sexta-feira, 5 de junho de 2015

Pão de Cristo – O PÃO DA VIDA


Pão de Cristo – O PÃO DA VIDA

 

 

 

É lindo e é verdadeiro!

 

 

 

LÊ EM SILÊNCIO E MEDITA.  É CURTO E INSPIRADOR.

 


O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Vítor.
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, o que o entristecia e envergonhava muito.
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo, quando viu chegar um casal.
Vítor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.
- Não tenho trocos - foi a resposta seca.
A mulher, ouvindo a resposta do marido, perguntou:
- Que queria o pobre do homem?
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido encolhendo os ombros.
- Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!
- Mas eu tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Vítor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugir dali, mas a voz amável da mulher reteve-o:
- Aqui tem qualquer coisa. Consiga algo de comer, e, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança: há-de haver, nalgum lugar um trabalho para si. Faço votos para que o encontre.
- Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.
- Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o! - Acrescentou ela com um largo sorriso, dirigido mais ao marido do que ao mendigo.
Vítor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorresse o corpo.
Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte: comeria do 'Pão de Cristo' dois dias.
Mas uma vez mais sentiu aquela descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO!
"Um momento! - Pensou - Eu não posso guardar o 'Pão de Cristo' só para mim".
Parecia-lhe como que escutar o eco de um hino antigo que tinha aprendido na catequese.
Naquele momento, passava um velhote ao seu lado.
- Quem sabe, se este pobre homem não terá fome também - pensou - Tenho de partilhar o 'Pão de Cristo'.
- Ouça - chamou Vítor - Quer entrar e comer uma comidinha quentinha?
O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.
- Está a falar sério, amigo? O homem não acreditava em tanta sorte, até estar sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente.
Durante a refeição, Vítor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.
- Está a guardar um pouco para amanhã? - Perguntou.
- Não, não. É que conheço um miúdo da rua e que tem passado mal ultimamente. Estava a chorar com fome, quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.
- O Pão de Cristo! - Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
Ao longe, os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes lhe tinha ressoado na cabeça.
Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.
- Toma lá. Metade é para ti - disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.
O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.
- Até logo! - Disse Vítor ao velho - Nalgum lugar encontrará emprego. Não desespere! Sabe? - Sussurrou - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!
Enquanto se afastava, Vitor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar, quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono.
Vítor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta.
Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado, o homem primeiro ficou todo contente; depois, tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado; mas, encarando a cara séria de Vítor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse então:
- Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!
Vítor olhou o dinheiro, meio espantado, e disse:
- Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.
- Pegue-lhe! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! E olhe, se precisar de emprego, vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.
Vítor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele hino que recordava a sua infância e que lhe ressoava no espírito. Chamava-se 'REPARTE O PÃO DA VIDA'.

NÃO TE CANSES DE DAR, MAS NÃO DÊS SOBRAS,
DÁ COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA.
QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA
DE TOMAR A NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO,
MESMO QUE DOA!

Bem, agora se o desejares, reparte com os teus amigos.
Ajuda-os a repartir e a reflectir. Eu já o fiz.
ESPERO QUE SIRVA para a tua VIDA...
QUE DEUS NOS ABENÇOE SEMPRE...!!!
 

Jesus: Senhor, eu amo-te muito, e necessito de ti sempre: estás no mais profundo do meu coração. Abençoa, com o Teu carinho, a minha família, a minha casa, o meu emprego, os meus bens, os meus sonhos, os meus projectos e os meus amigos.

Mandas tanta coisa pela Internet… Afinal, por que não mandar uma prece a Deus?

 

Tem um dia feliz!

Andrea Bocelli revela: “Os médicos queriam que minha mãe abortasse”

Andrea Bocelli revela: “Os médicos queriam que minha mãe abortasse”

 O famoso tenor italiano expressa sua gratidão a Deus em sua nova turnê dedicada a destacar a importância da família

O famoso tenor italiano expressa sua gratidão a Deus em sua nova turnê dedicada a destacar a importância da família

Alfa y Omega
03.06.2015
misa© laurentius87
Andrea Bocelli acabou de estrear sua nova turnê, “O Grande Mistério”, em parceria com o Conselho Pontifício para a Família, para celebrar a beleza da instituição familiar. “Minha família e a música foram essenciais para a minha vida”, reconhece.

Que importância a família teve em sua vida?

