segunda-feira, 8 de junho de 2015

ESPÍRITO CRIADOR


ESPÍRITO CRIADOR

Frei Bento Domingues, O. P.

Público 07.06.2015

 

1. Há pessoas que fazem profissão de optimismo. Olham sempre, ou fingem olhar, para o “lado positivo” de tudo e, perante qualquer desgraça, repetem: ainda podia ter sido muito pior! São capazes de recuar até à pedra lascada para mostrar que agora estamos no melhor dos mundos. Se alguém, mais sensível à questão social, por exemplo, observa que 20% da população detém 80% dos recursos mundiais, a resposta já está pronta: as desigualdades são a principal fonte de progresso para todos.

Quem não quer ser acusado de negativista refugia-se no prestigiado casamento do pessimismo da inteligência com o optimismo da vontade. Por não apreciar esses tranquilizantes, o filósofo espanhol, Xavier Zubiri, apressa-se a declarar que durante toda a sua vida só conheceu a emoção do puro problematismo.

Um dos alimentos principais da filosofia são as interrogações. Mas a problematização contínua é o luxo de quem não tem que decidir. As decisões não podem esperar ver todas as dúvidas resolvidas. A concepção aristotélica da prudência – virtude da decisão bem ponderada – recomenda-se tanto aos “tontos com iniciativa”, como aos eternos hesitantes.

Não tenho que venerar nenhuma dessas atitudes. A todas falta, seja em que domínio for, a alma da vida: o inesperado, o imprevisível da criatividade, a fuga à rotina, a irrupção do novo.

          É precisamente por isso que gosto do hino litúrgico de J. A. Mourão, inspirado e enxertado na música de A. Gouzes. Implora o Espírito do Pentecostes, a grande metáfora da realidade profunda do mundo e da Igreja em movimento: Sopro criador vem distribuir a fala! Vem força de partir, vem rio de fogo largo!

     Esse é o refrão. O hino tem cinco estrofes. Deixo aqui duas apenas: Tu que revelas a presença do Deus vivo / no coração do mundo e da vida / Tu que pulsas em nós como fermento/ semente de fogo, terra orientada. - Tu és a nossa vontade de viver/ intensamente a vida até ao fim/ o presente e o futuro da nossa esperança/ o que anima a festa no coração do homem.

          2. Quando acolhido no íntimo do quotidiano, é o Espírito de Cristo que nos volta os olhos para o ritmo invisível dos trabalhos do mundo, seja na investigação das ciências, nas surpreendentes aproximações entre pessoas e povos, na criação de beleza em todas as artes, de todos os tempos, e nos alerta para o desconcerto do mundo. 

          Herberto Helder[1], num dos seus poemas místicos, depois de sugerir a mão que refaz o universo, na sua unidade rítmica, cada coisa e cada animal com a sua aura, descansa: Sento-me a conversar com Deus; palavra, música, martelo / uma equação: conversa de ida e volta (…) Deus não se debruça na canção; destroça/ a cadência.

         Não tem nada a ver com a recomendação piedosa de dar lugar a Deus na nossa vida. Essa recomendação esquece que é, na realidade do mundo, que se vive a sua transcendência absoluta. Para o Mestre Eckhart, um Deus que precisa de um lugar é um ídolo: por isso é que peço a Deus que me livre de Deus. E sublinhava: Deus só pode estar num lugar sem lugar. Nós, sim! Precisamos de acordar, seja onde for, para a divindade em que vivemos, nos movemos e existimos[2].

         Os grandes criadores de paradoxos, os místicos, religiosos ou não, impedem a linguagem religiosa de perder o sal e adormecer nas definições dogmáticas. O terminal da viagem da fé teologal não são os credos, o culto, os sacramentos ou o direito canónico, embora sejam sinalizações importantes nos labirintos do percurso das Igrejas cristãs. Mas S. Paulo notou que todos os carismas e a própria fé teologal se desfaz na luz infinita do Amor que nos acolhe no termo da viagem.     

        3. No Domingo passado, foi celebrada na Liturgia católica a Santíssima Trindade. Com música de Langeac, foi cantado, na Missa em que participei, na capela do Colégio de S. José, um hino muito belo de Santa Catarina de Sena, que transcrevo:

       Ó Deus, Trindade Santa, ó Luz mais radiosa que toda a luz, fogo mais ardente que todo o fogo, Tu és um oceano, a paz. Tu és um mar sem fundo, mais eu mergulho, mais eu me afundo, mais eu Te encontro, mais eu Te procuro ainda. Sede que Tu saciaste no deserto um dia, para sempre ficar com sede de Ti.

