sexta-feira, 12 de junho de 2015

As armadilhas da mentira

As armadilhas da mentira


Uma história interessante que mostra como o mentiroso costuma ser traído pela sua própria mentira

Uma história interessante que mostra como o mentiroso costuma ser traído pela sua própria mentira

 
 
11.06.2015
MentirasCreative Commons
Quatro amigos da faculdade foram viajar no final de semana anterior aos exames finais. Divertiram-se muito, mas, depois de tanta festa, acabaram dormindo o domingo inteiro e só voltaram para a sua cidade na segunda de manhã.

Como só chegaram à faculdade no final da prova, decidiram dizer ao professor que seu plano era voltar no domingo para estudar para a prova, mas, na viagem, um pneu do carro furou e, por isso, não conseguiram chegar a tempo.

Depois de refletir um pouco, o professor marcou com eles uma nova prova, para o dia seguinte. Eles então estudaram a noite inteira e chegaram pontualmente na terça-feira para a prova. O professor colocou cada um em uma sala e distribuiu as provas. A primeira questão era sobre a matéria e valia 0,5.

Os estudantes ficaram felizes ao ver que a primeira pergunta da prova era tão fácil. Mas, ao virar a página, só havia mais uma questão, que valia 9,5: “Qual foi o pneu que furou na viagem?”.

Reflexão

Jesus nos diz: “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). O oitavo mandamento também nos convida a dizer sempre a verdade.

Muitas vezes, para nos “salvar” de certas situações difíceis, preferimos mentir e evitar problemas. Mas o mentiroso costuma acabar sendo traído pela sua própria mentira. Além de ser um pecado que ofende o Senhor, a mentira se torna um vício difícil de superar – porque é um caminho mais fácil para evitar dificuldades e conseguir o que queremos.

Chegou a hora de pensar um pouco neste tema: a mentira está presente na minha vida? Quando finalmente decidirei pedir a graça de Deus para corrigir meu caminho e ser sempre sincero comigo mesmo e com os outros?

Apresentamos, a seguir, 5 versículos bíblicos que podem ajudá-lo em sua reflexão sobre a mentira em sua vida:

- “Renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros” (Efésios 4, 25).

- “Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas” (Salmo 33, 14).

- “Vossos preceitos me fizeram sábio, por isso odeio toda mentira” (Salmo 118, 104).

- “O homem sincero anuncia a justiça; a testemunha falsa profere mentira” (Provérbios 12, 17).

- “Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno” (Mateus 5, 37).
sources: pildorasdefe.net

terça-feira, 9 de junho de 2015

“Sem o domingo não podemos viver!”


“Sem o domingo não podemos viver!”

P. Vitor Gonçalves

in Voz da Verdade 07.06.2015

 
"Tomai: isto é o meu Corpo.”

Mc 14, 23

 Esta foi a resposta de Emérito, diante do pró-consul de Cartago, no ano 304, quando interpelado por estarem a celebrar a Eucaristia apesar das proibições do imperador Diocleciano. Ele e outros 48 cristãos de Abitene, na actual Tunísia, foram torturados e mortos, por quererem celebrar a sua fé. Hoje, na festa do Corpo de Deus, quase nem nos damos conta dos muitos lugares do mundo onde tantos, que vivendo a mesma fé que nós, não se poderão reunir, pelo perigo de morte que isso representa. Com procissão ou sem ela, não celebramos nenhum triunfo mundano, mas a entrega de amor de Jesus, feito alimento para que ninguém tenha fome de Deus.

Vivemos num tempo de grandes perseguições aos cristãos e a outros crentes em muitos países. Num recente relatório da Open Doors, uma organização protestante norte-americana, diz-se que 75% da população mundial vive hoje em países com sérias restrições ao exercício da liberdade religiosa. A perseguição aos cristãos chega a “extrema” em alguns países: Coreia do Norte, Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iêmen, Eritreia, Síria. Não é a liberdade religiosa um direito humano fundamental consagrada no artigo 18 da Declaração dos Direitos do Homem? E quantos outros continuam a ser atropelados?