Creio firmemente na família e nos valores que ela nos dá. A família é o principal alicerce da sociedade. Os que menosprezam a família evidentemente colocam o “eu” no lugar de Deus, e perderam a memória de tudo o que receberam quando crianças: um tesouro feito de carinho intenso e desinteressado.

Para mim, poder estar junto à minha família, viver a paz da minha casa quando estou livre de compromissos artísticos, é a melhor maneira de investir o meu tempo.

É verdade que sua mãe foi aconselhada a abortar?

Minha mãe, Edi, é uma mulher extraordinária. Entre os muitos ensinamentos que pude receber dela e do meu pai, Sandro, encontram-se: a força, a garra e a capacidade de não me render, que eles mesmos mostraram quando, estando grávida, os médicos aconselharam minha mãe a abortar, porque seu filho nasceria com graves patologias.

Ela ignorou estes imprudentes conselhos e prosseguiu com a gravidez, com o apoio do meu pai. Sem aquele gesto de coragem e fé, eu não estaria aqui para contar isso hoje. E, se eu tornei pública esta vivência privada, foi para oferecer minha pequena contribuição para dar um apoio psicológico e um pouco de esperança a todas aquelas mulheres que, por milhares de motivos, não se sentem com força para defender a vida que carregam em seu útero.

Você imagina sua vida sem sua família, sua esposa, seus filhos?

Seria impossível imaginá-la assim. Minha esposa Verônica é minha companheira, amiga, amante, cúmplice, na alegria e na dor; é meu ponto de referência essencial, que me dá calor, serenidade e unidade. E meus filhos são minha prioridade absoluta, acima de qualquer outro compromisso; são a primeira razão da minha vida. Busco sempre estar perto deles, apesar da minha profissão, e procuro transmitir-lhes meus valores, mais que com palavras, com o exemplo.

Você também se declarou católico em vários momentos. Que importância tem a fé em sua vida?

É um elemento crucial. A fé é um dom, e só posso agradecer pelo fato de tê-lo recebido; um dom que tento conservar e fazer crescer a cada dia. Quando eu era adolescente, segui os princípios morais que minha família havia transmitido, sabendo que seriam suficientes para uma vida serena.

Com o passar dos anos, interrogantes existenciais voltaram e me interpelam: quem nos colocou no mundo? Somos filhos do acaso ou filhos de Deus? É uma questão de crer ou não crer. Eu escolhi o caminho que me parecia mais lógico, aquele que minha inteligência, ainda que limitada, me indicava.

Quem é Deus para você? Como o Andrea Bocelli reza?

Ele é o Pai de todos nós, aquele que sabe tudo, o criador do mundo, aquele que não tem começo e jamais terá fim. Quanto à oração, além do fato de que a música pode ser uma oração extraordinária – Santo Agostinho dizia que “quem canta, reza duas vezes” –, sou um defensor convicto da oração cotidiana.

Como qualquer disciplina, ela requer empenho, constância, sacrifício. Para perseverar na fé, são necessárias práticas muito simples, às vezes aparentemente entediantes. Se a pessoa quer progredir na fé, precisa perseverar na oração.

Qual é sua opinião sobre o Papa Francisco?

O Papa Francisco é um gigante, porque tem a grandeza dos bons e a bondade dos grandes. Ele se entrega ao próximo sem reservas, e isso, para os cristãos, é o mais precioso dos dons. Ele mesmo é um dom de Deus e uma grande fonte de esperança para todos os homens de hoje.

(Juan Luis Vázquez Díaz-Mayordomo)

sábado, 30 de maio de 2015

Quando minha esposa teve Alzheimer, descobri o melhor do meu casamento

Quando minha esposa teve Alzheimer, descobri o melhor do meu casamento



Chegou um momento em que ela não sabia quem era eu, mas o importante era que eu sabia quem era ela

Chegou um momento em que ela não sabia quem era eu, mas o importante era que eu sabia quem era ela

 
 
29.05.2015
WEB Elderly CoupleMichael Brant CC
Foram mais de 50 anos juntos, considero-me afortunado e me lembrarei dela enquanto eu viver. Entre muitas coisas, sentirei falta das suas exigências para que eu fosse uma pessoa melhor, pois ela sempre teve expectativas muito superiores às que eu tinha sobre mim mesmo. Isso sem falar do seu esforço pela sua própria superação.

Estas exigências já me fizeram reclamar muito, mas hoje sinto falta delas, preciso delas.