      É no dinamismo da simbólica trinitária, na procura criadora da máxima unidade na máxima diversidade, que a Natureza e o percurso da História Humana se podem salvar. Tudo se perde quando, em nome da unidade, se sacrifica a pluralidade e quando, em nome da diversidade, se esquece a comunhão universal. Como diz o citado poema de H. Helder: e depois ninguém fala, e cada coisa actua/ sobre cada coisa, e tudo o que é visível abala / o território invisível./ Redivivo. E foi por essa mínima palavra que apareceu não / se sabe o quê que arrancou / à folha e à esferográfica canhota a poderosa superfície / de Deus, e assim é / que te encontraste redivivo, tu que tinhas morrido um momento antes,/ apenas.

Este poeta tem mesmo a “temperatura de Deus”.

 

7 de Junho de 2015

As melhores imagens do Papa Francisco em Sarajevo

As melhores imagens do Papa Francisco em Sarajevo



Sarajevo é uma cidade-símbolo. Durante séculos foi local de convivência entre povos e religiões, ao ponto de ser chamada “Jerusalém do ocidente”

Acompanhe os momentos marcantes da viagem do Papa Francisco, nesse sábado, a Sarajevo.

 
Aleteia
07.06.2015
Pope Francis general audience St Peter's square © Giulio Napolitano / Shutterstock.comPope Francis general audience St Peter's square © Giulio Napolitano / Shutterstock.com
Acompanhe os momentos marcantes da viagem do Papa Francisco, nesse sábado, a Sarajevo.




 

domingo, 7 de junho de 2015

Cuidado com cristãos que afastam as pessoas de Jesus


Cuidado com cristãos que afastam as pessoas de Jesus

O Papa refletiu sobre a existência de três grupos de cristãos, os que aproximam as pessoas de Jesus e dois onde se incluem os rigoristas e os individualistas, que não escutam o “grito dos outros”.

Na homilia matinal, na capela da Casa de Santa Marta, Francisco começou por exemplificar que existe o grupo de pessoas “indiferentes” que “não ouve o grito de muitos que precisam de Jesus”.

“Crêem que a vida é o seu grupinho. Estão felizes mas surdos ao clamor de muita gente que precisa de salvação, que precisa da ajuda de Jesus, da Igreja.

Essas pessoas são egoístas, vivem para si mesmas. São incapazes de ouvir a voz de Jesus”, observou.

A homilia do Papa foi desenvolvida a partir da leitura do Evangelho (Marcos 10, 46-52) sobre o cego Bartimeu que grita pela misericórdia de Jesus mas é repreendido para que se cale.
 
 

Neste contexto, Francisco identificou o grupo dos que ouvem os pedidos de ajuda mas “querem” que as pessoas fiquem caladas, afastando de Jesus “aqueles que gritam, que precisam de fé, que precisam de salvação”.

“São aqueles que não querem ouvir o grito de ajuda, mas preferem fazer seus negócios e usam o povo de Deus, usam a Igreja para fazer seus comércios. Esses especuladores distanciam as pessoas de Jesus”, alertou o Papa sobre os que consideram serem cristãos apenas de “nome, de receção” com uma “vida interior mundana”.              

Segundo Francisco, neste grupo existem ainda os cristãos rigoristas que “colocam fardos nas costas das pessoas”, mas são repreendidos por Jesus.

Por fim, identificou o grupo de cristãos que são “coerentes” com o que crêem e o que vivem, que “ajudam” as pessoas que pedem “salvação, graça e saúde espiritual” a se aproximarem de Jesus.

“Far-nos-á bem um exame de consciência”, incentivou o Papa Francisco.

Notícias de Viana nº 1706 – 4 de Junho de 2015

Religiosas são rosto da Igreja


Religiosas são rosto da Igreja

O Papa Francisco afirmou, a meados de maio, que as mulheres consagradas representam o rosto “de Maria e da Igreja”, apontando que “80% da vida consagrada é representada por mulheres”.

 
“A mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja. Ela oferece um acompanhamento terno e materno sobretudo aos doentes e aos mais necessitados da nossa sociedade. O papel da mulher na Igreja representa a profunda expressão do génio feminino”, afirmou o Papa numa audiência que concedeu a religiosos e religiosas da diocese de Roma, no âmbito do ano dedicado à Vida Consagrada.

“Uma pessoa consagrada deve fazer tudo com o sorriso nos lábios, acolhendo o irmão que bate à porta das nossas comunidades”.



