segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Dar Alma à Vida LXIV


Dar Alma à Vida LXIV

 

Dar Alma à Vida é dar-lhe capacidade de discernimento para reconhecer onde está o bem e o mal.

Dar Alma à Vida é dar-lhe a liberdade de seguir o seu caminho agarrar o bem e afastar-se do mal, ou agarrar o mal e afastar-se do bem, consciente e responsavelmente.
  Dar Alma à Vida não é ficar no meio-termo, não é dar-lhe a média da temperatura, mas é dar-lhe o quente ou o frio. O quente anima e o frio deprime… O quente é o Bem, anima;  e o frio é o Mal que mata  e não dá Vida.

Dar Alma à Vida é dar à vida a Palavra da Bondade e da Misericórdia de Deus, da Justiça e do Amor. É fazer com que a vida seja querida com estes atributos e agarrada ao ponto de não pôr em dúvida continuar o caminho que o Bem nos aponta.

Dar Alma à Vida é levar a vida a perguntar sempre “para onde iremos nós Senhor, se só tu tens palavras de vida eterna?”

Dar Alma à Vida é levar-lhe a felicidade com o reconhecimento que há, uma felicidade maior para a qual é preciso fazer caminho.

Dar Alma à Vida é convidar o homem a mudar, a passar, a transformar-se, a fazer deserto como o povo Hebreu, a compreender que o Bem não é fácil consegui-lo enquanto o Mal, enganador o pode seduzir. Dar Alma à Vida é orientar o olhar, sentir, seguir e acolher a paz, a vida que o Bem lhe apresenta.


Dar Alma à Vida é erradicar as pequenas mortes de cada dia para levar a Vida a esvaziar-se explosivamente na vida eterna.

Dar Alma à Vida é dar à vida o Amor de S. Paulo, dum só corpo, onde cada um é membro e todos o têm de viver ao modo do marido e da esposa, ou de esposa e do marido: Amor, comunhão, respeito mútuo, aberto, comunitário, tolerante, justo e mútuo entre todos os membros ao jeito de uma família natural de pais e filhos que fazem a Igreja doméstica, célula da família paroquial, da comunidade dos Filhos de Deus.

Dar Alma à Vida é criar alianças de libertação onde se possa comer “leite e mel” .

domingo, 23 de agosto de 2015

Por que os católicos rezam o terço?

Estilo de vida

Por que os católicos rezam o terço?

Descubra por que, durante séculos, os papas chamaram o terço de “arma espiritual” e invocaram Maria como a “vencedora das heresias”

Descubra por que, durante séculos, os papas chamaram o terço de “arma espiritual” e invocaram Maria como a “vencedora das heresias”. Veja um aspecto sobre Maria no qual Bento XVI não acreditava e que comprovou ser verdadeiro somente quando se tornou prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

27.01.2014
© Julian KUMAR / GODONG
Durante séculos, a Igreja intensificou a oração do terço em momentos de luta. São Domingos o considerava como uma arma espiritual e os papas chamavam Maria de “vencedora das heresias”, invocando sua ajuda para combater questões que vão do catarismo ao comunismo.

A devoção ao terço foi se desenvolvendo lentamente ao longo de cerca de 500 anos.

O terço é uma oração constituída pela recitação de 50 (até 200) Ave-Marias, em grupos de dez, cada grupo precedido por um Pai-Nosso e concluído com um Glória. Durante o rosário, medita-se sobre os mistérios da vida de Cristo e da sua Mãe.

Ainda que a tradição popular atribua a origem do terço a São Domingos (1170-1221), as pesquisas históricas atuais mostram que a devoção a esta oração se desenvolveu lentamente no tempo. O próprio João Paulo II parece afirmar isso em sua carta Rosarium Virginis Mariae (2002), que começa recordando que o terço “foi gradualmente tomando forma no segundo milênio, sob a guia do Espírito de Deus”.

