domingo, 15 de novembro de 2015

Dar Alma à Vida LXXVIII


Dar Alma à Vida LXXVIII

 

Dar Alma à Vida é mostrar à Vida a Esperança, a Cura e os Sacramentos que curam…

Dar Alma à Vida é reconhecer que temos meios de cura que Jesus Cristo nos deixou.

Dar Alma à Vida é descobrir que a nossa doença é sempre desagregadora não só no corpo como na alma, é descobrir desarmonias que afectam o todo que nós somos (corpo e alma).





Dar Alma à Vida é saber abandonar tudo o que nos aproxima da morte em qualquer idade, não porque a morte é algo de apavorar mas que nem existe porque Deus é eterno e desde que, antes de sermos concebidos já existíamos na mente de Deus e Ele quer tanto a cura e dá- nos os meios necessários como a Santa Unção.
 

 
“Se alguém está doente, chama os presbíteros da Igreja”. Não é no fim da doença, não é depois da morte, nem próximo da passagem desta vida terrena para a vida do além, mas desde que esteja doente e se for em comunidade, melhor.
 

 
 
Dar Alma à Vida é mostrar que não se está só, mas toda a comunidade ora, reza e se encontra unida no sofrimento e procura fazer pontes entre a terra e o Céu.
 
 

 
 
Dar Alma à Vida é mergulhar numa água refrescante da qual se sai com Vida em abundância.

Carta pastoral de D. Anacleto

A.C.

sábado, 14 de novembro de 2015

MIGRAÇÕES REFUGIADOS NÃO SÃO FANTASMAS


 
MIGRAÇÕES REFUGIADOS NÃO
 
 
SÃO
 
 
FANTASMAS
 
A palestra subordinada ao tema "MIGRAÇÕES LIVRES E MIGRAÇÕES FORÇADAS: PORTUGAL NA EUROPA EM 2015", foi proferida pelo Sr. Professor Doutor Jorge Milheiros, especialista na matéria, no Auditório da Caixa Agrícola por iniciativa do Rotary Club de Viana do Castelo.















 
 
 
O Professor foi exaustivo e mostrou assente em dados científicos como não é um nada de fenómeno para a Europa um milhão de refugiados no verdadeiro sentido da palavra. Retira desta figura aqueles que sob esse nome, ou sob o nome de turistas, ou negócios apareçam de má fé.

Conseguiu, depois de um historial fundamentado e lógico, a meu ver desmistificar a ideia de catastrófico o acolhimento de quem procura sobreviver à morte, à fome, à violência, à falta de liberdade...Através da história também nós gostámos de ser bem recebidos por outras nações na emigração portuguesa até aos dias de hoje.

O tema não teve cariz poítico, nem religioso, mas apanas o vai-vem dos povos por motivos diversos, mas sempre à procura de melhor estar, ou de mais cultura..

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Padre Jorge Barbosa, em Barcelos, falou para mais de 300 pessoas- «O Céu é uma realidade essencialmente teológica»


Padre Jorge Barbosa, em Barcelos, falou para mais de 300 pessoas

 

«O Céu é uma realidade essencialmente teológica»

 

Sampaio Viana

 

«O Céu é uma realidade essencialmente teológica. Em primeiro lugar, é uma realidade cristológica: é estar com Cristo e com todos aqueles que estão com Cristo. O Céu é Deus para quem O ama», afirmou, na noite da passada quarta-feira, no auditório municipal de Barcelos, o padre Jorge Alves Barbosa.

O sacerdote da Diocese de Viana do Castelo proferiu uma conferência intitulada “Do terror da morte...à esperança na ressurreição” promovida pelo arciprestado de Barcelos e que encheu o auditório, reunindo, por isso, mais de 300 pessoas.

O padre Jorge dividiu a sua conferência em duas partes: “do terrror da morte” e “esperança na ressurreição”. Falando da segunda parte, afirmou que «a morte deve envolver uma aprendizagem de esperança e está envolvida no conceito teológico dos novíssimos do homem (morte, juízo, Inferno, Paraíso), que são realidades envolvidas numa dimensão de mistério que não nos deixam falar corretamente delas».

Acerca do Inferno, disse que, quando falarmos dele, «devemos interpretar a Sagrada Escritura no seu conjunto e não apenas em determinadas passagens», acrescentando que «o Inferno representa a total ausência de esperança».

