sábado, 23 de janeiro de 2016

ANO SANTO DA MISERICÓRDIA - EXAME DE CONSCIÊNCIA


O significado de Misericórdia

 
 
 



 
 
 
“A palavra misericórdia deriva da aglutinação de duas palavras latinas completadas por um sufixo: miser(i) + cord + ia. À letra significa ter coração para com o mísero, ou seja, ter sentimentos de compaixão para com um infeliz. Daí os significados presentes nos Dicionários: compaixão solícita pela desgraça alheia, sentimento de pesar ou de caridade despertada pela infelicidade de outrem, perdão concedido unicamente por bondade, comiseração, piedade, graça, perdão… A misericórdia divina é o atributo de Deus que o leva a perdoar as faltas e pecados dos homens. É muito rico o conteúdo de misericórdia na Bíblia. Quando é atribuída a Deus, a palavra traduz, geralmente, uma de duas palavras: ḥesed e raḥamīm. Ḥesed indica uma profunda atitude de benevolência. Da parte de Deus, que permanece fiel à aliança mesmo quando o povo é infiel, esta misericórdia (ḥesed) é fidelidade de Deus a si próprio. Mesmo quando o Povo infiel, sob o peso das suas culpas, já não tem direito a qualquer benevolência da parte de Deus, pode, contudo, e deve continuar a esperar na bondade do Senhor que perdoa, dá graça e refaz a aliança. Raḥamīm, pela própria raiz, denota o amar da mãe (reḥem = ventre materno). Traduzindo este termo, misericórdia passa a exprimir uma vasta gama de sentimentos, entre os quais a bondade, a ternura, a paciência, a compreensão, a prontidão para perdoar. Deste modo, já no Antigo Testamento nos surge esta revelação surpreendente do amor de Deus que, confrontado com a miséria e o pecado do homem e do povo se manifesta Deus da Misericórdia”…..

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A resposta Social do Centro Paroquial Social, Berço foi agraciada com Uma Resposta de Mérito da Cidade. É sempre um estímulo para quem trabalha nesta resposta...Breve descrição histórica do Berço:


 
A resposta Social do Centro Paroquial
 
 Social, Berço foi agraciada com Uma
 
Resposta de Mérito da Cidade. É
 
sempre um estímulo para quem
 
trabalha nesta resposta...
 
 
Breve descrição histórica do Berço:

  
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
O Centro Social e Paroquial de Nossa senhora de Fátima foi fundado em 1982 e registado no livro das Fundações de Solidariedade Social sob o Número 38/82 a fls. 96 verso e 97 em 14/07/1982 e é portadora do NIF 501534822. Ao longo dos anos foi fundando várias respostas sociais entre elas, em 1992, o Berço de Nossa Senhora das Necessidades, isto é, um Centro de Acolhimento Temporário, tendo recebido desde então perto de trezentas crianças. A sua existência resulta de uma necessidade sentida pela segurança social relativamente à problemática das crianças maltratadas e abandonadas e da vontade, por parte do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, em contribuir para a resolução dessa mesma problemática.



Desde 1992 e até 2008 foi sedeado à Rua Campos Monteiro, num apartamento constituído por 3 andares interiormente ligados por uma escada improvisada.

Nestas instalações o berço tinha capacidade para acolher 12 crianças, de ambos os sexos, dos 0 aos 12 anos.

 
Atualmente está sedeado à Rua Conde D’ Aurora 1005, em Viana do Castelo, com capacidade para acolher 20 crianças de ambos os sexos dos 0 aos 12 anos.

O Berço foi tecnicamente designado Centro de Acolhimento Temporário até Outubro de 2015, tendo, por força do decreto-Lei 142 de 5 de Setembro de 2015, a sua designação sido alterada para Lar residencial.

Acolhe crianças e jovens necessitadas de proteção urgente face a situações que as coloquem em risco tais como maus-tratos físicos e emocionais, abusos sexuais, alcoolismo/ toxicodependência, prostituição, falta de condições económicas e retaguarda familiar ou abandono.

O Berço tem como missão promover, defender e dignificar a vida humana. Nasce da consciência de que “só sabe amar quem já foi amado”. Uma consciência que se manifesta através dos ideais de ajuda ao outro e de respeito pelas especificidades de cada criança como ser único e individual.

São objetivos do Berço:

   -Acolher de forma urgente e transitória crianças e jovens no quadro da consagração dos seus direitos e garantias:

   -Proporcionar um ambiente afectivo estável de forma a transmitir segurança e estabilidade emocional, para que seja possível um desenvolvimento sadio e uma construção positiva da identidade.