Esta festa do “Corpo de Deus” (como gostamos de lhe chamar no nosso país) orienta-nos para a centralidade da Eucaristia. E interpela-nos sobre a profundidade, a verdade e a alegria com que a vivemos. Como pergunta José António Pagola, um teólogo espanhol, “não precisa a Igreja no seu centro de uma experiência mais viva e encarnada da ceia do Senhor do que a que oferece a liturgia actual? Estamos certos de estar fazendo hoje bem o que Jesus quis que fizéssemos em sua memória?”(http://blogs.periodistadigital.com/buenas-noticias.php/2015/06/01/p369435#more369435). E continua perguntando como é possível ajudar hoje os crentes a viver o que Jesus viveu naquela ceia onde “se concentra, se recapitula e se manifesta como e para quê viveu e morreu”? As “nossas eucaristias” atraem-nos a “viver como seus discípulos ao serviço do reino do Pai”? Celebrar a entrega pascal de Jesus faz-nos perguntar como se vai ela concretizando na vida de cada um de nós, na presença salvadora da Igreja, na coragem do compromisso para que ninguém passe nenhuma espécie de fome. Há sempre o perigo de fazermos “bonitos passeios de Nosso Senhor”, que encantam turistas e basbaques, esquecendo que aquele “em memória de Mim” quer dizer muito mais!

Miguel de Unamuno, um pensador espanhol, escreveu em pequenas folhas de papel que cabiam no bolso, durante nove anos, pequenos poemas dos quais partilho um sobre a Eucaristia: “Sonhamos a dor / Ou é o sonho / que nos dói? // Mói-te no seu moinho / O nosso Dono, / Ó vida. // Peito para fazer / Da tua polpa / Farinha.// Sonho, pena, saudade, / Muito fina. // E pão com a tua flor / De farinha.// Porque assim se comunga / O Senhor.” Podemos viver sem Ele?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

ESPÍRITO CRIADOR


ESPÍRITO CRIADOR

Frei Bento Domingues, O. P.

Público 07.06.2015

 

1. Há pessoas que fazem profissão de optimismo. Olham sempre, ou fingem olhar, para o “lado positivo” de tudo e, perante qualquer desgraça, repetem: ainda podia ter sido muito pior! São capazes de recuar até à pedra lascada para mostrar que agora estamos no melhor dos mundos. Se alguém, mais sensível à questão social, por exemplo, observa que 20% da população detém 80% dos recursos mundiais, a resposta já está pronta: as desigualdades são a principal fonte de progresso para todos.

Quem não quer ser acusado de negativista refugia-se no prestigiado casamento do pessimismo da inteligência com o optimismo da vontade. Por não apreciar esses tranquilizantes, o filósofo espanhol, Xavier Zubiri, apressa-se a declarar que durante toda a sua vida só conheceu a emoção do puro problematismo.

Um dos alimentos principais da filosofia são as interrogações. Mas a problematização contínua é o luxo de quem não tem que decidir. As decisões não podem esperar ver todas as dúvidas resolvidas. A concepção aristotélica da prudência – virtude da decisão bem ponderada – recomenda-se tanto aos “tontos com iniciativa”, como aos eternos hesitantes.

Não tenho que venerar nenhuma dessas atitudes. A todas falta, seja em que domínio for, a alma da vida: o inesperado, o imprevisível da criatividade, a fuga à rotina, a irrupção do novo.

          É precisamente por isso que gosto do hino litúrgico de J. A. Mourão, inspirado e enxertado na música de A. Gouzes. Implora o Espírito do Pentecostes, a grande metáfora da realidade profunda do mundo e da Igreja em movimento: Sopro criador vem distribuir a fala! Vem força de partir, vem rio de fogo largo!

     Esse é o refrão. O hino tem cinco estrofes. Deixo aqui duas apenas: Tu que revelas a presença do Deus vivo / no coração do mundo e da vida / Tu que pulsas em nós como fermento/ semente de fogo, terra orientada. - Tu és a nossa vontade de viver/ intensamente a vida até ao fim/ o presente e o futuro da nossa esperança/ o que anima a festa no coração do homem.

          2. Quando acolhido no íntimo do quotidiano, é o Espírito de Cristo que nos volta os olhos para o ritmo invisível dos trabalhos do mundo, seja na investigação das ciências, nas surpreendentes aproximações entre pessoas e povos, na criação de beleza em todas as artes, de todos os tempos, e nos alerta para o desconcerto do mundo. 