Canonização de freiras

 
O Papa presidiu, no passado dia 17 de maio, ao rito de canonização de quatro religiosas, incluindo duas palestinas. As novas santas são Maria de Jesus crucificado (1846-1878) e Maria Alfonsina Danil Ghattas (1843- 1927), ambas árabes, Maria

Cristina da Imaculada Conceição (Itália, 1856-1906) e Jeanne Emilie de Villeneuve (França, 1811-1854).

Francisco disse que o exemplo destas religiosas “interpela” todos a ser testemunhas de Cristo, com amor por todas as pessoas.

Francisco remeteu a origem da fé cristã no testemunho “direto e estupendo da ressurreição” que os primeiros discípulos experimentaram e transmitiram. “Cada discípulo de Cristo é chamado a tornar-se testemunha da sua ressurreição, sobretudo nos ambientes humanos onde é mais forte o esquecimento de Deus”, observou.

 
A Missa contou com a presença do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, sublinhando a importância da canonização das primeiras santas palestinas dos tempos modernos.

Durante a celebração foi proclamada uma oração em português pelos cristãos perseguidos: “Sustentai-os, ó Pai, na sua fadiga diária de defender o vosso nome e a sua fé e consolai-os com a vossa presença”.

Betânia do Lima nº 402-Maio 2015

sábado, 6 de junho de 2015

A Festa Diocesana da Família


A Festa Diocesana da Família




À semelhança do passado, mais uma vez a Festa da Família aconteceu no dia da Santíssima Trindade que este ano se comemorou no dia 31 de Maio, na Igreja da Sagrada Família, paróquia de N- Sr15 de Fátima, na cidade de Viana do Castelo.

Num templo, onde cabem cerca de 800 pessoas na parte inferior e mais 300 no espaço a que poderíamos chamar coro, cerca de 150 participantes (que na eucaristia aumentou para cerca de 200), aparentemente, é um número exíguo. A organização (Secretariado Diocesano da Pastoral da Família/SDPF), contudo, ficou agradada com a afluência até porque estiveram 30 casais aniversariantes (18 bodas de ouro e 12 bodas de prata) dos arciprestados de Viana do Castelo, Valença do Minho, Caminha, Monção, Ponte do Lima e Paredes de Coura.

O programa começou com uma oração inicial (Oração pela Família do Pe Zezinho) orientada peto assistente do SDPF, Padre Miguel Moura.

De seguida, José Luis CarvaIhido da Ponte, membro do SDPF, apresentou uma síntese da Carta Pastoral para o ano 2014/2015 subordinada ao tema “Os filhos são um a bênção do Senhor”.

O palestrante, depois de se referir, ao de leve, à importância da família na sociedade, começou por explicar alguns termos que aparecem na introdução da Carta: Carta Pastoral, Jubileu, Ano Jubilar, Projeto Trienal subordinado ao lema “Família, comunidade de vida e de amor” e lema bartolomeano: ardere et lucere : nolite conformari huic saeculo.

De seguida fez uma síntese da carta que, para além de uma introdução (apresentação do tema) e de uma conclusão (oração ao Beato Bartolomeu dos Mártires), se divida em três partes: 1- — Os filhos são uma bênção para a Família; 2§ - Os filhos são uma bênção para a Sociedade e 3- — Os filhos são um a bênção para a Igreja.

José Luis Carvalhido da Ponte, por várias vezes, referiu que a escolha do tema resultou da sua certeza de que muitos cristãos não haviam lido a Carta e que é obrigação de todos nós não apenas ler os textos dos bispos e do papa mas ainda analisá-los pormenorizadamente para que do seu estudo resultem renovadas práticas e uma fé mais consciente, porque melhor cimentada e não casa construída sobre areia.

A terminar a sua intervenção, o palestrante referiu na necessidade de se criarem Equipas Paroquiais e/ ou Arciprestais da Pastoral da Família que auxiliem os párocos/os arciprestes a trabalharem uma Pastoral Pré-matrimonial, uma Pastoral Pós-matrimonial e uma Pastoral dos Casos Especiais. Neste campo, José Luis insistiu muito na necessidade de uma Pastoral Orgânica em vez de uma Pastoral de Conjunto e frisou que a “Pastoral da Família [tem de ser] uma pastoral orgânica e não uma pastoral de conjunto. Numa pastoral de conjunto, as diversas pastorais fazem o seu trabalho obedecendo às orientações do pároco/arcipreste/bispo, mas desconhecem-se na sua ação: um agente de uma determinada pastoral não sabe ou não se interessa pelo que faz um outro agente de uma outra Pastoral ou Movimento da Igreja. Uma Pastoral Orgânica faz com que todos estejam juntos, unidos, entrelaçados, e não apenas um ao lado do outro como livros numa estante.”

