sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A Liturgia também espaço de Voluntariado


A Liturgia também espaço de Voluntariado

A liturgia é a celebração da fé. Quem tem fé, celebra-a nos actos próprios.

Celebra-a com mais ou menos participação. Aqui existe tembém um certo voluntariado.

O Pároco faz apelos, às vezes faz convites directos às pessoas e “muitos são chamados, mas poucos são os escolhidos”, isto é, poucos dizem sim. Este sim é ao mesmo tempo um problema de fé, é uma resposta de fé, mas é também um voluntariado que se oferece num serviço de animação litúrgica, no canto, na leitura, no acolhimento, na recolha das ofertas, na decoração e ormamentação do espaço, na caridade com as alfaias próprias e necessárias ao serviço digno da liturgia, à informação e orientação da liturgia através de uma folha conhecida por “Luz Dominical” ou “Horizonte”, o Ministério da Comunhão, a Comunhão dos Doentes. As paraliturias... a Oração de Vésperas na Quaresma. A oração dos Ciganos (orientada por eles) e com os ciganos, o salmista e o comentarista.


Ao princípio o acolhimento era feito pelo pároco. Depois passou a ser feito por ele e por dois leigos que distribuíam a “Luz Dominical”. Depois criou-se uma equipa de liturgia que reunia todas as semanas, reflectia semana a semana, sobre a liturgia, preparava-se a liturgia, preparava-se a “Luz Dominical” e os “cantos”. Fizeram-se cursos vários para leitores, para ostiários, para acólitos adultos e juvenis.


Com os ostiários abre-se a igreja todos os dias das 8H às 12H e das 14H às 19H. Só está encerrada nos feriados e aos Domingos de tarde.
 


Tudo isto é voluntariados que põe isto em movimento. Nem todos se prestam a fazer estes trabalhos. Há três grupos corais, a saber: o litúrgico (Adultos animados e orientados por Joaquim Gomes); o Juvenil orientado e animado por Célia Novo; o Clássico orientado e animado por Rui Felgueiras.


Há membros que têm participado em encontros de pastoral litúrgica diocesana e, a  nível nacional,  há um leigo que há anos seguidos, assim como leitores, acólitos e M. Extraordinários da Comunhão.

Na liturgia têm sido explorados algumas devoções como: dos dias 13, das primeiras sextas-feiras, primeiros sábados, das primeiras quintas-feiras, de uma missa semanal pelas almas, o mês de Maio e o mês de Junho, a novena do Menino, na Abelheira.
 

A oração diária do Terço, à semana, antes da Missa da tarde.

Missa própria para as crianças da catequese em número de 930 crianças activas, faltosas cerca de 250, ao Domingo e missa vespertina para a catequese de sábado, envolvendo assim as crianças, as famílias e os catequistas na Missa dominical porque as crianças que têm missa ao sábado normalmente não vêm ao Domingo à Missa. Assim está cheia a missa de sábado e a do Domingo da catequese e sendo, mesmo assim inconfortável o espaço quer em salas, quer em igreja  para a catequese, esperando-se pela nova Igreja.


A Liturgia não se restringe apenas aos actos do culto.

Quem canta, quem reza, quem medita gosta de encontrar uma decoração bonita, uma limpeza o mais perfeita possível, um espaço o mais condicionado possível em altura em comprimento e em altura, em relação ao número de pessoas, ao género com mais ou menos grou de vivência espiritual.


Recebi alguns testemunhos de pessoas que se dedicam à liturgia como o de um acólito que está convencido  que a liturgia “é mais rica, mais linda” assim. Um leitor afirma que “o padre deve fazer tudo na missa e nem só ele sabe ler. Gosto de emprestar a minha voz. Já participei em 4 cursos de leitores.”  “Sou zeladora porque não gosto de ver a igreja mal arranjada”, enfim...,mas, o mais longo  e “per latum” testemunho vai ser transcrito na sua totalidade,como segue:


Falar de voluntariado no Coral Juvenil da Paróquia de Nª Srª de Fátima significa falar de uma vivência e de uma partilha de sentimentos religiosos, de fé cristã apre(e)ndida e proveniente dos bancos da catequese, a par de uma disponibilidade humana, social e cultural dos jovens que dele fazem parte.


A palavra “voluntariado” convive com a palavra “apostolado”. Se, por um lado, a participação dos jovens tem uma relação directa com a catequese e um princípio base de “serviço pastoral”, por outro, reveste-se de sentimentos de voluntariado humano, social, cultural, quando há uma participação activa nas actividades de angariação de fundos para as obras – como foi com a gravação de um CD em conjunto com os outros dois grupos corais –, bem como outras actividades que, embora de carácter religioso, contribuem para a sensibilização da Comunidade – para a fragilidade social, entre outras – como aconteceu com a realização, em 1997, de um Gospel Night (Noite de Evangelho), com uma mensagem repleta de valores humanos e cristãos.


Enquanto espaço de convívio, formação cristã e amizade, no Grupo Coral Juvenil cada um é “voluntário para o outro” na medida em que se “oferece” para o crescimento e formação de todos e, em grupo, para as necessidades da Paróquia. 

Alguns elementos deixam também o seu testemunho pessoal:

“Ser voluntário é SER AMOR!”

“Ajudar é um bem preciso e por isso eu ajudo com vontade e não por pedido”

“Voluntariado não é só ajudar materialmente as pessoas mas, também, encher-lhes o coração de alegria e alento de viver, através da nossa voz e da nossa música.”

“Eu fui para o coro porque gosto de cantar, de ter amigos novos e, de Jesus!”
 

“Ser voluntária é partilhar com os outros uma pequena parte de mim, recebendo em troca um espírito mais rico.”

“Fazer voluntariado é cada vez mais importante para as pessoas saberem ajudar sem ter nada em troca a não ser gratidão e amizade.”
 

“Entrei para a catequese involuntariamente(…) Gostei! Continuei voluntariamente, fiz grandes amizades, aprendi muito e cresci também bastante como pessoa. Apaixonei-me ainda mais pelo voluntariado desta “casa” que só vive por nós e graças a nós. O coro é, agora, como uma bebida quente que aquece a garganta, dá energia e reconforta a mente!”

 
 “É bom cantar, animar uma festa na casa de Deus, pois leva a oração e alegria ao coração das pessoas.”

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