quarta-feira, 24 de junho de 2015

O que é a segunda comunhão?

O que é a segunda comunhão?



Conheça uma ideia criativa que algumas paróquias estão tendo para que a 1ª Comunhão não seja... a última

Conheça uma ideia criativa que algumas paróquias estão tendo para que a 1ª Comunhão não seja... a última

23.06.2015
Eucharist © Antoine Mekary© Antoine Mekary / Aleteia
Em algumas paróquias, depois da celebração da Primeira Comunhão, na qual as crianças recebem a Eucaristia pela primeira vez, solenizou-se, no domingo seguinte, a Segunda Comunhão.

É uma maneira de fazer as pessoas entenderem que a participação na missa, na qual se recebe o Corpo de Cristo, pode e deve se tornar um hábito, repetir-se pelo menos todo domingo.

Nossa vida cristã, de fato, se alimenta dos sacramentos, em particular da Eucaristia, da escuta da Palavra, da oração e das obras de caridade. Não podemos achar que somos cristãos se descuidamos dos meios de graça que o Senhor coloca à nossa disposição.

Nossa fé não é uma teoria, um conjunto de ideias, e sim, antes de tudo, uma vida concreta, amor aos outros, diálogo com Deus.

Partindo desse ponto de vista, as palavras sobre a Eucaristia que Mondadori nos diz são uma saudável provocação. Quantas vezes vamos comungar sem realmente perceber o imenso dom que recebemos, sem deixar que ele transforme efetivamente nossa vida?

“O Corpo de Cristo sacia a infinita sede que o homem tem da beleza, faz sentir a paz de um mistério imenso”, disse Mondadori. Em seu livro “La revolución eucarística”, ele fala do homem do futuro, que pode realmente transformar o mundo: é o homem eucarístico, “que se coloca frente à beleza que emana e provém da fonte eucarística, e é invadido por ela para levar sua luz ao mundo”.

domingo, 21 de junho de 2015

Conheça um pouco mais da história das aparições de Nossa Senhora na França


 

 

Quando a Virgem Maria aparece para os seus filhos

Conheça um pouco mais da história das aparições de Nossa Senhora na França


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Das quinze aparições da Virgem Maria oficialmente confirmadas pela Santa Sé no mundo todo, um terço aconteceu na França.

A história das aparições marianas na França começa em 1208. Até a última aparição, em 1871, Maria apareceu para um frade espanhol no sul do território francês, para uma pastora adolescente nos Alpes, para duas freiras de clausura em Paris, para dois jovens pastores também nos Alpes, para uma humilde menina no sopé dos Pirineus e para um grupo de camponeses no trajeto do exército prussiano.

1209: A aparição do rosário

Nossa Senhora apareceu pela primeira vez na França para o fundador dos religiosos dominicanos, São Domingos de Gusmão, no ano de 1208. Foi na igreja de Prouille, no Languedoc, local considerado o "berço dos dominicanos".

Diz a lenda que São Domingos recebeu ali o rosário, que se tornou a “ferramenta” dos dominicanos na luta contra a heresia albigense na região.

1664: As visões de uma pastora adolescente

Maria só voltou a aparecer, de maneira reconhecida pela Igreja, 450 anos depois. Foi na pequena vila alpina de Laus, em maio de 1664. Enquanto cuidava das ovelhas e rezava o terço, a jovem pastora Benoîte Rencurel, de 17 anos, viu uma senhora vestida de um branco deslumbrante, com uma criança no colo. Quando Benoîte lhe ofereceu humildemente um pedaço duro de pão, a Senhora "sorriu silenciosamente e desapareceu em uma caverna".

Durante os meses seguintes, a Senhora apareceu para Benoîte todos os dias. Sua mensagem era a de "orar continuamente pelos pecadores". Ela revelou seu nome como "Maria, reconciliadora e refúgio dos pecadores" e instruiu Benoîte a ir até a antiga capela de Notre Dame du Bon Rencontre ("Nossa Senhora do Bom Encontro"), onde um suave perfume emanaria do óleo da lâmpada do santuário. Este óleo, disse a Senhora, faria milagres para as pessoas que fossem ungidas com fé.

