sábado, 5 de março de 2016

A COMUNHÃO SOLENE EM SANTA MARIA MAIOR

    A COMUNHÃO SOLENE EM SANTA MARIA MAIOR em 1960


Fizeram, no dia Solene do Corpo de Deus, 16 de Junho, a sua Profissão de Fé e Comunhão Solene os meninos e as meninas que para isso se prepararam e cujos nomes abaixo seguem. Foi um dia grande, inolvidável para eles e para toda a Paróquia.

Os três dias de preparação próxima, pela meditação, pelo exame de consciência e pelos sacrifícios feitos, tiveram a sua coroa na firmeza das palavras com que afirmaram a sua Fé e na suavidade dos movimentos de todas as cerimônias que começaram pela renovação das Promessas do Baptismo, em frente à Pia Baptismal e continuaram com o Santo Sacrifício da Missa.

Antes do Ofertório Solene, a me­nina Maria Manuela da Cunha Faria fez a sua Profissão, seguida por todos.

O menino Antônio de Castro Ma­rinho fez o apelo prévio da Comunhão.

De tarde, depois da Procissão em que tomaram parte, o menino Antônio Vicente M. da Silveira Montenegro, fez a saudação a Nossa Senhora enquanto eram queimados, entre o fumo do incenso, os propósitos e os pedidos que todos apre­sentaram à Virgem Santíssima.

A menina Maria Luiza Viana Dias de Azevedo, recitou a consagração, depois da qual o Pároco fez uma breve alocução alusiva ao acto e distribuiu os diplomas a todos.

MENINOS

Francisco Sá e Silva, João Manuel de Passos Campainha, Fernando Carvalhosa Lima, Antônio Vicente Magalhães da Silveira Montenegro, José Honório de Faria Gonçalves Novo, Manuel Henrique Duarte de A. Miranda, Carlos Manuel Basto Gomes Duarte, Manuel Ribeiro de Lima, José Antônio da Rocha Ro­drigues, João Manuel de Lima Rodrigues, Carlos Manuel Maia de Oliveira, Manuel José da Cruz Barreto, Antônio Manuel Nascimento Parente, Fernando Augusto Barbosa Carvalho, João da Silva, Bartolomeu Lopes da Cosia Lima, Aníbal Guilherme Afonso Teixeira, João Alberto de Castro Gonçalves Rocha, Antônio

Rodrigues Lima, Carlos Alberto da Silva e Castro, Antônio Vidal Começanha, Antônio de Castro Marinho, Octávio José Geraz da Costa Calhas, Frederico Joaquim Viana Baptista, Rogério Correia Martins, Antônio Manuel Freire de Miranda, Armando Mário da Costa Pimenta. Jorge Manuel de Lima Martins, João Morais Bizarro, •Armando da Cruz Martins Amaro, Francisco Adelino de Brito da C. Leal, José Luís Rodrigues Cambão, João Enes do Outeiro, José Carlos Carneiro Vilas Boas, Adelino Oliveira Matos, Augusto Jorge Vaz Gomes Maia.