A partir da afirmação do Credo “creio na vida eterna”, o conferente afirmou que «todos somos chamados a viver a vida eterna, a viver no céu como pessoas ressuscitadas que assumem a sua história pessoal».

A terminar a sua conferência, o padre Jorge Barbosa citou o Papa Bento XVI e Santo Agostinho, afirmando que, «para compreender o conceito de vida eterna, é preciso mergulhar na vastidão dos seres, ao mesmo tempo que ficamos mergulhados na alegria, que se exprime no aleluia contínuo das criaturas».

No início da conferência, o sacerdote esclareceu que iria fazer uma abordagem interdisciplinar da morte e da ressurreição, passando pela teologia e a música.

Antes da conferência, o Grupo Coral da Lama, do concelho de Barcelos, interpretou, a quatro vozes, alguns trechos musicais alusivos à vida eterna.

Encerrou os trabalhos o arcipreste de Barcelos, padre José Gomes da Silva Araújo, afirmando que «a morte de cada um de nós leva-nos à vida eterna; isso concretiza-se pelo amor a Deus e aos irmãos; importa viver como Jesus viveu».

Antes da conferência, o monsenhor Abílio Alves Cardoso enquadrou-a na planificação do arciprestado de Barcelos para este ano e na sequência dos anos anteriores. Disse, então, que, há três semanas, o arciprestado promoveu uma conferência sobre a ecologia à luz da encíclica do Papa Francisco “Laudato Si”, a cargo da teóloga Isabel Varanda.

O prior de Barcelos disse também que a conferência do padre Jorge Barbosa veio na continuidade das conferências promovidas pelo arciprestado de Barcelos desde há três anos sobre os novíssimos do homem.

XVII FÓRUM ECUMÉNICO JOVEM EM CASTELO BRANCO


XVII FÓRUM ECUMÉNICO JOVEM EM CASTELO BRANCO

Conformismo, não! Transformação, sim!
 
 


 

 
Mais de 200 jovens ‘invadiram’ Castelo Branco a 7 de Novembro para a 17ª edição do FEJ. À organização (igrejas Católica, Lusitana, Metodista e Presbiteriana), juntaram-se os Ortodoxos.

A festa começou na Igreja da Sra de Fátima com saudações. D. Manuel Felício levou palavras de incentivo da Conferência Episcopal Portuguesa. D. Antonino Dias fez as honras de anfitrião e deu as boas vindas a todos. O Dr. Luis Correia, Presidente da Câmara, mostrou a alegria de acolher o evento. D. Sifredo Teixeira saudou os presentes em nome do Conselho Português das Igrejas Cristãs. E a festa continuou com a oração da manhã e a partilha bíblica orientada pelo Bispo Sifredo. A não conformação e a transformação de vida foram analisadas à luz das atitudes do cego Bartimeu, da Samaritana e de Zaqueu. Concluiu com um apelo à solidariedade e ao acolhimento aos refugiados porque ‘a Fé tem de nos transformar e de transformar o mundo á nossa volta’.

Os jovens reflectiram em pequenos grupos e prepararam uma oração para a Celebração Final. O almoço foi partilhado.

A tarde iniciou com workshops plurais, desde a visita a Museus (Cargaleiro, Francisco Tavares Proença Júnior, Arte Sacra), até partilhas de temas e experiências como a Ecologia, o Voluntariado hospitalar e missionário, a vida sofrida dos cristãos perseguidos, as respostas sociais das Igrejas.

O encerramento foi celebrativo, na Igreja de S. Tiago, a partir das convicções de que só o Amor de Deus transforma, de que não há transformação sem arrependimento e confissão dos pecados, de que a transformação requer tempo para ouvir a Palavra de Deus e exige momentos de Oração. Concluiu-se que transformados por Deus, os jovens ajudam a transformar o mundo em que vivemos.

Na hora da despedida, a alegria era imagem de marca e prova de que foi um grande momento ecuménico. Os abraços não esconderam a gratidão ao Departamento de Pastoral Juvenil da Diocese de Portalegre-Castelo Branco e às paróquias da Cidade que prepararam, acolheram e animaram o FEJ 2015.


