sábado, 9 de maio de 2015

José Alves de Lima


           José Alves de Lima

 
 
 

 
José Alves de Lima, natural de Refoios do Lima, Ponte de Lima, nascido em 1932, filho de Joaquim António Lima e de Rosa Alves de Sousa, andou no Seminário e era primo do falecido Dr. Sá do Rio e do Pe. Manuel Miranda, ex-pároco de Arcozelo, Ponte de Lima.

Saiu do Seminário e começou a estudar no Colégio de Ponte de Lima, no Colégio do Minho e formou-se no Magistério Primário, em Braga.

Fez tropa, foi sargento e veio para Vila Nova de Gaia para a Artilharia Pesada 2. Após esse serviço esteve a substituir um professor primário em S. João da Ribeira.

Concorreu para Santa Marta de Portuzelo e aí ficou um ano, passou depois para Serreleis onde esteve três anos, foi colega da Adélia Castro (aqui paroquiana), conheceu como colega a Estela Vieira, também nossa amiga e paroquiana, e foi até colega do filho no Colégio do Minho.

Voltou para Santa Marta e aí esteve até à reforma.

Casou em 1958 com Maria Delfina Sousa Barbosa de quem teve dois filhos: Maria Manuela, professora no Algarve e José Luís, animador musical, ambos com geração. É avô de três netos.

Foi sobrinho do Pe. José Joaquim de Lima, de Refoios, professor no Seminário em Braga e depois veio paroquiar nas paróquias dos Arcos de Valdevez, onde faleceu.

O professor José Lima escreveu em 1976 um livro que já o tinha feito e usado há anos com o título "Método Racional de Fácil Aprendizagem de Leitura da Língua Portuguesa", editado pela Gráfica da Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo.

Ao leccionar a 1ª classe, em Serreleis, utilizou logo este método que nunca lhe falhou e foi uma obra dele. Não há outra, pois não gostava dos métodos que conhecia.

Todas as palavras são compostas por letras móveis e fixas, são as consoantes, a sílaba nunca deixa de ter vogais.

A partir daqui descobriu que as consoantes tanto podem fazer parte duma sílaba como de outra e outras consoantes que não se podiam passar por cima.

Descobriu que estas L, M, N, R, X e Z, são estas consoantes móveis. Estas sete tanto podem vir para trás como para a frente. O L e N se tiverem H, vão para a frente. Este método ensina as letras pelo som e não pelo nome.

As únicas letras que se podem ler sozinhas são as vogais.

Todos os alunos que passaram pela sua mão foram todos ensinados pelo método. Nunca encontrou nada relacionado com o mesmo..

Depois da Reforma dedica-se à agricultura no seu quintal, passeia. Passeia com a esposa.

A sua esposa era de Geraz do Lima, conheceu-a em Refoios, onde tinha uns tios que deixaram os bens aos pais.

Gostava de fazer praia em Benidorm. O pai gostava que ele tirasse o curso de direito, mas ele seguiu o que queria.

Encontra-se plenamente feliz e realizado na vida de professor e, agora, de reformado. É católico e praticante, mas não vai na política e não aprecia muito o desporto, mas jogava as cartas, tanto a sueca como a bisca, o dominó, damas e nunca o xadrez por ser um jogo de grande concentração.

Este método foi seguido por muitos colegas e percorreu mundo!...



 


Dar Alma à Vida XXXIII

Dar Alma à Vida XXXIII
 




Dar Alma à Vida é dar-lhe o sopro de Deus. É fazer com que o Corpo material tenha uma vida imaterial e espiritual. Foi assim que o sopro de Deus, do livro do Génesis, que deu vida à Humanidade, Deus deu-lhe a responsabilidade de ser livre, de pensar, de agir e gerir a obra do Criador.
 

Dar Alma à Vida é fazer com que uma vida imaterial nos seres viventes seja uma vida mais universal porque lhe dá a dimensão espiritual que é a sua dimensão de verticalidade do Homem da sua união da terra com o Céu e também da sua dimensão horizontal que o leva à humanidade de braços levantados à altura dos seus ombros a ligar-se com todos os viventes da terra, de um mundo particular, com todos os humanos.

Dar Alma à Vida é levar a humanidade a uma Vida com sentido de gestão, de amar com o Amor de Deus porque esta humanidade é imagem de Deus.