No segundo momento da tarde, as Equipas de Nossa Senhora, o Encontro Matrimonial e as Guias de Portugal (os três movimentos que disseram sim ao convite que lhes foi feito ainda antes da Páscoa) apresentaram os seus movimentos e fizeram-no com a simplicidade e a profundidade necessárias e adequadas pelo que o seu desempenho agradou a toda a gente.

Cerca das 17h, como estava previsto, iniciou-se a eucaristia, presidida por D. Anacleto e concelebrada por mais 8 sacerdotes.

No momento da homilia, o Sr Bispo centrou a sua intervenção na seguinte ideia: como é espantoso, admirável, dom divino, que todos aqueles casais, e outros que não puderam estar ou não souberam do evento, tenham conseguido, com todos os encontros e desencontros da vida, o diálogo necessário que lhes. permitiu construir 25 / 50 ou mais anos de matrimónio.

Antes da bênção final houve ainda a bênção das alianças e a entrega de um diploma (da autoria do falecido Félix Iglésias), assinado pelo D. Anacleto Oliveira, a cada casal aniversariante.

No fim, os 30 casais tiraram uma foto com o seu Bispo... para mais tarde recordarem.
Notícias de Viana nº 1706 – 04 de Junho de 2015 











 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Pão de Cristo – O PÃO DA VIDA


Pão de Cristo – O PÃO DA VIDA

 

 

 

É lindo e é verdadeiro!

 

 

 

LÊ EM SILÊNCIO E MEDITA.  É CURTO E INSPIRADOR.

 


O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Vítor.
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, o que o entristecia e envergonhava muito.
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo, quando viu chegar um casal.
Vítor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.
- Não tenho trocos - foi a resposta seca.
A mulher, ouvindo a resposta do marido, perguntou:
- Que queria o pobre do homem?
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido encolhendo os ombros.
- Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!
- Mas eu tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Vítor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugir dali, mas a voz amável da mulher reteve-o:
- Aqui tem qualquer coisa. Consiga algo de comer, e, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança: há-de haver, nalgum lugar um trabalho para si. Faço votos para que o encontre.
- Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.
- Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o! - Acrescentou ela com um largo sorriso, dirigido mais ao marido do que ao mendigo.
Vítor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorresse o corpo.
Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte: comeria do 'Pão de Cristo' dois dias.
Mas uma vez mais sentiu aquela descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO!
"Um momento! - Pensou - Eu não posso guardar o 'Pão de Cristo' só para mim".
Parecia-lhe como que escutar o eco de um hino antigo que tinha aprendido na catequese.
Naquele momento, passava um velhote ao seu lado.
- Quem sabe, se este pobre homem não terá fome também - pensou - Tenho de partilhar o 'Pão de Cristo'.
- Ouça - chamou Vítor - Quer entrar e comer uma comidinha quentinha?
O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.
- Está a falar sério, amigo? O homem não acreditava em tanta sorte, até estar sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente.
Durante a refeição, Vítor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.
- Está a guardar um pouco para amanhã? - Perguntou.
- Não, não. É que conheço um miúdo da rua e que tem passado mal ultimamente. Estava a chorar com fome, quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.
- O Pão de Cristo! - Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
Ao longe, os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes lhe tinha ressoado na cabeça.
Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.
- Toma lá. Metade é para ti - disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.
O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.
- Até logo! - Disse Vítor ao velho - Nalgum lugar encontrará emprego. Não desespere! Sabe? - Sussurrou - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!
Enquanto se afastava, Vitor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar, quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono.
Vítor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta.
Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado, o homem primeiro ficou todo contente; depois, tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado; mas, encarando a cara séria de Vítor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse então:
- Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!
Vítor olhou o dinheiro, meio espantado, e disse:
- Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.
- Pegue-lhe! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! E olhe, se precisar de emprego, vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.
Vítor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele hino que recordava a sua infância e que lhe ressoava no espírito. Chamava-se 'REPARTE O PÃO DA VIDA'.

NÃO TE CANSES DE DAR, MAS NÃO DÊS SOBRAS,
DÁ COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA.
QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA
DE TOMAR A NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO,
MESMO QUE DOA!

Bem, agora se o desejares, reparte com os teus amigos.
Ajuda-os a repartir e a reflectir. Eu já o fiz.
ESPERO QUE SIRVA para a tua VIDA...
QUE DEUS NOS ABENÇOE SEMPRE...!!!
 