Meus filhos sentem pena de mim e me visitam frequentemente, passam fins de semana comigo ou eu passo na casa deles. Às vezes, eu os pego olhando-me com ternura e posso adivinhar seus pensamentos: “Pobre papai! Vai sentir muita falta dela!”.

Já os ouvi recebendo condolências dos seus amigos, em diálogos com benevolentes comentários sobre o que eles consideravam como uma descrição belíssima do nosso amor: quanto tempo estivemos juntos; como parecíamos felizes convivendo; como nos comunicávamos bem; como compartilhávamos interesses e tantas outras coisas.

Sim, todos esses comentários refletem uma realidade, mas só uma parte dela. Não a mais profunda e total realidade do nosso amor, que estava muito acima de tudo isso. Descobri isso no final do caminho, no processo da sua doença.

Minha esposa sofreu de Alzheimer. Chegou um momento em que ela não sabia quem era eu, mas o importante era que eu sabia quem era ela. Tive o dom de poder ver sua parte angelical por trás do seu rosto inexpressivo.

Assim, podia evocar seu intenso sorriso, a agudeza das suas intuições ao me compreender e atender, suas broncas amorosas, sua alegria de viver, sua exigência por sermos melhores.

Ela era como uma pequena ave nas minhas mãos; não podia me oferecer uma companhia dialogante, nem ajuda nas circunstâncias da minha vida. Muito alheia às suas possibilidades, restava a menor das minhas necessidades, que ela costumava atender assim que a percebia enquanto tinha pleno uso de suas faculdades. Esta nova fase era, para mim, a oportunidade de fazer o sacrifício por amor, de ser abnegado.

Eu a atendia pessoalmente da melhor maneira possível, e todo o meu ser era para ela. Todo o meu ser para ela! Foi assim que pude compreender uma dimensão do amor conjugal que sempre havia estado presente e que ela com certeza já conhecia. Uma dimensão que iluminava com raios de sol nossa relação, tornando-a mais íntima que nunca. Uma dimensão na qual havíamos construído e reconstruído nosso amor cada dia.

Assim, todas as manhãs, eu enfeitava o quarto com os crisântemos de que ela tanto gostava, lia poemas de amor compostos por mim, cantava para ela, fazia cafuné, dançava e lhe contava histórias. Com lições bem aprendidas, eu a amava com um amor que me fazia ser melhor, até o último instante, em que Deus a levou.

Entendo que os casais jovens conhecem pouco do amor nesta dimensão. Esta é uma disciplina que terão de cursar, pois o casamento é uma relação de perfeição recíproca dos cônjuges em todos os âmbitos da vida, do mundo cotidiano ao mundo da intimidade mais estrita.

É assim que vai se dando o desvelamento da realidade pessoal de cada um, um desvelamento que permite a correção dos defeitos e o desenvolvimento das virtudes, contando com a ajuda e o apoio amoroso do cônjuge.

Por isso, são um bem um para o outro.

Minhas foi e será o maior bem da minha vida, vindo das mãos de Deus, e sou imensamente grato por isso.
Aleteia

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dar Alma à Vida XL


                Dar Alma à Vida XL

 
É pôr sal na comida para que tenha sabor, é colocar uma candeia sobre o alqueire para que se possa ver, é dar vista aos cegos, pôr os coxos a andar, liberdade aos oprimidos, dar saúde aos doentes, fazer oração, abrir portas aos frágeis, saber perdoar, saber ser humilde e pobre, para não humilhar.

 
Não se dá Alma à Vida quando na nossa vida os pobres não nos dizem nada e andam longe do nosso coração.

Dar Alma à Vida é dar Vida aos pobres e não humilhá-los e roubar-lhes até a sua dignidade do pouco que podem ter.

 
O Pobre deve ser o objetivo de quem pode e tem mais, mas, às vezes, são mais generosos os pobres a partilharem uns com os outros do que a quem nunca lhes falta nada sobre a mesa.

Dar Alma à Vida é procurar Deus no pobre e no rico, por toda a parte, aí pode encontrar esta Alma que vivifica.

Dizia S. Vicente de Paulo que “não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor.”

Dar Alma à Vida é dar a quem precisa comida material e espiritual com Amor.
 

Dar Alma à Vida é darmo-nos a quem precisa porque, deste modo, abrimos as portas de Deus.

Dar Alma à Vida é dar a quem precisa, de modo especial aos mais pequeninos, porque neles está Deus e, por isso, seremos recompensados e as portas do Céu se abrirão.

Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino de Deus.

