artística» ao
serviço da fé
Bento XVI elogiou o papel dos artistas na
transmissão da fé cristã, destacando a sua “sensibilidade” e capacidade de
explorar novas linguagens.
Numa mensagem enviada à sessão pública das Academias
Pontifícias, este ano centrada na figura dos artistas, o Papa diz que estes
podem “colher e acolher com mais profundidade do que outros a beleza própria da
fé e, portanto, voltar a exprimi-la e comunica-la com a sua própria
linguagem”.
“Podemos falar, por isso, no artista como
testemunha, de algum modo privilegiado, da beleza da fé”, acrescentou.
Os trabalhos foram iniciados pelo cardeal
Gianfranco Ravasi, presidente do CPC, que entregou os documentos de nomeação à
direcção e acadêmicos da nova Academia Pontifícia de Latinidade (APL).
Bento XVI deixou votos de que a instituição para
o “estudo e uso da língua latina” promova uma “profícua e fecunda actividade
de promoção” do latim, “legado precioso da tradição e testemunho privilegiado
do patrimônio cultural que precisa de ser transmitido às novas gerações”.
As academias coordenadas pelo Conselho
Pontifício da Cultura (CPC) escolheram como tema do seu 17.2 encontro
anual ‘O artista, como a Igreja, testemunha da beleza da fé’.
O prêmio anual das academias foi entregue
ex-áqueo à escultora polaca Anna Gulak e ao pintor espanhol David Ribes Lopez,
para “encorajar os que, entre os artistas mais jovens, querem oferecer o seu
próprio contributo à promoção e à realização de um novo humanismo cristão”, sublinhou
Bento XVI.
Ivano Dionigi, presidente da APL, interveio no
encontro e destacou a importância do latim para “falar bem”.
“Hoje temos em uma verdadeira entropia
lingüística: um estado de desordem em que as nossas palavras, reduzido a
vocábulos, desvanecem o seu rosto e perdem a sua força”, declarou.
Sem comentários:
Enviar um comentário