Dar Alma à Vida não é dar Vida ao coração porque a Alma é distinta e universal e mais semelhante à Vida de Jesus como grande Pastor das Almas.

Dar Alma à Vida é dar-lhe a essência da própria Vida Humana, segundo a vontade do Criador.

 
Dar Alma à Vida é colocá-la como um conjunto de notas de música numa clave para que possa ser singularmente uma música alegre e universalmente harmoniosa.

Dar Alma à Vida é dar-lhe tudo para que sangre de dor, de paixão, de sofrimento, mas possa sentir sempre a esperança de mudança para melhor o que parece ter faltado em Florbela Espanca.

Enquanto Santa Teresa de Àvila diz que alma é semelhante a um castelo interior que dá a dignidade ao Homem e cita S. João "Na casa de meus pais" há muitas moradas" para nos dizer que a alma do homem é o "Céu de Deus".

É dar um sopro de vida para a Reviver o que seja realmente Vida e não uma prisão da Alma.

Dar Alma à Vida porque o corpo não é uma vida, nem uma alma, é matéria biodegradável e só vale com Alma dada ao Corpo, o "sopro do espírito". Eu não tenho uma Alma, eu sou uma Alma. Não basta o corpo é necessário que seja Alma Viva num corpo material.

No meu tempo de infância e com base na bíblia se dizia a propósito de um habitante de uma aldeia, por exemplo, " é uma aldeia com 1000 almas" e não se dizia 1000 pessoas. Os corpos sem Alma, não têm nada para dar, nem podem amar, porque só dá quem ama e só ama quem dá, sem esperar recompensa. P. C.

 
 






Adivinhe por que esta mulher muçulmana se tornou católica

Adivinhe por que esta mulher muçulmana se tornou católica


Ela tem 31 anos, foi ameaçada de morte pelos seus pais e precisa viver com escolta policial 24h por dia

Aleteia Team

08.05.2015
Sabatina James musulmana convertita cattolicesimo lotta diritti donne musulmane© Pattloch
Ela se esconde sob o pseudônimo de Sabatina James, tem 31 anos e é obrigada a viver com escolta policial 24h por dia, mudando regularmente de localidade na Alemanha.

Sua história também foi contada pela Newsweek: quando tinha 10 anos, sua família muçulmana sunita se transferiu de Lahore (Paquistão) a uma pequena cidade da Áustria. Aos 17 anos, voltou ao Paquistão, porque seus pais queriam celebrar sua união com um primo a quem a haviam prometido em casamento quando era criança. Ela se rebelou e então foi confinada em uma escola corânica sunita para que aprendesse a ser uma “paquistanesa decente”.

A dureza das suas condições a fizeram ceder, de maneira que seus pais, acreditando que agora ela queria se casar, deixaram-na voltar à Áustria para que terminasse seus estudos, para depois regressar ao Paquistão para casar-se. Ao chegar aos 18 anos, Sabatina fugiu, e a amizade com um colega de faculdade evangélico a levou a um itinerário de conversão, oscilando entre o protestantismo e o catolicismo.

Está sempre presente nela a advertência da comunidade islâmica na qual cresceu: entre os cristãos não há santos, suas igrejas estão vazias e seus prostíbulos, cheios. No entanto, apesar disso, os símbolos católicos a atraíam; a imagem de Deus que escolhe sofrer na cruz a comovia.

Sua primeira constatação foi a de que o temor de Deus professado pelos cristãos, baseado no amor, é diferente do temor de Deus professado pelos muçulmanos, baseado no medo. Seu amigo cristão lia passagens da Bíblia que lhe davam paz e serenidade, como o Alcorão jamais havia feito.

Sabatina recorda esses dias assim: “Cristo mostrava sua misericórdia às mulheres adúlteras, enquanto Maomé permitia que fossem lapidadas. Quanto mais eu lia o Alcorão, mais ódio sentia dos que eram diferentes dos muçulmanos; no entanto, como cristã, sinto amor por estas pessoas e desejo que recebam o mesmo amor que eu senti através de Jesus”.

Sabatina chegou a procurar um padre católico, mas no começo não recebeu muita atenção; alguns diziam que Maomé também foi um profeta, com medo de ofender o islã. Mais confusa do que antes, ela se orienta ao evangelismo, sofrendo as ameaças dos seus pais: se não voltasse atrás, eles a matariam. A polícia não a ajuda, mas a igreja evangélica sim.