Tony Neves

A oração verbalizada e os smartphones: a app Passo-a-Rezar, um caso de excelência


A oração verbalizada e os smartphones: a app Passo-a-Rezar, um caso de excelência

(súmula de um artigo publicado na revista Brotéria de Setembro 2015)

 

Por: João van Zeller[1]

 


 

No segundo trimestre de 2015, o Barómetro de Telecomunicações da Marktest contabilizava em Portugal mais de cinco milhões de pessoas que utilizam o smartphone.

 

Com impacto para os católicos portugueses, o smartphone tem um aspecto fundamental para a prática religiosa: o da oração, sendo estes os seus pólos de maior interesse:

 

-acessibilidade à recitação da oração em qualquer lugar e hora, quer por wifi, quer por 3G ou 4G;

-interpretação oral da oração com elevada qualidade;

-tempo pré definido para a oração;

-estímulo exponencial da capacidade de concentração do utilizador.

 

O Apostolado da Oração, em Braga, liderado pelo Padre António Valério SJ, obteve assinalável êxito com a implementação da app Passo-a-Rezar, que conta neste momento com cerca de 12.000 pessoas a acederem diariamente à prática da oração pela via digital.

 

Ao pressionar a app Passo-a-Rezar no smartphone, acede-se às meditações do dia, com uma duração de cerca de dez minutos. É lida uma meditação, uma leitura bíblica (salmo, texto dos Evangelhos, ou das Epístolas), segunda meditação, repetição da leitura do texto bíblico, e meditação final.

 

O Passo-a-Rezar, permite escutar essas preces onde quer que nos encontremos, a qualquer hora do dia, do acordar ao adormecer.

 

A utilização dos auriculares, melhora a concentração, torna a prática discreta, e  não invade a tranquilidade de ninguém.

 

A app Passo-a-Rezar dá também acesso aos Passos Para Mais, com distintos grupos adicionais de orações e meditações: Caminho de Santiago (catorze minutos em média, cada); Via Sacra com Maria (onze minutos de duração média); Retiro do Advento (média de onze  minutos cada oração/meditação); Passos com Maria (treze minutos, média); Retiro da Quaresma (média, doze minutos); Rezar o Meu Dia (onze minutos para cada oração e meditação); Pausas na Beleza (catorze minutos de duração cada); Passo-a-Rezar o Terço, com os quatro mistérios (trinta e quatro minutos para cada Terço, em média); Rezar com o Papa Francisco (oito minutos cada oração).

 

No Passo-a-Rezar o Terço a recitação das Avé Marias por apenas uma voz, é pausada e seguida, e as introduções a cada Mistério, por outra voz, utiliza textos particularmente inspirados, abrindo o caminho à profunda interiorização da oração.

 

A app Passo-a-Rezar é gratuita, descarregável no smartphone com grande facilidade, e a sua utilização é intuitiva.

 




[1] Advogado, Empresário
 
 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dar Alma à Vida LXXVII


Dar Alma à Vida LXXVII

 Dar Alma à Vida é dar-lhe a possibilidade da cura, do perdão, porque a cura da Alma é mais importante que a cura do corpo.
Dar alma à Vida é dar-lhe um espaço para a Penitência, para a conversão, transformação, o que nos obriga a mudar de conduta… a mudar de agulhas para andarmos por carris que nos conduzem a bom porto.

Dar Alma à Vida é ter uma contínua penitência e arrependimento, ou pesar porque nunca somos perfeitos na vida que precisa de ser vivida com Alma.



Dar Alma à Vida é não ignorar a carta de S. João: “Se dissermos que não temos pecado, enganámo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós (1 Jo 1.8)”.

Dar Alma à Vida é reconhecer que todos fazemos um só corpo em Jesus Cristo e quando um membro sofre todos os outros que fazem parte de um todo sofrem.
 

Dar Alma à Vida é saber dizer: “Confesso-me a Deus todo-poderoso e a vós irmãos…”.

Dar Alma à Vida é saborear o Perdão que se dá e que se recebe com gestos e palavras entre nós e entre nós e Deus.

Dar Alma à Vida é dar um duche depois de um trabalho exaustivo, duro, que nos fez suar (Catecismo da Igreja Católica).