          Herberto Helder[1], num dos seus poemas místicos, depois de sugerir a mão que refaz o universo, na sua unidade rítmica, cada coisa e cada animal com a sua aura, descansa: Sento-me a conversar com Deus; palavra, música, martelo / uma equação: conversa de ida e volta (…) Deus não se debruça na canção; destroça/ a cadência.

         Não tem nada a ver com a recomendação piedosa de dar lugar a Deus na nossa vida. Essa recomendação esquece que é, na realidade do mundo, que se vive a sua transcendência absoluta. Para o Mestre Eckhart, um Deus que precisa de um lugar é um ídolo: por isso é que peço a Deus que me livre de Deus. E sublinhava: Deus só pode estar num lugar sem lugar. Nós, sim! Precisamos de acordar, seja onde for, para a divindade em que vivemos, nos movemos e existimos[2].

         Os grandes criadores de paradoxos, os místicos, religiosos ou não, impedem a linguagem religiosa de perder o sal e adormecer nas definições dogmáticas. O terminal da viagem da fé teologal não são os credos, o culto, os sacramentos ou o direito canónico, embora sejam sinalizações importantes nos labirintos do percurso das Igrejas cristãs. Mas S. Paulo notou que todos os carismas e a própria fé teologal se desfaz na luz infinita do Amor que nos acolhe no termo da viagem.     

        3. No Domingo passado, foi celebrada na Liturgia católica a Santíssima Trindade. Com música de Langeac, foi cantado, na Missa em que participei, na capela do Colégio de S. José, um hino muito belo de Santa Catarina de Sena, que transcrevo:

       Ó Deus, Trindade Santa, ó Luz mais radiosa que toda a luz, fogo mais ardente que todo o fogo, Tu és um oceano, a paz. Tu és um mar sem fundo, mais eu mergulho, mais eu me afundo, mais eu Te encontro, mais eu Te procuro ainda. Sede que Tu saciaste no deserto um dia, para sempre ficar com sede de Ti.

      É no dinamismo da simbólica trinitária, na procura criadora da máxima unidade na máxima diversidade, que a Natureza e o percurso da História Humana se podem salvar. Tudo se perde quando, em nome da unidade, se sacrifica a pluralidade e quando, em nome da diversidade, se esquece a comunhão universal. Como diz o citado poema de H. Helder: e depois ninguém fala, e cada coisa actua/ sobre cada coisa, e tudo o que é visível abala / o território invisível./ Redivivo. E foi por essa mínima palavra que apareceu não / se sabe o quê que arrancou / à folha e à esferográfica canhota a poderosa superfície / de Deus, e assim é / que te encontraste redivivo, tu que tinhas morrido um momento antes,/ apenas.

Este poeta tem mesmo a “temperatura de Deus”.

 

7 de Junho de 2015

As melhores imagens do Papa Francisco em Sarajevo

As melhores imagens do Papa Francisco em Sarajevo



Sarajevo é uma cidade-símbolo. Durante séculos foi local de convivência entre povos e religiões, ao ponto de ser chamada “Jerusalém do ocidente”

Acompanhe os momentos marcantes da viagem do Papa Francisco, nesse sábado, a Sarajevo.

 
Aleteia
07.06.2015
Pope Francis general audience St Peter's square © Giulio Napolitano / Shutterstock.comPope Francis general audience St Peter's square © Giulio Napolitano / Shutterstock.com
Acompanhe os momentos marcantes da viagem do Papa Francisco, nesse sábado, a Sarajevo.




 

domingo, 7 de junho de 2015

Cuidado com cristãos que afastam as pessoas de Jesus


Cuidado com cristãos que afastam as pessoas de Jesus

O Papa refletiu sobre a existência de três grupos de cristãos, os que aproximam as pessoas de Jesus e dois onde se incluem os rigoristas e os individualistas, que não escutam o “grito dos outros”.

Na homilia matinal, na capela da Casa de Santa Marta, Francisco começou por exemplificar que existe o grupo de pessoas “indiferentes” que “não ouve o grito de muitos que precisam de Jesus”.