Ainda que não se saiba exatamente qual é a história do início do terço, o Pe. Etienne Richer explica, em "Mariology", que, no final do século XI, ou seja, quase um século antes de São Domingos, “já se conhecia e praticava uma devoção mariana caracterizada por numerosas Ave-Marias, com prostrações rítmicas em honra de Nossa Senhora, primeiro em comemoração das suas alegrias, depois dos seus sofrimentos”. O nome “rosário” começou associado a esta prática.

Nesta mesma época, irmãos e monges cistercienses que não conseguiam memorizar os 150 salmos que sua ordem rezava cada semana, teriam recitado 150 Pai-Nossos. Os leigos logo copiariam esta forma de rezar, mas substituindo o Pai-Nosso pela Ave-Maria. O nome dado a esta devoção foi “Saltério de Maria”.

Por volta do ano 1200, diz-se que Nossa Senhora apareceu a São Domingos e lhe disse: “Reze o meu saltério e ensine-o às pessoas. Esta oração nunca falhará”. Domingos difundiu a devoção ao Saltério de Maria e, como afirma o Pe. Richter, esta devoção foi “incorporada de forma divina à vocação pessoal de São Domingos”.

Nas décadas posteriores, o terço e o saltério de Maria convergiram e a devoção assumiu a forma específica que hoje conhecemos: as 150 Ave-Marias se dividem em dezenas e o Pai-Nosso se insere entre elas, assim como se estabelecem os três grupos de mistérios (gozosos, dolorosos e gloriosos).

Em 2002, João Paulo II acrescentou cinco mistérios ao terço, chamando-os de “luminosos”. Ele propôs estes mistérios com o fim de “mostrar plenamente a profundidade cristológica do terço”, ao incluir “os mistérios do ministério público de Cristo entre o seu Batismo e a sua Paixão”.

O terço é a arma espiritual da Igreja que “afugenta os demônios”.

Desde o século XII, a Igreja intensificou a oração do terço nos momentos de dificuldade e tribulação. Em 1569, São Pio V consagrou oficialmente o terço, atribuindo à sua recitação a destruição da heresia e a conversão de muitos pecadores. Pediu aos fiéis que rezassem o terço naquela época “de tantas heresias, gravemente perturbada e aflita por tantas guerras e pela depravação moral dos homens”.

O prolífico Leão XIII (1878-1903), conhecido sobretudo pelas suas encíclicas sobre questões sociais, especialmente a Rerum novarum (1891) – sobre as condições do trabalho –, escreveu pelo menos 16 documentos sobre o terço, incluindo 12 encíclicas.

Esse “Papa do terço” escreveu sua primeira encíclica sobre esta oração em 1883, no 25º aniversário das aparições de Lourdes. No texto, ele recorda o papel de São Domingos e como a oração do terço ajudou a derrotar os hereges albigenses no sul da França, nos séculos XII e XIII. São Domingos, dizia o Papa, “atacou intrepidamente os inimigos da Igreja Católica, não pela força das armas, mas confiando totalmente na devoção que ele foi o primeiro em instituir com o nome de Santo Terço”.

“Guiado pela inspiração e pela graça divinas – prosseguiu o Pontífice – previu que esta devoção, como a mais poderosa arma de guerra, seria o meio para colocar o inimigo em fuga e para confundir sua audácia e louca impiedade.”

Também falou sobre a eficácia e poder do terço na histórica batalha de Lepanto, entre as forças cristãs e muçulmanas, em 1521. As forças islâmicas haviam avançado rumo à Espanha e, quando estavam a ponto de superar as cristãs, o Papa Pio V fez um apelo aos fiéis para que rezassem o terço. Os cristãos ganharam e, como homenagem por esta vitória, o Papa declarou Maria como Senhora da Vitória, estabelecendo sua festa no dia 7 de outubro, dia do santo terço.