Em 1665, a diocese onde Benoîte vivia reconheceu as aparições. Foi iniciada então a construção de uma pequena capela para a adoração eucarística e para receber os penitentes. Quatro anos depois, Benoîte começou a receber aparições do Cristo Sofredor: durante dez anos, estas aparições lhe disseram que ela se tornaria uma alma-vítima, participando da Paixão de Cristo. Ao longo das duas décadas seguintes, ela sofreu várias doenças e morreu aos 71 anos, visitada continuamente por Nossa Senhora.

Em maio de 2008, a Santa Sé anunciou o reconhecimento oficial dessas aparições. O santuário de Laus está hoje sob os cuidados da Comunidade de São João, que se dedica ao sacramento da confissão. O processo de canonização de Benoîte também já foi aberto.

1830: A medalha milagrosa e Paris em chamas

Cerca de 120 anos depois, Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue de Bac, em Paris. O ano de 1830 foi perigoso para a França. Paris estava em crise. A Revolução de Julho tinha destituído o monarca e deixado à deriva os trabalhadores desempregados e furiosos, que organizaram mais de 4.000 barricadas pela cidade.

As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela medalha milagrosa. Na segunda dessas aparições, Maria se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos. Em torno de Maria, em forma oval, apareciam as palavras "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra "M", encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.

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Na noite estrelada de 17 de janeiro, na pequena aldeia de Pontmain, na Bretanha, Cesar Barbadette e seus dois filhos, Joseph e Eugène, de 10 e 12 anos, estavam terminando os seus afazeres no celeiro. Eugène olhou pela janela e viu uma área sem estrelas sobre a casa do vizinho. De repente, ele viu Nossa Senhora sorrindo para ele. Joseph também viu Nossa Senhora; mais tarde, já como sacerdote, ele mesmo relatou o que tinha visto:

“Ela era jovem e alta, vestida de um manto de azul profundo... Seu vestido era coberto de estrelas douradas brilhantes. As mangas eram amplas e longas. Ela usava sandálias do mesmo azul do vestido, ornamentadas com arcos de ouro. Na cabeça havia um véu preto cobrindo-lhe a metade da testa, escondendo os seus cabelos e as orelhas e caindo sobre os seus ombros. Acima dele, uma coroa semelhante a um diadema, maior na frente e alargando-se para os lados. Uma linha vermelha circundava a coroa ao meio. Suas mãos eram pequenas e estendiam-se em nossa direção, como na medalha milagrosa. Seu rosto tinha a mais suave delicadeza e um sorriso de doçura inefável. Os olhos, de ternura indizível, estavam fixos em nós. Como uma verdadeira mãe, ela parecia mais feliz em olhar para nós do que nós em contemplá-la”.

Embora seus pais vissem apenas três estrelas num triângulo, as religiosas da escola paroquial e o pároco foram chamados. Duas meninas, Françoise Richer e Jeanne-Marie Lebosse, de 9 e 11 anos, também tinham visto a Senhora.

Os aldeões, que eram cerca de sessenta entre adultos e crianças, começaram a rezar o rosário. Enquanto oravam, os visionários relataram que a visão tinha sofrido uma mudança. Em primeiro lugar, as estrelas em sua veste tinham se multiplicado até que o vestido azul ficasse quase completamente de ouro. Em cada oração seguinte, letras apareciam para esclarecer as mensagens numa faixa desfraldada a seus pés: "Por favor, orem, meus filhos", "Deus em breve ouvirá as suas orações" e "Meu Filho espera por vocês".

Quando eles cantaram "Mãe da Esperança", um dos hinos regionais favoritos, Nossa Senhora sorriu e os acompanhou. Durante o canto "Meu Doce Jesus", uma cruz vermelha com um corpo apareceu no colo de Maria, cujo sorriso desapareceu e deu lugar ao pesar. Quando os moradores cantaram "Ave Maris Stella", porém, o crucifixo desapareceu, o sorriso da Senhora voltou e um véu branco a cobriu, encerrando a aparição às 9 horas da noite. A aparição tinha durado mais de três horas.