 
Isto é dar Alma à Vida, é celebrar a páscoa, o ressuscitado, quando a nossa Vida está envolvida, não só na verticalidade, como na horizontalidade, desde que una a Terra com o Céu e cada um de nós à Humanidade celebrando com a Alma, uns e outros, a VIDA.

                                                                                                                                                                                     P.C.




Dar Alma à Vida XXXIX


Dar Alma à Vida XXXIX

A vida sem Alma não é Vida, melhor, é vida irracional, inconsciente, superficial, pode ser maldade, obscuridade, rastejante, sem projeto, sem sentido… é terra!...
A Alma dá à Vida o Espírito que esta precisa para espelhar a Verdade, o Caminho, a Luz que interpela e que leva a andar em frente com a coragem de quem Ama até ao fim!


Dar Alma à Vida é dar-lhe serenidade, paciência, coragem, tolerância, fortaleza, alegria, esperança, bondade, misericórdia, proximidade no âmbito do que representa um triângulo equilátero nos seus três vértices com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, isto é, a Trindade de Deus, numa só pessoa distinta, única e verdadeira.


Dar Alma à Vida é dar-lhe o Corpo onde se sustém até ao definhar a materialidade do mesmo e a Alma enlevar-se na Glória do Senhor da Vida.

 
Dar Alma à Vida é, dia a dia, dar-lhe um Espírito Novo, o que só acontece quando abrimos o coração ao Espírito de Deus e nos deixamos enlevar por aquele de quem tudo na Vida, nos é dado viver, a ânsia de uma felicidade que um dia será saciada plenamente por quem nos chamou e consentiu viver e lutar pela perfeição, pela Felicidade.  

                                                                                                                              P.C.

É correto ir à missa quando estamos brigados com alguém?

É correto ir à missa quando estamos brigados com alguém?

 Seria preciso confessar-se também por ter recebido a Eucaristia nestas condições?

Seria preciso confessar-se também por ter recebido a Eucaristia nestas condições?

 
Toscana Oggi
 
27.05.2015
Messa eucaristia celebrazione liturgia lite fratello riconciliazione© Flickr/Anant Nath Sharma/Creative Commons
Pergunta

Muitas pessoas se confessam de não ter ido à missa por impossibilidade. Pessoalmente, acho mais grave ir à missa, inclusive em dias festivos, sabendo que se odeia alguém, a quem se nega inclusive a saudação, a quem se evita e com quem não se fala. Porque não vamos à missa só fisicamente, mas com fé sincera. Então, não é importante confessar-se e arrepender-se de ter ido à missa nestas condições?

Resposta (Pe. Valerio Mauro, professor de teologia sacramental)

A frase com a qual o leitor termina sua pergunta é digna de ser destacada. Certamente, nem todos vivem sua fé por convenção ou costume. No âmbito da fé cristã, existem também os chamados “bons costumes”. Não podemos desprezá-los.

Muitas vezes nascem de uma educação recebida na infância, mas assumida pessoalmente como uma atitude convicta diante do Senhor e do que Ele nos pede sobre viver a fé na comunidade eclesial. Em resumo, ir à missa não é um privilégio exclusivo dos “puros”, que “não pecam”.

Eu gostaria de acrescentar, no entanto, que é muito importante em tudo isso a consciência da dimensão comunitária da nossa fé. Mesmo vivida por cada um de nós de maneira pessoal, somos chamados a pronunciar juntos nosso “credo” e a viver em uma real comunhão de fé, esperança e amor.

A pergunta concreta do leitor toca vários âmbitos do comportamento cristão: aspectos de teologia sacramental e moral, comportamentos com relação a Deus e ao próximo.

Uma primeira resposta, muito simples, que parece óbvia, consiste em convidar a colocar diante da misericórdia de Deus uns e outros. É preciso tomar consciência da importância dos sentimentos que se expressam em gestos com falta de amor e que vão contra o Evangelho de Cristo.

O cristão está chamado a “santificar” o dia do Senhor. Não podemos esquecer que o domingo é o dia dedicado às “coisas do Senhor”, que não implica somente em ir à missa, mas também fazer atos de fé que nos levem a “santificar” o dia do Senhor, torná-lo um dia especial, dedicado a Ele, à convivência familiar, à caridade, a dedicar tempo ao cuidado de si mesmo.

Em relação à missa dominical, portanto, não se trata somente de uma participação física ou não, mas de deixar-se envolver pela lógica cristã do dia do Senhor. A mesma lógica da fé deveria intervir também no exame dos nossos sentimentos.