Voltando à necessidade do terço em sua época, o Papa escreveu: “É muito doloroso e lamentável ver tantas almas resgatadas por Jesus Cristo arrancadas da salvação pelo furacão de um século extraviado e lançadas no abismo e na morte eterna. Na nossa época, temos tanta necessidade do auxílio divino como na época em que o grande Domingos levantou o estandarte do Terço de Maria, a fim de curar os males do seu tempo”.

Pio XI (1922-1939) dedicou sua última encíclica – Ingravescentibus malis – ao terço, em 1937, o mesmo ano em que escreveu a Mit brennender Sorge, na qual criticava os nazistas, e a Divini Redemptoris, na qual afirmava que o consumismo ateu “pretende derrubar radicalmente a ordem social e socavar os próprios fundamentos da civilização cristã”.

Criticando o espírito da época, “com seu orgulho depreciativo”, o Papa disse que o terço é uma oração que tem “o perfume da simplicidade evangélica”, que requer humildade de espírito.

“Uma inumerável multidão, de homens santos de toda idade e condição, sempre o estimou – escreveu. Rezaram-no com grande devoção e em todo momento o usaram como arma poderosíssima para afugentar os demônios, para conservar a vida íntegra, para adquirir mais facilmente a virtude, enfim, para a consecução da verdadeira paz entre os homens.”

Em 1951, Pio XII (1939-1958) escreveu Ingruentium malorum, sobre a oração do terço: “Categoricamente, não hesitamos em afirmar em público que depositamos grande esperança no Rosário de nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo. Porque não é pela força, nem pelas armas, nem pelo poder humano, mas sim pelo auxílio alcançado por meio dessa devoção, que a Igreja, munida desta espécie de funda de Davi, consegue impávida afrontar o inimigo infernal”.

Para conhecer Jesus é preciso se voltar a Maria.

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, admitiu – no livro-entrevista “Informe sobre a Fé”, com Vittorio Messori – achar que a declaração de que Maria é “a vencedora de todas as heresias” era um pouco “exagerada”.

Explicou que, “quando eu ainda era um jovem teólogo, antes das sessões do Concílio (e também durante elas), como aconteceu e acontece hoje com muitos, tinha algumas reservas sobre certas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa 'De Maria nunquam satis' [de Maria nunca se dirá o bastante]".

É oportuno observar que Joseph Ratzinger cresceu em um ambiente muito mariano. No livro “Meu irmão, o Papa”, George Ratzinger comenta que seus avós se casaram no Santuário de Nossa Senhora de Absam e que seus pais se conheceram por meio de um anúncio que seu pai colocou (duas vezes) no jornal do santuário mariano de Altotting. Os Ratzinger rezavam o terço juntos muitas vezes e, no mês de maio, participavam de numerosas celebrações de Maria e do terço.

No entanto, apesar da sua familiaridade com Maria e da devoção mariana, ele não parecia convencido.

Como explica no livro-entrevista, o cardeal, como prefeito do dicastério vaticano, passou por uma pequena conversão. “Hoje – acrescentou –, neste confuso período, em que todo tipo de desvio herético parece se amontoar às portas da fé católica, compreendo que não se trata de exageros de almas devotas, mas de uma verdade hoje mais forte do que nunca.”

É necessário voltar a Maria se quisermos voltar à verdade sobre Jesus Cristo, à verdade sobre a Igreja e à verdade sobre o homem.”

“A oração do terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho – disse Bento XVI em 12 de maio de 2010, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das 'Ave-Marias', contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até a Cruz e a glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança.”

“A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida, de modo a poder proclamar com São Paulo: 'Para mim viver é Cristo' (Flp 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo.” 

