domingo, 19 de julho de 2015

O que as pessoas sentem ao morrer

O que as pessoas sentem ao morrer


Impressionante relato da enfermeira que trabalhou 20 anos na UTI e registrou as mais variadas e irracionais vivências dos pacientes

Impressionante relato da enfermeira que trabalhou 20 anos na UTI e registrou as mais variadas e irracionais vivências dos pacientes

El Confidencial
 
 
26.05.2015
last breathAlba Soler-cc
As unidades de cuidados paliativos e UTI dos hospitais têm uma íntima relação com a morte, proporcionando numerosas experiências que fogem de qualquer explicação racional: pacientes que intuem o momento exato em que vão morrer, outros que parecem decidir por si mesmos o dia e a hora, adiantando ou atrasando sua morte, sonhos premonitórios de familiares ou pressentimentos de terceiras pessoas que, sem nem sequer saber que alguém está internado ou sofreu um acidente, têm a certeza interior de que faleceram.

Somente os profissionais de saúde que trabalham perto dos pacientes terminais conhecem em primeira pessoa o alcance e variedade destas estranhas experiências. A ciência ainda não foi capaz de oferecer uma resposta a estes fenômenos, razão pela qual costumam ser descritos como paranormais ou sobrenaturais – uma etiqueta “vaga demais para a magnitude destas experiências”, segundo explica a enfermeira britânica Penny Sartori, que dedicou 20 anos da sua vida a trabalhar na UTI.

Sua trajetória é suficientemente sólida para garantir que ela já viu de tudo, tornando-se capaz de intuir padrões e elaborar hipóteses sobre estes fenômenos. Tanto é assim, que dedicou sua tese de doutorado a este tema, e cujas principais conclusões compartilha no livro “The Wisdom Of Near-Death Experiences” (Watkins Publishing).

“Alucinações” compartilhadas por familiares

Ao longo de sua vida profissional, Penny teve contato com pacientes que viveram experiências de quase-morte (EQM), bem como com familiares que viveram de perto experiências de morte compartilhada. A quantidade e repetição de padrões levam a enfermeira a descartar a hipótese do acaso e a da impossibilidade de encontrar um raciocínio lógico para este estendido fenômeno.

Cerca de 75% dos pacientes esperam estar sozinhos no quarto para morrer.

Sua tese principal se centra em que “nosso cérebro é independente da consciência. É o meio para canalizá-la, razão pela qual, na realidade, é fisicamente alheia ao corpo”. Esta ideia explicaria, segundo ela, por que “a alma e a consciência podem ser vivenciadas à margem do corpo”, como nas EQM ou na meditação budista.

Penny apresenta inúmeros exemplos em seu livro, mas todos coincidem em que os pacientes que vivem estas EQM são sempre os que abraçam a morte de maneira mais tranquila e feliz, assim como os familiares que pressentem a morte dos seus entes queridos. Por quê? Segundo as entrevistas que ela fez a estes últimos, isso se deve a que estão convencidos de que só se trata do fim da vida terrena.

Independentemente do fato de serem pessoas religiosas, agnósticas ou ateias, todas elas têm o sonho ou a visão de como seu familiar vai embora deste mundo guiado por alguém (cônjuges já falecidos, seres anônimos ou anjos) e o faz com uma clara sensação de “paz e amor”.

“No começo, me chamava a atenção o fato de que alguns familiares de falecidos não se sentissem tristes após receberem a notícia da morte do seu ente querido, mas, ao entrevistá-los, percebi que, na verdade, estavam tranquilos porque tinham experimentado essa sensação de transcendência da vida”, contou Penny.

Escolhendo o momento “mais apropriado” para morrer

Este é o caso das pessoas que, sabendo quando vão morrer, pedem para ficar um momento a sós no quarto ou o fazem precisamente quando o familiar (que permanece o tempo todo ao seu lado) as deixa por um momento para ir ao banheiro.

Outros casos igualmente chamativos são os das pessoas que morrem justamente depois de ver algum familiar que ainda não havia podido visitá-las (por exemplo, por estar viajando), ou quando terminam toda a papelada de heranças e seguros de vida. “Parecem estar à espera de que um evento específico ocorra para permitir-se morrer”, relatou a enfermeira.
 Sensação de transcendência em religiosos, agnósticos e ateus
O diretor do Tucson Medical Center, John Lerma, especialista em cuidados paliativos, recopiou exemplos muito similares aos citados por Penny em “Into the Light: Real Life Stories About Angelic Visits, Visions of the Afterlife, and Other Pre-Death Experiences” (New Page Books). Segundo seus relatórios, cerca de 75% dos pacientes esperam que seus parentes saiam do quarto para morrer.