MENINAS

Maria Odete Mendes Monteiro, Ma­ria Luísa Viana Dias Azevedo, Maria da Liberdade Gonçalves Freitas, Maria de Jesus Oliveira Lopes, Maria das Dores de Passos Simas, Cristina da Silva Amorim, Maria Ma­dalena Lima, Maria de Lurdes Malheiro Pinto, Maria Estrela Amorim de Barros, Rosa Maria Lopes Correia, Maria Rosa Oliveira Lopes, Maria Teresa Santos de Melo Sárrea. Maria Elisabethe Cruz Gramacho da Silva, Rosa Silva Correia, Maria Antunes Cerguinha, Maria Emília Peixoto Simões, Maria Filomena Ma­galhães, Ribeiro Dantas, Maria José da Rocha, Maria Glória Pinheiro Moura, Maria de Lourdes da Silva Correia, Maria da Conceição Alves de Carvalho, Maria Manuela da Cunha Faria, Maria Olívia Vidal Gonçalves, Maria Estrela Barbosa Esteves, Maria das Dores Mes­quita A. Franco, Rosa Maria de Castro Gon­çalves Rocha, Maria José Vieira Marques Oli­veira, Rosalina Maria Araújo, Filomena da Conceição Rodrigues Lima, Maria Gracinda da Cruz Azevedo, Fátima Lopes Correia, Luciana de Jesus Pereira, Maria Eduardo Quin­tino de Melo, Maria Helena de Cubedo Simas, Maria Filomena de Sá Magalhães, Fernanda Maria de Passos Campainhas, Maria Rosalina Lopes Pugci, Vcilentina de Azevedo Pereira, Maria Dolores Salgueiro, Maria do Carmo da Rocha, Noémia Freire de Miranda, Maria do Carmo Martins da Silva, Teresa Malheiro Ro­drigues da Cunha, Maria Margarida Lopes, Maria da Piadade Torres Veiga, Alda Palma Parente Viana, Maria Fernanda Vieitas Carvalhido, Maria Teresa Arantes da Silva, Maria da Conceição Lopes B, Alves, Maria Luiza Abreu e Lima Santos, Maria Helena da Costa Pinto, Maria da Agonia Figueiredo Rodrigues Meira, Amélia Gomes Monteiro, Maria José dos Santos Torres, Maria Albertina Rodrigues Lenha, Maria José Ferreira d'Agorreta Alpoim, Maria Cristina Miranda Xavier de Sousa, Mário Carmélia Vaz Gomes Maia, Florindo Gonçalves.

in Família Paroquial de Santa Maria Maior em Julho de 1960

Cooperadoras da Família celebram 50 anos da morte de Monsenhor Alves Brás


Comunicado de imprensa

Cooperadoras da Família celebram 50 anos da morte de Monsenhor Alves Brás



No próximo dia 13 de março assinalam-se 50 anos sobre a morte do Venerável Pe. Joaquim Alves Brás. Um homem visionário que nasceu em 1899 em Casegas, concelho da Covilhã, e que pautou a sua vida pela promoção e dignificação da mulher e da família.

Fundador da Obra de Santa Zita (OSZ), do Instituto Secular das Cooperadoras da Família (ISCF), do Movimento por um Lar Cristão (MLC), do Centro de Cooperação Familiar (CCF) e do Jornal da Família, monsenhor Alves Brás foi pioneiro na Pastoral Familiar. Um trabalho que se traduziu na fundação de inúmeras casas de acolhimento e formação das então chamadas “criadas de servir”. Todo este trabalho teve como objetivo a dignificação, a promoção e santificação da família.

Hoje o carisma de Monsenhor Alves Brás ganha “alma” através das Cooperadoras da Família, leigas consagradas, que levam por diante o cuidado e a santificação da família e que souberam adaptar-se aos tempos. Apoio à infância e à terceira idade, centros de aconselhamento familiar e matrimonial são as áreas por onde passa a ação das cerca de 270 Cooperadoras da Família que têm a cargo 22 casas em Portugal e missões na Colômbia, Brasil, Espanha, França, Itália e Cabinda (Angola).

Numa altura em que se assinalam 50 anos sobre a morte do Fundador a Coordenadora Geral do ISCF, Alice Cardoso, afirma que “amar, cuidar, preservar, desenvolver e enriquecer este património espiritual é tarefa e responsabilidade de todas e de todos os dias”. 50 anos depois “aquele que foi o Apóstolo da Família em Portugal permanece vivo na sua Obra, toda ela vocacionada para a promoção e a dignificação da mulher e da família”, acrescenta.

Os 50 anos da morte de monsenhor Alves Brás têm estado a ser celebrados um pouco por todo o país onde existem casas a cargo das Cooperadoras da Família. Com a aproximação do dia do falecimento (13 de março) multiplicam-se as celebrações e homenagens ao “Apóstolo da Família”. No próximo dia 6 de março decorrem celebrações em Aveiro e Guimarães. No dia 11 de março a homenagem ao Fundador é feita pelas Cooperadoras da Família em Carcavelos. No próprio dia em que se assinala o falecimento, 13 de março, decorrem celebrações e homenagens em Lisboa, Porto, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Elvas, Faro, Figueira da Foz, Funchal, Guarda, Portalegre, Viseu, Casegas, Cabinda, Brasil, Madrid, Roma, Paris e Colômbia

A Família Blasiana convida todos os interessados em tomar partes destas celebrações para fazer memória do Fundador falecido em 1966 e agradecer a vasta Obra criada em prol da Igreja e da sociedade.