Dar Alma à Vida é sentir que depois do Perdão vem a Missão.
                                                                                     Cf. Carta Pastoral de D. Anacleto
A.C.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Jubileu Extraordinário da Misericórdia - “As Parábolas da Misericórdia”


Paróquia de Nª Senhora de Fátima

Jubileu Extraordinário da Misericórdia

 

Tema: “As Parábolas da Misericórdia”

Local: Igreja Sagrada Família - 7 de Novembro 2015 às 15H

 

1-      Objectivos:

 

1.1 Conhecer as Parábolas da Misericórdia narradas na Sagrada Escritura;

1.2 Sentir a Misericórdia de Deus na Vida;

1.3 O olhar para o próximo, sem julgar nem condenar

1.4 Construir “Metáforas” de bem fazer no quotidiano

1.5 Respeitar a consciência daqueles que são diferentes

1.6 Ser tolerante e manso

 


2-       As parábolas de Jesus

As Parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem ensinamento.

Quanto à sua definição exata, a parábola pode ser uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior[1] ou uma espécie de alegoria apresentada sob forma de uma narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades.[2] .

2.1 Na Bíblia

As parábolas são apresentadas no Antigo Testamento da Bíblia II Samuel 12: e Isaías 5:1-7 , nas literaturas rabínicas e no Novo Testamento.[3] [4]

Nos Evangelhos sinópticos, as parábolas e ditos parabólicos proferidos por Jesus somam em torno de 60, ou seja, representam a terça parte de todas as palavras dele que foram registradas nas quatro biografias, de acordo com alguns estudiosos, tornando as parábolas uma importante característica do discurso de Jesus.

Jesus utiliza-se das parábolas para transmitir ensinamentos profundos. A despeito disso, a maioria delas sempre é marcada pela simplicidade e brevidade. Poucas delas são longas, como acontece com a Parábola dos Talentos (Mateus 25:14-30) ou a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 11:32).

Embora, em alguns casos, Jesus inclua exageros — a Parábola dos dez mil talentos, uma soma astronômica de dinheiro — ou implicações alegóricas – maus vinicultores, que necessita de interpretação — ou ainda símiles e metáforas. As parábolas de Jesus são sempre tiradas da realidade do mundo cultural e social em que ele vivia, contadas com o propósito de transmitir verdades espirituais. É importante observar que as parábolas de Jesus são compreendidas a partir do momento que existe disposição interior para compreender o próprio Mestre.[5]

Jesus ministrava sua mensagens com facilidade em todos os níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia os fariseus e os peritos na lei. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a porem a  em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.[6]

2.2 Temas e classificação

 

·         Parábolas verídicas – a ilustração é tirada da vida diária, portanto seu ensino pode ser reconhecido de forma universal. Ex.: os meninos que brincam na praça (Mateus 11:16-19;Lucas 7:31-32); a ovelha separada do rebanho (Parábola da Ovelha Perdida)); uma moeda perdida numa casa (Parábola da Dracma Perdida).

·         Parábolas em forma de histórias – refere-se a acontecimentos passados que são centralizados diretamente em uma pessoa. Ex.: o mordomo sagaz que endireitou a sua situação depois de ter esbanjado o patrimônio do seu senhor (Parábola do Mordomo Infiel); o juiz que acabou finalmente administrando justiça como respostas às repetidas súplicas de uma viúva (Parábola do Juiz Iníquo).

·         Ilustrações – são histórias que focalizam exemplos a serem imitados. Ex.: a Parábola do Bom Samaritano.

O Reino de Deus é um tema recorrente nas parábolas de Jesus. Ele estava implantando um novo Reino espiritual e todo seu enfoque estava na manifestação desse Reino, por isso muitos não o compreendiam (Mateus 13:13) por estarem com seus corações endurecidos, cheios de incredulidade.

Jesus proferiu várias parábolas referindo-se diretamente ao Reino de Deus e que, frequentemente, revelam uma perspectiva escatológica: as sete parábolas do "Discurso das Parábolas" em Mateus 13, a Parábola do Banquete de Casamento, a Parábola das Dez Virgens e a Parábola dos Talentos.

2.3 Ditos parabólicos

Há também vários ditos parabólicos breves e sábios que pode ter sido circulado como provérbios nos dias de Jesus: "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lucas 4:23); "Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?" (Lucas 6:39).