A mais alta estátua de Maria em todo o mundo é inaugurada no maior país muçulmano do plane

A mais alta estátua de Maria em todo o mundo é inaugurada no maior país muçulmano do planeta


Nossa Senhora da Assunção tem 42 metros e fica na ilha de Java, na Indonésia

"Gua Maria", ou a "Gruta de Maria", é um importante santuário mariano da Indonésia. Localizado em Ambarawa, na região central da ilha de Java, o santuário acaba de celebrar os seus 61 anos de existência de maneira grandiosa: após uma concelebração eucarística com sete bispos e 15 sacerdotes da arquidiocese de Semarang, os cerca de 30.000 fiéis presentes assistiram com emoção à bênção de uma estátua de Maria de nada menos que 42 metros de altura.

 
 
Aleteia
 
The Tallest Statue of Virgin Mary is located in IndonesiaFair Use via Facebook
"Gua Maria", ou a "Gruta de Maria", é um importante santuário mariano da Indonésia. Localizado em Ambarawa, na região central da ilha de Java, o santuário acaba de celebrar os seus 61 anos de existência de maneira grandiosa: após uma concelebração eucarística com sete bispos e 15 sacerdotes da arquidiocese de Semarang, os cerca de 30.000 fiéis presentes assistiram com emoção à bênção de uma estátua de Maria de nada menos que 42 metros de altura.

A imagem de Nossa Senhora da Assunção, uma obra do famoso trio de escultores religiosos indonésios Kuncoro, Adi Nugroho e Agung, é a estátua mariana mais alta do mundo - e é chamativo que ela tenha sido erguida não num país tradicionalmente católico, mas sim no país com a maior população islâmica do planeta: dos 250 milhões de habitantes da Indonésia (mais que o Brasil, que tem 203 milhões), 87,2% são muçulmanos.

Também é significativo que a imagem já tenha "nascido" em um contexto de paz e diálogo inter-religioso: dias antes da inauguração, a arquidiocese de Semarang organizou no santuário um encontro com líderes de várias religiões do país, em iniciativa que contou com o apoio de todos os partidos políticos locais.

O arcebispo, dom Johannes Pujasumarta, em uma declaração pública após o encontro, agradeceu às autoridades por terem incentivado o encontro inter-religioso e por terem pedido à população que receba com grande hospitalidade os milhares de peregrinos esperados no santuário.

De fato, os peregrinos já começaram a chegar aos milhares. Só na cerimônia da bênção da estátua, eles excederam em mais de 10.000 pessoas o número previsto pela organização, tanto que um terço deles ficou sem comungar na missa porque não havia hóstias suficientes para todos os fiéis participantes.


A bênção da estátua precisou ser feita com a ajuda de um guindaste
sources: Aleteia
 

sábado, 22 de agosto de 2015

Dar Alma à Vida LXIII


Dar Alma à Vida LXIII

Dar Alma à Vida é dar-lhe o pão que o corpo precisa e, ao mesmo tempo, dar-lhe o pão para o Espírito, para a Vida que é o pão do Céu que Cristo tanto insistiu contra toda a forma da razão humana. “Eu sou pão da Vida”, a minha carne e o meu sangue são o alimento para a vida eterna.
 

  
Dar Alma à Vida é dar também este pão que hoje muitos procuram esquecer contra um bom e suculento manjar em casa ou na restaurância  ou simplesmente pior que é recusar o pão da Vida Eterna.

 
Dar Alma à Vida é dar morada à Luz da Carne e do Sangue, que se refaz no altar em cada missa, na consagração. Esta Luz que ilumina na escuridão da vida e nos dissipa de todas as dúvidas para saltar alto numa “noite escura”

Dar Alma à Vida é restituir-lhe o mistério do Amor de Deus, o mistério do seu nascimento, o mistério da própria vida peregrina neste mundo com o objectivo de alcançar a Deus-Pai.

 
 

Dar Alma à Vida é fazer com que o “Emanuel” (Deus connosco) volte a morar na vida do Homem para que nesta morada do Senhor da Vida na Vida da Humanidade, seja uma vida tão íntima e tão próxima que a Vida terá continuidade no Além com o mesmo Irmão, o mesmo Pai, o mesmo Espírito com que peregrinamos e nos fazemos felizes neste mundo a caminho da Felicidade perene.
 