No entanto, ela continuava sentindo que lhe faltava algo; seu fascínio pela experiência católica só aumentava, fazendo-lhe intuir interiormente que esta é a “Igreja verdadeira”; é um chamado interior. Então, ela decidiu se aproximar dos grandes Padres da Igreja, como Agostinho, Inácio de Antioquia e Irineu. As ameaças aumentaram, mas a força da nova conversão, agora ao catolicismo, deu-lhe o sorriso da paz interior e a plenitude de vida.

O encontro com Jesus agora é real, e o que mais impressiona Sabatina é esta passagem: “Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações; para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas” (Isaías 42, 6-7).

Sabatina compreende que sua missão é apoiar as mulheres muçulmanas que se dirigem a ela porque foram espancadas e repudiadas pelos seus maridos ou porque querem sair dos seus países.

“E nós, os católicos – lamenta Sabatina –, muitas vezes ensinamos que todas as religiões são iguais, e assim fazemos que os católicos se convertam ao islã, para depois irem combater a jihad no Iraque.”

Com a fundação da qual se tornou embaixadora, “Terre de Femmes”, Sabatina luta hoje pela igualdade das mulheres muçulmanas. “Milhares de mulheres são torturadas e assassinadas em nome de Alá; nos últimos anos, só no Paquistão, mais de 4.000 mulheres foram queimadas vivas”, escreveu em seu livro “Minha luta pela fé e pela liberdade” (Ed. Palabra, 2013).

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Papa Francisco: quero os pobres na 1ª fila, ilustres e famosos atrás

Papa Francisco: quero os pobres na 1ª fila, ilustres e famosos atrás


Concerto no Vaticano para sustentar a Obra de Caridade do Pontífice

Concerto no Vaticano para sustentar a Obra de Caridade do Pontífice

05.05.2015
Pope Francis with the clochards_© ALBERTO PIZZOLI / AFP
Depois da visita guiada exclusiva aos Museus Vaticanos no final de março, agora os sem-teto, imigrantes e pobres terão acesso, em primeira fila, ao concerto beneficente do Papa, no próximo dia 14 de maio, na Sala Paulo VI. Por desejo de Francisco, eles se sentarão nos lugares de honra, que normalmente são reservados a autoridades civis e eclesiais.

Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos (cf. Mt 20,16) no concerto organizado para sustentar as Obras de Caridade do Papa, na prestigiosa Sala Paulo VI, no dia da festa da Ascensão do Senhor.

O evento é organizado pela Esmolaria Apostólica, o departamento que tem a tarefa de praticar a caridade a favor dos pobres em nome do Papa, e que é dirigido por Dom Konrad Krajewski. Além disso, participam da organização o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização e a Fundação São Mateus, em memória do cardeal Van Thuan.

Os "preferidos do Papa Francisco" se deleitarão ao escutar a Orquestra Filarmônica Giuseppe Verdi, dirigida pelo maestro Daniel Oren, junto a Dom Marco Frisina, diretor do Coral da diocese de Roma.

O evento terá como convidados de honra as pessoas mais carentes, que recebem ajuda dos voluntários e operadores da diocese de Roma, do Centro Astalli para os refugiados e da Comunidade de Sant'Egídio de Roma.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Por que maio é o mês de Maria?

Por que maio é o mês de Maria?


Conheça a tradição que vem do hemisfério norte e que nos presenteia com um mês inteiro dedicado à nossa Mãe celestial

Conheça a tradição que vem do hemisfério norte e que nos presenteia com um mês inteiro dedicado à nossa Mãe celestial

our lady with flowersFr Lawrence Lew OP -cc
No mês de maio, milhões de pessoas participam de romarias e peregrinações a santuários marianos, fazem orações especiais a Maria e lhe oferecem presentes, tanto espirituais quanto materiais.

Dedicar o mês de maio também chamado de "mês das flores" no hemisfério norte – a Maria é uma devoção arraigada há séculos. Com sua poesia "Ben vennas Mayo", das Cantigas de Santa Maria, Afonso X o Sábio nos revela que esta tradição já existia na Idade Média.