   -Apostar num projeto baseado em programas de prevenção e de promoção, que ajudam as crianças a ultrapassarem todas as adversidades que a vida lhes colocou e a prepararem-se para acreditar num futuro feliz.

   - Proporcionar às crianças e jovens que ai vivem a proximidade com a sua família de origem, estando simultaneamente abertos à comunidade envolvente.

 

A intervenção da Instituição promove um ambiente terapêutico e integrador, minimizando as dificuldades psicossociais que surgem do acolhimento institucional diminuindo assim os sentimentos de perda, de medo, de desamparo e de dor, sempre muito presentes.

 
 
O Berço funciona todos os dias do ano durante 24 horas. Os serviços são assegurados por uma Equipa Técnica, da qual fazem parte a coordenadora técnica/ educadora de infância, assistente social, psicóloga e uma equipa de auxiliares de ação educativa, de serviços gerais e de cozinha, perfazendo um total de 18 funcionárias.

Dar Alma à Vida LXXXII


Dar Alma à Vida LXXXII
 

Dar Alma à Vida é dar conforto aos doentes, é transmitir-
lhes uma esperança serena e  segura de que Deus quer
 
 
sempre o melhor para nós; é estar com eles.
 
 
 
 
 

Dar Alma à Vida é não recusar a bondade da Misericórdia
de Deus por mais incríveis e  escandalosos que sejam os
nossos pecados.
Dar Alma à Vida é não deixar para trás nada que precise da
 nossa intervenção e os  doentes em especial, pois são os
 mais frágeis, os mais próximos.
Dar Alma à Vida é pôr de lado o poder político, o dinheiro,
as leis, as raças, as  fidalguias e dar de imediato, o nosso
 coração ao outro seja também ele quem for,  ainda
que nos pareça o maior pecador.
 
Dar Alma à Vida é dizer como Jesus: a tua fé te salva
ao beirares-e  com a
firme  esperança   no   perdão,  da  reconciliação, e te
 reconciliares de coração contrito  com a firme  esperança
 no perdão.
 Podes ir em Paz, ou melhor, caminhemos juntos a saborear
 a misericórdia do Pai e a  comunicá-la aos outros.
 
 
 
 
 
 
 
Dar Alma à Vida é deixar tudo e abandonarmo-nos n’Aquele
 que primeiro nos Amou.
Dar Alma à Vida é dar lugar confortável ao doente do corpo
 ou da alma e, ao jeito do  samaritano, tratar com amor e
 proximidade da saúde, ou como Cristo: porque
 acreditaste os teus pecados estão perdoados e ficas
 curado.
 
 
Dar Alma à Vida é restabelecer ou recuperar a saúde, é pôr
 fim à doença, recuperar o  gozo e a alegria com uma lufada
 de ar fresco na nossa Vida e na Vida dos outros…

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Funerária J. da Silva de Viana do Castelo


Funerária J. da Silva

José da Silva casou em Santa Tecla, na Espanha, porque eram ambos menores e não podiam casar em Portugal. Era ela Maria da Soledade Araújo Valente, criada dos Condes da Carreira. A sua esposa deu-lhe os seguintes filhos: Crispim, Manuel, António, Fátima, João e Conceição.












O José da Silva era carpinteiro. Em 1947 nasceu esta empresa J. da Silva ao lado de uma das mais antigas existentes na cidade, a da Casa Peixoto, do José de Lima Peixoto, na Rua General Luís do Rego, casa que foi comprada pelo José da Silva aí por 1957 e aqui se fixou, onde hoje ainda se encontra sediada. É uma casa com 250 anos. O José da Silva trabalhou com os filhos: o José, Manuel, o António, já falecidos e o João. A funerária J. da Silva em Viana reinou com 6 carros e serviam por todo o distrito. O primeiro carro funerário da J. da Silva, era um Packard que ainda existe e foi o primeiro do distrito de Viana. Foi benzido pelo pároco de Stª Maria Maior o Pe. Dr. Araújo Cunha, meu ilustre amigo e confessor.

Um carro bonito. Ainda hoje o é, onde está guardado em garagem.

 
 
 
Hoje quem gere a empresa é o filho João, viúvo de Maria Irene Araújo da Silva, uma “santa mulher” que faleceu nova, vítima de doença a que não resistiu, apesar de ser uma pessoa de muita fé, de muita força de vontade, amiga de fazer bem, amiga da paz e boa conselheira; era, para além de ser uma boa esposa, mãe e avó, uma catequista de referência a quem as crianças, colegas, e comunidade em geral, deixaram saudades. A sua esposa deu-lhe um casal de filhos, ambos doutorados: o Paulo, chefe dos cuidados intensivos, e a Teresa, na urgência ao serviço de enfermagem; ambos estão casados e já deram ao João 4 netos, um deles na Universidade a estudar Bioquímica.

