rezarmos pela “VIDA POR NASCER“. Pelos bebés a quem não é permitido continuar a viver. Pelas mães que decidem abortar. Pelos pais que consentem e estimulam o massacre dos filhos por nascer. Pelos profissionais de saúde que praticam actos que vão contra o juramento que fizeram de estar do lado da vida.
O IIFC, presente em vários países do mundo, sente-se convocado para a causa da vida como “como povo da vida, povo da vida e a favor da vida” (E. v. nº105). Por isso, convida todos os homens e mulheres que se sentem e agem pela causa da vida humana, desde a concepção à morte natural, a associarem-se a esta iniciativa de oração pelas crianças não nascidas e, sobretudo por aquelas que estão mais ameaçadas no seu direito mais fundamental, que é o DIREITO À VIDA.
“… diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade…”
(Papa Francisco, Às famílias brasileiras, 6.VII.2013)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Para quê confessar-se?


 Para quê confessar-se?



Chegou-me às mãos o texto que segue. Publico-o tal como me foi enviado. Ao longo de quatro semanas vamos «meter a mão na consciência».

Aqui vai uma lista lista de pecados

Para quem não os tem ...

“Confessar por quê? Eu não tenho pecados! Eu não mato nem roubo!”

Quem é que já não ouviu comentários deste tipo!? Se calhar nós próprios também pensamos assim!

 
É verdade que, nos tempos que correm, descobrir o pecado, o sentido do pecado e o que é pecado ... é uma tarefa cada vez mais complicada. E isto porque aquilo que antes era pecado até parece que hoje já não o é e há muitas coisas, hoje, que são completamente diferentes das de ontem...

Mas...afinal de contas... há ou não pecados hoje!? Que pecados existem para além de “matar e roubar”?

Para si que acha que não tem pecados (pelo menos “graves”...) ou para você que se costuma confessar mas que cada vez tem mais dificuldade em descobrir “pecados a sério”, aqui lhe apresentamos algumas pistas para o ajudar a fazer um bom exame de consciência antes de se confessar... ou para se confessar melhor!

EU... E A FAMÍLIA

- Ajudo, quero bem e procuro compreender, sem impor a minha opinião?

- Sou uma pessoa preocupada com os problemas da minha família?

- Tenho procurado realizar a felicidade dos outros, ou são eles o “bode expiatório” dos meus stresses e más disposições?

- Aceito reconhecer que errei e peço desculpa, mesmo que seja aos filhos ou aos pais?

- Preocupo-me com a educação humana, sexual, social e cristã dos filhos? Sou para eles um bom exemplo de vida?

- Participo nas reuniões da Escola e da Catequese? Porque não?

- Que lugar ocupam, na minha família, os mais idosos?

- A minha relação conjugal é equilibrada e sã? Há “outros amores”?

- Os laços do amor quebram-se por causa do álcool ou com maus tratos?

- Rezo em casal ou em família?

- Gosto do meu lar ou é somente espaço para comer e dormir?

- Ando zangado com alguém da família? É por causa das partilhas? Perdoo mesmo?

- Respeitei sempre, na minha família, o direito à vida?

sexta-feira, 13 de março de 2015

Feminicídio e revolução sexual: uma relação que o laicismo finge que não existe


Feminicídio e revolução sexual: uma relação que o laicismo finge que não existe

Combinação de pornografia e liberação sexual sem limites acelerou redução da mulher a objeto



Em meio aos atuais protestos contra a corrupção brasileira e seus efeitos devastadores no bolso e na paciência dos cidadãos, foi sancionada nesta semana, quase como notícia secundária, a lei que torna o feminicídio um crime hediondo no Brasil. É um avanço. No entanto, numa cultura que finge que não há consequência alguma em reduzir as pessoas a objetos sexuais, é um avanço frágil e paliativo, que passa longe de tratar das causas do problema.

Há pouco mais de dois anos, a revista norte-americana Violence and Victims
publicou uma pesquisa feita pela Universidade da Geórgia, também dos Estados Unidos, sobre a relação entre a indústria da pornografia e a violência contra as mulheres. A pesquisa, como seria de esperar, foi amplamente ignorada pela mídia.

Mas o estudo norte-americano não passou despercebido para o médico e sexólogo Vincenzo Puppo, do Centro Italiano de Sexologia. Em entrevista ao jornal
La Stampa, ele explicou por que a pornografia causa dependência e quais são os efeitos da sua transformação em vício:
 

“A visualização contínua e repetida dos órgãos genitais masculinos e femininos vai diminuindo progressivamente a capacidade de excitação mental. Quando um estímulo sensorial é repetido continuamente, ele vai deixando de ser excitante com o passar do tempo. Assim, o cérebro passa a exigir estímulos sexuais mais fortes. Da pornografia ‘normal’, a pessoa passa, por exemplo, a consumir imagens de estupros, de outras violências sexuais, de sadomasoquismo, de sexo com animais, com crianças...”.