Naquela noite, as tropas prussianas próximas de Laval tinham parado às 5h30 da tarde, na mesma hora em que a aparição tinha surgido pela primeira vez em Pontmain, a poucos quilômetros de distância. O general Von Schmidt, prestes a avançar em direção a Pontmain, tinha recebido ordens do comandante para não tomar aquela cidade.

Há um registro de que Schmidt teria dito, na manhã do dia 18: "Não podemos avançar. Mais adiante, na direção da Bretanha, há uma invisível Senhora barrando o caminho".

A pequena vila de Pontmain é uma prova de que as orações fervorosas, ainda que elevadas pela menor das paróquias, são capazes de mudar a história. Um ano depois, na Festa da Purificação, em 2 de fevereiro, a aparição em Pontmain foi aprovada como autêntica e confirmada pelo papa Pio XI com uma missa. Em 1932, o papa Pio XII concedeu que a Mãe da Esperança, título dado a esta aparição, fosse solenemente homenageada com uma coroa de ouro. Hoje, os peregrinos visitam a Basílica de Pontmain como sinal de esperança em meio à guerra.

No decorrer dos seus vinte séculos de cristianismo, a França honrou a Mãe de Deus com gloriosas catedrais e com cânticos sublimes. Também é verdade que, ao longo dos 800 anos transcorridos desde que os dominicanos combateram a heresia dos albigenses, a França tem sido um campo de batalha para a fé.

Ao aparecer para os jovens, para os humildes e para os pobres durante os últimos oito séculos, Nossa Senhora agraciou a Françade maneira muito especial. Suas aparições, admoestações e intercessões têm dado ao mundo devoções por meio das quais homens e mulheres comuns podem alcançar a santidade, chegando a Jesus por meio de Maria.

sábado, 20 de junho de 2015

Quando o amor é mais forte que o Alzheimer

Quando o amor é mais forte que o Alzheimer

 Marido com Alzheimer se perde e volta com surpresa para esposa

Marido com Alzheimer se perde e volta com surpresa para esposa

 
 
Razões para Acreditar
19.06.2015
Melvyn e Doris AmrineYouTube
A dedicação do casal Melvyn e Doris Amrine tem resistido ao tempo, ao longo do casamento de 60 anos, até mesmo depois que Melvyn ter sido diagnosticado com Alzheimer há três anos. Doris amavelmente tem cuidado seu marido apesar de sua memória esteja se apagando. Porém quando Melvyn desapareceu sem aviso perto de Dia das Mães, Doris perdeu o chão.

Ela sabia que tinha que encontrar seu marido o quanto antes, pois devido sua doença de Alzheimer, havia uma enorme possibilidade dele se perder ou se machucar e não saber como voltar para casa.

Depois que ela acionou a polícia, uma dupla de policiais encontrou Melvyn a cerca de 3km de casa e incapaz de dizer-lhes onde morava… mas ele sabia exatamente onde estava indo. Ele estava irredutível sobre pegar flores  para sua esposa para o Dia das Mães, como ele faz todos os anos, e assim os policiais ajudaram Melvyn a chegar até a loja para comprar um buquê para Doris.

Após ajudá-lo a pagar as flores, os policiais o escoltaram para casa, onde foi recebido por sua amada esposa com alívio e felicidade.

Melvyn pode não ser capaz de se lembrar muita coisa, mas ele sabia que precisava dar aquelas flores para Doris. Sua história é tocante e também uma bela recordação de que, mesmo quando as memórias e os fatos são esquecidos, amor e a dedicação podem ainda permanecer. Graças a um casamento longo e bem-sucedido (e da atitude de alguns policiais extraordinários), Doris teve a melhor surpresa de Dia das Mães de sua vida! Assista ao vídeo (especialmente a partir de 2:02):

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Não se conforme com resumos contaminados por ideologias: leia a verdadeira encíclica do Papa Francisco!

