PARIS – manifestação gigantesca pró- família
Decorreu dia 24, em
Paris e noutras cidades francesas , uma manifestação gigantesca contra a
desnaturalização do casamento ,que o governo de Hollande quer impor.
Centenas de milhar de franceses de diferentes procedências
ideológicas e tradições religiosas encheram o centro da capital francesa. Eram
visíveis Bispos católicos ,entre eles destacava-se o Cardeal Barbarin,
muçulmanos, e ateus reconhecidos .
Democrática e ordeiramente , famílias inteiras ,com cartazes
alusivos ao seu protesto e indignação contra a desnaturalização do casamento,
como sempre foi reconhecido e aceito por todas as culturas.
”Democraticamente” a polícia acolheu homens, mulheres e crianças desarmados com descargas
brutais de gás lacrimogéneo. Largas centenas de pacíficos cidadãos entre eles
muitos eleitos, tiveram de ser socorridas. As suas armas eram simples
cartazes!...No país das liberdades, era-lhes vedado o acesso ao Eliseu, como
vulgares terroristas ou malfeitores.
A tirania do pensamento único já está a dar sinais do seu
querer uniformizar o pensamento dos cidadãos. É esta tirania que está a destruir o Ocidente. É a já bem conhecida Ditadura do pensamento único. Quem não estiver disposto, no uso da sua
liberdade fundamental, a “embarcar” nesta onda que nos é imposta, sabe-se lá
por quem, é ameaçado, psicológica e fisicamente, e a sua vida corre riscos. As
agressões durante esta manifestação , são disto um exemplo eloquente.
Não se pode, porém, claudicar. Numa sociedade democrática,
não pode admitir Que nos imponham a lógica do unanimismo. Sobretudo, como é o
caso, da defesa do direito natural, intrínseco à natureza humana.
As maiorias devem perder o medo de minorias agressivas.Com
respeito pelas opiniões dos outros mas sem nos deixarmos calar. E nesta
grandiosa manifestação, o que se pedia e tem de continuar a pedir, é o respeito
pelo funcionamento natural da espécie humana , no que concerne aos fundamentos
mais profundos da Família: o casamento,
como princípio estruturante da mesma, que une um homem a uma mulher,
complementares e iguais na diversidade. O pluralismo democrático está ameaçado
quando se impede a livre expressão do
pensamento.
Carlos Aguiar Gomes
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