E não para por aí. A repetição contínua da visualização dessas novas imagens leva o cérebro a ir se viciando nelas também. Da dependência doentia de mais e mais cenas degradantes, associadas a excitação e prazer pessoal, tende-se ao impulso não menos doentio de passar aos atos. Assim, quando o ambiente da “mera” visualização de pornografia pesada deixa de ser suficiente para “desafogar” o vício, o dependente pode acabar explodindo em atos de violência não apenas contra mulheres, mas também, não raro, contra homens e, o que é mais terrível ainda, contra meninas e meninos.

Os alertas de especialistas em questões como esta não costumam fazer sucesso na cultura laica do “liberou geral”, por motivos óbvios: não se quer admitir que todo excesso tem consequências. É mais ou menos a mesma visão permissiva e leniente que se tem quanto ao
álcool, transferindo-se a responsabilidade pela epidemia de consumo de bebida entre adolescentes e jovens para contextos externos à consciência e à vontade deles.

No tocante à hipersexualização da cultura laica, as mesmas pessoas que apontam o dedo com fúria contra o “modelo machista repressivo” fecham os olhos, conivente e hipocritamente, para a relação avassaladora entre a “revolução sexual” e a transformação ainda mais acelerada de seres humanos em objetos de prazer doentio.

Em meio aos atuais protestos contra a corrupção brasileira e seus efeitos devastadores no bolso e na paciência dos cidadãos, foi sancionada nesta semana, quase como notícia secundária, a lei que torna o feminicídio um crime hediondo no Brasil. É um avanço. No entanto, numa cultura que finge que não há consequência alguma em reduzir as pessoas a objetos sexuais, é um avanço frágil e paliativo, que passa longe de tratar das causas do problema.

Há pouco mais de dois anos, a revista norte-americana Violence and Victims
publicou uma pesquisa feita pela Universidade da Geórgia, também dos Estados Unidos, sobre a relação entre a indústria da pornografia e a violência contra as mulheres. A pesquisa, como seria de esperar, foi amplamente ignorada pela mídia.

Mas o estudo norte-americano não passou despercebido para o médico e sexólogo Vincenzo Puppo, do Centro Italiano de Sexologia. Em entrevista ao jornal
La Stampa, ele explicou por que a pornografia causa dependência e quais são os efeitos da sua transformação em vício:
 

“A visualização contínua e repetida dos órgãos genitais masculinos e femininos vai diminuindo progressivamente a capacidade de excitação mental. Quando um estímulo sensorial é repetido continuamente, ele vai deixando de ser excitante com o passar do tempo. Assim, o cérebro passa a exigir estímulos sexuais mais fortes. Da pornografia ‘normal’, a pessoa passa, por exemplo, a consumir imagens de estupros, de outras violências sexuais, de sadomasoquismo, de sexo com animais, com crianças...”.


E não para por aí. A repetição contínua da visualização dessas novas imagens leva o cérebro a ir se viciando nelas também. Da dependência doentia de mais e mais cenas degradantes, associadas a excitação e prazer pessoal, tende-se ao impulso não menos doentio de passar aos atos. Assim, quando o ambiente da “mera” visualização de pornografia pesada deixa de ser suficiente para “desafogar” o vício, o dependente pode acabar explodindo em atos de violência não apenas contra mulheres, mas também, não raro, contra homens e, o que é mais terrível ainda, contra meninas e meninos.

Os alertas de especialistas em questões como esta não costumam fazer sucesso na cultura laica do “liberou geral”, por motivos óbvios: não se quer admitir que todo excesso tem consequências. É mais ou menos a mesma visão permissiva e leniente que se tem quanto ao
álcool, transferindo-se a responsabilidade pela epidemia de consumo de bebida entre adolescentes e jovens para contextos externos à consciência e à vontade deles.

No tocante à hipersexualização da cultura laica, as mesmas pessoas que apontam o dedo com fúria contra o “modelo machista repressivo” fecham os olhos, conivente e hipocritamente, para a relação avassaladora entre a “revolução sexual” e a transformação ainda mais acelerada de seres humanos em objetos de prazer doentio.

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Alcoólicos Anónimos


I

Desde que deixei de beber

A minha vida modificou

Tudo foi para melhor

E a bebida lá ficou

 

II

Os amigos são os mesmos

Só que com outra atenção

E a bebida lá ficou

Tenho-os no meu coração

 

III

A vida familiar

Isso é uma beleza

E a bebida lá ficou

Quem sabe cheia de tristeza

 

IV

É menos um consumidor

Na contabilidade a fazer

E a bebida lá ficou

E eu cheio de prazer

 

V

Muita gente se admira

Como é que eu consegui

E a bebida lá ficou

Hoje sou igual a ti
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VI

Amigos e inimigos

Até fazem confusão

E a bebida lá ficou

Metida no garrafão

 