A Igreja sempre incentivou tal devoção, por exemplo concedendo indulgências plenárias especiais e com referências em alguns documentos do Magistério, como a encíclica "Mense Maio", de Paulo Vi, em 1965.

"O mês de maio nos estimula a pensar e a falar de modo particular dEla – constatou João Paulo II em uma audiência geral, ao começar o mês de maio em 1979. De fato, este é o seu mês. Assim, o período do ano litúrgico [Ressurreição] e ao mesmo tempo o mês corrente chamam e convidam os nossos corações a abrirem-se de maneira singular para Maria."

Mas, por que existe este mês, se outros contêm festas litúrgicas mais destacadas dedicadas a Maria? O beato cardeal John Henry Newman oferece várias razões em seu livro póstumo "Meditações e devoções".

"A primeira razão é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera", escreve de um país do hemisfério norte.

"Porque os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde – acrescenta. Porque semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Deus."

"Ninguém pode negar que este seja pelo menos o mês da promessa e da esperança – continua. Ainda que o tempo não seja favorável, é o mês que dá início e é prelúdio do verão."

"Maio é o mês, se não da consumação, pelo menos da promessa, e não é este o sentido no qual mais propriamente recordamos a Santíssima Virgem Maria, a quem dedicamos o mês?", pergunta em sua obra, publicada em 1893.

Alguns autores, como Vittorio Messori, veem nesta manifestação da religiosidade popular uma cristianização de uma celebração pagã: a dedicação do mês de maio às deusas da fecundidade – na Grécia, Artemisa; em Roma, Flora. De fato, maio deve seu nome à deusa da primavera Maia.

Além disso, em muitos países, durante o mês de maio, comemora-se o Dia das Mães, e a lembrança se dirige também à nossa Mãe do céu.

Para muitos, maio é o mês mais bonito, como Maria é a mulher mais bela; o mês mais florido que conduz o coração até Ela, uma Palavra feita flor.

sábado, 2 de maio de 2015

Contra uma barbaridade, outra barbaridade!


Contra uma barbaridade, outra barbaridade!

 

   Uma criança, de 12 anos, animalescamente violada pelo padrasto: uma barbaridade!

   A mesma criança , barbaramente,  vai ser submetida a um aborto. Ou seja, um mal hediondo combate-se contra  com um acto ainda mais hediondo.

   Que sociedade é esta que age deste modo?

   Onde estamos e para onde vamos?

   Com ou sem autorização judicial, o mal é o mesmo : o aborto .

   A morte de um bebé, que , como sua mãe, não tem qualquer culpa de ter sido concebido nem aquela de ter sido violada, são um mal. São ambos muito maus. Péssimos. Mas não se apaga um mal praticando outro mal. E no meio disto tudo, o que pensa a criança-mãe a quem lhe vão MATAR o filho?

  Já lhe explicaram que o bebé, que não é um boneco, nem qualquer objecto ,uma criança que vão matar?

   Quem rodeia esta menina-mãe já lhe disse que há instituições que a podem e querem ajudar a  tratar, cuidar e  tomar conta do seu filho e a ela que também carece de grande apoio para superar esta enorme dificuldade, esta feroz agressão?

   Ou tem havido uma preocupação dominante e dominadora de eliminar o bebé que conscientemente querem matar?

   Este é mais um caso, um triste caso, de como o aborto e a lei que o promove tem de ser alterada, no respeito absoluto pelos mais indefesos, as crianças por nascer.

  Incomoda-me esta civilização , esta cultura da morte! A ligeireza com que se matam os indefesos, os desprotegidos.

    Revolta-me a pena de morte, em qualquer circunstância  que, como se sabe, não interrompe a vida, mas termina com ela de forma irreversível . Também a sua promoção como remédio para as injustiças e a falta de valores  que promovemos, acarinhamos e toleramos.

   Esta é uma situação clamorosa perante  a qual não posso silenciar – me. O meu silêncio seria conivente. E não quero dar a minha anuência, pelo meu silêncio , a este crime.

Carlos Aguiar Gomes

Casamento: homem ou mulher, quem manda em casa?

Casamento: homem ou mulher, quem manda em casa?