Jesus: Senhor, eu amo-te muito, e necessito de ti sempre: estás no mais profundo do meu coração. Abençoa, com o Teu carinho, a minha família, a minha casa, o meu emprego, os meus bens, os meus sonhos, os meus projectos e os meus amigos.

Mandas tanta coisa pela Internet… Afinal, por que não mandar uma prece a Deus?

 

Tem um dia feliz!

Andrea Bocelli revela: “Os médicos queriam que minha mãe abortasse”

Andrea Bocelli revela: “Os médicos queriam que minha mãe abortasse”

 O famoso tenor italiano expressa sua gratidão a Deus em sua nova turnê dedicada a destacar a importância da família

O famoso tenor italiano expressa sua gratidão a Deus em sua nova turnê dedicada a destacar a importância da família

Alfa y Omega
03.06.2015
misa© laurentius87
Andrea Bocelli acabou de estrear sua nova turnê, “O Grande Mistério”, em parceria com o Conselho Pontifício para a Família, para celebrar a beleza da instituição familiar. “Minha família e a música foram essenciais para a minha vida”, reconhece.

Que importância a família teve em sua vida?

Creio firmemente na família e nos valores que ela nos dá. A família é o principal alicerce da sociedade. Os que menosprezam a família evidentemente colocam o “eu” no lugar de Deus, e perderam a memória de tudo o que receberam quando crianças: um tesouro feito de carinho intenso e desinteressado.

Para mim, poder estar junto à minha família, viver a paz da minha casa quando estou livre de compromissos artísticos, é a melhor maneira de investir o meu tempo.

É verdade que sua mãe foi aconselhada a abortar?

Minha mãe, Edi, é uma mulher extraordinária. Entre os muitos ensinamentos que pude receber dela e do meu pai, Sandro, encontram-se: a força, a garra e a capacidade de não me render, que eles mesmos mostraram quando, estando grávida, os médicos aconselharam minha mãe a abortar, porque seu filho nasceria com graves patologias.

Ela ignorou estes imprudentes conselhos e prosseguiu com a gravidez, com o apoio do meu pai. Sem aquele gesto de coragem e fé, eu não estaria aqui para contar isso hoje. E, se eu tornei pública esta vivência privada, foi para oferecer minha pequena contribuição para dar um apoio psicológico e um pouco de esperança a todas aquelas mulheres que, por milhares de motivos, não se sentem com força para defender a vida que carregam em seu útero.

Você imagina sua vida sem sua família, sua esposa, seus filhos?

Seria impossível imaginá-la assim. Minha esposa Verônica é minha companheira, amiga, amante, cúmplice, na alegria e na dor; é meu ponto de referência essencial, que me dá calor, serenidade e unidade. E meus filhos são minha prioridade absoluta, acima de qualquer outro compromisso; são a primeira razão da minha vida. Busco sempre estar perto deles, apesar da minha profissão, e procuro transmitir-lhes meus valores, mais que com palavras, com o exemplo.

Você também se declarou católico em vários momentos. Que importância tem a fé em sua vida?

É um elemento crucial. A fé é um dom, e só posso agradecer pelo fato de tê-lo recebido; um dom que tento conservar e fazer crescer a cada dia. Quando eu era adolescente, segui os princípios morais que minha família havia transmitido, sabendo que seriam suficientes para uma vida serena.

Com o passar dos anos, interrogantes existenciais voltaram e me interpelam: quem nos colocou no mundo? Somos filhos do acaso ou filhos de Deus? É uma questão de crer ou não crer. Eu escolhi o caminho que me parecia mais lógico, aquele que minha inteligência, ainda que limitada, me indicava.

Quem é Deus para você? Como o Andrea Bocelli reza?

Ele é o Pai de todos nós, aquele que sabe tudo, o criador do mundo, aquele que não tem começo e jamais terá fim. Quanto à oração, além do fato de que a música pode ser uma oração extraordinária – Santo Agostinho dizia que “quem canta, reza duas vezes” –, sou um defensor convicto da oração cotidiana.

Como qualquer disciplina, ela requer empenho, constância, sacrifício. Para perseverar na fé, são necessárias práticas muito simples, às vezes aparentemente entediantes. Se a pessoa quer progredir na fé, precisa perseverar na oração.

Qual é sua opinião sobre o Papa Francisco?

O Papa Francisco é um gigante, porque tem a grandeza dos bons e a bondade dos grandes. Ele se entrega ao próximo sem reservas, e isso, para os cristãos, é o mais precioso dos dons. Ele mesmo é um dom de Deus e uma grande fonte de esperança para todos os homens de hoje.

(Juan Luis Vázquez Díaz-Mayordomo)