Dar Alma à Vida é dar-lhe este Amor, de tudo ou nada, de modo a podermos afirmar como Apóstolo: já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em Mim!...

Dar Alma à Vida é devolvê-la a esse Mistério de Deus que é Amor.



Divórcio e segundo casamento: como equilibrar a misericórdia de Deus com a fidelidade à doutrina cristã?

Religião

Divórcio e segundo casamento: como equilibrar a misericórdia de Deus com a fidelidade à doutrina cristã?

O Evangelho é claro sobre a indissolubilidade do matrimônio, mas também é claro sobre a misericórdia

Em outubro próximo, a Igreja realiza o sínodo sobre a família, que, embora trate de muitos outros temas de grande relevância, deverá atrair as atenções da mídia por abordar a polêmica situação dos divorciados que voltaram a se casar. Como a Igreja pode manter-se fiel à indissolubilidade do matrimônio e, ao mesmo tempo, não excluir as pessoas que se encontram em "situação irregular" do ponto de vista doutrinal?

 
 
Aleteia
 
 
1.08.2015
Reconciliação casalCreative Commons
Em outubro próximo, a Igreja realiza no Vaticano a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cujo tema central será a família.

Apesar de que o encontro preveja muitos outros temas de grande relevância, a tendência é que mídia dedique grande atenção à polêmica situação dos divorciados que voltaram a se casar: como a Igreja pode manter-se fiel à indissolubilidade do matrimônio e, ao mesmo tempo, não excluir as pessoas que se encontram em "situação irregular" do ponto de vista doutrinal?

Dom Mario Grech, bispo da diocese de Gozo, localizada no pequeno arquipélago de Malta, refletiu sobre esta delicada questão na carta pastoral "Um bálsamo de misericórdia para a família", publicada por ele neste mês de agosto.

Alguns pontos fundamentais da carta de dom Mario:
 
- O sínodo sobre a família deve destacar uma Igreja de portas abertas: um "refúgio para todos os pecadores, dotado de vida e de esperança na conversão".
 
- Não se pode mudar a doutrina sobre o matrimônio: ele é um sacramento que une um homem e uma mulher mediante um amor indissolúvel, fiel, aberto à vida e que constitui a base da família, uma instituição natural que nos beneficia "humana, social e espiritualmente", a ponto de que "o desejo de formar uma família tem raízes profundas na própria natureza humana".
 
- Apesar deste conceito irrenunciável do casamento, a Igreja não pode ignorar a complexa realidade das separações, divórcios, adultérios e segundas núpcias de divorciados, nem as ideologias que questionam a "família tradicional" e procuram disseminar práticas como as uniões informais e a reprodução assistida, além de perspectivas pseudocientíficas como a ideologia de gênero.
 
- Estas realidades "reduzem e enfraquecem" o matrimônio, fato que, por sua vez, produz uma " crise de fé" na qual é fácil "virar as costas para Deus".
 
- Os divorciados que se casam em segundas núpcias estão em "situação contrária ao sacramento cristão", mas, como esclareceu o papa Francisco na audiência geral do recente dia 5 de agosto, eles "não estão excomungados". A Igreja tem espaço "para todos aqueles que acreditam em Deus: ninguém é excluído nem descartado".
 
- É fundamental preservar a fidelidade à doutrina cristã sobre a indissolubilidade do matrimônio, mas também é fundamental a misericórdia, que é " o coração da doutrina cristã". 
 
- O "bálsamo da misericórdia de Deus" deve ser oferecido às pessoas cuja união se encontra em desacordo com o Evangelho, mediante um " caminho penitencial" que, obviamente, "não contradiz o Evangelho"; afinal, "o Deus da misericórdia toca as chagas abertas da humanidade para saná-las".
 