O exemplo que o leitor dá é claro. O próprio Senhor, no Evangelho, condena aquele que pronuncia palavras ofensivas contra seus irmãos; convida a reconciliar-se com o irmão antes de apresentar a oferenda no altar de Deus.

Alimentar sentimentos de ódio ao próximo está em forte contradição com o gesto eucarístico de comer o Corpo de Cristo. Se não conseguimos retificar rapidamente nossas relações, somos convidados a colocar diante da misericórdia de Deus, na confissão, o nosso coração arrependido, para que Ele o purifique por meio do seu perdão.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Sempre os velhos!


Sempre os velhos!

Como vão os portugueses reagir, nas legislativas, se a economia melhorar? Dizem alguns que se a anunciada melhoria económica chegar ao bolso dos portugueses, e continuar a pairar a dúvida sobre o despesismo do PS, a coligação tem aqui um aliado de muito peso. Pode ganhar as legislativas. Afirmam outros que se a economia apenas se reportar ao equilíbrio orçamental, à recuperação da credibilidade estrangeira ou à melhoria das notações das financeiras, mas não se refletir no bolso dos eleitores, então a vantagem cairá para o lado do PS. Como disse Centeno, um dos economistas do estudo encomendado pelo PS, “milagres não há” e afirmou: “ou emprego ou corte nas pensões”. Eis a questão: os aposentados deste país sabem que a empregabilidade em Portugal é como o rasgo na nuvem por onde espreita um sol tímido; sabem que a chumbada lhes vai cair no lombo, magro e esquelético. Desesperam contra a falta de humanismo desta economia contabilística; sentem a desigualdade porquanto, dizem, se houver novos sacrifícios a impor, eles devem ser repartidos por todos os portugueses e não só pelos funcionários públicos e reformados; apelidam-na de desumana porquanto sabem que nessas contas, as pessoas contam pouco; dizem estar a assistir a uma falta de respeito pelos valores da solidariedade geracional; a caixa registadora vale mais que o coração. Há quem tenha reformas milionárias mas a maioria não ganha para levar uma vida digna; não há dinheiro para sustentar as atuais aposentações porque os governos nunca descontaram para a caixa geral de aposentações, como descontam todas as outras entidades patronais; agora têm de dar à CGA o que nunca deram durante décadas a fio. O dinheiro dos descontos dos aposentados é dinheiro que não lhes pertence, logo não deveria ser o estado a geri-lo. Não há dinheiro para nada, porque ele é gasto em serviços inventados para empregar os meninos dos partidos, principalmente em assessorias, em empresas de estado sempre deficitárias, em institutos públicos de nenhuma ou duvidosa atividade, de fundações que só servem para editar livros dos fundadores, etc. etc. Assim não há dinheiro que chegue; não há nem nunca haverá. A maior parte das vezes são alguns destes protegidos que fazem as leis que depois revertem a seu favor. Mas nós, os aposentados, somos muitos, somos mais de três milhões e meio; a nossa longevidade atrapalha-lhes a contabilidade. Então por que razão teimamos em nos calar? Permitimos que nos ponham a carga às costas sem a atirar ao chão?! Que masoquismo é este?! Por que razão não fazemos sentir-lhes o nosso peso eleitoral? Por que razão vamos votar neste ou naquele partido que anunciam mais cortes nas pensões? Temos de ter a coragem de dizer a estes senhores, alto lá, nós existimos, nós votamos, nós estamos vivos, nós somos aqueles que repartimos a côdea que nos deixaram rapada, pelos filhos e netos a quem os senhores negam o presente e o futuro. Somos nós, afinal, quem decide eleições. Tenham consciência da nossa força. Obriguemos os políticos a ter medo dos aposentados. Nós somos um “grande partido”, que tem como “ideologia” querer viver o resto da vida com dignidade. O nosso passado tem de ser respeitado. Não precisamos de ir para a rua gritar slogans, empunhar bandeiras sindicais ou vociferar em megafones. Nós vamos decidir as legislativas. Todos votaremos a favor daqueles que nos respeitem, nem que seja de cadeira de rodas ou de cama de enfermo. Senhores, digam isto ao FMI e acrescentem que em Portugal quem ganha eleições são os aposentados.

Opinião – Diário do Minho - segunda-feira 25.05.2015

Paulo Fafe


 

Opinião – Diário do Minho - segunda-feira 25.05.2015

Paulo Fafe