Penny se nega a acreditar que estas vivências sejam motivadas por alucinações: “Não é possível que várias pessoas vejam a mesma coisa e sejam capazes de descrever o que viram exatamente da mesma maneira, quando se trata de uma percepção distorcida da realidade”.

Seus estudos mais novos se centram nas vivências compartilhadas pelas pessoas que acompanham os que estão em transe de morte. “Abrem uma via completamente nova de iluminação racional sobre a questão da vida após a morte, porque as pessoas que comunicam estas experiências são saudáveis. Costumam estar sentadas junto ao leito de morte de um ente querido quando têm uma dessas experiências maravilhosas e misteriosas.”

Novos rumos de pesquisa

O recurso – cínico, segundo Penny – de explicar este fenômeno a partir de disfunções cerebrais tampouco se sustenta com os exemplos de pessoas internadas com Alzheimer avançado que repentinamente recuperam a capacidade de raciocínio.

“São pacientes em estado terminal da doença, incapazes de articular palavras, e de repente, de forma surpreendente, começam a falar com total coerência, interagindo com pessoas que não estão no quarto e que frequentemente são familiares mortos”, explica a autora.

Além disso, acrescenta, “costumam ficar em paz após esta experiência e acabam morrendo com um sorriso nos lábios, geralmente um ou dois dias depois”.

O argumento de que estas visões são induzidas pelos fármacos tampouco é aceito pela autora, porque, segundo ela, “os remédios causam ansiedade, todo o contrário do que os pacientes sentem nessas horas”.

A enfermeira defende em seu livro que este tipo de vivências, recopiladas ao longo de toda a sua vida profissional, podem ser importantes para demonstrar a existência de uma vida depois da morte e que, pelo menos, devem abrir uma nova linha de pesquisa (como algumas que partem da física quântica) para os estudos científicos.

Ela diz estar convencida de que “a morte não é tão temível como costumamos imaginar”.
                                                                                                           aleteia

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dar Alma à Vida IXL


Dar Alma à Vida IXL

 

Dar Alma à Vida é cuidar do que o outro precisa, na sua esperança, é dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, visitar os presos e enterrar os mortos.

 
 
Dar Alma à Vida é dar bons conselhos, ensinar os que erram, consolar os tristes, visitar os doentes e os presos.

Dar Alma à Vida é cuidar do pobre, onde mora Jesus, dar vida ao inimigo e ao amigo que me traiu.

Dar Alma à Vida é ultrapassar as adversidades sem vacilações, pôr termo à guerra, às divisões; é levar a paz, a harmonia e a justiça, onde falta.

Dar Alma à Vida é ser forte para amar ao jeito de Jesus Cristo que os “insultos daqueles que Te insultavam caíram sobre mim”, diz S. Paulo aos Romanos.

Dar Alma à Vida é portanto saber suportar as fraquezas dos mais débeis dos irmãos e não procurar a sua própria satisfação.

Assim Cristo não procurou o que Lhe era agradável.

Dar Alma à Vida sem vacilar, eis a questão para que a nossa Vida seja uma Vida com Alma.

sábado, 11 de julho de 2015

Dar Alma à Vida LII


Dar Alma à Vida LII

 Amar unicamente o que nos convém, o que nos dá gozo; isso não é dar Alma à vida.

Dar Alma à Vida é o amor desprendido, generoso, gratuito, que olha em todas as direcções especialmente nas que nos levam a ver mais longe, mais além, saindo de nós próprios.

Dar Alma à Vida é fazer a vontade de Jesus, entregar-me e entregar a outra face; oferecê-la, pois alguém saberá mais que eu.

Então, como amo aquele que fala de mim, diz mal de mim, fala sem conhecimento de causa, é maledicente, diz que me controla? Como vou dar Alma à Vida quando alguém me parece querer tirá-la, rejeitá-la, pô-la de lado com mentiras e todas as espécies de maldades e falsidades?

Como dar Alma à Vida?
 


 
Só há uma solução: compreendendo que na resposta está na humildade. É o remédio de muitos males e aumentando a nossa pequenez na Alma Criadora até nos rendermos ao incompreensível mistério do divino. Na nossa insignificância ainda iremos merecer os grandes abraços da Vida dos pobres, dos simples, dos famintos, das famílias e das pessoas em dificuldades, dos gestos interactivos, nas agressões, nas separações matrimoniais, nos dramas familiares, nos jovens desencaminhados, nos confortos dos que passam pela dor e pela alegria das bodas, das festas de nascimento, e…

Dar Alma à Vida é transformar as desgraças em novas esperanças e não nos quedarmos perante a altivez do ditador do que pensa que tudo tem e tudo pode. Isso só é devido a Deus e só, assim, estamos com Ele. Com verdadeiro discernimento e alegria!