- Deus é justo, mas a misericórdia de Deus " vai além da justiça": Deus sempre "oferece à humanidade muito mais do que ela merece".
 
- A Igreja pode e deve, portanto, "permanecer fiel ao Evangelho da família e dar apoio às famílias fiéis", mas deve também "ser fiel ao Evangelho da misericórdia", assegurando a esperança na misericórdia divina e a experiência da alegria do amor de Deus para todas as pessoas "que fracassaram no seu casamento".
sources: Aleteia

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

7 passos simples e práticos para ser humilde

Estilo de vida

7 passos simples e práticos para ser humilde

De todas as virtudes, a humildade parece ser uma das mais difíceis de se alcançar, mas estas dicas são absolutamente eficazes

De todas as virtudes, a humildade parece ser uma das mais difíceis de se alcançar, mas estas dicas são absolutamente eficazes

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domingo, 16 de agosto de 2015

Que pecados nos impedem de comungar?


Que pecados nos impedem de comungar?

Ok, não posso ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

Ok, não posso ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?





Julio De la Vega Hazas

12.08.2015

©ALESSIA GIULIANI/CPP

São Paulo expressou com contundência que nem todos estão em condições de receber a comunhão:
 

"Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação." (1 Cor 11, 28-29)


Estas palavras destacam a gravidade do assunto, mas não proporcionam um critério claro sobre quando uma pessoa é digna e quando não é. Por isso, esta questão também foi submetida a debate.

Dá a impressão, no entanto, que os destinatários da carta – os coríntios – já tinham alguma ideia a respeito disso. Por isso, é importante ver as fontes conhecidas da vida da Igreja primitiva.

No final do século I ou começo do século II, foi escrita a chamada "Didaché" (ou "Doutrina dos Doze Apóstolos"), na qual se fala bastante da Eucaristia. Após indicar que o sacramento é somente para os batizados, acrescenta a seguinte frase: "Quem for santo, aceda; quem for menos, faça penitência". Ainda que exija um esclarecimento posterior, este continua sendo um critério válido, à luz do qual se entende o que foi determinado.

Alguns podem objetar, e com razão: "Mas quem pode dizer que é santo?". Livre de todo pecado, ninguém. Por isso, aproximar-se da comunhão deve ser penitencial, para purificar-nos ao máximo. O mais adequado é receber a comunhão quando já há uma comunhão da alma com o Senhor.

Mas há diversas situações, como também há diversos tipos de pecado. O pecado mortal rompe totalmente esta comunhão e, neste caso, a penitência requerida exige a recepção do sacramento da Penitência como condição prévia.

Por isso, o Código de Direito Canônico estabelece que, quem tiver consciência de estar em pecado grave, não celebre Missa (no caso de ser padre) nem comungue o Corpo do Senhor sem recorrer antes à confissão sacramental (n. 916).

Vale a pena esclarecer algo: não existe penitência verdadeira nem confissão válida sem propósito de emenda. Isso serve para entender por que algumas pessoas não podem receber a comunhão, já que vivem em uma situação habitual de pecado.

Mas ainda resta o pecado venial. Ninguém consegue escapar dele, e pretender estar livre de todo pecado venial é presunção.

Neste caso – quando se está em estado de graça, mas com pecados veniais –, a penitência é interior e está inclusa na liturgia. O pecado venial não impede a pessoa de comungar (pelo contrário: é alimento interior que dá forças para combatê-lo), mas, ao mesmo tempo, para participar dos sagrados mistérios, é preciso começar reconhecendo nossos pecados.

Isso é familiar para quem vai à missa com frequência, pois o ato penitencial faz parte da celebração ("Confesso a Deus todo-poderoso, e a vós, irmãos..."). Depois, a preparação imediata nos recorda que vamos comungar como convidados ("Felizes os convidados para a ceia do Senhor") e que não somos dignos de receber Jesus ("Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada..."). De certa maneira, estas também são palavras de contrição.