VII

No garrafão ou na garrafa

Não me importa o local

E a bebida lá ficou

Não bebo que me faz mal

 

VIII

Pede a Deus que te auxilie

Nesta caminhada salutar

E a bebida lá ficou

O mestre vai-te perdoar

 

X

Nunca esqueças o teu grupo

Muito por ti vai fazer

E a bebida lá ficou

Por esse teu forte querer

 

Alcoólicos anónimos


segunda-feira, 9 de março de 2015

PARÓQUIAS ABERTAS A NOVOS DESAFIOS


PARÓQUIAS ABERTAS A NOVOS DESAFIOS

Os católicos praticantes, dos nominais aos militantes, passando pelos ocasionais, regulares e irregulares - entendendo-se os que participam na missa dominical - estão a diminuir no nosso país.

Os que contam para essa baixa percentagem, muitos, sobretudo nas cidades, não se sentem identificados com a paróquia da sua residência. Procuram mais outras igrejas onde encontram os seus amigos, gostam do padre que preside à Eucaristia ou por outra qualquer razão. Há também os que só procuram a paróquia da sua residência por razões “burocráticas”, por exemplo, quando precisam de pedir transferência de processo ou para batizar os filhos noutro lugar e receber um certificado de idoneidade para ser padrinhos de batismo.

O desfasamento entre a residência e a igreja paroquial verifica-se naqueles e naquelas que se movem por razões de conveniência. Alguns nem sequer conhecem o estilo das assembleias dominicais da sua paróquia de residência e pouco ou nada viram e ouviram o respetivo pastor, sobretudo quando, na mesma paróquia, há outros centros de culto e se dispersam por outros espaços da cidade onde é maior a oferta do cumprimento do preceito dominical do que a procura que vai escasseando.

Vários movimentos de Igreja, hoje mais de espiritualidade do que de apostolado associado, também concorrem para a não identificação com as paróquias. Têm as suas próprias igrejas e centros de culto, normalmente sem repercussão na natureza e missão das paróquias.

Não há mal algum que as pessoas se dispersem consoante os apelos ou as suas escolhas pelos centros de culto. O que pode ser problemático é que as paróquias não trabalhem em rede, umas com as outras, também com os templos que têm reitorias ou pertencem a institutos religiosos ou movimentos.

Face aos novos desafios da configuração real dos católicos mais ou menos praticantes, as paróquias ainda mantêm a sua atualidade. Reconhece-o o papa Francisco, na exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (Alegria do Evangelho). Leiam por favor: “A paróquia não é uma estrutura caduca; precisamente porque possui uma grande plasticidade, pode assumir formas muito diferentes que requerem a docilidade e a criatividade missionária do pastor e da comunidade. Embora não seja certamente a única instituição evangelizadora, se for capaz de se reformar e adaptar constantemente, continuará a ser ‘a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas’”.

O papa tem razão quando alerta os cristãos: “É muito salutar que não percam o contacto com esta realidade muito rica da paróquia local e que se integrem de bom grado na pastoral orgânica da Igreja particular. Esta integração evitará que fiquem só com uma parte do Evangelho e da Igreja, ou que se transformem em nómadas sem raízes”.

Rui Osório, conegoruiosorio@diocese-porto.pt, In “Voz Portucalense”, 18.02.2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Armando Magalhães Correia

Armando Magalhães Correia


Armando Magalhães Correia, com 82 anos, filho de António de Passos Correia, construtor civil (caiador e pintor) e de Carolina Magalhães, doméstica.
É irmão de 11, alguns já faleceram e outros vivem em Viana: a Isaura, o Amaro, e ele próprio com 85 anos. Também há os que vivem no estrangeiro, todos foram casados e com geração.

























O Armando casou com Maria Engrácia Alves de Castro que lhe deu 3 filhos: Maria das Dores, Manuel Armando, José Carlos Alves Correia, todos casados e tem 3 netos.
Fez a Escola Primária no Carmo e foi trabalhar com o pai. Depois aprendeu a arte de funileiro que ainda trabalha para quem queira. No entanto, nas horas vagas dedica-se a fazer miniaturas de artefactos usados antigamente, com todos os pormenores, como podemos verificar na sua oficina ao Largo da Santa Catarina, na Ribeira de Viana.
Para aprender a arte trabalhou num patrão, José Botelho, oito anos e depois por conta própria há 69 anos.



É sportinguista, não tem partido político e é católico. Tem de ser operado às cataratas. Tem de pagar tudo e cortaram-lhe na reforma. Sente pena de estar à espera… pois gosta também muito de ler e de ir da Ribeira à Bandeira do Carmo, à Leitaria do Carmo se encontrar com os amigos e ler o jornal.
A sua oficina está aberta ainda para os amigos e, quando não tem nada a fazer, dedica-se a fazer miniaturas de objectos antigos e gostava de fazer uma exposição. 
De facto a oficina está cheia de centenas de miniaturas e outras antiguidades como ferramentas.