 
Conheci bem o José da Silva, e com ele falei quando estive a estagiar na Casa dos Rapazes, na qualidade de Diácono, também empregado do Sales, outra agência funerária desta cidade, oriunda de Âncora (Riba de Âncora), ou ao contrário, mais antiga e que hoje ainda se mantêm sediada em Riba de âncora. A de Viana fechou e passou aos sobrinhos Sales de Santa Marta. Estava sediada junto à Capela das Malheiras.
 
Conheci bem os filhos do José da Silva, sobretudo, o Crispim, o António e o João. O Crispim foi tesoureiro do Centro Social. Ele e o António eram pessoas de boas relações sociais e artistas na pintura e na escultura. Conservo tanto de um como de outro boas lembranças.

 
O João no tempo da sua juventude era uma pessoa de muita animação, comunicava alegria e brincava. Conservo lembranças fantásticas das suas intervenções na catequese de adultos da qual fez parte e das festas da catequese, especialmente, entre os catequistas. Hoje, como eu, não é o mesmo João porque está mais contido, mas mantém o mesmo espírito e a mesma personalidade, não com o fulgor e a jactância de outros tempos, mas basta um jeitinho que ele logo se manifesta aquele João que sempre conheci.

Bernardo Alberto Cruz


Bernardo Alberto Cruz

 
 O Bernardo Alberto Cruz, nascido em 1929, no Centro da Cidade de Viana, é filho de Delfina da Conceição Cruz. Andou na Escola do Carmo e começou logo a trabalhar em mercearias da cidade. Ao fim de 30 anos, foi trabalhar mais 40 anos no Armazém do Maciel sobretudo no âmbito da alimentação e aí foi vendedor. Arranjou casa para viver aqui na Rua da Bandeira, casando depois com Teresa de Lurdes Loureiro Fernandes, irmã da esposa do Domingos Machado (o Costureiro). Do casamento não houve geração e agora está viúvo. Reformou-se, mas aos 74 anos deixou toda a actividade, assim como conduzir, porque com 74 anos “os nossos reflexos já não são o que devem ser para uma condução segura”.


 
 
A esposa trabalhava com o cunhado, era modista e fazia também fatos dos grandes portugueses da história portuguesa para cortejos.

A sua família de raiz era uma família muito comprometida com a igreja, em vários serviços: o avô Bernardo José Vicente da Cruz tinha uma funerária antes do Peixoto, dos Sales e dos Silvas. Esta funerária ficava por baixo da Casa dos Arcos, junto à matriz; um irmão do avô era catequista e outro era sacristão. Todos ajudavam e frequentavam os actos de culto. Foi assim que foi educado. A sua família do lado Cruz fazia com a família Carvalho o grupo “Carvalho e Cruz” que era uma orquestra que só animava actos litúrgicos, procissões, etc.

Esta família Carvalho não tinha nada a ver com os Carvalhos de Mazarefes, da Banda do Carvalho de Mazarefes que foi depois para Vila Nova de Anha.

Gosta muito de ler, fazer palavras cruzadas, ver televisão e, raramente, joga o totoloto, mais por distracção, diz ele, que foi o Floriano Dias de Passos, sócio do Maciel era e é o seu maior amigo.

Dizia-se em Viana: “Queres melhor, vais a Mazarefes…” no tempo de rapaz, diz ele, era assim, na cidade.

O que mais pedia e sempre pediu a Deus foi humildade, dignidade e personalidade.
 

 
 
Ora é este amigo Bernardo Cruz que desde há 37 anos conheço de facto como um homem bom, simples, humilde, muito digno. Ninguém lhe tem nada a apontar, assim como sempre mantém a sua personalidade. Reconhece as suas limitações, mas conforme o tempo o permite, anda a pé mais ou menos tempo. Mesmo em tempo de chuva não é difícil encontrá-lo na Leitaria do Carmo a ler as notícias do dia, que a “maioria são sempre más”, segundo ele.

Conformado com a idade e as suas limitações só não gostaria de vir a dar trabalho com a velhice que procura adiar, ou com a saúde; mas os ossos são para ele o maior problema.

Um álbum para memória futura

 
Um álbum para memória futura. Estará você aqui?