É interessante observar que, mesmo na celebração da comunhão fora da santa missa, a liturgia é muito mais breve, mas inclui estas duas partes penitenciais, as mesmas. É importante recordar isso e renovar-nos na vivência da missa e de cada uma de suas partes!

Em resumo: para comungar, é preciso estar em graça de Deus. Mas, mesmo estando, nunca somos dignos de receber Jesus. Isso não é um obstáculo para comungar, mas a dignidade do sacramento exige que procuremos nos tornar o mais dignos possíveis.

São Paulo expressou com contundência que nem todos estão em condições de receber a comunhão:
 

"Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação." (1 Cor 11, 28-29)


Estas palavras destacam a gravidade do assunto, mas não proporcionam um critério claro sobre quando uma pessoa é digna e quando não é. Por isso, esta questão também foi submetida a debate.

Dá a impressão, no entanto, que os destinatários da carta – os coríntios – já tinham alguma ideia a respeito disso. Por isso, é importante ver as fontes conhecidas da vida da Igreja primitiva.

No final do século I ou começo do século II, foi escrita a chamada "Didaché" (ou "Doutrina dos Doze Apóstolos"), na qual se fala bastante da Eucaristia. Após indicar que o sacramento é somente para os batizados, acrescenta a seguinte frase: "Quem for santo, aceda; quem for menos, faça penitência". Ainda que exija um esclarecimento posterior, este continua sendo um critério válido, à luz do qual se entende o que foi determinado.

Alguns podem objetar, e com razão: "Mas quem pode dizer que é santo?". Livre de todo pecado, ninguém. Por isso, aproximar-se da comunhão deve ser penitencial, para purificar-nos ao máximo. O mais adequado é receber a comunhão quando já há uma comunhão da alma com o Senhor.

Mas há diversas situações, como também há diversos tipos de pecado. O pecado mortal rompe totalmente esta comunhão e, neste caso, a penitência requerida exige a recepção do sacramento da Penitência como condição prévia.

Por isso, o Código de Direito Canônico estabelece que, quem tiver consciência de estar em pecado grave, não celebre Missa (no caso de ser padre) nem comungue o Corpo do Senhor sem recorrer antes à confissão sacramental (n. 916).

Vale a pena esclarecer algo: não existe penitência verdadeira nem confissão válida sem propósito de emenda. Isso serve para entender por que algumas pessoas não podem receber a comunhão, já que vivem em uma situação habitual de pecado.

Mas ainda resta o pecado venial. Ninguém consegue escapar dele, e pretender estar livre de todo pecado venial é presunção.

Neste caso – quando se está em estado de graça, mas com pecados veniais –, a penitência é interior e está inclusa na liturgia. O pecado venial não impede a pessoa de comungar (pelo contrário: é alimento interior que dá forças para combatê-lo), mas, ao mesmo tempo, para participar dos sagrados mistérios, é preciso começar reconhecendo nossos pecados.

Isso é familiar para quem vai à missa com frequência, pois o ato penitencial faz parte da celebração ("Confesso a Deus todo-poderoso, e a vós, irmãos..."). Depois, a preparação imediata nos recorda que vamos comungar como convidados ("Felizes os convidados para a ceia do Senhor") e que não somos dignos de receber Jesus ("Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada..."). De certa maneira, estas também são palavras de contrição.

É interessante observar que, mesmo na celebração da comunhão fora da santa missa, a liturgia é muito mais breve, mas inclui estas duas partes penitenciais, as mesmas. É importante recordar isso e renovar-nos na vivência da missa e de cada uma de suas partes!

Em resumo: para comungar, é preciso estar em graça de Deus. Mas, mesmo estando, nunca somos dignos de receber Jesus. Isso não é um obstáculo para comungar, mas a dignidade do sacramento exige que procuremos nos tornar o mais dignos possíveis.

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