Encíclica Laudato Si': leia o texto na íntegra e não os pedaços que a mídia laicista vai descontextualizar


Não se conforme com resumos contaminados por ideologias: leia a verdadeira encíclica do Papa Francisco!

A chamada "grande mídia" nem sempre (ou quase nunca) é imparcial e objetiva quando publica resumos e "análises" sobre os documentos e fatos da Igreja. Se você pretende conhecer o que o papa Francisco realmente afirma na nova encíclica "Laudato si'", leia a PRÓPRIA encíclica, na íntegra, a partir de uma fonte confiável. Por exemplo? O site do Vaticano

 
Aleteia
18.06.2015
Carta encíclica Laudato Si'Site oficial do Vaticano - Vatican.va
Você concorda que não seria muito inteligente de sua parte consultar a revista "Capricho" para se informar sobre os jogos do Campeonato Brasileiro, certo? Nem a revista "Quatro Rodas" para ficar por dentro das últimas tendências da moda, não é?

Então por que é que você, católico, se "informa" sobre o papa e seus ensinamentos ou sobre quaisquer assuntos da Igreja lendo resumos na "Folha de S.Paulo", na "Veja", na "Carta Capital" ou na "Globo.com"?

A chamada "grande mídia" nem sempre (ou quase nunca) é imparcial e objetiva quando publica "resumos", "análises" ou "opiniões de especialistas" sobre os documentos e fatos da Igreja. Se você pretende conhecer o que o papa Francisco realmente afirma na nova encíclica "Laudato si'", leia a própria encíclica, na íntegra, a partir de uma fonte confiável. Por exemplo? Que tal o site do Vaticano?

Aqui está o link para a página do Vaticano em que você pode ler o texto escrito pelo papa, na tradução oficial da Santa Sé ao português:

"LAUDATO SI'": TEXTO OFICIAL EM PORTUGUÊS, NO SITE DO VATICANO

Se preferir, você pode também acessar, no mesmo site do Vaticano, a versão do texto em formato .PDF, com a possibilidade de copiá-lo para o seu computador:

"LAUDATO SI'": TEXTO OFICIAL EM PORTUGUÊS, EM FORMATO .PDF, NO SITE DO VATICANO

A propósito: vá sempre direto à fonte e não se deixe manipular por "especialistas" e "vaticanistas" que "resumem" as palavras da Igreja com base em seus próprios "entendimentos". E se você é um católico preguiçoso que não costuma ler os documentos da Igreja em sua versão original, completa e oficial, considere que esta pode ser uma bela oportunidade para superar a sua preguiça e se tornar uma pessoa de caráter mais sólido! Boa leitura!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

É assim que um jovem de 20 anos se prepara para morrer

É assim que um jovem de 20 anos se prepara para morrer


A história de Gianluca contada pelo sacerdote que o acompanhou até o final

A história de Gianluca contada pelo sacerdote que o acompanhou até o final

 
 
 
 
La Croce - Quotidiano
16.06.2015
Gianluca Firetti Gian Spaccato in due San Paolo testimonianza tumore malattia 20 anni fede vita© Public Domain
Gianluca tinha câncer nos ossos desde os 18 anos. Sua existência foi – e é agora, mais do que antes – uma maneira concreta de dar vida a um autêntico concerto e a uma harmonia de pensamentos, gestos, orações, encontros, ajuda aos necessitados e amor intenso, expressados em nível máximo.

A primeira palavra que me vem à mente ao falar dele é “acolhimento”. Minha história com o Gian começou assim. Preocupado pelo que deveria dizer-lhe, como apresentar-me a ele quando pediu para ver-me, por quanto tempo eu deveria ficar em casa com ele, saí lavado e purificado pela sua presença.

Logo em seguida, nessa tarde, com um pedaço de bolo e chá, sobretudo com suas palavras e seu olhar profundo, eu já me sentia como sendo da família. Gian foi de uma simplicidade tal que me desarmou, como a criança do Evangelho, símbolo do Reino, que se mostra como é, sem máscaras nem defesas.