O forma como se lida com o poder dentro do casamento é uma tema controverso que pode gerar dificuldades entre os casais

O forma como se lida com o poder dentro do casamento é uma tema controverso que pode gerar dificuldades entre os casais

 
 
 
 
LaFamilia.info
01.05.2015
Uomo e donna© Pressmaster/SHUTTERSTOCK
A maneira como se lida com o poder dentro do casamento é controverso e pode causar dificuldades entre os casais.

Antigamente, os papéis estavam definidos: os maridos eram os provedores do lar, os "chefes de família", e as mulheres se ocupavam do lar e da educação dos filhos. Um não se intrometia no terreno do outro. Mas isso mudou: agora, ambos os cônjuges costumam trabalhar fora e, portanto, precisam compartilhar tarefas e dividir as responsabilidades, o que pode causar confusão na hora de lidar com a autoridade no lar.

Por isso, agora mais do que nunca, o trabalho conjunto, no qual o poder é repartido entre os cônjuges, é a melhor opção para obter o bem-estar de toda a família. Como conseguir isso? Apresentamos, a seguir, algumas recomendações.

Autoridade versus autoritarismo

Quando um dos cônjuges é o que manda, decide as coisas sem pedir opiniões e conselhos, determina o que se faz e como se faz, não leva em consideração os desejos, necessidades, sentimentos dos outros, o mais provável é que nesse lar se viva um ambiente tenso, frio e temeroso.

Em uma família saudável, deve existir uma relação complementar, na qual a tomada de decisões seja consensual e os acordos sejam comuns, de maneira que se escolha o que mais convém a todos.

Quando há abuso de poder, seja qual for o contexto, existirá uma relação de subordinação que não é conveniente. No casamento, como em muitos âmbitos, o trabalho em equipe é o que deve predominar. Os dois têm o dever – bem como o direito e a capacidade – de conduzir o lar e formar os filhos. A comunicação precisa ser profunda e o poder deve estar distribuído entre ambas as partes; do contrário, os conflitos surgirão rapidamente.

A divisão do poder

O poder e a autoridade não são elementos maléficos. O que é realmente ruim é quando não há uma boa distribuição deles, quando estão concentrados apenas em uma pessoa, quando não há consenso, mas imposição. Também se apresentam conflitos quando ambos os cônjuges querem mandar na mesma área, pois aí é quando se apresenta a luta por dominar.

O ideal, então, é a negociação, o debate com argumentos dentro de um ambiente de respeito e abertura de mente, no qual um escute o outro e, depois de avaliar os prós e contras, chegam juntos a uma decisão.

Mas, como fazer esta divisão do poder? Não é questão do sexo, mas das capacidades de cada um. Cada cônjuge tem habilidades que talvez o outro não possua; assim, busca-se uma complementariedade, que é a base da convivência harmônica.

Por isso, cada um precisa ser sincero diante do outro para aceitar suas limitações. Por exemplo, muitos casais perceberam que as mulheres costumam ser mais organizadas para administrar as finanças familiares – uma tarefa exercida tipicamente pelo homem. E isso pode acontecer em várias áreas.

Difícil, mas não impossível

Seria um engano dizer que dividir o poder é uma tarefa fácil. Será preciso ter muita humildade  e deixar de lado a atitude competidora, própria do mundo atual. A negociação é a única forma de impedir que se abuse do poder; portanto, o diálogo assertivo é a melhor ferramenta para conseguir isso.

Como explica Aquilino Polaino-Lorente, "homem e mulher são diferentes e, no entanto, iguais. O sentido destas diferenças se encontra precisamente na complementariedade, e não na competitividade. É por isso que precisam buscar entre eles a soma, não a subtração nem a divisão".

E acrescenta: "Não só isso, mas também conhecer o outro e conhecer-se melhor, de maneira que a distribuição de funções e papéis entre eles corresponda às suas respectivas habilidades e destrezas.

O objetivo: bem-estar da família

Vemos com frequência que, uma vez que a discussão começa, somos seres humanos que somos, vêm à tona o ego e a mal chamada dignidade. Levamos a briga até suas últimas consequências, com tal de ter razão.

Esta atitude nos torna cegos e nos faz perder o rumo. Quando isso acontecer, é preciso levar em consideração o que você realmente quer conseguir e para que quer isso. O mais provável é que sua resposta seja: "Quero o melhor para a minha família". Mas será que é dessa maneira que você vai conseguir isso? Lembre-se da importância do bem coletivo acima do bem individual.