2.4 Discurso das Parábolas

As parábolas a seguir são conhecidas como Discurso das Parábolas:


·         A Razão do falar em parábolas (Mateus 13:10-17; Marcos 4:10; Lucas 8:9-10; João 9:39)

·         Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Mateus 11:15; Marcos 4:8-23; Lucas 8:8)

·         A semente (Marcos 4:26-29)

·         O Trigo e o joio (Mateus 13:24-30)



·         Por que Jesus falou por parábolas (Mateus 13:34; Marcos 4:33-34)

·         Parábola da Pérola (Mateus 13:45-46)

·         O tesouro Escondido (Mateus 13:44)

·         A Parábola da Rede (Mateus 13:47-50)


Parábolas de Jesus

No Caminho de Jerusalém


·         O Bom Samaritano (Lucas 10:29-37)

·         Amigo Importuno (Lucas 11:5-8)

·         A Luz (Lucas 11:33; Mateus 5:15; Marcos 4:21)

·         O Olho bom (Lucas 11:34; Mateus 6:22-23)

·         Do Rico Insensato (Lucas 12:13-21)


·         Contando o Custo (Lucas 14:28-33)


·         O Credor Incompassivo (Mateus 18:23-35)

·         A Dracma perdida (Lucas 15:8)

·         O Filho Pródigo (Lucas 15:11-32)

·         O Mordomo Infiel (Lucas 16:1-13)


·         Servo Inútil (Lucas 17:7-10)

·         O Juiz iníquo (Lucas 18:1-8)

·         O Fariseu e o publicano (Lucas 18:9-14)

3-     Papa Francisco

 

Nas parábolas dedicadas à misericórdia, Jesus revela a natureza de Deus como a dum Pai que nunca se dá por vencido enquanto não tiver dissolvido o pecado e superada a recusa com a compaixão e a misericórdia. Conhecemos estas parábolas, três em especial: as da ovelha extraviada e da moeda perdida, e a do pai com os seus dois filhos (cf. Lc 15, 1-32). Nestas parábolas, Deus é apresentado sempre cheio de alegria, sobretudo quando perdoa. Nelas, encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a misericórdia é apresentada como a força que tudo vence, enche o coração de amor e consola com o perdão.

Temos depois outra parábola da qual tiramos uma lição para o nosso estilo de vida cristã. Interpelado pela pergunta de Pedro sobre quantas vezes fosse necessário perdoar, Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18,22)

 

4-    Quatro Parábolas – Evangelista S. Lucas

 15Parábola sobre a misericórdia - 1Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles." Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: [...]

A ovelha perdida (Mt 18,10-14) - 4*«Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? 5Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros 6*e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.' 
7*Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»

A dracma perdida - 8*«Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? 9E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.' 


10Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.»

Os dois filhos - 11*Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. 12O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois. 13*Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. 14Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. 
15
*Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. 16Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava
17
*E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! 18Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; 19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.' 20*E, levantando-se, foi ter com o pai.
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. 21O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.' 
22Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. 23Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, 24
*porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou. 
25
*Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. 26Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 27Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.'
28Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. 29Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; 30e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.' 31O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32
*Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'»

16 Parábola do administrador sagaz - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. 2Mandou-o chamar e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.’ 3O administrador disse, então, para consigo: ‘Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. 4Já sei o que hei-de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.’ 5E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: 6‘Cem talhas de azeite.’ Retorquiu-lhe: ‘Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.’ 7Perguntou, depois, ao outro: ‘E tu quanto deves?’ Este respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’ Retorquiu-lhe também: ‘Toma o teu recibo e escreve oitenta.’ 8O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»

5-Sugestões

“Precisamos sempre de contemplar o mistério da Misericórdia”

“Eterna é a Sua Misericórdia” (Salmo-136)

“Vai e faz o mesmo” (Lc 10, 37)

 

5-1

5.1.1 Conhece-te a ti mesmo

5.1.2 O olhar os outros

5.1.3 Escutar

5.1.4 Tocar/Ajudar

5.15 Falar

5.1.6 Agradecer

 

6 - Reflexão Pessoal

 

6.1 Qual a parábola de Jesus que mais ecoa no meu coração?

 

7 Oração:

Meu Deus! Eu te agradeço a Misericórdia para comigo, sempre sem limites;

Obrigada meu Deus pelo que tens feito por mim;

Meu Deus! Rogo-te para ser forte no perdão das ofensas.

Meu Deus! Que a minha consciência

Esteja de bem com todos

Meu Deus! que a tua Misericórdia alegre meu coração.

 

Relator: José Rodrigues Lima