Entregou, gradualmente, a chave do seu coração, confiando cegamente em que os que o amavam saberiam ajudá-lo de qualquer maneira, sem importar o que acontecesse. Colocou sua vida em mãos, corações, presenças acolhedoras. Seus pais e seu irmão, sobretudo. Mas também amigos, padres, voluntários, médicos e enfermeiros.

Contagiou todos com sua doença mais grave: o amor. Seu acolhimento parecia pregar uma confiança da vida – a sua – que, já tão frágil, se dirigia – e ele sabia bem disso – a um fim inexorável. Mas era como se o ocaso tivesse que se transformar em um novo amanhecer.

Por isso, ele não perdia tempo, não vacilava, não se entediava, mas vivia tudo, da missa em casa ao filme à tarde, da troca de opiniões com amigos a um café, tudo com grande intensidade. Ao acolher Deus, as pessoas, a vida, a própria doença, Gian “roubava” dos seus amigos a vontade de viver; alimentava-se da minha pouca fé, a pedia, desejando estar no coração e nas orações de muitos.

Conforme o tempo ia passando, ia aumentando sua vontade de viver e, paradoxalmente, aumentava também sua consciência de que ia morrer. “Padre, estou morrendo. O que me espera? Qual será minha recompensa? Jesus vai estar me esperando?”... Tive a sensação de que a morte não o pegou de surpresa. Muito pelo contrário.

O milagre dos últimos meses da sua doença não foi o de uma cura. Talvez isso teria sido mais espetacular. Mas seu caso nos mostra um Gian que sabe enfrentar a vida antes da morte e sabe ler, com os olhos da fé, uma doença e uma dos quais não se torna amigo, mas senhor.

Gian não morreu desesperado, mas confiante. Não partiu batendo a porta, mas caminhando. Não encerrou a existência maldizendo a escuridão que ele não merecia, mas desejando um encontro com a Luz do mundo. O verdadeiro milagre para Gian foi compreender o porquê dessa condição tão desfavorável para ele e para sua família, e lê-la com os olhos da fé.

Quando, no final de 2012, o hospital lhe comunicou a sentença do seu tumor, ele precisou decidir se tornar homem. Não de repente, mas dia a dia. Mas sem voltar atrás. Precisamente ao crescer como homem, a fé encontrou um terreno fecundo no qual germinar.

Gian cresceu e fez os outros crescerem. Ele tinha fé a levou aos outros. Era homem de comunhão e desejava transmitir a caridade. E era isso que fazia, que escrevia no Whatsapp, que manifestava em tudo.

A história de Gian, humanamente falando, é uma história de dor. Mas, olhando com fé, é uma história de graça e beleza. Com apenas 20 anos, ele demonstrou que é possível estar habitado por Deus e pelos homens.
Gianluca tinha câncer nos ossos desde os 18 anos. Sua existência foi – e é agora, mais do que antes – uma maneira concreta de dar vida a um autêntico concerto e a uma harmonia de pensamentos, gestos, orações, encontros, ajuda aos necessitados e amor intenso, expressados em nível máximo.

A primeira palavra que me vem à mente ao falar dele é “acolhimento”. Minha história com o Gian começou assim. Preocupado pelo que deveria dizer-lhe, como apresentar-me a ele quando pediu para ver-me, por quanto tempo eu deveria ficar em casa com ele, saí lavado e purificado pela sua presença.

Logo em seguida, nessa tarde, com um pedaço de bolo e chá, sobretudo com suas palavras e seu olhar profundo, eu já me sentia como sendo da família. Gian foi de uma simplicidade tal que me desarmou, como a criança do Evangelho, símbolo do Reino, que se mostra como é, sem máscaras nem defesas.

Entregou, gradualmente, a chave do seu coração, confiando cegamente em que os que o amavam saberiam ajudá-lo de qualquer maneira, sem importar o que acontecesse. Colocou sua vida em mãos, corações, presenças acolhedoras. Seus pais e seu irmão, sobretudo. Mas também amigos, padres, voluntários, médicos e enfermeiros.

Contagiou todos com sua doença mais grave: o amor. Seu acolhimento parecia pregar uma confiança da vida – a sua – que, já tão frágil, se dirigia – e ele sabia bem disso – a um fim inexorável. Mas era como se o ocaso tivesse que se transformar em um novo amanhecer.