“Crêem que a vida é o seu grupinho. Estão felizes mas surdos ao clamor de muita gente que precisa de salvação, que precisa da ajuda de Jesus, da Igreja.

Essas pessoas são egoístas, vivem para si mesmas. São incapazes de ouvir a voz de Jesus”, observou.

A homilia do Papa foi desenvolvida a partir da leitura do Evangelho (Marcos 10, 46-52) sobre o cego Bartimeu que grita pela misericórdia de Jesus mas é repreendido para que se cale.
 
 

Neste contexto, Francisco identificou o grupo dos que ouvem os pedidos de ajuda mas “querem” que as pessoas fiquem caladas, afastando de Jesus “aqueles que gritam, que precisam de fé, que precisam de salvação”.

“São aqueles que não querem ouvir o grito de ajuda, mas preferem fazer seus negócios e usam o povo de Deus, usam a Igreja para fazer seus comércios. Esses especuladores distanciam as pessoas de Jesus”, alertou o Papa sobre os que consideram serem cristãos apenas de “nome, de receção” com uma “vida interior mundana”.              

Segundo Francisco, neste grupo existem ainda os cristãos rigoristas que “colocam fardos nas costas das pessoas”, mas são repreendidos por Jesus.

Por fim, identificou o grupo de cristãos que são “coerentes” com o que crêem e o que vivem, que “ajudam” as pessoas que pedem “salvação, graça e saúde espiritual” a se aproximarem de Jesus.

“Far-nos-á bem um exame de consciência”, incentivou o Papa Francisco.

Notícias de Viana nº 1706 – 4 de Junho de 2015

Religiosas são rosto da Igreja


Religiosas são rosto da Igreja

O Papa Francisco afirmou, a meados de maio, que as mulheres consagradas representam o rosto “de Maria e da Igreja”, apontando que “80% da vida consagrada é representada por mulheres”.

 
“A mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja. Ela oferece um acompanhamento terno e materno sobretudo aos doentes e aos mais necessitados da nossa sociedade. O papel da mulher na Igreja representa a profunda expressão do génio feminino”, afirmou o Papa numa audiência que concedeu a religiosos e religiosas da diocese de Roma, no âmbito do ano dedicado à Vida Consagrada.

“Uma pessoa consagrada deve fazer tudo com o sorriso nos lábios, acolhendo o irmão que bate à porta das nossas comunidades”.



Canonização de freiras

 
O Papa presidiu, no passado dia 17 de maio, ao rito de canonização de quatro religiosas, incluindo duas palestinas. As novas santas são Maria de Jesus crucificado (1846-1878) e Maria Alfonsina Danil Ghattas (1843- 1927), ambas árabes, Maria

Cristina da Imaculada Conceição (Itália, 1856-1906) e Jeanne Emilie de Villeneuve (França, 1811-1854).

Francisco disse que o exemplo destas religiosas “interpela” todos a ser testemunhas de Cristo, com amor por todas as pessoas.

Francisco remeteu a origem da fé cristã no testemunho “direto e estupendo da ressurreição” que os primeiros discípulos experimentaram e transmitiram. “Cada discípulo de Cristo é chamado a tornar-se testemunha da sua ressurreição, sobretudo nos ambientes humanos onde é mais forte o esquecimento de Deus”, observou.

 
A Missa contou com a presença do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, sublinhando a importância da canonização das primeiras santas palestinas dos tempos modernos.

Durante a celebração foi proclamada uma oração em português pelos cristãos perseguidos: “Sustentai-os, ó Pai, na sua fadiga diária de defender o vosso nome e a sua fé e consolai-os com a vossa presença”.

Betânia do Lima nº 402-Maio 2015

sábado, 6 de junho de 2015

A Festa Diocesana da Família


A Festa Diocesana da Família




À semelhança do passado, mais uma vez a Festa da Família aconteceu no dia da Santíssima Trindade que este ano se comemorou no dia 31 de Maio, na Igreja da Sagrada Família, paróquia de N- Sr15 de Fátima, na cidade de Viana do Castelo.