Dar Alma à Vida é distinguir sempre o que vem de Deus ou do Diabo. O mafarrico tem de ser sempre corrido a pontapé com Vida e com Alma. S. Paulo dizia: “Já não sou eu que vivo, mas é Ele, que vive em Mim.” É Cristo que está em mim.

Queremos que seja Ele que dá Alma à Vida através de nós.

                                                                                   S.G. Rotondo-   Pe. Artur Coutinho

Dar Alma à Vida LI


Dar Alma à Vida LI
 

É mostrar que a Vida é protegida como um Dom de Deus e, por isso, quem não é de Deus, nem vem de Deus não compreende a Vida. A Alma que dá vida e que luta contra qualquer espécie de sofrimento ou de morte é capaz de Viver!

 
Dar Alma à Vida toma sempre um momento de vida ou de morte; é que a vida arrasta consigo para alem de prazer e gozo, sofrimento e dor.

Dar Alma à Vida é sentirmo-nos sempre cheios, e não vazios, de felicidade que é uma liberdade interior e radical de estar sempre em alerta constante contra as obras diabólicas, próprias do orgulho, da vaidade desmedida, da timidez, duma cara assustada, velha e ansiosa de algo que lhe não pertence, nem Deus o quer.
 

Dar Alma à Vida não é queimá-la com o trabalho, nem enfrentá-la de rosto e dedo em riste com vontade de resolver assuntos e resolver questões que não lhe estão nas mãos, nem no coração, mas só no Amor de Deus.

Dar Alma à Vida é dar-lhe a arquitectura da nossa personalidade e do nosso discernimento para que na integridade de cada um, sem magoar, saibamos mais escutar do que falar, olhar com o coração e rezar com a mente e com Alma mostrar os valores da Vida, da Morte, da Beleza e de Culpa, ou da Vergonha.

Dar Alma à Vida é dar uma nova luz ao sentido do Trabalho, da Oração, da Relação do Mundo Interior e do Mundo Exterior.

Dar Alma à Vida está nesta realidade de relações, de conexões, de redes, de tecidos que nos ligam e nos vinculam. Dar Alma à Vida é um grito que gera elos inevitáveis desta teia em que vivemos. O que seria da teia sem a aranha ou a aranha sem teia? Morria, não vivia! Fugir da teia é fugir da realidade e da Vida.

Dar Alma à Vida é dar o que lhe falta para que a Vida seja vivida com a abundância que o nosso Deus quer: uma Vida com abundância. Aí está a Alma!
                                                                                             Roma - Padre Artur Coutinho

Dar Alma à Vida L


Dar Alma à Vida L

 

É ser profeta na sua terra e fora.

Nunca se é bom profeta na sua terra, até Jesus Cristo o experimentou. “Então não é Ele o Filho do Carpinteiro? De onde lhe vem tão grande autoridade?!...

Ser profeta é dar Alma à Vida e há os que são contra a Vida, com letra maiúscula.

É sempre o Diabo, as forças do mal que se metem onde quer gerar confusão, maldade, ódio e morte.

É por isso que o profeta tem um caminho marcado pela perseguição, rejeição, incompreensão, rejeitado pela autoridade civil e religiosa. Aconteceu com Jesus; pior será connosco…

 
A dor da rejeição é dor sem medida para o corpo e para a alma.

Como é difícil dar Alma à Vida se a dor pode ser malevolamente muito forte. Mas é a sorte do profeta, como foi a de Cristo, mas S. Paulo diz-nos que é na nossa fraqueza em que o poder de Deus se manifesta, é nesse poder que rasga as trevas das insídias do ódio e da morte e chega ao mistério de Deus.

É por isso que só é profeta quem é chamado a esta missão; é a voz que chama e o profeta responde sim porque entendeu ser a voz de Deus. É uma missão.

Dar Alma à Vida é ser profeta, mesmo na terra onde é rejeitado, porque esta voz é dirigida a uma pessoa em concreto. E esta voz não é minha, nem tua… Ela vem do Alto.

 
Não serei eu, pobre e miserável homem da terra, fraco e mortal, segundo S. Paulo. Mas, é Cristo que vive em mim e é a Alma que eu dou à Vida.

Dar Alma à Vida é ser este homem a quem Deus chama pelo nome para que transmita a verdade e denuncie a mentira.

