Igreja quer católicos com intervenção
Dia
Cáritas diocesano assinala-se em Valença
D. Anacleto Oliveira, durante a celebração euca-
rística, pelas 11 h30, na Igreja de Santo Estevão, no interior das muralhas,
dará posse ã direcção local, na presença de alguns dos responsáveis
diocesanos.
A direcção deste novo núcleo na diocese será
constituída por Jorge Manuel Esteves Santos Silva, da Paróquia de Ganfei e
Paróquia de Valença (Presidente); Maria Salomé Pereira Queiroz Martins, da
Paróqui- a de Valença (Vice-Presi- dente); Aurélia da Conceição Costa Torres,
da Paróquia de Valença (Secretária); Inês
Rita da Silva Ferreira, da Paróquia de Valença
(Tesoureira); Maria Arminda Monteiro Gama, da Paróquia de Ganfei, Maria
Armanda da Cunha Barbosa, da Paróqui a de Cerdal e Joaquim José Torres Veiga,
da Paróquia de Gandra (Vogais).
Os responsáveis diocesanos sublinham o tacto de
actualmente “muita gente” depender da “acção generosa e solidária”,
enfatizando que graças à partilha das gentes do Alto Minho, no ano transacto a
Cáritas Diocesana apoiou 2 049 famílias, correspondendo a 6 286 pessoas, uma
intervenção que traduzida em euros ascende a mais de 60 mil.
De segunda-feira, dia 25, até ao dia 6 de Março,
nas diferentes sedes dos arciprestados vão decorrer peditórios de rua, muitos
deles coincidentes com os dias de feira na localidade.
O presidente da Comissão Episcopal responsável
pela Pastoral Social alertou para a necessidade de os católicos portugueses
terem uma presença “interventiva” perante enfrentar a actual crise econômica,
propondo um “novo modelo de sociedade”.
“Os sinais que os tempos nos oferecem interpe-
lam-nos, pedem a nossa responsabilidade, exigem o nosso compromisso. Como
cidadãos e cristãos nunca poderemos alhear-nos das condições de vida das pessoas
e dos problemas da sociedade”, escreve D. Jorge Ortiga, na sua mensagem para o
Dia Nacional da Cáritas 2013, que se celebra no próximo dia 3, em volta do
tema ‘Fé comprometida. Cidadania activa’.
O arcebispo de Braga
diz que esta celebração deve “favorecer uma maior
consciencialização sobre o lugar que a caridade deve ocupar nas nossas vidas e
reforçar a coragem duma indispensável presença interventiva na sociedade.”.
“É mais fácil permanecer no imobilismo, na desconfiança
ou até num certo saudosismo do passado do que abrii-se à novidade de estilos de
vida diferentes, de decisões estruturais indispensáveis, de compromissos
voltados para futuro”, alerta.
O presidente da Comis
são Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade
Humana apela a um “compromisso da fé através duma cidadania activa, atenta às
responsabilidades da hora presente, convicta da força transformadora dos
gestos e dos sinais que, como expressão da fé, apontam para uma humanidade
renovada”.
O arcebispo de
Braga conclui com os votos de que “a relação entre as pessoas e o funcionamento
das estruturas da sociedade consigam ser expressões mais consentâneas de um
mundo onde
vale a pena viver”.
in Notícias de Viana, 21 de Fevereiro de 2013
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