 

terça-feira, 1 de março de 2016

A vida humana é sagrada...

 
 
A vida humana é sagrada...
 
MARIA HELENA MARQUES
Prof.* Ensino Secundário
 
  1. O reconhecimento de que a vida humana é sagrada, assenta em três dimensões sólidas, fundamentais: a razão da sua origem, da sua natureza e a razão do seu destino.
  2. Por tudo isto pensadores alheios à cultura judaico - cristã, como Aristóteles, (384 - 322 a. C.) e outros, escreveram: “O embrião humano é algo divino, enquanto é um homem em potência”. E no século I, Séneca, um dos mais célebres escritores e intelectuais do Império Romano (4 a. C. a 65 d. C.), escreveu: “Homo sacra res homini, o homem é coisa sagrada para o homem”...
  3. Intuíram que a vida humana encerra um valor incomensurável, divino, desde o seu começo até ao seu termo. Mas foi, sem dúvida, a revelação cristã que descobriu o fundamento claro e sólido de tal afirmação.
  4. A vida humana é sagrada pela sua origem, conforme lemos no 1.° capítulo do Gênesis que num estilo muito simples, narra acontecimentos históricos, como a criarão do universo e do homem. A dimensão espiritual da pessoa é, necessariamente, obra exclusiva de Deus, a sua origem imediata. Assim, por esse facto, somos obrigados a reconhecer que cada vida humana é sagrada.
  5. É sagrada também pela sua natureza! É esta a grande revelação sobre a natureza humana: “Deus criou o homem à sua imagem (...) homem e mulher os criou” (Gen. 1,27). É sagrada também pelo seu fim e sentidos divinos. Toda a vida humana é fruto do amor e do querer de Deus, que chama cada homem ou mulher à existência e à eterna comunhão gozosa com Ele (cfr. Mt 25, 21 - 23). Toda a pessoa foi ordenada para um fim sobrenatural, isto é, a parti¬cipar dos bens divinos que superam a compreensão da mente humana.
  6. João Paulo II disse: “Todos os seres humanos deveriam valorizar a individualidade de cada pessoa como criatura de Deus, chamada a ser irmão de Jesus Cristo em virtude da encarnação e redenção universal”. Mais adiante, o Papa Bento XVI durante a homilia na “Vigília pela vida nascente”, afirmava que o homem, inclusivamente antes de nascer, tem uma dignidade altíssima, tendo por isso direito a não ser tratado como um objeto. Nesta vigília, o Papa quis reafirmar o “altíssimo valor” da vida humana, assim como advertir contra as “tendências culturais que tentam anestesiar as consciências por motivos injustificáveis”.
  7. “É nesta linha que se coloca a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos, e pela degradação e obscurecimento das consciências”.
  8. Não se trata de uma quantidade de material biológico, mas de um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. Por isso, acrescentou, a Igreja sempre reiterou o que o Concilio Vaticano II afirma: “A vida deve ser protegida desde a conceção até à morte natural com o máximo cuidado, uma vez que nada justifica não considerá-la com respeito, uma pessoa”.
  9. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, além de estar composto de realidade material”. Somos, portanto, espírito, alma e corpo. Somos parte deste mundo, ligados às possibilidades e limites da condição material, mas ao mesmo tempo, estamos abertos a um horizonte infinito, capazes de dialogar com Deus e de acolhê-lo em nós.
  10. Cada vida humana, qualquer que seja o estádio em que se encontra é, tanto pela sua origem, pela sua natureza, como pelo seu fim ou sentido, uma criatura criada à imagem e semelhança de Deus, muito especialmente sua. Atentar contra esta vida é atentar contra a propriedade de Deus, como um desafio, frente a frente...
  11. “Em verdade vos digo, que quanto fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes”. ( Mt 25, 40).
  12. Estas palavras de Jesus Cristo falam-nos do extremo a que chega a sua amorosa solidariedade com cada um de nós. Respeita infinitamente a nossa liberdade, mas quem a use contra a sua imagem - homem ou mulher -, queira-se ou não, usa-a contra Deus mes-mo. E perante Ele, mais que perante tribunais e histórias humanas, haverá que responder...
In D. M. de 24-02-2016

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Penedo das ferraduras na encosta do Alto da Coroa na Serra de Arga e outras curiosidades



Penedo das ferraduras na encosta do


Alto da Coroa,
 
 



 


penedos das Peninhas, depois da Raiz e antes da
 
Chão Grande e um penedo com qualquer coisa na
 
corte de éguas que fica junto ao Caminho Florestal na
 
Serra de Arga.