Dar Vida à Alma é ser enviado aos rebeldes a anunciar as profecias daquele que me envia. S. Paulo também foi atrás dos gentios…

É levar a mensagem daquele que nos enviou pelo baptismo que, por diversas vezes, fomos fazendo opções na vida!...

É esse Senhor Absoluto, transcendente que nos chama à missão a quem obedecemos, nunca esquecendo que a cruz é sempre pesada, e, muitas vezes, tornada mais pesada pelos que andam connosco e comem, connosco, à mesa.

Esses são os que mais fazem sofrer os profetas do nosso tempo, como já aconteceu com o Mestre.

Dar Alma à Vida é estar atento aos planos de Deus e não aos nossos ou, dos nossos inimigos, dos diabos que nos abrem caminhos diferentes e díspares, fáceis,  e de prazer imediato!...                                                         Foggia -  Padre Artur Coutinho

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dar Alma à Vida IXL

Dar Alma à Vida IXL

 

Dar Alma à Vida é cuidar do que o outro precisa, na sua esperança, é dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, visitar os presos e enterrar os mortos.

Dar Alma à Vida é dar bons conselhos, ensinar os que erram, consolar os tristes, visitar os doentes e os presos.

 

Dar Alma à Vida é cuidar do pobre, onde mora Jesus, dar vida ao inimigo e ao amigo que me traiu.

Dar Alma à Vida é ultrapassar as adversidades sem vacilações, pôr termo à guerra, às divisões; é levar a paz, a harmonia e a justiça, onde falta.

Dar Alma à Vida é ser forte para amar ao jeito de Jesus Cristo que os “insultos daqueles que Te insultavam caíram sobre mim”, diz S. Paulo aos Romanos.

Dar Alma à Vida é portanto saber suportar as fraquezas dos mais débeis dos irmãos e não procurar a sua própria satisfação.

Assim Cristo não procurou o que Lhe era agradável.

Dar Alma à Vida sem vacilar, eis a questão para que a nossa Vida seja uma Vida com Alma.
                                                                                                           Barlleta- Artur Coutinho

Dar Alma à Vida XLVIII

Dar Alma à Vida XLVIII

  


Dar Alma à Vida é fazer o belo silêncio que segundo um autor de renome que não recordo o seu nome “O Homem que cala é mais belo que o Homem que fala. De facto também se diz em português: “Quem muito fala, muito erra.” E mais vale dizer “pauca multis” do que “multa paucis”, do latim. Falar pouco e dizer muito do que falar muito e não dizer nada.

Também Gandhi dizia que “O muito falar afasta-nos de Deus; o nosso dinâmico calar atrai Deus a nós.”.

E só compreende isto quem se integra em Deus porque sabe o que Deus é pelo menos o que tem e, como um mistério, e integra-se n’Ele pelo Dom da Fé.

Dar Alma à Vida não é dar-lhe sabedoria, também, mas aquele que não tem conhecimento ou formação teológica também tem de dar Alma à Vida, conhecendo-se a si mesmo; o ignorante, por ser ignorante, nem por isso pode deixar de dar Alma à Vida para viver uma Vida Feliz.

Ser Feliz é dar Alma à Vida fazendo do trabalho um tempo ganho em oração e nunca perdido porque se trabalha. Então o homem não pode, nem deve fazer do trabalho e do repouso um tempo para Deus?

Dar Alma à Vida é ter presente que nenhum tempo é perdido àquele que o consagramos ao trabalho, diz Emerson.

Dar Alma à Vida não é preciso estar sempre de mãos erguidas a rezar. A regra de S. Bento é claro que é necessário rezar e trabalhar ou trabalhar e rezar. “Ora et Labore” (Reza e trabalha), este é o lema beneditino.

 
Dar Alma à Vida é saber ser moderado quando se repreende alguém. É fácil castigar com severidade do que com a máxima: “Não faças aos outros o que não queres que façam a ti”.

Dar Alma à Vida é pôr em prática e correcçãofraterna do Evangelho: não humilhes ninguém. Primeiro, chama-o a sós e só depois de insistências, acusa-o às autoridades.

Dar Alma à Vida é fazer correcção fraterna sem magoar, humilhar. Não é aceitar, mas fazer compreender que há outros caminhos, para chegar ao Pai da Vida. Ninguém o pode fazer se não estiver na verdadeira sabedoria, nem segundo Galileu, conhecer-se primeiro a si mesmo.

Enfim dar Alma à Vida é viver para os outros, é servir os outros, como o fez Jesus Cristo.
                                                                                                                   Bari-Artur Coutinho