Num templo, onde cabem cerca de 800 pessoas na parte inferior e mais 300 no espaço a que poderíamos chamar coro, cerca de 150 participantes (que na eucaristia aumentou para cerca de 200), aparentemente, é um número exíguo. A organização (Secretariado Diocesano da Pastoral da Família/SDPF), contudo, ficou agradada com a afluência até porque estiveram 30 casais aniversariantes (18 bodas de ouro e 12 bodas de prata) dos arciprestados de Viana do Castelo, Valença do Minho, Caminha, Monção, Ponte do Lima e Paredes de Coura.

O programa começou com uma oração inicial (Oração pela Família do Pe Zezinho) orientada peto assistente do SDPF, Padre Miguel Moura.

De seguida, José Luis CarvaIhido da Ponte, membro do SDPF, apresentou uma síntese da Carta Pastoral para o ano 2014/2015 subordinada ao tema “Os filhos são um a bênção do Senhor”.

O palestrante, depois de se referir, ao de leve, à importância da família na sociedade, começou por explicar alguns termos que aparecem na introdução da Carta: Carta Pastoral, Jubileu, Ano Jubilar, Projeto Trienal subordinado ao lema “Família, comunidade de vida e de amor” e lema bartolomeano: ardere et lucere : nolite conformari huic saeculo.

De seguida fez uma síntese da carta que, para além de uma introdução (apresentação do tema) e de uma conclusão (oração ao Beato Bartolomeu dos Mártires), se divida em três partes: 1- — Os filhos são uma bênção para a Família; 2§ - Os filhos são uma bênção para a Sociedade e 3- — Os filhos são um a bênção para a Igreja.

José Luis Carvalhido da Ponte, por várias vezes, referiu que a escolha do tema resultou da sua certeza de que muitos cristãos não haviam lido a Carta e que é obrigação de todos nós não apenas ler os textos dos bispos e do papa mas ainda analisá-los pormenorizadamente para que do seu estudo resultem renovadas práticas e uma fé mais consciente, porque melhor cimentada e não casa construída sobre areia.

A terminar a sua intervenção, o palestrante referiu na necessidade de se criarem Equipas Paroquiais e/ ou Arciprestais da Pastoral da Família que auxiliem os párocos/os arciprestes a trabalharem uma Pastoral Pré-matrimonial, uma Pastoral Pós-matrimonial e uma Pastoral dos Casos Especiais. Neste campo, José Luis insistiu muito na necessidade de uma Pastoral Orgânica em vez de uma Pastoral de Conjunto e frisou que a “Pastoral da Família [tem de ser] uma pastoral orgânica e não uma pastoral de conjunto. Numa pastoral de conjunto, as diversas pastorais fazem o seu trabalho obedecendo às orientações do pároco/arcipreste/bispo, mas desconhecem-se na sua ação: um agente de uma determinada pastoral não sabe ou não se interessa pelo que faz um outro agente de uma outra Pastoral ou Movimento da Igreja. Uma Pastoral Orgânica faz com que todos estejam juntos, unidos, entrelaçados, e não apenas um ao lado do outro como livros numa estante.”

No segundo momento da tarde, as Equipas de Nossa Senhora, o Encontro Matrimonial e as Guias de Portugal (os três movimentos que disseram sim ao convite que lhes foi feito ainda antes da Páscoa) apresentaram os seus movimentos e fizeram-no com a simplicidade e a profundidade necessárias e adequadas pelo que o seu desempenho agradou a toda a gente.

Cerca das 17h, como estava previsto, iniciou-se a eucaristia, presidida por D. Anacleto e concelebrada por mais 8 sacerdotes.

No momento da homilia, o Sr Bispo centrou a sua intervenção na seguinte ideia: como é espantoso, admirável, dom divino, que todos aqueles casais, e outros que não puderam estar ou não souberam do evento, tenham conseguido, com todos os encontros e desencontros da vida, o diálogo necessário que lhes. permitiu construir 25 / 50 ou mais anos de matrimónio.

Antes da bênção final houve ainda a bênção das alianças e a entrega de um diploma (da autoria do falecido Félix Iglésias), assinado pelo D. Anacleto Oliveira, a cada casal aniversariante.

No fim, os 30 casais tiraram uma foto com o seu Bispo... para mais tarde recordarem.
Notícias de Viana nº 1706 – 04 de Junho de 2015