 
 
 
 

 
 

Pedra e Cruz trevada (?)



Junto ao S. João de Arga
 
 
Padre Loureço, Padre Flávio e eu
 
 procurámos observar com detalhe
 
 
etas pedras.
 
 
 
 

 
 
 

A cruz também fui eu que a descobri e a mandei
 
 
incrustar numa parede virada apoente no primeiro
 
 
coreto, fora do lugar porque estava subterrada,
 
 
 mas ficou acautelada. Esta fou encontrada dentro
 
 
do  adro.


 
 
 

MARE MARIA DA CONCEIÇÃO

MARE MARIA DA CONCEIÇÃO
 
 - A FREIRINHA DE VIANA - DO CARMELO DO COVENTO ONDE SE
 
ENCONTRA A IGREJA PAROQUIAL DA PARÓQUIA
 
DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


MORREU COM FAMA DE SANTIDADE
 
 
IMAGENS DO CEMITÉRIO MUNICIPAL ONDE FOI SEPULTADA
 
 
 
Mansoléu
 
 
 
Espólio de ex-votos
 
 ESTAMPA DE ORAÇÃO REPETDA EM 1977


 
Desde a sua morte começou a ser venerável e com oração
 
 própria com imprimatur do
 
 Arcebispo da altura

A indústria de curtumes na Bandeira


MEMÓRIAS

 

A indústria de curtumes na Bandeira

 

 

A Rua da Bandeira - entre o Carmo e S. Vicente - era, no século passado, um espaço periférico da cidade. Cruzada pelos romeiros que da cidade se deslocavam a S. Vicente, para livrar as crianças das "bexigas", a Rua da Bandeira constituía um dos pontos de passagem para aqueles que se queriam deslocar para as restantes terras da Ribeira Lima. Este afastamento do centro cívico vianense implicou a fixação de um conjunto de indústrias que marcará a memória da rua. Entre eles destacamos, hoje, a de curtumes.

A Aurora do Lima de 26 de Setembro de 1884 publicava uma carta de um dos seus leitores, morador na Rua da Bandeira, que se queixava dos estragos provocados pelos "cortumes". Dizia Ricardo José Couto que " na rua da Bandeira, d'esta cidade, se conserva um curtume de couros junto a uma casa minha, sita na mesma rua, contígua à viella dos Abraços (...). Junto ao poço da agua está também um tanque, aonde se curtem pelles com o lixo de cevados e cães, e quando de dias a dias mexem o dito tanque, não se póde supportar o mau cheiro que tudo aquillo exhala. Contiguo ao mesmo poço ha um cano por onde passa toda a imundice do curtume, a ponto de que nem eu nem o proprio cortidor podemos servirmo-nos da agua para consumo ". Este "curtume" não era o único na Rua da Bandeira. Ainda, segundo a mesma fonte, havia " dous cortumes, um dos quaes pertence ao sr. Cerqueira Lima e o outro a um visinho ".

Segundo o almanak de Vianna ( 1896 ), na Rua da Bandeira, existiam duas " fábricas de cortumes ": a de Inacio José de Passos e a de Moraes & Filho. Será que é a estas fábricas que se refere o autor do artigo do jornal? Ficam-nos algumas dúvidas quanto à parcela da rua a que o almanaque se refere.

Esta tradição industrial permanecerá até ao princípio do nosso século. Na década de trinta terá encerrado a fábrica dos Santinhos e, na década de cinquenta, a dos Veríssimos. Esta última corresponderia à zona do actual "Nosso Café" e foram seus últimos proprietários os srs. Américo e Carvalho.

 

Carlos Loureiro