Por isso, ele não perdia tempo, não vacilava, não se entediava, mas vivia tudo, da missa em casa ao filme à tarde, da troca de opiniões com amigos a um café, tudo com grande intensidade. Ao acolher Deus, as pessoas, a vida, a própria doença, Gian “roubava” dos seus amigos a vontade de viver; alimentava-se da minha pouca fé, a pedia, desejando estar no coração e nas orações de muitos.

Conforme o tempo ia passando, ia aumentando sua vontade de viver e, paradoxalmente, aumentava também sua consciência de que ia morrer. “Padre, estou morrendo. O que me espera? Qual será minha recompensa? Jesus vai estar me esperando?”... Tive a sensação de que a morte não o pegou de surpresa. Muito pelo contrário.

O milagre dos últimos meses da sua doença não foi o de uma cura. Talvez isso teria sido mais espetacular. Mas seu caso nos mostra um Gian que sabe enfrentar a vida antes da morte e sabe ler, com os olhos da fé, uma doença e uma dos quais não se torna amigo, mas senhor.

Gian não morreu desesperado, mas confiante. Não partiu batendo a porta, mas caminhando. Não encerrou a existência maldizendo a escuridão que ele não merecia, mas desejando um encontro com a Luz do mundo. O verdadeiro milagre para Gian foi compreender o porquê dessa condição tão desfavorável para ele e para sua família, e lê-la com os olhos da fé.

Quando, no final de 2012, o hospital lhe comunicou a sentença do seu tumor, ele precisou decidir se tornar homem. Não de repente, mas dia a dia. Mas sem voltar atrás. Precisamente ao crescer como homem, a fé encontrou um terreno fecundo no qual germinar.

Gian cresceu e fez os outros crescerem. Ele tinha fé a levou aos outros. Era homem de comunhão e desejava transmitir a caridade. E era isso que fazia, que escrevia no Whatsapp, que manifestava em tudo.

A história de Gian, humanamente falando, é uma história de dor. Mas, olhando com fé, é uma história de graça e beleza. Com apenas 20 anos, ele demonstrou que é possível estar habitado por Deus e pelos homens.
 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

As armadilhas da mentira

As armadilhas da mentira


Uma história interessante que mostra como o mentiroso costuma ser traído pela sua própria mentira

Uma história interessante que mostra como o mentiroso costuma ser traído pela sua própria mentira

 
 
11.06.2015
MentirasCreative Commons
Quatro amigos da faculdade foram viajar no final de semana anterior aos exames finais. Divertiram-se muito, mas, depois de tanta festa, acabaram dormindo o domingo inteiro e só voltaram para a sua cidade na segunda de manhã.

Como só chegaram à faculdade no final da prova, decidiram dizer ao professor que seu plano era voltar no domingo para estudar para a prova, mas, na viagem, um pneu do carro furou e, por isso, não conseguiram chegar a tempo.

Depois de refletir um pouco, o professor marcou com eles uma nova prova, para o dia seguinte. Eles então estudaram a noite inteira e chegaram pontualmente na terça-feira para a prova. O professor colocou cada um em uma sala e distribuiu as provas. A primeira questão era sobre a matéria e valia 0,5.

Os estudantes ficaram felizes ao ver que a primeira pergunta da prova era tão fácil. Mas, ao virar a página, só havia mais uma questão, que valia 9,5: “Qual foi o pneu que furou na viagem?”.

Reflexão

Jesus nos diz: “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). O oitavo mandamento também nos convida a dizer sempre a verdade.

Muitas vezes, para nos “salvar” de certas situações difíceis, preferimos mentir e evitar problemas. Mas o mentiroso costuma acabar sendo traído pela sua própria mentira. Além de ser um pecado que ofende o Senhor, a mentira se torna um vício difícil de superar – porque é um caminho mais fácil para evitar dificuldades e conseguir o que queremos.

Chegou a hora de pensar um pouco neste tema: a mentira está presente na minha vida? Quando finalmente decidirei pedir a graça de Deus para corrigir meu caminho e ser sempre sincero comigo mesmo e com os outros?

Apresentamos, a seguir, 5 versículos bíblicos que podem ajudá-lo em sua reflexão sobre a mentira em sua vida:

- “Renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros” (Efésios 4, 25).

- “Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas” (Salmo 33, 14).

- “Vossos preceitos me fizeram sábio, por isso odeio toda mentira” (Salmo 118, 104).

- “O homem sincero anuncia a justiça; a testemunha falsa profere mentira” (Provérbios 12, 17).

- “Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno” (Mateus 5, 37).
sources: pildorasdefe.net

terça-feira, 9 de junho de 2015

“Sem o domingo não podemos viver!”


“Sem o domingo não podemos viver!”

P. Vitor Gonçalves

in Voz da Verdade 07.06.2015

 
"Tomai: isto é o meu Corpo.”

Mc 14, 23

 Esta foi a resposta de Emérito, diante do pró-consul de Cartago, no ano 304, quando interpelado por estarem a celebrar a Eucaristia apesar das proibições do imperador Diocleciano. Ele e outros 48 cristãos de Abitene, na actual Tunísia, foram torturados e mortos, por quererem celebrar a sua fé. Hoje, na festa do Corpo de Deus, quase nem nos damos conta dos muitos lugares do mundo onde tantos, que vivendo a mesma fé que nós, não se poderão reunir, pelo perigo de morte que isso representa. Com procissão ou sem ela, não celebramos nenhum triunfo mundano, mas a entrega de amor de Jesus, feito alimento para que ninguém tenha fome de Deus.

Vivemos num tempo de grandes perseguições aos cristãos e a outros crentes em muitos países. Num recente relatório da Open Doors, uma organização protestante norte-americana, diz-se que 75% da população mundial vive hoje em países com sérias restrições ao exercício da liberdade religiosa. A perseguição aos cristãos chega a “extrema” em alguns países: Coreia do Norte, Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iêmen, Eritreia, Síria. Não é a liberdade religiosa um direito humano fundamental consagrada no artigo 18 da Declaração dos Direitos do Homem? E quantos outros continuam a ser atropelados?

Esta festa do “Corpo de Deus” (como gostamos de lhe chamar no nosso país) orienta-nos para a centralidade da Eucaristia. E interpela-nos sobre a profundidade, a verdade e a alegria com que a vivemos. Como pergunta José António Pagola, um teólogo espanhol, “não precisa a Igreja no seu centro de uma experiência mais viva e encarnada da ceia do Senhor do que a que oferece a liturgia actual? Estamos certos de estar fazendo hoje bem o que Jesus quis que fizéssemos em sua memória?”(http://blogs.periodistadigital.com/buenas-noticias.php/2015/06/01/p369435#more369435). E continua perguntando como é possível ajudar hoje os crentes a viver o que Jesus viveu naquela ceia onde “se concentra, se recapitula e se manifesta como e para quê viveu e morreu”? As “nossas eucaristias” atraem-nos a “viver como seus discípulos ao serviço do reino do Pai”? Celebrar a entrega pascal de Jesus faz-nos perguntar como se vai ela concretizando na vida de cada um de nós, na presença salvadora da Igreja, na coragem do compromisso para que ninguém passe nenhuma espécie de fome. Há sempre o perigo de fazermos “bonitos passeios de Nosso Senhor”, que encantam turistas e basbaques, esquecendo que aquele “em memória de Mim” quer dizer muito mais!

Miguel de Unamuno, um pensador espanhol, escreveu em pequenas folhas de papel que cabiam no bolso, durante nove anos, pequenos poemas dos quais partilho um sobre a Eucaristia: “Sonhamos a dor / Ou é o sonho / que nos dói? // Mói-te no seu moinho / O nosso Dono, / Ó vida. // Peito para fazer / Da tua polpa / Farinha.// Sonho, pena, saudade, / Muito fina. // E pão com a tua flor / De farinha.// Porque assim se comunga / O Senhor.” Podemos viver sem Ele?